Deh Oliveira
Do Diário do Grande ABC
A Prefeitura de Santo André iniciou as obras para modificar o paisagismo na cidade sem sequer encaminhar o projeto com as mudanças previstas a órgãos do município ligados ao meio ambiente e à conservação do patrimônio histórico e cultural.
A presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Santo André, Irene Grasson Pereira de Souza, disse que o projeto jamais foi levado à discussão no Comugesan (Conselho Municipal de Gestão e Saneamento Ambiental) ou no Condephapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico de Santo André).
Integrante do Condephapasa, o vice-presidente da Acisa (Associação Comercial de Santo André), Flavio Caio Novita Martins, admite que o projeto não foi levado ao conselho. "Na primeira reunião deste ano não houve qualquer discussão nesse sentido. O segundo encontro ainda não ocorreu."
Explicações - A Prefeitura de Santo André entregou ontem ao Ministério Público esclarecimentos sobre as intervenções ocorridas no Paço Municipal nos primeiros meses deste ano.
A Promotoria investiga acusação feita contra a administração de crimes ambientais, por retirar árvores e vegetação nativa sem autorização ambiental e desrespeitar o processo de tombamento da área.
terça-feira, 17 de março de 2009
CETESB AGUARDA ESTUDO SOBRE CONTAMINAÇÃO EM ATERRO

Aterro sanitário de Santo André precisa ser ampliado até maio. Foto: Luciano Vicioni
Documento tem de apresentar estudo detalhado sobre possível contaminação em terreno de Sto.AndréA Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) aguarda desde 2005 um relatório sobre os níveis de contaminação do Aterro Sanitário de Santo André. Depois de uma análise no lençol freático do aterro, a Cetesb percebeu níveis alterados de substâncias que indicavam contaminação. A Companhia pediu, na ocasião, um estudo detalhado sobre uma possível contaminação em todo o terreno. De acordo com a Cetesb, o detalhamento não foi entregue e não foi estipulado prazo para que isso ocorra. O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), responsável pelo aterro, confirmou o problema em 2005. De acordo com a versão da autarquia, o próprio Semasa informou a Cetesb sobre a alteração. Em nota, o serviço municipal disse que “na ocasião, foi observado que o nível de contaminação era irrisório, não levando prejuízos ao meio ambiente e à população”. Mesmo assim, o Semasa informa que no mesmo ano foram realizadas intervenções, como a construção de uma barreira hidráulica e sete postos drenantes, para evitar problemas. A autarquia afirmou ainda monitorar mensalmente o aterro, em que os índices de contaminação estão sempre baixos. O depósito de lixo funciona desde 1986 e está no limite de utilização. A capacidade do espaço de 217 mil metros quadrados termina em maio. O Semasa pleiteia junto a Cetesb autorização para utilizar um espaço de 43,5 mil metros quadrados dentro do próprio aterro por mais oito anos. A Cetesb disse que dará um parecer ainda nesta semana e que o estudo sobre a contaminação não impede a ampliação do aterro. Para o próximo mês, o Semasa planeja realizar uma audiência pública sobre a vida útil do depósito, que recebe 20 mil toneladas por mês de lixo.
segunda-feira, 16 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
Ação no Dia Mundial da Água
A Associação dos Amigos do Parque Central (APC)
convida a todos(as)para participarem da limpeza
do entorno das lagoas que estão localizadas no
Pq Central em Sto. André.
Esta ação é um trabalho de sensibilização
sobre a preservação ambiental e a manutenção
deste importante espaço público.
Data: 22 de março, às 9h
Local: Rua José Bonifácio s/n
B. Paraiso Santo André.
Contamos com sua presença
convida a todos(as)para participarem da limpeza
do entorno das lagoas que estão localizadas no
Pq Central em Sto. André.
Esta ação é um trabalho de sensibilização
sobre a preservação ambiental e a manutenção
deste importante espaço público.
Data: 22 de março, às 9h
Local: Rua José Bonifácio s/n
B. Paraiso Santo André.
Contamos com sua presença
Dia Mundial da Água (22 de março)

Dia Mundial da Água (22 de março)
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA
(Fonte: site Universidade da Água)
1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
2. A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceder como são: a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 30 de Declaração Universal dos Direitos Humanos.
3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, preocupação e parcimônia.
4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente, para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam.
5. A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras.
6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.
8. A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.
9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Pensamento da Semana
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
Martin Luther King
Martin Luther King
Parque Guaraciaba
Uma das últimas áreas de Mata Atlântica de Santo André, que poderia se transformar em um parque ecológico, aberto á população, é transformado em depósito de árvores e arbustos retirados da cidade.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Parque Guaraciaba vira ponto de “desova” de árvores cortadas
Depois da destruição do parque localizado no Paço Municipal, a prefeitura está utilizando a área do Parque Guaraciaba, para desovar os restos das árvores e plantas cortadas.
O depósito está improvisado em uma área de difícil acesso no parque, longe das entradas oficiais e das residências próximas, o que impede a visão de quem passa pelos arredores.
Ironicamente, no local existem placas que indicam que a área é ecológica, onde é proibido o desmatamento e a deposição de lixo.
Convocação do Secretário de Obras para dar explicações sobre a devastação no Paço Municipal.
Esclarecimentos - Ainda durante a sessão desta quinta, os vereadores aprovaram por unanimidade o requerimento do vereador Jurandir Gallo (PT), que convocou o secretário de Obras e Serviços Públicos, Alberto Rodrigues Casalinho, para dar explicações sobre a reforma paisagística de Aidan.
"É estranho, algumas árvores foram cortadas na segunda e terça-feira de carnaval, mas a licença só veio dois dias depois. Queremos saber porque Aidan age na ilegalidade", disse Gallo.
Nem mesmo vereadores da sustentação de Aidan aceitaram o corte indiscriminado de árvores. "Foi precipitado. Devemos conversar melhor sobre o tema para que a cidade não sofra daqui há 20 anos", garantiu Paulinho Serra (PSDB).
Por: Júlio Gardesani ABCD Maior
"É estranho, algumas árvores foram cortadas na segunda e terça-feira de carnaval, mas a licença só veio dois dias depois. Queremos saber porque Aidan age na ilegalidade", disse Gallo.
Nem mesmo vereadores da sustentação de Aidan aceitaram o corte indiscriminado de árvores. "Foi precipitado. Devemos conversar melhor sobre o tema para que a cidade não sofra daqui há 20 anos", garantiu Paulinho Serra (PSDB).
Por: Júlio Gardesani ABCD Maior
quinta-feira, 5 de março de 2009
Depoimentos
Depoimentos de moradores de Santo André á respeito da retirada de árvores e arbustos do Paço Municipal de Santo André no feriado de carnaval.
Santo André devasta área preservada

Canteiro da praça 4º Centenário, onde fica o Paço de Santo André: área protegida pelo Condephaat. Foto: Luciano Vicioni.
Qualquer obra na praça 4º Centenário tem de ter autorização do Condephaat
Sem o consentimento do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), a Prefeitura de Santo André derrubou árvores e arbustos dos jardins do Paço Municipal, que está em estudo para tombamento. A retirada da vegetação foi realizada durante o feriado de Carnaval.
Toda a área da praça 4º Centenário, sobre a qual estão os prédios da Prefeitura, Câmara, Fórum e Teatro Municipal, está protegida judicialmente pelo Condephaat. “O projeto ainda não foi aprovado pelo conselho, pois uma análise da proposta, realizada por técnicos da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria de Estado da Cultura, demonstrou serem necessários maiores detalhes”, informou o Condephaat por meio de nota.
Ainda de acordo com informações do órgão de defesa do patrimônio, no início de fevereiro a Prefeitura de Santo André enviou ao conselho um pedido de modificação paisagística. Porém, até o momento, a solicitação não foi viabilizada, pois é necessário que a Administração apresente o detalhamento do novo projeto. O Condephaat ainda não está a par das atitudes tomadas durante o Carnaval. Contudo, a entidade informou que “em caso deste tipo de infração, o Conselho deverá se reunir para deliberar a respeito”. O detalhamento do projeto foi pedido à Administração por meio do oficio UPPH/GT – 150/09 P. Condephaat 34.982/96. A Prefeitura não se pronunciou sobre o assunto.
A retirada da vegetação do Paço Municipal faz parte do projeto de mudança do paisagismo da cidade, anunciada pelo prefeito Aidan Ravin (PTB) no dia 18 deste mês. De acordo com ele, o objetivo é remodelar a paisagem urbana com a retirada de arbustos e plantas de médio porte para ceder espaço para vegetação rasteira, principalmente grama. Na ocasião, o prefeito afirmou que as ações integrarão grande parte da área verde do município e que a intervenção não trará custos para os cofres públicos.
Crime ambiental - A retirada de vegetação do Paço Municipal desagradou ambientalistas da Associação Amigos do Parque Central, que denunciaram a ação na última quarta-feira (25/02) ao Ministério Público. De acordo com o presidente da instituição, José Carlos Vieira, Aidan foi “oportunista ao modificar o paisagismo do Paço no período de Carnaval”. “Foram dias em que a cidade estava quase vazia. Assim, poucas pessoas puderam acompanhar esse crime ambiental”, criticou. Vieira afirmou que a denúncia também será encaminhada à Polícia Ambiental..
Ao Ministério Público, Vieira também levou a informação do corte de uma árvore da espécie pau-brasil, que consta da relação do Ibama como espécie ameaçada de extinção (leia reportagem nesta página). “Vários crimes ambientais foram cometidos. Nosso receio é que as mesmas faltas sejam levadas para os parques da cidade”, argumentou. Na gestão passada, a Associação plantou mais de mil mudas de árvores nativas no Parque Central, como lembrou o ambientalista. “Foi uma ação conjunta com a Prefeitura. Agora temos receio do que há por vir.”
Pau-brasil está na lista de plantas em extinção
Protegida por lei e com atenção especial do Ministério da Agricultura, o pau-brasil (Caesalpinia Echinata Lam) possui até mesmo uma data comemorativa. A lei federal nº 6.607 de 07 de dezembro de 1978, declara a espécie árvore nacional e institui o Dia do Pau Brasil: 3 de maio. A planta também se encontra em uma extensa lista sobre a flora brasileira ameaçada de extinção feita pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais).
“É uma árvore protegida pela legislação. Qualquer atitude de poda deve ser baseada em um estudo técnico para o replantio da espécie”, explicou o ambientalista Fábio Vital, que também integra o Conselho de Políticas Urbanas de Santo André. Ao ser notificado sobre a mudança no paisagismo da praça 4º Centenário, Vital informou que levará a questão para ser discutida na próxima reunião do conselho, dia 12 de março.
Ele pontuou também que durante a gestão passada, o município “foi exemplo de preservação de meio ambiente”. “Pesquisadores vinham de outras cidades para estudar o projeto que estava sendo desenvolvido em Santo André. A intenção dos técnicos ambientais da Prefeitura era uma cidade botânica”, explicou. “Não se pode podar a vegetação sem um projeto específico. Antes de cortar uma árvore, é preciso estudar a possibilidade de remanejá-la para outro local”, opinou.
Por: Renan Fonseca (renan@abcdmaior.com.br)
terça-feira, 3 de março de 2009
MP pede reparação de área devastada
Por: Renan Fonseca (renan@abcdmail.com.br)
Ofício enviado à Prefeitura de Sto.André solicita ainda esclarecimentos sobre modificações no paisagismo do Paço
A prefeitura de Santo André ainda não respondeu ao ofício expedido pelo promotor de Justiça do Meio Ambiente, José Luiz Saicali. O documento exige esclarecimentos sobre a retirada de vegetação do Paço Municipal realizada nos dias 22 e 23 de fevereiro, feriados de Carnaval. A Prefeitura tem até o próximo dia 19/03, já que o papel foi enviado na tarde do dia 26/02 e o prazo para o pronunciamento é de 15 dias úteis.
De acordo com Saicali, além de esclarecimentos, o oficio requere ações que possam reparar os erros cometidos durante o remodelamento do paisagismo da Praça 4º Centenário. A denúncia foi entregue ao promotor pelos ambientalistas da Associação Amigos do Parque Central, que acompanharam os trabalhos dos funcionários da Prefeitura.
Inquérito – O mesmo caso também é alvo de inquérito que está sendo apurado pelo 1º Distrito Policial do município. A denúncia foi encaminhada pela Polícia Ambiental, que constatou que as ações da administração foram feitas sem licença ambiental, conforme informou o ABCD MAIOR no dia 27/02.
De acordo com o delegado assistente Marcio Antônio Pereira Macedo, o inquérito ainda está no início e deve demorar a ser concluído. Caso seja confirmado os crimes ambientais, os laudos do inquérito serão encaminhados ao Ministério Público, que julgará a sentença. A prefeitura não comentou o assunto até o fechamento desta edição.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Pitangueira
Este filme mostra uma pitangueira sendo retirada sem o torrão e depois sofrendo uma poda drástica.Perguntamos: Qual foi o seu crime para ser tratada deste jeito?Oferecer sombra as pessoas e alimentar aos pássaros.A natureza é mesmo uma mãe os senhores não acham?
Novas fotos da destruição no Paço Municipal
Vários caminhões retiraram o solo fértil, agora estão trazendo a terra de volta.Quem está pagando essa conta?
domingo, 1 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Polícia Ambiental autua Prefeitura de Sto.André

Por: Renan Fonseca (renan@abcdmail.com.br)
Canteiro sem vegetação da praça 4º Centenário, onde fica a Prefeitura de Santo André. Foto: Luciano Vicioni.
Inquérito policial vai apurar corte e remoção de vegetação do Paço Municipal e determinar sanções
A Prefeitura de Santo André cortou e removeu e vegetação nativa e exótica da praça 4º Centenário, onde fica o Paço Municipal, sem licença. A afirmação é da Polícia Ambiental, que flagrou a ação da Administração nos dias 22 e 23 de fevereiro e levou o caso para o 1º Distrito Policial do município, onde registrou um boletim de ocorrência. O documento será encaminhado para o MP (Ministério Público). A Prefeitura de Santo André não se pronunciou sobre o caso.
De acordo com a comandante do pelotão ambiental do ABCD, Paola Wohnrath Mele, no ato da autuação, a Administração apresentou uma licença expedida pelo Semasa (Saneamento Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia da Prefeitura, datada de 25/02. “Mas a retirada da vegetação foi feita no domingo e na segunda-feira (22 e 23/02). Portanto, o documento não tem validade”, afirmou a policial. Os crimes promovidos pela Prefeitura ferem a Lei de Crimes Ambientais, 9.605/98, como explicou Paola.
A responsável pelo pelotão ambiental da Região informou ainda que a autuação está baseada no artigo 49 da lei. A legislação rege que é crime “destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia”.
A pena para estes tipos de caso é “detenção, de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. No crime culposo (sem intenção), a pena é de um a seis meses, ou multa”. O comando policial informou ainda que o inquérito irá apontar a possibilidade de alguma autoridade da Prefeitura ser penalizada.
Nos próximos dias, um inquérito policial será aberto para apurar os fatos e determinar as sanções para a Prefeitura. A comandante também confirmou a poda de um exemplar de pau-brasil. “A perícia está estudando a poda para sabermos se foi um corte drástico ou se foi feito com a finalidade de salvar a planta. Neste caso, a árvore deveria apresentar desgastes antes da poda”, ressaltou Paola.
Repercussão - Já são duas denúncias contra a administração do prefeito Aidan Ravin (PTB) desde que deu início ao projeto de remodelação do paisagismo da praça 4º Centenário. Toda a ação foi realizada durante o feriado de Carnaval. Além do policiamento ambiental, ambientalistas da Associação Amigos do Parque Central registraram denúncia no Ministério Público.
O promotor de Justiça do Meio Ambiente, José Luiz Saicali, encaminhou ofício à Prefeitura pedindo esclarecimentos sobre o caso. Entretanto, até a tarde desta sexta-feira (27/02), a Administração não havia respondido ao promotor.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Frase da Semana
"Bom caráter é para ser mais enaltecido do que talento extraordinário. A maioria dos talentos é de uma certa forma um dom. Bom caráter, em contraste, não nos é dado. Temos que construi-lo peça por peça... por pensamentos, escolhas, coragem, e determinação."
( John Luther )
( John Luther )
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Massacre ambiental no Paço Municipal de Santo André
A prefeitura de Santo André se aproveita do feriado de carnaval para cometer diversos crimes ambientais!!!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Grumixama

Nome científico: Eugenia brasiliensis
Família: Mirtáceas
Nome comum: grumixameira, grumixaba
Origem: Brasil – Mata Pluvial Atlântica
Descrição e característica da planta: a grumixameira ocorre naturalmente do sul do estado da Bahia ao estado de Santa Catarina na mata pluvial atlântica. Embora tenha um crescimento rápido no início, demanda muitos anos para que se torne uma árvore de maior porte.
A planta é perene (sobrevive por muitos anos) e pode alcançar até 20 metros de altura. O seu tronco apresenta áreas mescladas de tonalidades marrom, devido a permanente troca de casca. Essa característica é comum em muitas espécies da família das Mirtáceas, como a goiabeira, a jabuticabeira e o cambucazeiro. As folhas são duras, coriáceas, mais longas (6 a 9 centímetros de comprimento) que a largura (3 a 5 centímetros), verdes e brilhantes. As flores brancas são hermafroditas (têm os dois sexos na mesma flor), autoférteis e emitidas na base das folhas com os ramos (axilares). Os frutos apresentam um longo pedúnculo (cabo) são verdes quando novos e depois, dependendo da variedade, a cor torna-se vermelha-escura (quase preta), amarela ou roxa, quando amadurecem. O seu formato é alongado e na extremidade apical nota-se presença de restos da estrutura floral (sépalas) presos e permanentes. A polpa é viscosa, pegajosa, adocicada e muito saborosa. As condições favoráveis ao desenvolvimento da planta são: temperaturas amenas a quentes, boa disponibilidade de água durante o ano e solos com boa capacidade de drenagem, ricos em matéria orgânica e com boa fertilidade. A propagação é feita através de sementes, mas, em plantações comerciais, o mais desejável seria a enxertia em mudas da própria grumixama. Isso permite obter plantas mais uniformes e frutos semelhantes à planta matriz.
Produção e produtividade: como as plantas são cultivadas nos fundos de quintais e nas chácaras, não existem dados sobre a produtividade. Contudo, nota-se que as plantas produzem grande quantidade de frutos todos os anos.
Utilidade: os frutos são comestíveis e muito apreciados ao natural, mas podem ser usados no preparo de vinhos, licores e doces. Muitas espécies de aves, insetos e outros animais se alimentam dessa fruta. A planta é indicada para arborização de ruas, parques, praças e jardins, para compor o aspecto paisagístico e para atrair os pássaros.
Enviado por Dicionário inFormal (SP)
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Saem arbustos e vegetação de médio porte e volta a grama, de manutenção mais cara
O prefeito Aidan Ravin (PTB) anunciou nesta quarta-feira (18/02) uma mudança radical no paisagismo de Santo André: a troca dos canteiros com arbustos e plantas de médio porte por grama. O remanejamento de árvores também está previsto. Beleza e mudança de marca do governo anterior são os motivos apresentados por Aidan para a mudança.
Máquinas e mão-de-obra de funcionários públicos estão sendo usados para a empreitada, que já começou nos canteiros da avenida Prestes Maia, próximo à Fundação Santo André. O prefeito afirmou que a ação não “custará nada” aos cofres públicos. “O investimento é zero, pois essa reestruturação paisagística já faz parte do plano de manutenção da cidade”, disse o secretário de Obras e Serviços Públicos, Alberto Casalinho.
Sobre os canteiros em reforma na Prestes Maia, o prefeito afirmou que várias árvores serão retiradas para dar lugar à grama. “Olhando assim, parece que está tudo em desordem. Vamos colocar um tapete verde para destacar melhor a paisagem”, ressaltou.
As plantas, de acordo com o Aidan, serão remanejadas para outros lugares do município. “Vamos tirar algumas plantas e colocar um tapete de grama para dar um descanso visual para quem passa. Se a pessoa vê apenas um monte de mato pode até ficar irritado”, alegou. Uma das principais intenções de Aidan com as atividades é apresentar uma mudança de governo. “Todo governo tem uma característica diferente. Eu prefiro que seja feito dessa forma. E já é um dedinho da mudança de administração”, confirmou.
Mais custos - O paisagista Hugo Biagi explica que o manejo com gramíneas é mais oneroso que as plantas de grande porte. “A grama tem de ser podada constantemente. Num período médio de dois anos, o valor da manutenção é maior que o investido no projeto”, informou. “Outra coisa a ser observada é a questão do meio ambiente. Todas as cidades precisam de mais árvores e áreas verdes. Por isso, trocar plantas de grande e médio porte por gramíneas não é viável”, apontou Biagi.
Por: Renan Fonseca - ABCD Maior
Prefeitura vai remodelar paisagismo da cidade
Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC
A Prefeitura de Santo André vai mudar o projeto paisagístico da cidade que passará a ser composto predominantemente por espécies de plantas rasteiras.
A promessa do secretário de Obras e Serviços Públicos, Alberto Rodrigues Casalinho, é de que, em até 60 dias, os principais corredores da cidade sejam contemplados com o novo modelo de vegetação. "Com o tempo, a ideia é chegar nos bairros." O objetivo é estabelecer um equilíbrio ambiental e melhorar a visibilidade.
A novidade começou nas avenidas Prestes Maia, altura da Fundação Santo André, e Giovanni Batista Pirelli, onde é possível observar uma vegetação mais baixa.
Ontem, o prefeito Aidan Ravin (PTB) vistoriou as obras acompanhado por secretários. "Vamos mudar a cara de Santo André. Ao manter plantas mais rasteiras nos canteiros centrais, motoristas não terão medo de parar em um cruzamento, por exemplo, e haverá mais espaços para passeios e lazer."
Os parques também terão gramados recuperados. O secretário de Obras, Alberto Casalinho, explicou que o novo paisagismo será feito com recursos próprios do Departamento de Parques e Áreas Verdes. As plantas virão do viveiro municipal que produz mais de 350 mil mudas a cada três meses.
Do Diário do Grande ABC
A Prefeitura de Santo André vai mudar o projeto paisagístico da cidade que passará a ser composto predominantemente por espécies de plantas rasteiras.
A promessa do secretário de Obras e Serviços Públicos, Alberto Rodrigues Casalinho, é de que, em até 60 dias, os principais corredores da cidade sejam contemplados com o novo modelo de vegetação. "Com o tempo, a ideia é chegar nos bairros." O objetivo é estabelecer um equilíbrio ambiental e melhorar a visibilidade.
A novidade começou nas avenidas Prestes Maia, altura da Fundação Santo André, e Giovanni Batista Pirelli, onde é possível observar uma vegetação mais baixa.
Ontem, o prefeito Aidan Ravin (PTB) vistoriou as obras acompanhado por secretários. "Vamos mudar a cara de Santo André. Ao manter plantas mais rasteiras nos canteiros centrais, motoristas não terão medo de parar em um cruzamento, por exemplo, e haverá mais espaços para passeios e lazer."
Os parques também terão gramados recuperados. O secretário de Obras, Alberto Casalinho, explicou que o novo paisagismo será feito com recursos próprios do Departamento de Parques e Áreas Verdes. As plantas virão do viveiro municipal que produz mais de 350 mil mudas a cada três meses.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Incêndios mataram um milhão de animais na Austrália
13/2/2009
Além de provocar a morte de pelo menos 180 pessoas, os incêndios que atingiram o sul da Austrália causaram uma grande devastação na fauna e na flora da região.

Coala fêmea, batizada de Sam, foi resgatado enquanto fugia do fogo, por um bombeiro que trabalhava durante incêndio na Austrália
Segundo o Resgate de Vida Selvagem do Estado de Victoria, estima-se que pelo menos um milhão de animais morreram na tragédia.
Entre as vítimas estavam animais de criação, como ovelhas, gado e cavalos; de estimação, como cães e gatos; e espécies nativas, como répteis, cangurus, coalas, gambás, wombats, equidnas.
Muitos moradores tiveram que fugir às pressas de suas casas e deixar seus animais de estimação para trás. Os serviços de emergência conseguiram resgatar alguns animais, muitos deles feridos e com queimaduras.
Aqueles com fraturas mais graves e praticamente incuráveis foram abatidos, segundo o grupo de resgate de Victoria.
Mais de 400 mil hectares de florestas foram queimados pelas chamas que chegaram a passar a 120 quilômetros por hora.
Alguns animais conseguiram escapar escondidos em buracos na terra feito por wombats e equidnas. "Só vamos realmente saber a dimensão dos estragos na vida selvagem quando conseguirmos acesso a todas as áreas atingidas", complementou ela. "Essa é a esperança que temos", disse Fiona Corked, do Resgate de Vida Selvagem de Victoria.
"Em alguns momentos, a força do fogo foi tão devastadora que mesmo cangurus (que podem chegar a velocidade de 60 quilômetros por hora), não conseguiram escapar correndo", disse o serviço de emergência de Victoria ao jornal The Times.
No final dessa semana, equipes de resgate usarão helicópteros para procurar por mais sobreviventes entre os animais. Estes serão levados a santuários e a zoológicos. Assim que se recuperarem, serão devolvidos ao seu habitat natural.
Incêndios continuam
No quinto dia de incêndios, as equipes de resgate ainda não conseguiram conter o fogo. Ainda há cerca de 20 focos espalhados ao norte de Melbourne.
Ao menos cinco municípios rurais foram destruídos quase por completo. Mais de sete mil pessoas estão em abrigos temporários e recebendo doações que chegam de várias partes do país às áreas atingidas.
Fonte: iG ùltimo Segundo.
Além de provocar a morte de pelo menos 180 pessoas, os incêndios que atingiram o sul da Austrália causaram uma grande devastação na fauna e na flora da região.

Coala fêmea, batizada de Sam, foi resgatado enquanto fugia do fogo, por um bombeiro que trabalhava durante incêndio na Austrália
Segundo o Resgate de Vida Selvagem do Estado de Victoria, estima-se que pelo menos um milhão de animais morreram na tragédia.
Entre as vítimas estavam animais de criação, como ovelhas, gado e cavalos; de estimação, como cães e gatos; e espécies nativas, como répteis, cangurus, coalas, gambás, wombats, equidnas.
Muitos moradores tiveram que fugir às pressas de suas casas e deixar seus animais de estimação para trás. Os serviços de emergência conseguiram resgatar alguns animais, muitos deles feridos e com queimaduras.
Aqueles com fraturas mais graves e praticamente incuráveis foram abatidos, segundo o grupo de resgate de Victoria.
Mais de 400 mil hectares de florestas foram queimados pelas chamas que chegaram a passar a 120 quilômetros por hora.
Alguns animais conseguiram escapar escondidos em buracos na terra feito por wombats e equidnas. "Só vamos realmente saber a dimensão dos estragos na vida selvagem quando conseguirmos acesso a todas as áreas atingidas", complementou ela. "Essa é a esperança que temos", disse Fiona Corked, do Resgate de Vida Selvagem de Victoria.
"Em alguns momentos, a força do fogo foi tão devastadora que mesmo cangurus (que podem chegar a velocidade de 60 quilômetros por hora), não conseguiram escapar correndo", disse o serviço de emergência de Victoria ao jornal The Times.
No final dessa semana, equipes de resgate usarão helicópteros para procurar por mais sobreviventes entre os animais. Estes serão levados a santuários e a zoológicos. Assim que se recuperarem, serão devolvidos ao seu habitat natural.
Incêndios continuam
No quinto dia de incêndios, as equipes de resgate ainda não conseguiram conter o fogo. Ainda há cerca de 20 focos espalhados ao norte de Melbourne.
Ao menos cinco municípios rurais foram destruídos quase por completo. Mais de sete mil pessoas estão em abrigos temporários e recebendo doações que chegam de várias partes do país às áreas atingidas.
Fonte: iG ùltimo Segundo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Coruja-buraqueira
A coruja-buraqueira possui este nome pois vive em buracos cavados no solo. Embora seja capaz de cavar sua própria cova, vivem nos buracos abandonados de tatus, cachorro de pradaria e tocas de outros animais. De porte pequeno, a Coruja-buraqueira possui uma cabeça redonda, tem sobrancelhas brancas, olhos amarelos, e pernas longas. Ao contrário a maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. É uma ave tímida, por isso, vive em lugares sossegados. Durante o dia ela cochila em seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores. Possui uma visão 100 vezes mais penetrante que a visão humana e uma ótima audição. Tem vôo suave e silencioso.
Para enxergar alguma coisa ao seu lado ela tem que virar a cabeça, pois seus grandes olhos estão dispostos lado a lado, num mesmo plano. Por alimentar-se de insetos, é muito útil ao homem, beneficiando-o na agricultura. Come pequenos roedores (ratos), insetos e cobras. A coruja buraqueira anda sem destino enquanto caça, e depois de pegar sua presa vai para um puleiro, como uma cerca ou pousa no próprio solo. São aves principalmente crepusculares (ativo ao entardecer e amanhecer), mas caçará, se preciso, ao longo de 24 horas.
A reprodução da coruja-buraqueira começa entre março ou abril. Ela faz seu ninho em buracos no solo, aproveitando antigas tocas de tatu ou de outros animais. O casal se revezando, alarga o buraco, cava uma galeria horizontal usando os pés e o bico e por fim forra a cavidade do ninho com capim seco. As covas possuem, em torno de 1,5 a 3 m de profundidade e 30 a 90 cm de largura. Ao redor acumula estrume e se alimenta dos insetos atraídos pelo cheiro. Botam, em média de 6 a 11 ovos; o número mais comum é de 7 a 9 ovos. A Incubação dura de 28 a 30 dias e é executada somente pela fêmea. Enquanto a fêmea bota os ovos, o macho providencia a alimentação e a proteção para os futuros filhotes. Os cuidados da cria, enquanto ainda estão no ninho são tarefa do macho. Quando os filhotes estão com 14 dias podem ser vistos empoleirando a entrada da cova, esperando pelos adultos e pela comida. Os filhotes saem do ninho com aproximadamente 44 dias e começam a caçar insetos quando estão com 49 a 56 dias.
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