domingo, 1 de novembro de 2009

Congresso pode extinguir leis ambientais

07/10/2009 às 05:00
As ONGs e alguns parlamentares estão segurando a onda como podem, mas o desmonte inacreditável da legislação ambiental brasileira caminha a passos largos e não tem estratégia de protelação que chegue. A coisa é tão grave, mas tão grave, que não vai dar pé sem uma forcinha da opinião pública. Então vamos lá.
Os ruralistas resolveram instaurar uma comissão especial para aprovar a reforma da legislação ambiental. Dos 18 titulares da comissão, 10 são da turma deles. Não obstante, queriam eleger também o presidente e o relator, contra o que PV e PSOL protestaram.
São vários os projetos de lei a serem avaliados, mas o favorito é o 5367/09, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), oriundo do mesmo estado que regularizou a ocupação em áreas de preservação permanente, que por sua vez são as mesmas que estão desabando sobre as cabeças dos catarinenses.
Já falei aqui que eu gosto de fazer o trabalho sujo para o qual pouca gente tem paciência. E lá fui eu ler todas as dezenas de páginas do PL. Agora conto pra vocês o resumo em linguagem de fim de semana:
- O projeto extingue todas as principais peças da legislação ambiental como a Política Nacional do Meio Ambiente, o Código Florestal, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, entre outros, e substitui tudo por uma coisa chamada Código Ambiental.
- Acaba com qualquer obrigação dos proprietários rurais de preservar mata nativa. Pode passar trator em tudo. Vegetação é coisa só para as unidades de conservação. Com exceção da mata ciliar, mas cada estado decidiria por conta própria o tamanho da faixa protegida, sem limite mínimo. E desde que ninguém queira derrubar, porque se quiser, também pode.
- Se a população quiser que sobre alguma coisa de pé em áreas privadas, o governo vai ter que pagar e só se o propriterário concordar. Nada sai de graça nessa vida, afinal, como diz o PL, o agronegócio é atividade "de interesse social". Ah tá, e o patrimônio natural não é não?
- O Conselho Nacional de meio Ambiente deixa de ter caráter deliberativo, passa a servir apenas para consulta, submetido a uma hieraquia chamada Sistema Nacional de meio Ambiente (SISNAMA), cuja autoridade máxima é Conselho de Governo, um órgão ligado ao presidente da República. Repare: quem dá a última palavra não é o Ministério do Meio Ambiente, que é muita ONG pro gosto deles.
- Todo e qualquer licenciamento ambiental teria que ser concluído em 60 dias. Depois desse prazo, o pedido de licença está automaticamente deferido, olha que beleza.
- Áreas de preservação permanente, como mangues, restingas, topos de morro e várzeas passam a se chamar "áreas frágeis". O que significa que são protegidas, até que alguém queria fazer ali uma obra. Aí não é mais protegido. Para isso, rola o licenciamento por parte do órgão ambiental, aquele dos 60 dias.
Preciso dizer mais alguma coisa?

Conheçam o Urutau, a "ave fantasma".Clique no título.

Compensação da compensação!!! Ver para crer...


Foto:Pedal Verde
Fala-se muito em compensação ambiental, mas pouca coisa está sendo feita de concreto.O problema maior é: aonde vão ser feitas estas compensações?Pois já não existem áreas disponíveis para este fim.
Uma obra prevista para compensar os estragos ambientais da ampliação da marginal Tietê vai precisar de sua própria compensação ambiental, já que sua construção vai exigir a derrubada de 8.137 árvores, quase 60% delas nativas do Estado.
Para a construção da estrada-parque, o governo optou pela medida mais barata: derrubar a vegetação.
A compensação para esse "estrago" será o plantio na área do mesmo número de árvores cortadas. Todas devem ser de espécies nativas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Moradores querem preservar área verde










Parque tem apenas 40% da área preservada. Foto: Amanda Perobelli
Área de preservação permanente em Mauá receberá obras da Dersa e pode receber UFABC
Cerca de 30 moradores do Parque São Vicente, em Mauá, lutam pela preservação de uma área verde de 200 mil m² que corre o risco de desaparecer. Localizada em uma região central da cidade, no fim da avenida Papa João 23, o terreno irá receber parte da nova via de ligação da Jacu-Pêssego, obra complementar ao trecho Sul do Rodoanel, e é estudada pela Prefeitura de Mauá para a construção de um campus da UFABC (Universidade Federal do ABC).
A área possui três lotes, cada um pertencente a um proprietário diferente. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é dono da maior parte por onde passará a obra da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário) e que pode também receber a universidade. O segundo trecho, onde se localiza a maior faixa preservada, é da Eletropaulo. O terceiro lote é de um proprietário particular, e sofre a ação do descarte ilegal de entulhos.
O movimento pela criação do Horto São Vicente quer que a Prefeitura de Mauá garanta que a Dersa irá realizar compensação ambiental pela obra na própria região. De acordo com os ambientalistas, 40% da área, que é considerada de Preservação Permanente, está conservada, mas precisa de melhorias.
“Queremos que a Dersa faça as compensações aqui, não na Capital. Essa área está na lembrança dos moradores de Mauá, que chegaram a nadar aqui. Além disso, é um importante filtro da poluição que deve aumentar ainda mais com o Rodoanel”, explicou a hoteleira Renata da Silva Ribeiro, 33 anos.
A moradora da região iniciou neste sábado (24/10) um abaixo-assinado para pedir a preservação do local. O movimento realiza desde 2006 ações ambientais na área, como o plantio de 200 novas mudas e a criação de uma trilha para caminhada.
O professor de geografia Geraldo Jordão, 38 anos, conta que o terreno possui três nascentes, apenas uma delas preservada. “Há muitos animais aqui também. Mesmo os eucaliptos precisam ser preservados, pois servem de moradias para esses bichos”, explicou. O grupo não é contra a vinda da UFABC, mas pedem para que o campus seja construído na parte já devastada.
Quem quiser participar do abaixo-assinado pode acessar o blog do movimento www.hortosaovicente.blogspot.com.
Por: Vanessa Selicani (vanessa@abcdmaior.com.br)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Justiça manda parar processo de ampliação do Aterro de Santo André

Repórter Diário - 20/10/2009
GEORGE GARCIA
Amanhã o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) vai apreciar o parecer da Cetesb (Companhia Ambiental de Meio Ambiente) que autoriza a prefeitura de Santo André, ampliar o aterro sanitário de cidade São Jorge, mas a possibilidade de aumentar a área do aterro, que daria para a cidade um fôlego de mais 13 anos para o depósito dos dejetos gerados no município pode esbarrar em uma decisão da justiça, movida pelo Fórum de Cidadania do ABC, que conseguiu uma tutela antecipada na
ação que move contra a ampliação do aterro.
O Fórum se baseia na falta de estrutura para a ampliação do local.
"Juntamos ao processo uma cópia de um DVD que tem imagens gravadas no local de
crianças, moradoras do Núcleo Espírito Santo, vizinho ao aterro", disse a presidente do Fórum, Maria Helena Musachio. "O Tribunal de Justiça mandou parar qualquer iniciativa de obras no local, porque a situação é grave, tem chorume (líquido que resulta da decomposição do lixo) invadindo as casas", explica.
Em primeira instância o Juiz Carlos Aleksander Romano Batistic Goldeman negou a tutela antecipada, e o Fórum de Cidadania entrou com recurso junto ao Tribunal de Justiça e ganhou, por unanimidade de votos. "Essa decisão é muito difícil de ser contestada".
O projeto da prefeitura é ampliar o aterro usando uma área de 39,8 mil metros quadrados, com isso a prefeitura terá mais 13 anos para a utilização do local. Para tanto a prefeitura teria que promover obras removendo uma seção administrativa do depósito e por duas cooperativas de reciclabem de lixo, que deverão ir para outro local.
O diretor superintendente do Semasa (Serviço de Saneamento Ambiental de Santo André), Ângelo Pavin, disse desconhecer a decisão da justiça.
"Não estou sabendo, mas é estranho sair essa decisão agora, às vésperas da reunião do Consema. Quem decide de é possível ou não a ampliação é o órgão competente, que é a Cetesb, que já deu parecer favorável, só não concedeu ainda o alvará, que vai depender da reunião de quarta-feira, do conselho", resumiu Pavin.
Caso não consiga ampliar o aterro, Santo André poderá ter que dispor de mais verba para a contratação de empresa particular para a coleta e destinação dos resíduos. A estimativa é que este serviço custe a prefeitura cerca de R$ 1,5 milhão.

Fórum da Cidadania obtêm êxito em sua Ação Civil Pública sobre o Aterro Municipal

O TJ deferiu a tutela antecipada nos autos da Ação Civil Pública promovida pelo Fórum da Cidadania do Grande ABC para que o Semasa cesse as atividades do aterro e proibiu a sua ampliação.

sábado, 17 de outubro de 2009

S.André terá feira de adoção de animais neste domingo


Neste domingo (18/10), a partir das 10h, o Departamento de Vigilância à Saúde de Santo André, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, promove a terceira edição da Feira de Adoção Gratuita de Animais no Parque Central. Para levar para casa um animal de estimação, será necessário que o interessado tenha mais de 18 anos, apresente RG, CPF e um comprovante de endereço. Os interessados passarão por uma entrevista com uma das veterinárias do CCZ, para receber orientações gerais dos cuidados necessários a partir da aquisição, como alimentação, vacinas, dicas de educação e comportamento.
Os animais com mais de cinco meses já estão castrados, vacinados, vermifugados e “microchipados” (instalação de um microchip com um dispositivo eletrônico para que possam ser identificados no caso de se perderem). Já os com idade inferior serão cadastrados para posterior castração, na idade adequada e com autorização de seu dono. Todo o processo é feito gratuitamente pelo CCZ.
O CCZ de Santo André espera entregar 45 animais, entre filhotes e adultos de cães e gatos. São 15 gatos e 30 cães à procura de um lar. O evento contará também com atrações para a garotada, incluindo algodão doce, pipoca e brindes, além da orientação sobre posse responsável e bem-estar animal.
Repórter Diário

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Câmara de Sto. André volta a debater Guaraciaba e Chácara Baronesa

Foto APC:Parque Guaraciaba
Foto APC:Chácara Baronesa
Vereadores aprovam Comissão de Assuntos Relevantes para apresentar soluções.
A Câmara de Santo André aprovou nesta terça-feira (13/10) a criação de uma Comissão de Assuntos Relevantes para apresentar soluções para preservação do Parque Guaraciaba e do Haras São Bernardo – conhecido como Chácara Baronesa. A principal proposta é instituir nos locais dois parques de áreas verdes, baseados na gestão e utilização das ZEIAs (Zonas Especiais de Interesse Ambiental).
“Temos como objetivo trabalhar em conjunto com a sociedade civil, entidades organizadas, governo do Estado e Prefeitura para, juntos, econtrarmos soluções para as duas localidades. Nossa intenção é instituir dois parques de áreas verdes, voltados à população e públicos”, explicou o vereador Tiago Nogueira (PT), autor do projeto.
A comissão também é integrada pelos vereadores Marcelo Chehade (PSDB), Donizeti Pereira (PV), José Ricardo (PSB) e Evilásio Santana, o Bahia (DEM). Desde 1986, se busca uma solução para o Parque Guaraciaba. A área de 500 mil metros quadrados, que já foi apelidada de “Tancão da Morte”, teve o última proposta rejeitada pelos vereadores setembro de 2007. À época, a Câmara rejeitou, com o boicote dos vereadores oposicionistas à gestão do prefeito João Avamileno (PT), o projeto do Executivo que previa a construção de um parque no local.
Já o Haras São Bernardo foi tombado pelo Condephaat como área de proteção ambiental em 1987. Desde então, contenas de famílias ocuparam o local. Quando assumiu o cargo, o prefeito Aidan Ravin (PTB), afirmou que construria na área um “bairro ecológico”. No entanto, o petebista apenas assinou com o governo do Estado um protocolo de intenções que permite ao município gerenciar a área de preservação.
Por: Júlio Gardesani ABCD Maior

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Planta da Amazônia é arma poderosa contra poluição.Leia mais


Missao Tanizaki adverte que até produtos químicos são usados na erradicação do aguapé


Aguapé não é praga. Além de ser muito útil em lagos de jardins, essa planta pode ser usada por pequenos agricultores como fonte de energia, combustível e fertilizante. Sobram estudos e falta determinação, constata-se na análise do trabalho persistente feito na internet pelo fiscal agropecuário do Ministério da Agricultura e bacharel em química, Missao Tanizaki, de Brasília...

Temperatura global pode aumentar quatro graus em 50 anos.Leia mais


Uxbridge, Canadá – A perspectiva de aumento de quatro graus centígrados na temperatura média da Terra no prazo de 50 anos é alarmante, mas não alarmista, segundo cientistas especialistas em clima. Há apenas 18 meses, ninguém se atrevia a imaginar a humanidade elevando a temperatura em mais de dois graus centígrados, mas as crescentes emissões de carbono e a incapacidade política de acordar novas reduções levam a ciência a considerar o que antes era impensável...

Ciclistas não têm espaço nas cidades do Grande ABC


Foto:Armadilha pega ciclista do SEMASA
DIÁRIO DO GRANDE ABC- 12/10/2009
Vanessa Fajardo Do Diário do Grande ABC
A escassez de ciclovias no Grande ABC faz com que as bicicletas cada vez mais deixem de ser utilizadas como meio de transporte e ajudem a desafogar o trânsito. Ciclistas ouvidos pelo Diário dizem que se a região tivesse mais opções e infraestrutura para pedalar, a adesão à bike poderia crescer.
Santo André e São Bernardo empatam no número de ciclovias: são três em cada cidade. Em São Caetano, a ciclovia da Avenida Kennedy tem dois quilômetros e inclui área para descanso. A Prefeitura prevê a construção de um parque linear na Avenida Tijucussu com uma nova via para bicicletas que se articulará com a da Kennedy. Em Diadema e Ribeirão Pires não há qualquer pista para os ciclistas; Mauá e Rio Grande da Serra não informaram sobre a existência desses equipamentos.
"Há três anos fui atropelado quando andava de bike em São Paulo. Aqui na região, as ciclovias melhoraram, mas ainda faltam pistas", afirma o chapeiro Ailton Alves da Silva, 33 anos, que mora em Santo André e usa a magrela para trabalhar em São Caetano. "Com certeza faltam pistas e proteção. O trânsito é complicado e se houvesse mais infraestrutura todo mundo andaria mais", complementa o metalúrgico Pedro Carrinho, 53, morador de São Bernardo.
Se por um lado, especialistas e ciclistas apontam a necessidade de a região investir em ciclovias, não há números do que seria o ideal para cada município. O professor de Transporte da FEI (Fundação Educacional Inaciana), Creso de Franco Peixoto, diz que esse indicador só seria possível a partir de um estudo de origem e destino que apontasse os trechos mais planos das cidades, e revelasse a predominância de viagens dos moradores. "É preciso sentir a potencialidade do bairro e avaliar características como a renda per capita da população. Quando se trata de pessoas de classe média ou média-baixa, a expectativa do uso da bicicleta é maior."
"Há três anos fui atropelado quando andava de bike em São Paulo. Aqui na região, as ciclovias melhoraram, mas ainda faltam pistas", afirma o chapeiro Ailton Alves da Silva, 33 anos, que mora em Santo André e usa a magrela para trabalhar em São Caetano. "Com certeza faltam pistas e proteção. O trânsito é complicado e se houvesse mais infraestrutura todo mundo andaria mais", complementa o metalúrgico Pedro Carrinho, 53, morador de São Bernardo.
Se por um lado, especialistas e ciclistas apontam a necessidade de a região investir em ciclovias, não há números do que seria o ideal para cada município. O professor de Transporte da FEI (Fundação Educacional Inaciana), Creso de Franco Peixoto, diz que esse indicador só seria possível a partir de um estudo de origem e destino que apontasse os trechos mais planos das cidades, e revelasse a predominância de viagens dos moradores. "É preciso sentir a potencialidade do bairro e avaliar características como a renda per capita da população. Quando se trata de pessoas de classe média ou média-baixa, a expectativa do uso da bicicleta é maior."

A cidade e o rio


por Thiago Medaglia
Pobre Tietê. Quer saber o nível de civilidade da população de um município ou o quanto ela valoriza a qualidade de vida? Olhe para seu rio.O reflexo da relação de carinho ou não das pessoas com o lugar que escolheram para viver é mais evidente nos corpos d'água. Sujo, feio e malcheiroso, o principal rio da maior cidade do hemisfério Sul não faz nada além de exibir as feridas abertas pela forma como vem sendo tratado em sua porção metropolitana. A urbanização trouxe gente demais, carros em excesso, asfalto de sobra e roubou do rio seu espelho d'água. Quase impossível imaginar as nuvens do céu (quando é possível vê-las) refletidas no leito do Tietê. Pobre do paulistano.
No passado, não era assim. Até os anos 1940, o Tietê era parte do cenário social da cidade. São Paulo vivia o rio. Sob a luz do luar, os namoros eram ritmados por serenatas na antiga ponte Grande, a primeira a cruzar o leito, feita de madeira no século 17 e substituída pela ponte das Bandeiras, em 1942. Aos poucos, as competições a remo perderam espaço para o entulho acumulado sob a torrente morta. Os nadadores, vitimados por todos os gêneros de micose e doenças transmitidas pela água imunda, aposentaram as braçadas. Os peixes sumiram das redes dos pescadores. São Paulo perdeu a poesia. E virou as costas para o Tietê.
O rio dos primórdios da ocupação da capital tinha outra cara. Era um Tietê de corpo sinuoso, com corredeiras e água que variava entre o tom chá e o aspecto barrento, dependendo das chuvas. As margens eram tomadas por uma vegetação de várzea, repleta de bichos. Tudo muito diferente do corpo retilíneo e sem graça avistado hoje das avenidas marginais. A forma atual foi surgindo aos poucos, ganhando espaço a partir do começo do século passado, com a construção das primeiras usinas hidrelétricas na região. Hoje, nas palavras dos técnicos dos departamentos públicos, o Tietê não é mais um rio. É um canal de engenharia.
Notícia que ninguém quer aceitar. É como encontrar, por acaso, na seção de óbitos do jornal, o nome de uma pessoa querida. Sentimento parecido deveria ser despertado no habitante de São Paulo. Para o geógrafo francês Maurice Pardé, "rios são seres tão complexos quanto o ser humano". Mas há entre nós uma brutal diferença, uma capacidade da qual jamais iremos dispor: eles revivem. É o que acontece com o Tietê ao deixar para trás a capital.
No interior, apesar de ter sofrido transformações, ele ainda ostenta trechos de águas limpas e muitos peixes. Outra boa notícia é que, ao menos em termos de coleta e tratamento de esgoto, os últimos 15 anos foram marcados por crescentes avanços. Uma esperança tênue de que talvez o paulistano volte a ter vontade de se olhar no espelho.
Thiago Medaglia, 28, jornalista e coautor do livro-reportagem "Tietê, um Rio de Várias Faces" (ed. Horizonte), é o colunista convidado desta edição.
FOLHA DE S.PAULO - 11/10/2009.
Revista da Folha

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dia da Ave

No dia 05 de outubro comemora-se o Dia da Ave.
O Brasil é o terceiro país do mundo em variedade de aves. Há décadas várias espécies de aves vem sofrendo grandes impactos, ou seja pelo intenso tráfico de animais silvestres ou pelo intenso desmatamento de grandes florestas. A perda do hábitat é um dos grandes fatores pelas inúmeras espécies estarem desaparecendo.
Cada vez mais tem aumentado o número de aves nas cidades. Os programas de arborização urbana e pessoas tem plantado mais árvores em suas casas e ruas, isto é um grande atrativo para inúmeras espécies de aves que vem atrás de alimento, como frutas e sementes.
As Unidades de Conservação foram criadas para a conservação e preservação de ecossistemas, sendo que muitos deles abrigam inúmeras espécies, principalmente aves, sendo a maioria ameaçadas de extinção, como o papagaio de cara-roxa, o japim, a gralha-azul, o maçarico-rasteiro, o tucano-de-bico-verde, o flamingo, o macuco, a ararinha-azul, a maria-faceiraentre outras.
Como conservar e proteger as aves:
- recusando-se a comprar e a comercializar animais silvestres
- não mantendo animais em cativeiro
- não matando e nem sacrificando-os
- denunciando aqueles que assim o fazem ou persuadindo a que mudem de comportamento
- não jogando detritos nos cursos d'água, rios, igarapés e nem desmatando as suas margens
- evitando adquirir produtos poluentes, cujo refugo não seja biodegradável e preservando áreas verdes.
- aprendendo e difundindo conhecimento entre os colegas, associando-se a uma associação ou entidade ambientalista
- plante árvores e arbustos frutíferos
- plante e mantenha em seu quintal ou sítio, plantas, arbustos e fruteiras que as aves possam utilizar para comida e abrigo (quanto maior a variedade de fruteiras, maiores serão as possibilidades de atrair uma variedade de pássaros visitantes)
- algumas espécies de árvores frutíferas atraem muitos pássaros, como o mamoeiro, a goiabeira, a ingazeira, a acerola, o jambeiro, a mangueira entre outras. Não colete todas as frutas, deixe algumas para as aves e insetos. Muitos pássaros incluem em sua dieta alimentar estes insetos que são atraídos pelas frutas maduras.
Extraído do site:www.ambiente Brasil.com.br

sábado, 3 de outubro de 2009

04 de Outubro - DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS















Quadro de José Assunção
Para quem não sabe São Francisco é o Patrono do Ambientalismo pela sua grande compaixão e amor há todos os seres da natureza.Marcos Rogério Cruz
Oração pela paz atribuída a São Francisco
Senhor,
fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Monoculturas soterram a biodiversidade.Leia mais


A triste realidade do Cerrado Brasileiro

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Moradores criam conselho para Chácara Baronesa










Entidade visa regulamentar as condições de famílias que vivem na área e preservar a vegetação
A Associação de Moradores do Haras São Bernardo, a ONG Amigos do Pq. Central e a ONG Movimento em Defesa da Chácara da Baronesa, junto com habitantes das redondezas do Córrego Taioca, divisa de Santo André com São Bernardo, fundaram na manhã do domingo (27/09) uma comissão gestora para resolver os impasses envolvendo o Pq. Estadual Chácara Baronesa, tombado em 1986 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico). De acordo com a comissão, aproximadamente 200 pessoas compareceram ao encontro e cerca de 30 indivíduos voluntariaram-se para integrar o comitê.
Em 1987, durante o governo Quércia, o local foi considerado como APA (Área de Proteção Ambiental) pela Lei Estadual 5.745. No entanto, todo e qualquer lugar com esta classificação precisa possuir uma organização composta por representantes da sociedade civil, do Estado e residentes, segundo a Lei Federal 9.985 de 2000, o que nunca aconteceu. Desde a década de 1970, a área de 350 mil m² aguarda providências públicas para que as ocupações irregulares sejam ordenadas e para que algum órgão assuma a administração do Parque.
“Nossas prioridades são preservar e construir infraestrutura para o parque e assegurar a construção de residências para a população em situação inapropriada”, disse o morador da região, Maurício Monteagudo. “O Governo do Estado concedeu direitos à Prefeitura para que administrasse a área, estamos reivindicando que a lei seja cumprida”.
O morador se refere aos seguintes fatos: em 2001, o espaço foi declarado como Parque Estadual Chácara da Baronesa e em 2003 mudou para Pq. Ecológico Chácara da Baronesa. Quatro anos depois, foi publicado no Diário Oficial que 282.681 m² (nova demarcação) do local seriam tombados e que os 10% restante seriam destinados à construção de moradias populares para as 337 famílias que se apropriaram indevidamente de parte do terreno.
“Nunca fomos contra a conservação do Parque, mas nós também queremos nos regularizar e estamos dispostos a pagar por esse serviço. Iremos manter a área congelada, sem mais nenhuma ocupação”, afirmou Fátima Soares Cruz residente da Chácara há 15 anos e líder comunitária.
Em 1976, depois da falência do Haras São Bernardo, a área foi adquirida pelo Inocoop (Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais de São Paulo) para construir cerca de três mil moradias, mas, em 1978, a Prefeitura de Santo André impediu a utilização do espaço classificando-o como de utilização pública.
A doutora em geografia humana pela USP, Simone Scifone, acredita que a solução tem que ser tripartite. “Ao longo do processo de tombamento pelo Condephaat várias denúncias de que a ocupação vinha aumentando foram recebidas. Porém, o Inocoop não construiu moradias apropriadamente e os núcleos irregulares proliferaram. É preciso cobrar o Governo do Estado, a secretária do meio ambiente e a Prefeitura”.
Por: Caio Luiz (caio@abcdmaior.com.br)
Foto: Luciano Vicioni

domingo, 27 de setembro de 2009

Reunião na Chácara Baronesa Domingo 27 de Setembro de 2009

Cerca de duzentas pessoas estiveram presentes na reunião neste domingo na Chácara da Baronesa, demonstrando um grande interesse em participar das discussões sobre esta importante área verde.Na ocasião foram abordadas várias questões, destacando a grande importância da APA para a nossa região, dentre eles podemos citar:
A importância Ambiental e Histórica da área;
O estado de abandono em que ela se encontra;
A situação do Núcleo de Moradia da Chácara da Baronesa.
Também foi decidido pelos presentes a formação de uma Comissão da Sociedade Civil para daqui para frente discutir a situação com as autoridades municipais e estaduais.
Sem dúvida a nossa união poderá mudar a situação atual.
Parabéns a todos que participaram do encontro!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dia da Árvore


"Toda a natureza é um anseio de serviço.Serve a nuvem, serve o vento, serve o sulco.
Onde houver uma árvore para plantar, planta-a tu.
O servir não é próprio dos seres inferiores.Deus que nos dá o fruto e a luz,serve.E tem seus olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta todos os dias:
Serviste hoje? A quem? A árvore, ao teu amigo, à tua mãe?"
Gabriela Mistral

sábado, 19 de setembro de 2009

Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, não apresentaram projetos de arborização.










Região terá 48 mil novas árvores
Vegetação em Diadema: Administração promete fechar 2009 com 8 mil novas árvores plantadas. Foto: Luciano Vicioni
Plantio é feito em S.Bernardo, S.Caetano e Diadema; boa notícia para comemorar Dia da Árvore
O ABCD fechará 2009 com pelo menos 48 mil novas árvores, uma boa notícia para comemorar o Dia da Árvore, nesta segunda-feira (21/09). O plantio está sendo feito por três cidades da Região: São Bernardo, São Caetano e Diadema.
O plantio pode ajudar a região a alcançar a marca de 12 m² de área verde por habitante, número considerado por especialistas como o ideal para uma vida saudável. De acordo com o último censo realizado, em 2000 – o próximo será em 2010 – São Bernardo tem em seu perímetro urbano uma média de 0,25 m² de área verde por habitante. Já São Caetano tem 1,5 m² e Diadema, 10 m². As prefeituras dos três municípios informam que os dados estão defasados e que o próximo levantamento mostrará que a área verde por habitante nas cidades já é bem maior.
O maior programa é o de São Caetano, que promete terminar o plantio de 25 mil árvores até dezembro. Até agora, 20 mil mudas já podem ser vistas pela cidade, afirmou o secretário de Meio Ambiente de São Caetano, Osvaldo Ceoldo.
Diadema vai ganhar 8 mil novas árvores. Mutirões de plantio vem sendo feitos por meio de projetos como o “Viva Vida Verde”, compensação ambiental que conta com a participação de servidores municipais e outros voluntários. A Administração também articula o Plano Diretor de Arborização Urbana, para definir o manejo de plantio e retirada de vegetação na cidade.
Até dezembro, São Bernardo terá 14 mil novas árvores, sendo que 2 mil já foram plantadas. Além disso, o Departamento de Meio Ambiente está fazendo um levantamento arbóreo em algumas avenidas da cidade, em parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos, para definir a rearborização da cidade. Isso porque muitas árvores não foram cuidadas nos últimos anos e já estão mortas. As espécies serão substituídas.
A arborização da Região também ganhou apoio da Metra, empresa concessionária de transporte intermunicipal, que plantou em agosto mil mudas no corredor de trólebus, que corta o ABCD, aumentando assim o Corredor Verde, projeto iniciado em 2008.
Procurados pelo ABCD MAIOR, os outros municípios (Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) não apresentaram projetos de arborização.
A delegada da região Sudeste da SBAU (Sociedade Brasileira de Arborização Urbana), Eliane Guaraldo, explica que em cidades como as do ABCD, que são predominantemente industriais, houve dificuldade em implementar programas de arborização. “No Brasil, o interesse por jardins nasce somente no fim do século 18, com o objetivo de preservação e cultivo de espécies, influenciado pela Europa. Mas isso ocorreu somente nas grandes capitais. Em cidades que começaram a crescer no século 20, como é o caso das que ficam no ABCD, houve a passagem direta da fase rural para o super desenvolvimento econômico”, explicou.
Padrão
O pesquisador Francisco José Zorzenon, especialista em Entomologia Urbana do Instituto Biológico de São Paulo, explica que a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que as cidades tenham, no mínimo, 12 m² de área verde por habitante. “E esse é o padrão que indicamos”, afirmou. De acordo com Zorzeon, as árvores podem ser consideradas agentes antimicrobianos. “Agem ainda contra a poluição atmosférica, sonora e visual.”
Por: Paula Cristina (paula@abcdmaior.com.br)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

DEPAV ATUA DE MANEIRA ILEGAL!!!

Departamento que era para cuidar das áreas verdes, emite documento que autoriza poda de árvores no Parque Central, mas na verdade as corta com moto-serra.Conheça a sua nova técnica, a PODA DE LEVANTAMENTO.Vergonha!
Poda de Levantamento: Consiste no corte de galhos mais baixos e vergados, para dar novo visual e desenvolvimento a árvore.
Clique na imagem para ampliar.













terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mais uma do Depav(Departamento de Podas e Agressão ao Verde)

Nem na Semana da Independência do Brasil o DEPAV(Departamento de Podas e Agressão ao Verde) para de destruir a vegetação de ornamentação das praças da cidade.
Desta vez foi a praça que fica em frente ao Colégio Américo Brasiliense que faz parte do Paço Municipal.Estão gastando o nosso dinheiro para destruir a vegetação destas áreas, realizando um serviço totalmente desnecessário, enquanto as praças da periferia encontram-se totalmente abandonadas.Veja as fotos e compare a Praça antes e depois.
Antes(Clique nas imagens para ampliar)






Depois...






segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Moradores da Chácara Baronesa protestam contra descaso com a área












Os munícipes defendem que o local torne-se um Parque Ecológico
Os moradores da Chácara Baronesa, em Santo André, se reuniram, neste domingo (30/08), para se manifestar contra a demora do governo do Estado e da Prefeitura em definir o que será feito com a área. Os manifestantes alegam que a Administração tem a intenção de construir um condomínio ecológico de luxo, porém garantem que os munícipes são contra. “Fomos em uma reunião na Secretaria do Meio Ambiente do Estado, mas eles nos trataram com descaso. As pessoas aqui têm consciência da importância da preservação desta área, queremos discutir o destino da Chácara”, declarou o membro da Comissão de Moradores do Núcleo do Haras, Augusto Gergye Filho. De acordo com o presidente da Ong Rede Ambientalista, Marcos Tadeu Gaspari, há mais de 20 anos a área é estudada, mas não tomam providências quanto a sua destinação. “Os moradores não estão sabendo o que está sendo feito, mas as decisões têm que ser tomadas com eles. O que quer que seja que estão pensando em fazer aqui os moradores tem que ser consultados”. “Defendemos que aqui se torne um parque ecológico para que universidades e a população possam visitar. A Lei prevê que seja criado um Conselho Gestor para que se discuta as questões, mas até agora nada foi feito”, disse José Carlos Vieira, presidente da Associação Amigos do Parque Central, em Santo André. No mês de abril a Prefeitura de Santo André assumiu a área e se prontificou em tornar a Chácara Baronesa em um bairro ecológico
Por: Fabíola Andrade (fabiola@abcdmaior.com.br)

Protesto pede área verde preservada


Moradores do entorno e ambientalistas realizaram ontem protesto em defesa da Chácara Baronesa, em Santo André, próximo à divisa com São Bernardo. A manifestação ocorreu no próprio local e reuniu cerca de 30 pessoas, que pediram a preservação da grande área arborizada, com mais de 340 mil metros quadrados.
Há aproximadamente um mês, foi suspenso o monitoramento do espaço, com a retirada do sistema de vigilância por câmeras. Parte das cercas que garantiam proteção foi arrancada por vândalos. A discussão sobre o futuro do local caiu em um limbo administrativo, avaliam os ambientas, envolvendo o governo do Estado e a administração municipal.
Os manifestantes apontaram a intenção da Prefeitura de Santo André em ceder o espaço para a construção de moradias " ecológicas". A ideia causa repulsa em quem vive próximo ou tem interesse em manter preservada a APA (Área de Proteção Ambiental). "Imagine se colocarem rede de água e esgoto por aqui? Árvores serão inevitavelmente cortadas", afirmou o ambientalista José Carlos Vieira.
Os problemas da Chácara Baronesa não deixam de ter um viés habitacional. Parte da área verde foi tomada por sem-tetos. Lideranças comunitárias têm cadastradas 385 famílias, mas afirmam que, no total, esse número já passa de 450.
Representante do núcleo de moradores, Augusto Gergye não vê avanços nas negociações que poderiam regularizar a situação, que se arrasta há 20 anos. Alega que foram até mal-tratados quando tentaram resolver o problema. "Poderiam arrumar outro local, como um condomínio, ou urbanizarem a nossa área", disse.
As pessoas que protestaram ontem querem a Chácara Baronesa como uma área livre para a população, um parque público que sirva ao lazer e à contemplação da natureza. Também poderia servir a estudantes e pesquisadores. A educação ambiental de crianças e adolescentes viria a reboque com esse incremento.
William Cardoso
Do Diário do Grande ABC