O ESTADO DE S.PAULO - 19 de agosto de 2010
Ato terminou com entrega de moção contra a aprovação do projeto de Aldo Rebelo
Andrea Vialli e Isis Brum - O Estado de S. Paulo
Entidades jurídicas, representantes do Ministério Público (MP) e ONGs promoveram ontem ato público na Câmara dos Deputados contra as alterações no Código Florestal, propostas pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
O ato foi coordenado pela Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Participaram membros do Greenpeace e SOS Mata Atlântica e deputados federais.
Segundo o presidente da ANPR, Antonio Carlos Bigonha, o objetivo do ato é abrir o diálogo. “Queremos colocar à disposição desta Casa a larga experiência dos procuradores da República nesta matéria."
O ato terminou com a entrega de moção contra a aprovação do projeto de Aldo Rebelo e nota técnica ao vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia (PT-RS).
sábado, 21 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Matéria do Jornal ABCD Maior sobre a denúncia da APC
Sobre as justificativas da PMSA:
Fato da Moréia ser exótica:
A grama esmeralda que está sendo plantada pelo DEPAV também é exótica e não é produzida pelo viveiro municipal, sendo assim o seu custo está sendo altíssimo, além dos gastos com manutenção, tendo de ser roçada constantemente.
Vegetação acumula lixo:
O que vocês acham deste argumento inventado pela PMSA?Primeiro as árvores e arbustos eram esconderijo de ladrões, agora a vegetação mais baixa é responsável pelo acúmulo de lixo...com este tipo de gestão, brevemente em Santo André só restará o cinza do concreto!
Santo André retira moréias de praças e parques
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Ong Amigos do Parque Central aponta crime ambiental; Prefeitura defende que planta não é vegetação nativa da cidade
As simpáticas moréias, florzinhas geralmente brancas que crescem em canteiros espalhados por Santo André, estão sendo retiradas pela Prefeitura. A Administração justifica a iniciativa afirmando que a planta não faz parte da vegetação nativa que compõe a cidade e que, por isso, está sendo removida.
A Ong (Organização Não-Governamental) Amigos do Parque Central vê a questão como crime ambiental. De acordo com o presidente da Ong, José Carlos Vieira, a vegetação não poderia ser retirada. “As áreas próximas aos lagos do parque são consideradas de proteção ambiental”, explicou.
No entanto, esse não é o único impedimento para a remoção, na avaliação de Vieira. O ativista resolveu fazer a denúncia porque os canteiros de moréias foram plantados com dinheiro público, e a retirada das plantas representa mais gastos para a Prefeitura. “Essa atitude demonstra o descaso da Administração com as questões ambientais e com o gasto de dinheiro público”, protestou.
As flores da moréia se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. São plantas rústicas, fáceis de cultivar e que requerem baixa manutenção. “No caso de Santo André, seriam perfeitas, já que a Prefeitura não realiza a manutenção dos parques como deveria”, alfinetou Vieira.
De acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, as moreias, por conta de sua morfologia, acumulam lixo e atraem roedores, além de darem um aspecto de abandono às áreas verdes. Por isso, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos está trocando essa espécie por outros tipos de forrações mais rasteira, tais como: diferentes tipos de gramas e forrações com floradas de variadas cores.
Fato da Moréia ser exótica:
A grama esmeralda que está sendo plantada pelo DEPAV também é exótica e não é produzida pelo viveiro municipal, sendo assim o seu custo está sendo altíssimo, além dos gastos com manutenção, tendo de ser roçada constantemente.
Vegetação acumula lixo:
O que vocês acham deste argumento inventado pela PMSA?Primeiro as árvores e arbustos eram esconderijo de ladrões, agora a vegetação mais baixa é responsável pelo acúmulo de lixo...com este tipo de gestão, brevemente em Santo André só restará o cinza do concreto!
Santo André retira moréias de praças e parques
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Ong Amigos do Parque Central aponta crime ambiental; Prefeitura defende que planta não é vegetação nativa da cidade
As simpáticas moréias, florzinhas geralmente brancas que crescem em canteiros espalhados por Santo André, estão sendo retiradas pela Prefeitura. A Administração justifica a iniciativa afirmando que a planta não faz parte da vegetação nativa que compõe a cidade e que, por isso, está sendo removida.
A Ong (Organização Não-Governamental) Amigos do Parque Central vê a questão como crime ambiental. De acordo com o presidente da Ong, José Carlos Vieira, a vegetação não poderia ser retirada. “As áreas próximas aos lagos do parque são consideradas de proteção ambiental”, explicou.
No entanto, esse não é o único impedimento para a remoção, na avaliação de Vieira. O ativista resolveu fazer a denúncia porque os canteiros de moréias foram plantados com dinheiro público, e a retirada das plantas representa mais gastos para a Prefeitura. “Essa atitude demonstra o descaso da Administração com as questões ambientais e com o gasto de dinheiro público”, protestou.
As flores da moréia se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. São plantas rústicas, fáceis de cultivar e que requerem baixa manutenção. “No caso de Santo André, seriam perfeitas, já que a Prefeitura não realiza a manutenção dos parques como deveria”, alfinetou Vieira.
De acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, as moreias, por conta de sua morfologia, acumulam lixo e atraem roedores, além de darem um aspecto de abandono às áreas verdes. Por isso, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos está trocando essa espécie por outros tipos de forrações mais rasteira, tais como: diferentes tipos de gramas e forrações com floradas de variadas cores.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Parque Central; além do abandono, a destruição!
Se não bastasse o atual estado de abandono em que se encontra o Parque Central, constantemente denunciado pela APC, novamente o DEPAV está destruíndo a vegetação de ornamentação no parque central e em outras áreas verdes de Santo André.A vítima desta vez é a Moréia, planta conhecida pela sua facilidade de cultivo e baixa manutenção.Este sem dúvida é mais um ponto negativo para a administração do Dr.Aidan, que mais uma vez demonstra o descaso com as questões ambientais e com os gastos com o dinheiro público.


As flores se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. Sua utilização paisagística é ampla, combinando com diversos estilos de jardins. Pode ser cultivada isolada, em grupos, maciços ou como bordadura.


Planta muito rústica e ornamental, a moréia tornou-se muito popular nos últimos anos em função da sua facilidade de cultivo e baixa manutenção. Vistosa, sua folhagem é bastante resistente. As folhas são eretas, planas e rígidas.

A vegetação está sendo retirada com picaretas e roçadeiras.(Foto tirada próximo ao parquinho)

Mais uma vez fica a pergunta:Por que retirar uma vegetação que tem facilidade de cultivo e precisa de baixa manutenção?
Certamente este tipo de ação, além de degradante, só está gerando um custo desnecessário e desperdiçando mão de obra.
As flores se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. Sua utilização paisagística é ampla, combinando com diversos estilos de jardins. Pode ser cultivada isolada, em grupos, maciços ou como bordadura.
Planta muito rústica e ornamental, a moréia tornou-se muito popular nos últimos anos em função da sua facilidade de cultivo e baixa manutenção. Vistosa, sua folhagem é bastante resistente. As folhas são eretas, planas e rígidas.
A vegetação está sendo retirada com picaretas e roçadeiras.(Foto tirada próximo ao parquinho)
Mais uma vez fica a pergunta:Por que retirar uma vegetação que tem facilidade de cultivo e precisa de baixa manutenção?
Certamente este tipo de ação, além de degradante, só está gerando um custo desnecessário e desperdiçando mão de obra.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O desastre no Golfo do México: uma chaga no mundo.Leia mais
Cientistas do governo estimam que quantidade equivalente a um petroleiro Valdez de petróleo vaza, a cada quatro dias, nas águas do Golfo do México. O prognóstico é ainda pior, se se considera o vazamento de 1991, na Guerra do Golfo, quando se estima que 11 milhões de barris de petróleo foram lançados no Golfo Persa – até agora, o maior vazamento jamais ocorrido. A comparação não é perfeita, porque se limpou área tão pequena, mas estudo feito 12 anos depois do desastre do Golfo Persa mostrou que cerca de 90% da vegetação litorânea e de mangue ainda exibia sinais de envenenamento.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Mudas roçadas
Várias mudas plantadas pela APC,no Parque Central,continuam sendo destruídas pelas roçadeiras do Depav.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Assista este vídeo que demonstra a realidade da "Compensação Ambiental"Clique e assista!
Com o crescimento desordenado das nossas cidades, motivados pelo poder econômico que beneficia a poucos, constantemente assistimos a destruição das poucas áreas verdes públicas e privadas que nos restaram.Uma das formas que os interessados encontraram para justificar estas irreparáveis perdas para a sociedade é com a promessa da "Compensação Ambiental".Acontece que como podemos observar, este é mais um grande engôdo que está sendo desmascarado pela sociedade.Como o dito popular já diz:
A mentira tem perna curta!
A mentira tem perna curta!
As florestas e o clima
FOLHA DE S.PAULO - 12/07/2010
RICARDO YOUNG
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
RICARDO YOUNG
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Alerta da APC: Os Lagos do Parque Central estão morrendo devido a omissão e falta de interesse da Administração Pública de Santo André!
Assista mais este capítulo da novela que virou a contaminação dos lagos do Parque Central.
Os lagos do Parque Central que são extremamente importantes, tanto na questão ambiental como paisagística, estão sendo tratados com descaso pela administração pública da nossa cidade, eles estão cada vez mais assoreados e contaminados, ou seja, eles estão morrendo.
O assoreamento reduz a quantidade de água nos lagos e a descarga de poluentes contribue para a sua má qualidade, juntos estes dois fatores estão sendo responsáveis pela constante mortalidade de peixes que foram registradas pela nossa associação.Com a morte dos peixes, as aves vão embora pois não tem o que comer, isto sem contar o mal cheiro que emana das lagoas.
Estamos assistindo a tudo isto sem ver nenhuma atitude por parte do DEPAV e nem pelo SEMASA, órgão de gestão ambiental do nosso município.Só nos resta fazer uma pergunta:Até quando vamos ter que engolir tamanha omissão e descaso com o Parque Central?Uma das principais áreas verdes de Santo André e da nossa região!
Os lagos do Parque Central que são extremamente importantes, tanto na questão ambiental como paisagística, estão sendo tratados com descaso pela administração pública da nossa cidade, eles estão cada vez mais assoreados e contaminados, ou seja, eles estão morrendo.
O assoreamento reduz a quantidade de água nos lagos e a descarga de poluentes contribue para a sua má qualidade, juntos estes dois fatores estão sendo responsáveis pela constante mortalidade de peixes que foram registradas pela nossa associação.Com a morte dos peixes, as aves vão embora pois não tem o que comer, isto sem contar o mal cheiro que emana das lagoas.
Estamos assistindo a tudo isto sem ver nenhuma atitude por parte do DEPAV e nem pelo SEMASA, órgão de gestão ambiental do nosso município.Só nos resta fazer uma pergunta:Até quando vamos ter que engolir tamanha omissão e descaso com o Parque Central?Uma das principais áreas verdes de Santo André e da nossa região!
terça-feira, 6 de julho de 2010
A situação dos lagos do Parque Central está cada vez pior..
Está somente no papel:
Lei Orgânica do Município de Santo André - 1990 - Atualizado em 2004
Título VII Art.8º - "No prazo de três anos , a contar da promulgação desta Lei Orgânica,fica o Município obrigado a tomar medidas eficazes para impedir o lançamento de efluentes e esgotos industriais em qualquer corpo d'água, sem o devido tratamento." Efluentes são geralmente produtos líquidos ou gasosos produzidos por indústrias ou resultante dos esgotos domésticos urbanos, que são lançados no meio ambiente.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Será que o Parque Central, um dos cartões postais de Santo André vai ficar conhecido pela sua degradação?

Foto:Amanda Perobelli
Contaminação mata peixes do Parque Central ABCD Maior - 26/06/2010
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Ong alerta para assoreamento e contaminação dos lagos, motivada por capina química, da área de lazer de Santo André
Os peixes do Parque Central, em Santo André, estão morrendo. A constatação é da Ong Amigos do Parque Central, que alerta que a contaminação das águas está provocando o problema.
O presidente da Ong, José Carlos Vieira, explicou que os peixes morreram logo após a capina química feita no entorno do parque e denunciada em reportagem do ABCD MAIOR em maio. De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a capina química em áreas urbanas expõe a população a risco de intoxicação, além de contaminar a fauna e a flora.
Para a Prefeitura, a aplicação do produto não é proibida, apenas não recomendada. “O fato é que encontramos os peixes mortos logo após a aplicação do agrotóxico. São, em sua maioria, cascudos, animais bioindicadores de problemas de contaminação na água”, ressaltou Vieira.
A mortandade não parou por aí. Nesta semana, frequentadores do parque voltaram a encontrar peixes mortos nos lagos. “Pegamos mais cascudos, tilápias e até mesmo uma tartaruga. Recolhemos os bichos para analisar o que está causando as mortes”, disse o presidente da Ong.
O número de pescadores do parque diminuiu após a morte dos peixes, mas muitos continuam pescando. De acordo com Vieira, a prática traz riscos para a saúde pública, já que as águas são poluídas: “Além disso, muitas aves se enroscam nos anzóis. Um dos frequentadores registrou a morte de um frango d’água recentemente”.
Mais problemas
De forma geral, Vieira acredita que o parque foi abandonado pelo poder público. Até mesmo os canteiros de flores, que antes tinham um vivo colorido, estão sem manutenção.
A degradação ambiental do parque foi parar no MP (Ministério Público) da cidade. A situação dos lagos foi denunciada à Promotoria de Meio Ambiente de Santo André, de acordo com Vieira. A reportagem tentou entrar em contato com o promotor José Luiz Saicali, responsável pelo caso, mas foi informada de que ele está de licença.
A Prefeitura de Santo André foi procurada para esclarecer os problemas denunciados, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.
sábado, 26 de junho de 2010
Defensoria Pública promove Ação Civil para formação do Conselho Gestor da APA Chácara da Baronesa
Você que também está indignado com esta situação, clique aqui e deixe seu comentário na matéria!

Nem a tartaruga conseguiu sobreviver nos contaminados lagos do Parque Central
ONG denuncia morte de aves e peixes no Central
Evandro Enoshita Do Diário do Grande ABC
O aumento na mortandade de aves e peixes no Parque Central, em Santo André, preocupa a ONG (Organização não-governamental) Amigos do Parque Central. A entidade acredita que a pesca e a má qualidade da água nos lagos são os causadores do problema.
"O problema acontece há dois meses. A situação no parque está bem crítica. Pela manhã, é bem comum encontrarmos peixes mortos nas margens dos dois lagos maiores, devido a má qualidade da água, que está bem suja. Ontem (quarta-feira), encontramos uma tartaruga morta", disse o presidente da ONG, José Carlos Vieira.
Ainda segundo o ambientalista, a pesca nos lagos estaria provocando a morte de muitas aves. "Os anzóis estão causando ferimentos. A pesca deveria ser proibida", completou Vieira.
Frequentador do parque e membro da associação, o vendedor Francisco Vieira, 45 anos, afirma que por diversas vezes a associação procurou a Prefeitura para alertar sobre os problemas. "Já fizemos várias reclamações, mas não vemos mudanças. É tudo em vão."
Por meio de nota, a Prefeitura admitiu a existência dos problemas, e informou que aguarda os resultados de um laudo de análise da água dos lagos.
Em relação à pesca no local, a Prefeitura informou que "não existe legislação no município que proíba (...) Entretanto, ciente dos problemas enfrentados, o Dpav (Departamento de Parques e Áreas Verdes) está elaborando estudos para regulamentar a pesca".
PROBLEMA ANTIGO
Há três anos, o Diário já havia relatado o problema no parque. Na ocasião, a Prefeitura afirmou não ter estatísticas sobre o índice de peixes mortos no local. Por meio de nota, a administração garantiu que os lagos passam por limpeza frequente. Ainda assim, assumiu a existência de um problema da falta de oxigenação da água.
quinta-feira, 24 de junho de 2010

Certa vez uma professora levou seus alunos até os jardins do colégio para lhes falar sobre a natureza.
Aproximou-se de um flamboyants, cheinho de flores, e perguntou aos alunos que árvore era aquela.
Alguns, disseram que era uma árvore, apenas.Outros, que aquela árvore era um flamboyants simplesmente.
Uma menina falou que os flamboyants só servem para fazer sujeira na calçada, quando derrubam as flores.
Um garoto disse que seu pai havia cortado um, recentemente, pois suas raízes racharam o muro de seu quintal.
Mas Pedrinho, menino de alma sensível, começou dizendo que via ali muito mais que uma árvore.
Disse:
Vejo flores, belíssimas
...sinto até seu suave perfume... sinto a seiva correndo em seu caule e galhos
...sinto que a vida flui.... magnificamente... Percebo a sombra generosa que as folhas nos propiciam.
Imagino ainda, algumas até podemos ver, as muitas vidas que encontram guarida neste flamboyants, como liquens, musgos, pequenas bromélias, insetos, pássaros
...e outras tantas formas de vida que nem podemos ver...
"Eis o que percebo, professora"
falou Pedro, com a espontaneidade de um pequeno-grande poeta.
A educadora, ainda embevecida com a aula que acabara de receber, falou:
você tem razão, Pedro.
"Definir este pequeno universo simplesmente como uma árvore,
é matar toda a sua grandeza e majestade."
É esta também a minha conclusão, existem pessoas que não percebem
os flamboyants floridos em praças, bosques certamente são pessoas muito ocupadas e vêem no observar a natureza, algo que as fazem perder tempo...
...creditam a esta introspecção... algo como sem importância.
Tem pessoas que definem flores e folhas suas sementes apenas como sujeira indesejável.
Outras preferem cortar árvores de dezenas de anos, para que não rachem seus muros e calçadas de cimento.
Existem também aquelas para as quais os flamboyants representam algum lucro...
Cortados, poderiam oferecer madeira para lenha ou se transformar em belos móveis.
E há aquelas pessoas, como o pequeno Pedro, que vêem muito mais que uma simples árvore.
...Vêem Deus... seu Criador, na majestosa obra da natureza. ...Sinto-me parte da natureza...e nela...procuro passar a maior parte de minhas horas...e cada árvore que encontro, cada flor...
eu agradeço a Deus a ventura de tê-las conhecido.
Blog Zinas Flowers.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Ave extinta do Parque Central pela caça e pesca
"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais."
( Victor Hugo )

Marreca Ananaí:encontrada morta no Parque Central
É uma das marrecas menos exigentes quanto ao seu habitat, ocorrendo em praticamente qualquer local onde haja água, desde grandes rios amazônicos até chafarizes e pequenos lagos artificiais, mesmo os poluídos.Alimenta-se de sementes e brotos de plantas aquáticas e palustres e eventualmente de insetos aquáticos e alevinos de peixes ou girinos que captura junto à vegetação.Assim como outros anatídeos troca as penas das asas em bloco, ou seja, de uma só vez, perdendo a capacidade de voar por alguns dias. Durante esse período a ave torna-se mais silenciosa e se esconde em locais de vegetação mais densa.
Os filhotes, que podem chegar a 12 em uma só ninhada, já nascem quase independentes e seguem os pais alimentando-se por conta própria.
Pode ser localmente migratória, mas suas rotas de migração ainda não estão
esclarecidas.
( Victor Hugo )
Marreca Ananaí:encontrada morta no Parque Central
É uma das marrecas menos exigentes quanto ao seu habitat, ocorrendo em praticamente qualquer local onde haja água, desde grandes rios amazônicos até chafarizes e pequenos lagos artificiais, mesmo os poluídos.Alimenta-se de sementes e brotos de plantas aquáticas e palustres e eventualmente de insetos aquáticos e alevinos de peixes ou girinos que captura junto à vegetação.Assim como outros anatídeos troca as penas das asas em bloco, ou seja, de uma só vez, perdendo a capacidade de voar por alguns dias. Durante esse período a ave torna-se mais silenciosa e se esconde em locais de vegetação mais densa.
Os filhotes, que podem chegar a 12 em uma só ninhada, já nascem quase independentes e seguem os pais alimentando-se por conta própria.
Pode ser localmente migratória, mas suas rotas de migração ainda não estão
esclarecidas.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Poluição por Ozônio traz grande preocupação no estado de São Paulo!
Só duas regiões de SP escapam de poluição por ozônio
A poluição do ar por ozônio é um problema grave em quase todo o Estado. De um total de 32 áreas avaliadas entre 2007 e 2009, apenas duas ainda não estão saturadas pelo poluente - Marília e Presidente Prudente. A situação da Região Metropolitana é motivo de grande preocupação: de 14 estações de monitoramento, dez tiveram poluição
"severa" - o nível mais alto possível. Toda a capital já enfrenta concentração crítica desse poluente. Os dados são da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Quando o nível de poluição é considerado "severo" significa que houve grande
ultrapassagem do padrão da qualidade do ar - limite máximo estabelecido pelo governo para a concentração de um poluente na atmosfera. Já quando o nível é sério, a ultrapassagem foi intermediária. O objetivo da classificação é condicionar a concessão de licenças para empreendimentos, como indústrias, à realização de ações que compensem a poluição em áreas já saturadas. "As informações mostram que é preciso trabalhar para reduzir a poluição, ter maior planejamento e programas de controle", diz o gerente de Qualidade Ambiental da Cetesb, Carlos Komatsu.
Segundo ele, o ozônio é difícil de estudar e de controlar por se tratar de um poluente secundário. Ele não sai diretamente de uma fonte, como o escapamento de um veículo, mas se forma pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis na presença de luz solar. Dias bonitos e ensolarados, portanto, têm mais chances de serem poluídos por ozônio. A alta concentração de ozônio
prejudica a saúde da população - os sintomas podem ir desde o aumento de mortes prematuras de pessoas com doenças respiratórias até tosse seca e cansaço.
Hoje, existem 25 regiões no Estado saturadas por ozônio. Desses locais, a situação é um pouco melhor em Sorocaba, Ribeirão Preto e Piracicaba - onde o nível de poluição foi considerado "moderado". Há cinco pontos próximos da saturação: Araraquara, Bauru, Jaú, São José do Rio Preto e Araçatuba. E as únicas estações que ainda podem
comemorar o fato de não estarem tomadas pela poluição de ozônio são Marília e Presidente Prudente. Vale lembrar que o ozônio só é tóxico quando está na troposfera (mais perto do solo). Já na estratosfera, a 25 km de altitude, tem a função de proteger a Terra dos raios ultravioleta do sol. (AE)
A poluição do ar por ozônio é um problema grave em quase todo o Estado. De um total de 32 áreas avaliadas entre 2007 e 2009, apenas duas ainda não estão saturadas pelo poluente - Marília e Presidente Prudente. A situação da Região Metropolitana é motivo de grande preocupação: de 14 estações de monitoramento, dez tiveram poluição
"severa" - o nível mais alto possível. Toda a capital já enfrenta concentração crítica desse poluente. Os dados são da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Quando o nível de poluição é considerado "severo" significa que houve grande
ultrapassagem do padrão da qualidade do ar - limite máximo estabelecido pelo governo para a concentração de um poluente na atmosfera. Já quando o nível é sério, a ultrapassagem foi intermediária. O objetivo da classificação é condicionar a concessão de licenças para empreendimentos, como indústrias, à realização de ações que compensem a poluição em áreas já saturadas. "As informações mostram que é preciso trabalhar para reduzir a poluição, ter maior planejamento e programas de controle", diz o gerente de Qualidade Ambiental da Cetesb, Carlos Komatsu.
Segundo ele, o ozônio é difícil de estudar e de controlar por se tratar de um poluente secundário. Ele não sai diretamente de uma fonte, como o escapamento de um veículo, mas se forma pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis na presença de luz solar. Dias bonitos e ensolarados, portanto, têm mais chances de serem poluídos por ozônio. A alta concentração de ozônio
prejudica a saúde da população - os sintomas podem ir desde o aumento de mortes prematuras de pessoas com doenças respiratórias até tosse seca e cansaço.
Hoje, existem 25 regiões no Estado saturadas por ozônio. Desses locais, a situação é um pouco melhor em Sorocaba, Ribeirão Preto e Piracicaba - onde o nível de poluição foi considerado "moderado". Há cinco pontos próximos da saturação: Araraquara, Bauru, Jaú, São José do Rio Preto e Araçatuba. E as únicas estações que ainda podem
comemorar o fato de não estarem tomadas pela poluição de ozônio são Marília e Presidente Prudente. Vale lembrar que o ozônio só é tóxico quando está na troposfera (mais perto do solo). Já na estratosfera, a 25 km de altitude, tem a função de proteger a Terra dos raios ultravioleta do sol. (AE)
sábado, 12 de junho de 2010
Pesca no Parque Central está ferindo e matando as aves silvestres!
Falta de consciência dos pescadores e omissão do Poder Público, estes dois fatores estão causando um enorme prejuízo as aves silvestres que habitam os Lagos do Parque Central.Constantemente as garças, biguás, os frangos d'água e outras espécies estão sendo vítimas dos anzóis, ao disputarem a comida com os pescadores.
As imagens abaixo mostram um Frango d'água morto ao ser fisgado pelos pescadores






Biguatinga(Biguá Branco)dificilmente esta ave migratória aparece no Pq.Central,na sua rara visita também foi premiada com a linha e o anzól.

Biguá fisgado arrasta a bóia e a vara
As imagens abaixo mostram um Frango d'água morto ao ser fisgado pelos pescadores





Biguatinga(Biguá Branco)dificilmente esta ave migratória aparece no Pq.Central,na sua rara visita também foi premiada com a linha e o anzól.
Biguá fisgado arrasta a bóia e a vara
A situação de descaso em que se encontram os lagos do Parque Central traz indignação aos seus frequentadores!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Infelizmente é o que mais vemos na Semana do Meio Ambiente, ao contrário de ações concretas!!!Leia mais
Dia do Meio Ambiente ou do Greenwashing?
Por Germano Woehl Jr
O termo “greenwashing” pode ser traduzido como “lavagem verde” e tem no ambientalismo uma conotação equivalente a “lavagem de dinheiro”. É usado há mais de duas décadas para designar informações tendenciosas ou propaganda enganosa de algum produto ou serviço rotulado de “ecologicamente correto” ou que visam mascarar a má conduta ambiental de uma organização (empresa, instituição pública etc.) ou indivíduo...
Por Germano Woehl Jr
O termo “greenwashing” pode ser traduzido como “lavagem verde” e tem no ambientalismo uma conotação equivalente a “lavagem de dinheiro”. É usado há mais de duas décadas para designar informações tendenciosas ou propaganda enganosa de algum produto ou serviço rotulado de “ecologicamente correto” ou que visam mascarar a má conduta ambiental de uma organização (empresa, instituição pública etc.) ou indivíduo...
Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina são campeões de desmatamento na Mata Atlântica.
No dia 26 de maio foram divulgados os dados parciais do “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica” para o período de 2008-2010, pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com patrocínio de Bradesco Cartões. Neste intervalo, foram suprimidos ao menos 20.867 hectares de Mata Atlântica nativa em 9 dos 17 Estados brasileiros que abrigam o Bioma (GO, ES, MG, MS, PR, RJ, RS, SC e SP), área equivalente a metade da cidade de Curitiba.
No que se refere ao desmatamento dos ecossistemas costeiros, dos nove Estados avaliados, São Paulo foi o único a perder 65 hectares de vegetação de restinga.
No que se refere ao desmatamento dos ecossistemas costeiros, dos nove Estados avaliados, São Paulo foi o único a perder 65 hectares de vegetação de restinga.
Desenvolvimento não pode ser a qualquer custo, alertam especialistas!Leia mais
Renato Tagnin, arquiteto e urbanista, protagonizou um discurso recheado de “puxões de orelha”. Segundo o especialista, a degradação avançada da natureza empobrece o sistema que conserva. “Na natureza não tem lixo. Tudo tem vida. Vamos aprender com a natureza antes de acabar com ela”, clamou...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Minas Gerais está queimando o que restou da Mata Atlântica.Leia mais

A exploração ilegal de carvão vegetal para siderúrgicas tornou Minas Gerais o Estado campeão de desmatamento na mata atlântica. O dado é da nova edição do atlas de remanescentes do bioma, divulgado ontem pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pela ONG SOS Mata Atlântica. As imagens de satélite trazem, por um lado, uma boa notícia: nos nove Estados monitorados entre 2008 e 2010, a devastação no bioma caiu 21% em comparação com a média anual do período anterior, de 2005 a 2008...
Vazamento de petróleo no Golfo do México: Um convite à reflexão.Leia mais

Por Célio Pezza*
No último dia 20 de Abril, na costa do estado norte americano de Lousiana, a torre de perfuração de petróleo Deepwater Horizon operada pela multinacional britânica British Petroleum (BP), explodiu e pegou fogo.
No incidente morreram 11 funcionários da empresa e 17 estão gravemente feridos. Dois dias depois, a plataforma afundou e se transformou em um dos maiores acidentes ecológicos do planeta. A instalação está quebrada e até hoje já se passou mais de um mês que o poço encontra-se aberto a uma profundidade de 1,5 km, despejando diariamente perto de 5.000 barris ou 800 mil litros de petróleo no mar. Evidente que uma instalação deste porte tem uma série de dispositivos de segurança, mas todos falharam e a desgraça está feita. Apesar de todos os esforços para deter o vazamento, ele continua desafiando toda a tecnologia da indústria petrolífera...
Leia entrevista com Vírgilio Farias do MDV a respeito do descaso em que é tratada a Represa Billings
REDE BOM DIA - Segunda-feira, 31 de maio de 2010
‘Billings está assim por descaso’
Ambientalista afirma que estado da Represa Billings é culpa das prefeituras
Leonardo Britos Agência BOM DIA
Próximo a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, o ambientalista Virgílio Alcides Farias fala sobre a Represa Billings e sobre as ações ambientais no ABCD.
BOM DIA - Qual sua avaliação sobre o atual estado da Represa Billings?
Virgílio Alcides de Farias - A Billings já esteve em um momento pior. Até o final da década de 90, todo o esgoto da Grande São Paulo era jogado na represa, fazendo com que muitas pessoas afirmassem que a represa estava morta, mas a natureza tem um grande poder de recuperação, e nós tínhamos certeza que era possível recuperar a Billings. A partir da Constituição Estadual de 1989, quando foi interrompido o lançamento contínuo do esgoto de São Paulo, a Billings teve uma grande melhora.
BD - Quais são as principais causas de poluição da Billings?
Virgílio - Hoje, o principal fator de poluição da Billings é quando São Paulo sofre com as enchentes. O esgoto é bombeado para a Billings para diminuir o volume dos reservatórios. O esgoto não é o mesmo da década de 90, pois vem diluído na água da chuva, mas é o maior fator de poluição. As residências às margens da represa também são responsáveis por grande parte da poluição.
BD - Quais ações poderiam ter tomado para evitar a degradação da represa?
Virgílio - Quem fez a Represa Billings chegar ao estado que está foram as prefeituras, quando elas “urbanizaram os manancias”, permitindo o loteamento em áreas as margens da represa. Essa foi a ação responsável por termos a Billings neste estado, e por tudo que a represa já passou. As prefeituras precisam manter as áreas preservadas, elas não podem lotear e nem permitir nova invasões. Eles devem proteger a vegetação e as nascentes. Mas isso não é feito.
BD - Qual é a sua avaliação sobre a Lei da Billings?
Virgílio -A Lei da Billings veio para anistiar todos os erros cometidos pelas prefeituras, pelos políticos e pelos loteadores que pensando no crescimento, esqueceram do meio ambiente e invadiram estas áreas sem nenhuma preocupação. Os políticos tem uma dívida com a sociedade, pois ele induziram as pessoas a ocupar essas áreas. Essa dívida é a escritura da casa. Essa nova lei no começo era para a preservação e recuperação dos mananciais, mas essa recuperação ficou marginalizada, pois toda essa área de manancial ocupada será legalizada, pois a classe política tem esse compromisso com seus eleitores. No final esta lei não tem como foco principal a preservação da represa mas sim tem um foco urbano.
BD - O que as prefeituras fazem hoje para preservar a represa?
Virgílio - Eu já procurei encontrar alguma ação realizada pelas prefeituras, mas até agora, não encontrei nada. Existe uma lei federal que obriga as escolas públicas oferecerem aulas de educação ambiental para as crianças, e sem educação, não teremos melhorias no comportamento. Vemos professores de educação artística, de educação física, mas não vemos professores de educação ambiental. Temos que aproveitar para ensinar essas crianças que estão em processo de formação de caráter. Mas nem isso as prefeituras fazem, até fiscalização que é algo simples, não é adotado pelos prefeitos pois é uma atitude anti-eleitoral. As secretarias de meio ambiente não tem pessoas capacitadas para tratar de assuntos ambientais, eles sabem mais de concreto do que de natureza.
BD - A unidade da Unifesp, no Eldorado, pode colaborar com a preservação da represa?
Virgílio - A Unifesp em vez de ajudar, vai ocupar a última área verde que sobrou dos manancias de Diadema. Esta área deveria ser preservada, mas foi ao contrário. A Unifesp vai ser um indutor de ocupação do que ainda resta. Mas a desculpa é que a unidade trará crescimento, e na verdade deveria trazer desenvolvimento sustentável
BD - No próximo dia 5 de junho será comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. O ABCD tem motivos para comemorar?
Virgílio - Acho que falta muito para o ABCD ter ações importantes para o meio ambiente. E com todas as dificuldades apresentadas, não temos nenhum motivo para celebrar está data, mas sim devemos pensar no que podemos fazer para ajudar o meio ambiente da região.
Biografia
Virgílio Alcides de Farias, 56 anos, pernambucano de nascido na cidade de São José do Egito. É graduado em Direito pela Fad (Faculdade de Diadema) e está cursando pós graduação em Direito Ambiental na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).
Hoje está presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida) no qual participou da sua fundação em 1984.
Virgílio já participou do movimento SOS Mata Atlântica, e atua no movimento ambientalista desde 1984.
‘Billings está assim por descaso’
Ambientalista afirma que estado da Represa Billings é culpa das prefeituras
Leonardo Britos Agência BOM DIA
Próximo a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, o ambientalista Virgílio Alcides Farias fala sobre a Represa Billings e sobre as ações ambientais no ABCD.
BOM DIA - Qual sua avaliação sobre o atual estado da Represa Billings?
Virgílio Alcides de Farias - A Billings já esteve em um momento pior. Até o final da década de 90, todo o esgoto da Grande São Paulo era jogado na represa, fazendo com que muitas pessoas afirmassem que a represa estava morta, mas a natureza tem um grande poder de recuperação, e nós tínhamos certeza que era possível recuperar a Billings. A partir da Constituição Estadual de 1989, quando foi interrompido o lançamento contínuo do esgoto de São Paulo, a Billings teve uma grande melhora.
BD - Quais são as principais causas de poluição da Billings?
Virgílio - Hoje, o principal fator de poluição da Billings é quando São Paulo sofre com as enchentes. O esgoto é bombeado para a Billings para diminuir o volume dos reservatórios. O esgoto não é o mesmo da década de 90, pois vem diluído na água da chuva, mas é o maior fator de poluição. As residências às margens da represa também são responsáveis por grande parte da poluição.
BD - Quais ações poderiam ter tomado para evitar a degradação da represa?
Virgílio - Quem fez a Represa Billings chegar ao estado que está foram as prefeituras, quando elas “urbanizaram os manancias”, permitindo o loteamento em áreas as margens da represa. Essa foi a ação responsável por termos a Billings neste estado, e por tudo que a represa já passou. As prefeituras precisam manter as áreas preservadas, elas não podem lotear e nem permitir nova invasões. Eles devem proteger a vegetação e as nascentes. Mas isso não é feito.
BD - Qual é a sua avaliação sobre a Lei da Billings?
Virgílio -A Lei da Billings veio para anistiar todos os erros cometidos pelas prefeituras, pelos políticos e pelos loteadores que pensando no crescimento, esqueceram do meio ambiente e invadiram estas áreas sem nenhuma preocupação. Os políticos tem uma dívida com a sociedade, pois ele induziram as pessoas a ocupar essas áreas. Essa dívida é a escritura da casa. Essa nova lei no começo era para a preservação e recuperação dos mananciais, mas essa recuperação ficou marginalizada, pois toda essa área de manancial ocupada será legalizada, pois a classe política tem esse compromisso com seus eleitores. No final esta lei não tem como foco principal a preservação da represa mas sim tem um foco urbano.
BD - O que as prefeituras fazem hoje para preservar a represa?
Virgílio - Eu já procurei encontrar alguma ação realizada pelas prefeituras, mas até agora, não encontrei nada. Existe uma lei federal que obriga as escolas públicas oferecerem aulas de educação ambiental para as crianças, e sem educação, não teremos melhorias no comportamento. Vemos professores de educação artística, de educação física, mas não vemos professores de educação ambiental. Temos que aproveitar para ensinar essas crianças que estão em processo de formação de caráter. Mas nem isso as prefeituras fazem, até fiscalização que é algo simples, não é adotado pelos prefeitos pois é uma atitude anti-eleitoral. As secretarias de meio ambiente não tem pessoas capacitadas para tratar de assuntos ambientais, eles sabem mais de concreto do que de natureza.
BD - A unidade da Unifesp, no Eldorado, pode colaborar com a preservação da represa?
Virgílio - A Unifesp em vez de ajudar, vai ocupar a última área verde que sobrou dos manancias de Diadema. Esta área deveria ser preservada, mas foi ao contrário. A Unifesp vai ser um indutor de ocupação do que ainda resta. Mas a desculpa é que a unidade trará crescimento, e na verdade deveria trazer desenvolvimento sustentável
BD - No próximo dia 5 de junho será comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. O ABCD tem motivos para comemorar?
Virgílio - Acho que falta muito para o ABCD ter ações importantes para o meio ambiente. E com todas as dificuldades apresentadas, não temos nenhum motivo para celebrar está data, mas sim devemos pensar no que podemos fazer para ajudar o meio ambiente da região.
Biografia
Virgílio Alcides de Farias, 56 anos, pernambucano de nascido na cidade de São José do Egito. É graduado em Direito pela Fad (Faculdade de Diadema) e está cursando pós graduação em Direito Ambiental na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).
Hoje está presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida) no qual participou da sua fundação em 1984.
Virgílio já participou do movimento SOS Mata Atlântica, e atua no movimento ambientalista desde 1984.
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