segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Assista estes vídeos e conheça os terríveis impactos da Usina de Belo Monte

Defendendo os Rios da Amazônia - Parte 2

Defendendo os Rios da Amazônia - Parte 1

O preço de não escutar a natureza

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação, nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que aí viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.
Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes, com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre, sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais frequentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam, que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes, e outro maior, que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da Mata Atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
Por Leonardo Boff Teólogo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Impeça o Desastre Amazônico.Clique e assine!


Mesmo com tantas catástrofes ambientais ocorrendo em todas as partes do mundo, a nossa sociedade insiste em apostar em modelos de desenvolvimento que há muito se mostram ultrapassados.Nós brasileiros que poderíamos usar toda a nossa biodiversidade e recursos naturais de um modo sustentável, estamos perdendo esta única e importante chance.(APC)
PARE BELO MONTE: NÃO À MEGA USINA NA AMAZÔNIA
Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando 100.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies -- tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.
A pressão sobre a Presidente Dilma está aumentando: o Presidente do IBAMA acabou de renunciar, se recusando a emitir a licença ambiental de Belo Monte e expondo a pressão política para levar este projeto devastador adiante. Especialistas, lideranças indígenas e a sociedade civil concordam que Belo Monte é um desastre ambiental no coração da Amazônia.
As obras poderão começar logo. Vamos aumentar a pressão para Dilma parar Belo Monte! Assine a petição, antes que as escavadeiras comecem a trabalhar -- ela será entregue em Brasília.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Poda da arborização urbana: um costume criminoso


Árvore mutilada pela Prefeitura de Santo André, não respeitando o ninho de Bem-te-vi
"As árvores são essenciais à vida do homem urbano. Isso porque: a) reduzem a poluição do ar provocada principalmente pela queima de combustíveis dos veículos automotores e indústrias; b) minimizam a poluição sonora; c) equilibram a temperatura da cidade; d) amenizam a força do vento; e) servem de habitat para insetos e pássaros que equilibram o ambiente e enfeitam nosso dia a dia; f) protegem o lençol freático; g) evitam o ressecamento do ar através da transpiração; h) fornecem sombra para os automóveis e pessoas; i) embelezam a paisagem.Sabe-se que a poluição atmosférica causada por veículos automotores e indústrias (liberando chumbo, dióxido de carbono, benzipireno e outros gases) é algo grave. Os veículos a motor são responsáveis pela produção de 80% do monóxido de carbono. É em decorrência dessa situação que se recomenda o máximo de cuidado para com a arborização urbana, lembrando-se que um hectare de árvore assimila cerca de cinco toneladas de carbono e libera de oito a dez toneladas de oxigênio por ano. Estudo mostra que apenas uma árvore transpira em média 400 litros de água por dia, produzindo o efeito equivalente a 5 condicionadores de ar. Logo, preservar as árvores do espaço urbano implica melhor qualidade de vida, sem dúvida.Todavia, principalmente no inverno, a maioria das cidades vira cenário de um nefasto costume. As árvores urbanas são criminosamente decepadas. Isso, à luz da legislação vigente, além de constituir infração e improbidade administrativa do administrador público que não fiscaliza, é crime com previsão expressa no artigo 49 da Lei Federal nº 9.605/98 (com pena de até um ano de prisão). Segundo a doutrina, a prática da poda foi trazida ao Brasil pelos imigrantes europeus, exclusivamente para árvores frutíferas (pereiras, macieiras, pessegueiros etc.). Com o passar do tempo, a poda começou a ser aplicada também em relação às demais espécies, embora seja consenso entre os técnicos que a poda de árvores não frutíferas é sempre prejudicial, pois representa agressão a um organismo vivo que possui estrutura e funções que restam seriamente danificadas em razão do corte.As árvores urbanas (não importando se nativas ou exóticas) jamais podem ser podadas, exceptuando-se raríssimas hipóteses legais, como árvores doentes ou que estejam causando perigo concreto à população. Entretanto, estamos diante da necessidade de mudança de costume, de cultura, o que provoca naturalmente muita controvérsia. Disse o cientista Michel Bachelet: “o comportamento dos homens é sobretudo feito de hábitos e sempre foi difícil modificar aquilo que acaba por ser confortável, mesmo que esse conforto crie por vezes erros funestos” (Ingerência Ecológica – Direito Ambiental em Questão, Instituto Piaget, Lisboa, 1995, p. 22).
É bom que se diga, ainda, que as árvores são essenciais tanto nas cidades grandes como nas pequenas.. Logo, se as árvores forem periodicamente podadas, mutiladas, é lógico que a população irá sofrer mais intensamente os efeitos desse tipo de poluição, experimentando sensível redução da qualidade de vida.Uma árvore que for reiteradamente podada tende a morrer e, sabidamente, não é comum as administrações públicas do interior procederem ao replantio de exemplares extintos (há quarteirões inteiros sem mais nenhuma árvore). E mesmo que houvesse a reposição imediata, convém lembrar que um exemplar recém plantado leva muitos anos para substituir plenamente uma árvore adulta no que se refere às funções antes apontadas. Nem é preciso dizer ainda que quase todas as arvorezinhas plantadas no espaço público das cidades são arrancadas ou quebradas por vândalos, sendo realmente raríssima a possibilidade de vicejamento. O único caminho racional, portanto, é a proteção da arborização existente, começando pela conscientização da população e aplicação da lei pelas autoridades (polícia, técnicos e promotores de justiça). Só isso fará com que se abandone definitivamente o costume criminoso da poda generalizada."
Por Nilton Kasctin dos Santos, Promotor de Justiça, Alexandre Figueiredo Barnewitz - Engenheiro Florestal e Analista Ambiental do Ibama e Mágida Cristiane de Almeida - Mestranda em Desenvolvimento pela Unijuí

E-mail recebido pela APC de uma moradora revoltada com a poda realizada em sua rua

"Quero relatar que na rua Cambuquira - Jd Progresso/ trv Carijós foi feita poda de árvores; ocorre que ao invés de serem podadas as árvores foram praticamente destruidas. A maioria das árvores da rua foi deixada no toco. As árvores foram destruidas deixaram apenas os caules. Há informações de que isso foi feito a pedido de um morador. Questiono isso pode ser feito? Onde fica a proteção do meio ambiente?Como cidadã resolvi enviar este email". M.T.




quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Veja nas fotos abaixo o extermínio das árvores em Santo André


Vários caminhões como este estão sendo usados pela empresa contratada pela Eletropaulo para destruir a arborização.

Esta foi a terceira "poda" realizada em poucos meses

Não existe justificativa para este tipo de ação, além disto, estas árvores praticamente mortas não estão sendo substituídas.

A PMSA e a Eletropaulo estão ignorando as importantes funções ambientais da arborização urbana, a única preocupação é com a fiação, UMA VERGONHA.


Os restos das podas ficaram uma semana jogados na calçada, os pedestres tinham que caminhar pela rua.

As podas efetuadas sem nenhum critério, deixaram as árvores totalmente desequilibradas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Destruíndo a arborização em Santo André!

A Eletropaulo e a PMSA estão praticando "podas" que estão destruíndo o que restou da arborização de Santo André, um verdadeiro exemplo de descaso ao meio ambiente e ao cidadão andreense.Senão bastasse tudo isso, nem os restos das podas eles recolhem mais, onde está a responsabilidade sócio ambiental da Eletropaulo e dos nossos "administradores municipais".UMA VERGONHA!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Poda mal feita é a principal causa da queda de árvores nas cidades

árvore recém podada na Rua Javaés-Vila Eldizia.
"O ambientalista Ricardo Henrique Cardim afirma que parte do problema está na poda mal feita, que mexe com a saúde das árvores. Ele explica que o trabalho precisa ser mais frequente e menos agressivo. Os galhos devem ser cortados quando ainda são finos, porque a poda de um galho grosso traz riscos.“A árvore não tem tempo de fechar a ferida antes que aconteça o apodrecimento do galho. Então, entram cupins e fungos, que podem levar a árvore a cair no futuro”, explica Ricardo Henrique Cardim.O ambientalista diz o que acontece quando a poda é feita de qualquer jeito. “O corte com facão deixa várias superfícies possíveis para os bichinhos que causam mal para a árvore entrarem. É uma poda super errada. É muito comum as pessoas fazerem podas assim para atender a interesses próprios”.Na briga por espaço, uma árvore foi enforcada pela calçada. O ideal seria que tivesse espaço aberto ao redor do tronco.As árvores deixam a rua bem mais charmosa. Mas o papel delas não é só enfeitar. Elas são uma espécie de prestadoras de serviço ambiental.“Elas umidificam o ar e filtram esse ar, retendo as partículas de poeira, os gases tóxicos, melhoram a condição térmica urbana e um fato importantíssimo: uma cidade bem arborizada é um convite para as pessoas caminharem e deixarem seus carros na garagem”, observa Ricardo Henrique Cardim.
Fonte:Bom Dia Brasil G1.com

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Questão de prova-Vestibular Biologia


Uma tubulação de esgoto passava ao lado de um lago no parque central da cidade. Embora em área urbana, esse lago era povoado por várias espécies de peixes. Um vazamento na tubulação despejou grande quantidade de resíduos nesse lago, trazendo por Conseqüência, não necessariamente nessa ordem,
I. morte dos peixes;
II. proliferação de microorganismos anaeróbicos;
III. proliferação de organismos decompositores;
IV. aumento da matéria orgânica;
V. diminuição da quantidade de oxigênio disponível na água;
VI. liberação de gases mal cheirosos, como o ácido sulfídrico.
Pode-se dizer que a ordem esperada para a ocorrência desses eventos é:
a) I, IV, III, V, II e VI.
b) I, VI, III, IV, V e II.
c) IV, III, V, I, II e VI.
d) IV, VI, V, III, II e I.
e) VI, V, I, III, IV e II.
Resposta correta letra C
UFSCar/2006
Qualquer semelhança não é mera coincidência.

E-mail enviado para a coluna Palavra do leitor do DGABC,por um frequentador do Parque Central, que não foi publicado pelo jornal:
"Pássaros enroscados e mortos em linhas de pesca, sapos pisados e chutados de propósito, ovos de quero-quero arrancados do ninho e quebrados por prazer, ninhos de corujas violados, pesca onde seria um lago só para comtemplação. Alguns desses ocorridos relatados por frequentadores, outros presenciados por mim. Tudo isso por ações de vândalos e criminosos ambientais(lei 9605) que nao tem o menor respeito pelos animais. Sem contar que alguns pequenos lagos do parque tem água podre, parada e com lixo plástico jogado por ignorantes. Os bebedouros para caes são verdadeiras gambiarras mal feitas e pouco funcionais. Em nenhum parque de São Paulo que tem lago é permitido pescar, infelizmente só Santo André vai na contra mão do bom senso. A guarda municipal deve fazer rondas mais frequentes, atenta a esses crimes. O elogio fica para a feira de adoção de animais carentes, que é realizada no último domingo de cada mês"
A.P. em 16/12/2010

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Compensação Financeira não é Compensação Ambiental!

Destruir o pouco que restou da Mata Atlântica tem preço?

Nossos administradores públicos estão fazendo uma grande confusão sobre a "Compensação Ambiental", pois certamente o que podemos verificar na matéria abaixo é uma forma de pagamento pela degradação causada.
O mínimo que poderíamos esperar de uma forma de compensação ambiental para tamanho estrago na Mata Atlântica e nos nossos mananciais, seria a reposição da área que foi devastada.
É deplorável ouvir do secretário municipal que a cidade ganhou com as negociações, fica evidente um total desprezo pelas questões ambientais.
Também chega a ser hilário o fato de que parte das compensações serão destinadas à compra de equipamentos de fiscalização ambiental!

Santo André garante recursos da Petrobras
Renan Fonseca Do Diário do Grande ABC
Santo André encerrou 2010 com vitória em uma briga ambiental. Após sete meses de negociações com a Petrobras, a Secretaria Municipal de Recursos Naturais conseguiu que a estatal assumisse compensações ambientais por conta do desmatamento causado pelas obras do gasoduto Gasan 2. O investimento inicial da empresa será de aproximadamente R$ 1,9 milhão.
O valor corresponde à compra de equipamentos de fiscalização ambiental, aporte a projetos voltados para Vila de Paranapiacaba, duas pick-ups Agrale, entre outros projetos. Além disso, a petrolífera se comprometeu a arcar com as despesas da nova cobertura da Rua Coronel Oliveira, no Centro.
A garantia dos retornos ambientais foi fechada em reunião entre Prefeitura e a estatal na semana passada, segundo o secretário Eduardo Sélio Mendes. "Demorou para conseguirmos as compensações. Mas acredito que a cidade ganhou muito nessas negociações", avaliou.
Durante a conversa, a Petrobras apresentou a documentação faltante para voltar a operar no canteiro de obras dentro da área de matas do município.
Oficialmente, a empreitada está desembargada. Falta ainda o pagamento das duas multas, que somam mais de R$ 350 mil, aplicadas por falta de alvará para movimentação de vegetação e solo removidos. "Assim que os valores forem quitados, vamos acelerar a liberação dos alvarás e assim a Petrobras pode voltar a operar na instalação do gasoduto", ressaltou Mendes. O embargo foi emitido no dia 19 de novembro.
SEGURANÇA - Dentro do pacote de R$ 1,9 milhão consta o projeto de segurança de patrimônio histórico de Paranapiacaba e dos visitantes da antiga vila. "Temos este projeto há algum tempo, faltavam os recursos. Agora vamos conseguir colocar em prática", afirmou Mendes.
Todas as iniciativas que serão bancadas pela Petrobras entram em prática após a assinatura do termo jurídico que garante os repasses. "A área técnica ainda tem de buscar uma ferramenta jurídica para oficializar as compensações", disse.
Fora do pacote, a Petrobras será responsável pela cobertura de dois pavilhões no calçadão da Oliveira Lima. Parte da rua comercial possui teto elevado, mas faltavam duas porções, segundo o secretário, que seriam cobertas futuramente. "Esse projeto também foi assumido pela Petrobras, mas acredito que as obras comecem apenas no fim do semestre", estimou o secretário.
Há dois meses, a equipe do Diário tem procurado insistentemente a Petrobras para comentar o assunto, mas a empresa prefere não comentar as obras do Gasan 2.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dois mil pássaros morrem em estado no sul dos EUA



















Foto :Greg Forcey
Ao todo, 2 mil passarinhos amanheceram mortos pelas ruas de Arkansas. A prefeitura contratou 15 funcionários para retirar os bichos. Eles usaram luvas para evitar contaminação. Segundo ambientalistas, podem ter sido dois os motivos. Uma tempestade de raios ou os fogos de artifício usados para comemorar a passagem de ano. Nesse caso, os passarinhos teriam morrido de estresse por causa do barulho.
Segundo a prefeitura,milhares de pássaros conhecidos como pássaro-preto-da-asa-vermelha usavam uma área arborizada na cidade como um poleiro.
Ambientalistas disseram que os foliões New Year's Eve disparando fogos de artifício podem ter assustado as aves de seu poleiro, causando a morte por estresse.
Fontes: Bom Dia Brasil
The huffington post

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Se a moda pega...


Nesta quarta-feira o Greenpeace entregou (literalmente) uma motosserra de ouro à senadora Katia Abreu (DEM-TO) durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Cancún, México. Também presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Abreu tem sido uma das princípias defensoras de mudanças na legislação de proteção de florestas no Brasil. Em Cancún, ela participou da apresentação do projeto Biomas, uma parceria da CNA com a Embrapa e que visa recuperar áreas de preservação permanente em propriedades agrícolas ao redor do país.
Foto Greenpeace

Moradores querem embargo de obras na praça Kennedy


Foto: Antonio Ledes
Moradores acusam Prefeitura de fazer desmatamento sem estudo de impacto ambiental. Moradores da Vila Bastos, em Santo André, querem que a obra de revitalização da praça Kennedy seja interrompida. Os munícipes acusam a Prefeitura de arbitrariedade por não discutir o projeto com a comunidade. Levantamento feito pela ONG (Organização Não Governamental) Amigos do Parque Central catalogou mais de 350 plantas na praça.De acordo com o agenciador de turismo Kleyber Dantas, que há mais de 30 anos mora no bairro, grande parte da vegetação foi devastada sem que houvesse a preocupação de replantio. “Solicitamos que o projeto fosse mostrado para os moradores, para que pudéssemos dar opiniões. Isso foi há quase dois meses e até agora não nos foi apresentado”, afirmou. Mesmo durante a audiência pública, realizada na Câmara, os documentos não foram apresentados. “O que conseguimos averiguar até o momento é que a obra não possui estudo de impacto ambiental e de vizinhança. Estamos com processo no Ministério Público e faremos o possível para que a obra não tenha prosseguimento”, destacou Dantas. Um dos motivos que levaram a revitalização da praça foi o fato de que o local era conhecido como ponto de consumo de drogas. “É louvável que pensem nessa questão, mas seria mais eficiente se um posto da polícia fosse instalado nas proximidades. Economizaria verba pública e ajudaria na segurança da população”, afirmou o morador. Viário - Além da reforma da praça, outro ponto de discórdia entre moradores e Prefeitura são as alterações nas mãos de direção de algumas vias dos bairros Jardim, Valparaíso e Vila Bastos. A ideia é deixar a avenida Atlântica e a rua Atibaia, que são paralelas, em mão única, sendo que a primeira terá sentido avenida Lauro Gomes e a segunda, sentido Centro.
Para a operadora Roseli Neumitz, a mudança vai desvalorizar os imóveis da rua Atibaia, que não teria estrutura para receber tráfego intenso. “A via é estreita e tem muitas árvores. Não há espaço para que pontos de ônibus sejam instalados. Sem contar que não poderemos receber visitas. Onde essas pessoas poderão estacionar os carros”, questionou. Para tentar barrar as ações, os moradores estão legalizando uma comissão que reúne representantes dos três bairros, para que as próximas propostas sejam discutidas. “Ainda não desistimos de barrar o que a Prefeitura pretende fazer tanto no sistema viário quanto na praça”, afirmou Roseli. A reportagem do ABCD MAIOR entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo André, mas não obteve retorno.
Por: Vladimir Ribeiro - ABCD Maior

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Belo exemplo a ser seguido pelo nossos governantes


Foto:Blog Marcelo Cândia
Prefeito quer plantar 500 mil árvores em Porto Velho, uma para cada habitante
01/12/2010 - Fonte: Rondonoticias
O programa “Porto Velho mais Verde”, lançado pelo prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, no ano passado, inicia sua quarta etapa com a ambiciosa meta de produzir e plantar 500 mil mudas de espécies nativas em Porto Velho, com a execução do Projeto de Recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais, apresentado aos produtores rurais do assentamento Joana D’arc I.
De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, Agnaldo Ferreira, essa fase terá a duração de seis meses e contribuirá com o reflorestamento de 100 áreas degradadas localizadas na zona Rural da capital. “No total serão cinco mil mudas por propriedade, implantadas em cinco associações, viveiros de essências nativas e frutíferas com capacidade de produção de cem mil mudas cada, para distribuição entre os produtores rurais”, disse o secretário.
Para cumprir com a meta estabelecida, foi assinado um convênio com a organização não-governamental Raiz Nativa. A parceria visa também a sensibilização dos proprietários rurais quanto à necessidade de recuperação das áreas degradadas, das APPs e demais unidades de conservação, envolvendo-os como multiplicadores locais na ação, visando o comprometimento de todos com os trabalhos.
Cada entidade de agricultores envolvida no projeto receberá, além de insumos, suporte técnico e recursos financeiros para a implementação do viveiro, que serão repassados após a constatação da execução dos planos de trabalho mensal. O dinheiro poderá ser empregado no pagamento da mão-de-obra dos associados conveniados, podendo ainda a associação, por meio de votação e com a presença da maioria, mais um dos associados, optar pelo rodízio dos beneficiados.
Caso a produção das mudas fique acima do previsto, os produtores poderão vendê-las. Com isso, a prefeitura incentivará a reorganização e revitalização dessas entidades, contribuindo para a geração de emprego e renda dentro das comunidades rurais.
Para participar, as associações deverão estar constituídas pelo menos um ano, e apresentar todas as certidões relativas aos débitos com a união, estado e município, além do projeto para construção do viveiro com capacidade mínima de produção de 100 mil mudas por semestre.
“Para o prefeito Roberto Sobrinho, esta fase do programa é de fundamental importância para que nossa capital cumpra o pactuado na Agenda de Compromissos pela Redução do Desmatamento e das Queimadas, pela Valorização da Floresta e da Economia Local e pelo Fortalecimento da Cidadania, compromisso firmado por ele em junho deste ano, quando a ex-ministra e hoje presidente eleita Dilma Roussef, esteve em Rondônia realizando o Mutirão Arco Verde”, lembrou, o secretário do Meio Ambiente.

Pesquisa da Esalq confirma que legislação penal não é suficiente para proteger meio ambiente

Quantidade de processos sobre crime ambiental que chegam ao Poder Judiciário é baixa, mostra estudo da Esalq
Pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP revela que a quantidade de processos que chegam ao Poder Judiciário relacionados a crimes ambientais é consideravelmente baixa. Tal constatação demonstra a grande possibilidade de existirem “cifras negras” quando o assunto é meio ambiente, ou seja, situações de delitos que não chegam ao conhecimento das autoridades. Segundo o bacharel em Ciências Jurídicas André Camargo Tozadori, autor da pesquisa, isso demonstra que o Direito Penal pode não ser um instrumento tão eficaz na proteção do Meio Ambiente.
Orientado pela professora Silvia Maria Guerra Molina, do Departamento de Genética (LGN), da Esalq, Tozadori desenvolveu o trabalho em três frentes. Após levantamento teórico e bibliográfico sobre o tema, o pesquisador levantou dados junto ao Poder Judiciário, analisando cerca de 80 processos da área penal ambiental registrados em Piracicaba durante sete meses, no período entre outubro de 2007 e abril de 2008. Paralelamente, avaliou a percepção de 223 estudantes dos seis cursos de graduação da Esalq e de Direito da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) sobre o tema.
Em sua dissertação Conservação do ambiente, criminalização e percepção da sociedade , o bacharel identificou que 42,3% das solicitações das ocorrências criminais ambientais ocorreram a partir de denúncia e 15,3% via patrulhamento de rotina da Polícia. Embora não existam dados concretos, presume-se que nem todos os delitos chegam ao conhecimento da autoridade competente.
Para uma cidade como Piracicaba, o número de processos analisados é muito baixo. Muito provável que existam ‘cifras negras’”, afirmou Tozadori. “Primeiro, por conta do baixo número de processos. Segundo, porque a Polícia Militar Ambiental solicita pneus, em um documento intitulado termo de propositura, como forma de proposta de transação penal. Portanto, se solicita pneus é porque faltam pneus para as viaturas e conseqüentemente necessita de uma estrutura melhor. Terceiro, porque quase ninguém é autuado em flagrante. Somando-se esses fatores conclui-se que existem cifras negras”, constata o pesquisador.
Por causa disso, ocorre uma seletividade e uma filtragem decorrente da falta de estrutura dos órgãos de fiscalização e proteção ambiental, razão pela qual nem todos os crimes ambientais cometidos no período analisado foram investigados e processados.
Segundo Tozadori,“Os dados do Poder Judiciário demonstraram que a maior parte dos processos criminais ambientais tiveram como resultado a aplicação de transação penal na modalidade de prestação pecuniária. Ou seja, para quem cometeu um crime ambiental foi proposta a aplicação imediata de prestação pecuniária em valores que variaram entre R$100 e R$2900,00. A média ficou em R$497,00”. Por meio do trabalho, foi possível observar que nenhuma transação penal foi na modalidade de prestação de serviço à comunidade. De acordo com o autor, “isso poderia surtir um efeito mais positivo do que a prestação pecuniária”.
É importante ressaltar que o meio ambiente ecologicamente equilibrado, um bem de uso do povo e essencial à qualidade de vida, é uma garantia constitucional, cabendo ao poder público e à coletividade sua conservação e proteção.
Percepção dos universitários
Ao abordar os estudantes, a pesquisa buscou avaliar como eles estão assumindo sua parcela de responsabilidade na defesa e preservação do meio ambiente. Segundo Tozadori, o estrato utilizado foi extremamente importante, pois foi constituído por alunos de cursos diretamente ligados a questões ambientais. “De maneira geral, os alunos acreditam que o direito penal deve ser utilizado na proteção do meio ambiente, mas depende de uma fiscalização efetiva”, afirma. De acordo com o trabalho, os estudantes também demonstraram ter a percepção de que a responsabilidade de proteção do meio ambiente é de todos e não apenas do Poder Público.
Com intenção de preservar o meio ambiente, os entrevistados declararam que mudariam seus hábitos e passariam, entre outros, a promover coleta seletiva de lixo, diminuir o consumo de água e energia, utilizar transportes alternativos, alterar consumo de produtos e reduzir a produção de resíduos. “Os alunos são conscientes quanto à necessidade de preservação para as futuras gerações e realizam ações individuais. Esse fato é de extrema importância já que com a grande conseqüência da intervenção humana na natureza, os fenômenos negativos como aquecimento global, entre outros, estão ocasionando grande preocupação ao menos em parte da sociedade humana com assuntos relacionados ao meio ambiente. Esses estudantes, no futuro, constituirão parte da sociedade civil que possivelmente estará trabalhando diretamente nas áreas social e ambiental em nosso país e é de extrema relevância que estejam sensibilizados com relação a esses assuntos”, conclui o pesquisador.
Reportagem de Caio Rodrigo Albuquerque, da Assessoria de Comunicação da Esalq / Agência USP de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 07/12/2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Existem compensações para obras como o Rodoanel e este Gasoduto?

Mesmo protegida por Lei e restando apenas cerca de 7% de sua área original, a Mata Atlântica continua sendo devastada, triste exemplo que mostra que o poder econômico não respeita o meio ambiente e a sustentabilidade.

Santo André embarga obra do gasoduto da Petrobras
Do Diário do Grande ABC
A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, embargou a obra de construção da nova linha do gasoduto da Petrobras, chamada de Gasan 2, que corta a região administrada pela secretaria, que compreende a área de proteção de mananciais da cidade.
De acordo com o secretário Eduardo Sélio Mendes Junior, o embargo deveu-se ao fato de a empresa não cumprir as exigências legais para a realização da obra, que em Santo André compreende cerca de 8 km de dutos. No caso, a empresa responsável pela obra não possui o alvará de permissão de movimentação de terra, emitido pela Secretaria de Gestão de Recursos Naturais, que é imprescindível para a realização da obra, já que analisa diversos aspectos técnicos do projeto. A empresa possui apenas o alvará de serviços, emitido pela Sosp (Secretaria de Obras e Serviços Públicos), mas este documento, conforme legislação municipal, não autoriza a execução da obra toda.
O embargo, entregue à empresa na sexta-feira, determina a paralisação imediata da obra até que toda a documentação necessária e já solicitada à empresa seja providenciada. Vale destacar que a empresa já havia sido informada acerca da necessidade do referido alvará de movimentação de terra para execução da obra e, mesmo devidamente informada, não providenciou a documentação necessária. O desrespeito ao meio ambiente foi denunciado pelo Diário há duas semanas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pássaro encontrado nas árvores da Praça Kennedy

Depois que começaram as obras na Praça Kennedy,encontramos este pássaro que é raramente avistado em Santo André.Ele estava se alimentando das pitangas que ainda se encontram na praça.


Anambé branco do rabo preto também conhecido como Araponguinha se alimenta de frutas e insetos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Protesto na Praça Kennedy


Ontem foi realizado um protesto contra as obras na Praça Kennedy, na ocasião participaram moradores de bairros vizinhos, comerciantes e integrantes da APC.
Para variar ficamos sabendo que as obras não tem licenciamento ambiental e nem sequer foi discutida no COMUGESAN(Conselho de Meio Ambiente de Santo André).
A nossa maior preocupação agora é com as árvores frutíferas que fazem parte da arborização da Praça, pois fomos informados pelos próprios funcionários do DEPAV,que elas seriam retiradas, sendo assim realizamos um levantamento onde constatamos mais de cem árvores frutíferas como; araçás, pitangueiras, cerejeiras e goiabeiras.

Araçá, árvore frutífera nativa da Mata Atlântica


















Mais uma vez questionamos a necessidade e também a legalidade desta obra degradante, que contraria a Lei Orgânica de Santo André em vários artigos como podemos ver abaixo:
Lei Orgânica Municipal
Capítulo VI Do Meio Ambiente
Art. l92 - Todos têm direito ao meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à adequada qualidade de vida, impondo-se a todos e, em especial, ao Poder Público e à coletividade, o dever de defendê-lo e preservá-lo para o benefício das gerações atuais e futuras.
Art. l98 - Compete ao Poder Público, através dos órgãos de administração direta, indireta e fundacional:
III - exigir, na forma da lei, para a instalação de obra pública, privada ou de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade, garantidas audiências públicas, nos seguintes casos:
a) em consonância com órgão federal ou estadual que tiver feito a mesma exigência;
b) caso não tenha sido exigido por órgãos da administração federal ou estadual;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas, em comum com o Estado e a União;
X - estimular e contribuir para a recuperação da vegetação em áreas urbanas, com o plantio de árvores, preferencialmente frutíferas, objetivando a consecução de índices mínimos de cobertura vegetal;
DAS DISPOSlÇÕES TRANSlTÓRIAS
Art. 7º - O Poder Público tomará providências para que, no prazo de vinte anos, o Município tenha dezesseis metros quadrados de área verde por habitante.
Atualmente em Santo André, temos cerca de 1 metro quadrado de área verde por habitante no seu perímetro urbano, número este que podemos chamar de pífio, levando em consideração as altas taxas de poluição atmosférica da nossa região.

domingo, 17 de outubro de 2010

Administração do Dr.Aidan é inimiga do meio ambiente!


Foto:Mauricio Taboni Site PMSA
Desprezo pelo meio ambiente, gasto desnecessário do dinheiro público, passeio público sendo transformado em rua, falta de transparência, atitude ditatorial, este é mais exemplo da administração do Dr.Aidan em Santo André.
Como já sabemos do histórico de destruição das áreas verdes ocorridas desde o início da administração do dr.Aidan, fomos até a Praça Kennedy acompanhar as obras e documentamos até agora; a retirada de parte da vegetação de ornamentação, principalmente as bromélias imperiais, foram retiradas 4 palmeiras jerivás que foram replantadas em outro espaço da praça, devido a manifestação dos populares, sendo que a primeira já havia sido levada para outro local e também a destruição do passeio público para abertura de uma rua.
Infelizmente pelo que foi noticiado na imprensa e informado pelos próprios responsáveis pela obra, o mosaico vai ser retirado dando lugar ao concreto e as árvores frutíferas nativas também serão retiradas.
Nós contamos cerca de 100 árvores frutíferas na praça, entre elas Araçás, Goiabeiras, Pitangueiras e Cerejeiras, muitas delas com frutos, servindo de alimentação para várias espécies de pássaros como, Sabiás laranjeiras, Bem-te-vis, Sanhaços, Periquitos, Maritacas, Cambaçicas, João de Barro e outras.
Mesmo com tantas áreas verdes e praças abandonadas na cidade a administração do Dr.Aidan desperdiça os recursos públicos nesta obra totalmente desnecessária, pois poderia ser feita simplesmente uma manutenção e limpeza da Praça Kennedy.
A informação é que na Praça Kennedy será construída uma academia de ginástica ao ar livre, lembrando que ela fica localizada em um dos melhores bairros de Santo André com a população de classe média alta.Enquanto isso nas outras áreas e praças da cidade, principalmente na periferia o que vemos é só abandono!Na placa faltou o valor da obra:R$ 300 mil.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OBRAS NA PRAÇA KENNEDY REVOLTAM MORADORES




Prefeitura de Santo André inicia obras de remodelagem desmatando área pública. Ipês amarelos, pitangueiras, palmeiras imperiais, coqueiros... Tudo na mira da moto-serra da Prefeitura de Santo André. As obras de remodelagem da praça Kennedy, na Vila Bastos, começaram na manhã desta quinta-feira (14/10), sob protesto de moradores. A remodelação da praça, feita pela Secretaria de Obras, Sosp ( Serviços Públicos) e pelos departamentos de Segurança de Trânsito e de Parques e Áreas Verdes ganhou repúdio de moradores e comerciantes do local, que se uniram para questionar a intervenção. Kleyber Dantas, morador da rua Eduardo Monteiro há mais de 30 anos, organizou um abaixo-assinado e em menos de duas horas conseguiu mais de 100 assinaturas de moradores solicitando o embargo da obra. "Foi um atitude absolutamente autoritária por parte da Prefeitura de Santo André. Se o motivo era melhorar o trânsito e a segurança, acredito em outras soluções, como aumentar a iluminação e a fiscalização, e não vindo aqui arrancar árvores que muitos de nós ajudamos a plantar", disse. Dantas informou que os moradores planejam um protesto nos próximos dias, quando devem "abraçar" a praça em repúdio às obras. Para José Carlos Vieira, coordenador da ONG Amigos do Parque Central, o corte das árvores é uma tentativa truculenta da atual administração apagar vestígios da última. O local foi nomeado boulevard pelo então prefeito Celso Daniel. " Onde fica a transparência? Quando nos demos conta, as máquinas já estavam aqui operando. Quando o prefeito esteve aqui não havia moradores apoiando, só a turma dele é que aplaudia. Ninguém concorda com isso", afirmou. Um senhora passou mal quando uma palmeira era retirada e precisou ser socorrida por outros moradores. A Polícia Ambietal foi acionada e os policiais afirmaram que uma averiguação será feita para garantir se a obra tem autorização de órgãos competentes. Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo André ainda não se posicionou. Por: Marina Bastos-ABCD Maior
A Prefeitura de Santo André investirá cerca de R$ 300 mil na execução da obra. A ideia é retirar arbustos altos e colocar somente vegetação rasteira.(Como não há arbustos altos na praça e sim árvores frutíferas como pitangueiras, araças,goiabeiras,pata de vaca,bromélias etc, entendemos que as mesmas serão retiradas).O projeto é do vereador Paulinho Serra.


















Conheça a Praça Kennedy antes da reforma paisagística.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Após denúncia da APC, a PMSA suspende a prática da capina química em Santo André

A APC já vem denunciando a prática da capina química desde 2008, finalmente ela foi suspensa no município após as investigações da Anvisa e do Ministério Público.











Assista o vídeo que mostra a utilização da prática da capina química pela PMSA.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

No Dia Mundial da Árvore, indignação no Parque da Água Branca.Clique e acesse o blog!




















Sem dúvida este alerta serve para todos aqueles que zelam pelas áreas verdes das nossas cidades, as poucas que nos restaram estarão sempre na mira do poder econômico e dos nossos gloriosos "administradores públicos".

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Revisão do Código Florestal pode levar a perdas irreversíveis na biodiversidade

Agência Fapesp
SÃO PAULO - Se for aprovada em sua forma atual, a revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, poderá levar a perdas irreversíveis na biodiversidade tropical, alertam cientistas em carta publicada na atual edição da revista Science.
Intitulada "Perda de biodiversidade sem volta", o documento tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
No texto, os pesquisadores apontam que as propriedades privadas correspondem a 39% do território brasileiro e representam um componente essencial para a conservação da biodiversidade florestal, à parte das áreas protegidas formalmente.
Mas os “interesses de curto prazo de poderosos grupos econômicos, influentes proprietários de terra e políticos, ao diluir o Código Florestal, ignoram o valor das florestas privadas para a conservação”, segundo eles.
De acordo com Fernanda, a manifestação é um complemento à carta publicada na Science em 16 de julho por pesquisadores ligados ao Programa Biota-Fapesp, com o título "Legislação brasileira: retrocesso em velocidade máxima?". Segundo ela, o objetivo foi colocar em evidência a modificação do código relacionada à redução das Áreas de Proteção Permanente (APP).
“A Science abre espaço para que possamos reforçar comentários de edições anteriores. Quisemos fazer isso para enfatizar um pouco mais o problema diretamente ligado à redução das APPs, que está sendo levantado na proposta de reforma do Código Florestal”, afirma a docente da Unifap.
Professora do Departamento de Ecologia da Unesp até o fim do primeiro semestre de 2010, Fernanda concluiu seu doutorado em 2007, na Universidade de East Anglia, sob orientação de Peres, e realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), com Bolsa da Fapesp.
“Parte do meu pós-doutorado correspondeu exatamente à avaliação do uso de APPs por vertebrados de médio e grande portes. A partir dos dados obtidos nessa pesquisa, achamos relevante destacar esse tópico no contexto da reforma do Código Florestal”, destaca.
A carta enviada em julho pelos pesquisadores do Biota-Fapesp apontava que as novas regras do Código Florestal reduziriam a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, as emissões de dióxido de carbono poderão aumentar substancialmente e, a partir de simples análises da relação espécies-área, “é possível prever a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.
O texto também foi assinado por Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências da USP; Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP; Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP; e Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.
Efeito de borda
O documento publicado na atual edição da revista científica americana afirma que a reforma da legislação brasileira vai “efetivamente condenar remanescentes florestais e a rebrota em terras privadas no maior país tropical da Terra”.
Segundo Fernanda, a carta reforça uma questão levantada na manifestação anterior, relacionada a um possível aumento do “efeito de borda” - uma alteração na estrutura, na composição ou na abundância de espécies na parte marginal de um fragmento florestal que acaba tendo impactos sobre a fauna e flora de toda a região.
“O efeito de borda se manifesta à medida que a permeabilidade da matriz aumenta, e cria uma série de efeitos adversos para a flora e para a fauna. Mas, além disso, nossas pesquisas revelaram um outro dado importante que merecia ser destacado: quando a área de proteção é reduzida a menos de 50 metros de cada lado da APP, o resultado é um aumento considerável na mortalidade das árvores”, afirma.
Os cientistas brasileiros alertam que, com as modificações propostas na legislação, a redução das áreas de proteção deverá provocar mudanças nas características da paisagem que reduzirão a capacidade da floresta para reter e conectar espécies, ou para manter a qualidade dos corpos d’água.
Segundo o texto, os proprietários rurais que cumprirem a nova legislação vão ampliar a fragmentação da paisagem e reduzir o valor de suas propriedades, por conta da erosão do solo e pela má regulação de captação de água nas bacias hidrográficas.
Mas ainda é possível ter esperança: “A comunidade científica e ambiental, as organizações não governamentais e o Ministério do Meio Ambiente ainda podem se conciliar com os defensores da reforma do Código Florestal”, ressaltam os autores.
“Para isso, será preciso melhorar a comunicação entre os segmentos da sociedade, desenvolvendo alternativas de gestão inteligente do uso do solo na matriz agropecuária existente e evitando, com isso, a expansão de novas fronteiras de desmatamento”, completam.




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Billings tem 8 vezes mais chumbo que o tolerável


Foto Adriano Sacchi
O braço Rio Grande da represa Billings, de onde é captada a maior parte da água que abastece a região,possui concentração oito vezes maior de chumbo que o tolerável por institutos internacionais, como a ACMA (Agência Canadense do Meio Ambiente).A toxidade foi verificada em pesquisa do Instituto de Biociências da USP.Além do chumbo, os pesquisadores constataram alta concentração de metais pesados como cobre(30 vezes mais que o tolerável),cádmio (9), cromo (5) e níquel (8).O contato direto a essas substâncias em altas concentrações traz riscos graves à saúde, como câncer e a nemia. A água que chega até as casas é tratada e, de acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo),obedece critérios de avaliação que não permitem os metais pesados. Mas, para o pesquisador Marcelo Pompêo, o problema é grave e precisa da atenção do poder público.“Metais não são degradados pelo meio ambiente, e podem ser incorporados por organismos e acumulados nos tecidos de peixes,
por exemplo. Além do mais, caso os metais não sejam retidos pelas estações de tratamento de água, mesmo que em chances remotas, sempre há possibilidade de problemas à saúde”, disse. De acordo com o professor, o esgoto jogado na represa e o uso de algicidas (substância para combater algas) são as principais fontes dos metais pesados. “Se o Código Florestal fosse aplicado (respeitando a faixa de proteção ambiental no entorno da represa) e houvesse saneamento básico, o problema seria remediado”,afirmou.Pesquisa do Instituto de Biociências da USP mostra alta concentração de metais pesados nos sedimentos da represa Despejo de esgoto e algicidas são principais causadores do problema “A concentração de metais está em níveis que oferecem perigo aos seres vivos. Há necessidade de preocupação e contínuo monitoramento.”MARCELO POMPÊO, PESQUISADOR DO INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DA USP
VANESSA.SELICANI
Jornal METROABC
Billings :: Histórico
A área ocupada atualmente pela Represa Billings foi inundada a partir de 1927, com a construção da Barragem de Pedreira, no curso do Rio Grande, também denominado Rio Jurubatuba. O projeto foi implementado pela antiga Light - "The São Paulo Tramway, Light and Power Company, Limited", hoje Eletropaulo, com o intuito de aproveitar as águas da Bacia do Alto Tietê para gerar energia elétrica na Usina Hidrelétrica (UHE) de Henry Borden, em Cubatão, aproveitando-se do desnível da Serra do Mar.No início dos anos 40, iniciou-se o desvio de parte da água do Rio Tietê e seus afluentes para o reservatório Billings, a fim de aumentar a vazão da represa e, conseqüentemente, ampliar a capacidade de geração de energia elétrica na UHE Henry Borden. Este processo foi viabilizado graças à reversão do curso do rio Pinheiros, através da construção das Usinas Elevatórias de Pedreira e Traição, ambas em seu leito. Esta operação, que objetivava o aumento da produção de energia elétrica, também mostrou-se útil para as ações de controle das enchentes e de afastamento dos efluentes industriais e do esgoto gerado pela cidade em crescimento.O bombeamento das águas do Tietê para a Billings, no entanto, começou a mostrar suas graves conseqüências ambientais poucos anos depois. O crescimento da cidade de São Paulo e a falta de coleta e tratamento de esgotos levou à intensificação da poluição do Tietê e seus afluentes que, por sua vez, passaram a comprometer a qualidade da água da Billings. Nos primeiros anos da década de 70 a Cetesb - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - é obrigada a iniciar as operações de remoção da mancha anaeróbica presente na Represa.Em 1982, devido à grande quantidade de esgotos, que resultaram em sérios problemas de contaminação por algas cianofíceas, algumas potencialmente tóxicas, surge a necessidade de interceptação total do Braço do Rio Grande, através da construção da Barragem Anchieta, para garantir o abastecimento de água do ABC, iniciado em 1958.

Fonte:De olho nos mananciais