O lixo é uma riqueza pública.Explorá-lo com inteligência e respeito à vida e ao meio
ambiente é dever de todos nós.”
"Minha experiência ao longo de anos, tendo como atividade profissional a reciclagem e compostagem, com a transformação de resíduos em fertilizantes orgânicos, aliada à participação em seminários e congressos ligados à preservação do meio ambiente, incluindo o Fórum Mundial de Sustentabilidade, permite-me colocar as observações, alicerçadas também em depoimentos de técnicos e profissionais de envergadura na área. Os itens seguintes são oferecidos para a discussão das autoridades e da população.
1. Os projetos são dispendiosos, não se sabe seus verdadeiros custos e nem o valor que será pago pela queima do lixo.
2. Não existem dados que comprovem a viabilidade econômico-financeira do projeto.
3. Essas usinas têm tecnologias obsoletas e estão sendo desativadas em países europeus. Em 1958, o Brasil desativou a usina de incineração em Manaus- Amazonas.
4. Não geram empregos, aliás, causam o desemprego das pessoas envolvidas com o processo de coleta e reciclagem.
5. Não há segurança em relação à eliminação dos gases – altamente cancerígenos – e as cinzas tóxicas. As dioxinas e furanos são altamente tóxicos e acumulativos. Eles são prejudiciais ao meio ambiente e aos seres humanos pela inalação e também pela contaminação das plantações alimentícias, e das águas de nossos córregos e rios, em outras palavras, entram na cadeia alimentar.
6. Entidades que lutam em favor do meio ambiente e pela melhoria da qualidade de vida são totalmente contra esses projetos, incluindo autoridades do Ministério Público e a própria ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
7. As usinas nucleares, termoelétricas ou simples incineradoras, têm sido notícia na imprensa, constantemente, pelos vazamentos. Na implantação foram “vendidas” como de alta segurança.
8. Em 2003, a Companhia Energética de São Paulo, a Cesp, tentou implantar uma termoelétrica em Mogi Mirim/SP, projeto abortado por um único motivo: perigo de contaminação, através de gases tóxicos, formadores da chuva ácida.
9. Na Convenção de Estocolmo, em 2004, do qual o Brasil foi signatário, há a recomendação para a eliminação gradativa dos incineradores de lixo.
“Transformar resíduos recicláveis em lixo e fumaça tóxica é crime ambiental, social, econômico e humano.”
Ulisses Girardi
Diretor do Grupo Visafértil
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Usinas de incineração do “lixo” urbano, na contramão da sustentabilidade.
O lixo é uma riqueza pública.Explorá-lo com inteligência e respeito à vida e ao meio
ambiente é dever de todos nós.”
"Minha experiência ao longo de anos, tendo como atividade profissional a reciclagem e compostagem, com a transformação de resíduos em fertilizantes orgânicos, aliada à participação em seminários e congressos ligados à preservação do meio ambiente, incluindo o Fórum Mundial de Sustentabilidade, permite-me colocar as observações, alicerçadas também em depoimentos de técnicos e profissionais de envergadura na área. Os itens seguintes são oferecidos para a discussão das autoridades e da população.
1. Os projetos são dispendiosos, não se sabe seus verdadeiros custos e nem o valor que será pago pela queima do lixo.
2. Não existem dados que comprovem a viabilidade econômico-financeira do projeto.
3. Essas usinas têm tecnologias obsoletas e estão sendo desativadas em países europeus. Em 1958, o Brasil desativou a usina de incineração em Manaus- Amazonas.
4. Não geram empregos, aliás, causam o desemprego das pessoas envolvidas com o processo de coleta e reciclagem.
5. Não há segurança em relação à eliminação dos gases – altamente cancerígenos – e as cinzas tóxicas. As dioxinas e furanos são altamente tóxicos e acumulativos. Eles são prejudiciais ao meio ambiente e aos seres humanos pela inalação e também pela contaminação das plantações alimentícias, e das águas de nossos córregos e rios, em outras palavras, entram na cadeia alimentar.
6. Entidades que lutam em favor do meio ambiente e pela melhoria da qualidade de vida são totalmente contra esses projetos, incluindo autoridades do Ministério Público e a própria ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
7. As usinas nucleares, termoelétricas ou simples incineradoras, têm sido notícia na imprensa, constantemente, pelos vazamentos. Na implantação foram “vendidas” como de alta segurança.
8. Em 2003, a Companhia Energética de São Paulo, a Cesp, tentou implantar uma termoelétrica em Mogi Mirim/SP, projeto abortado por um único motivo: perigo de contaminação, através de gases tóxicos, formadores da chuva ácida.
9. Na Convenção de Estocolmo, em 2004, do qual o Brasil foi signatário, há a recomendação para a eliminação gradativa dos incineradores de lixo.
“Transformar resíduos recicláveis em lixo e fumaça tóxica é crime ambiental, social, econômico e humano.”
Ulisses Girardi
Diretor do Grupo Visafértil
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Assistam estes vídeos educativos e comparem o que é melhor:Reciclar ou Queimar os resíduos, ou seja queimar dinheiro.
Vídeos educativos do Engenheiro Gert Roland Fischer mostram os benefícios da reciclagem e o alto custo e os perigos de uma Usina de Incineração que pode lançar poluentes perigosos na atmosfera.
Tenha paciência e assista estes vídeos, aprenda mais sobre os benefícios da reciclagem de resíduos e os perigos de uma Usina de Incineração.
Reciclagem não dá dinheiro para Campanhas Políticas...
Santo André e Mauá se unem para construção de usina de lixoSerá que os Prefeitos Grana e Donizete não sabem que a maior parte do lixo pode ser reciclado?E até gera um bom lucro,ou compensa mais "gastar" no mínimo 500 milhões?
Os prefeitos petistas Carlos Grana (Santo André) e Donisete Braga (Mauá) assinaram, na tarde desta quinta (10/07), um Termo de Cooperação Técnico-Operacional com vistas à construção de uma usina para destinação, tratamento de resíduos sólidos e geração de energia. Orçada inicialmente em R$ 500 milhões, a unidade deve ser erguida no raio de até 1 km de distância do Polo Petroquímico do ABC, pois um dos objetivos com o projeto é fornecer vapor ao complexo industrial. Para evitar o dispêndio de recursos com o estudo, a partir da assinatura, uma equipe com especialistas dos dois Paços será formada e, dentro do prazo de 180 dias, deve detalhar a proposta, que pode ser apresentada a cidades vizinhas como Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e São Caetano. De acordo com Braga, o projeto é um avanço em relação à implantação do Polo Petroquímico na região. O petista ressaltou que ajudou a dar vida ao projeto, ao lado de Grana, quando ambos eram deputados e membros da comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de São Paulo. "Escolher Santo André como cidade parceira prioritária nessa matéria é significativo e coerente com nossas ações. Estamos fazendo estudos embrionários, mas acreditamos na busca por uma melhor tecnologia que garanta, ao mesmo tempo, o fornecimento de energia ao Polo e o fim da preocupação iminente com a destinação de resíduos sólidos aos aterros locais", comentou. Segundo dados apresentados durante a assinatura da parceria, Santo André produz, hoje, cerca de 700 toneladas de lixo por dia. O índice em Mauá é de aproximadamente 320 toneladas, diariamente. "Somamos mais de mil toneladas de lixo produzido. Essa escala justifica o desenvolvimento do projeto", comentou Grana. Na avaliação do prefeito, é fundamental para o ABC ter alternativas aos aterros sanitários, campos que possuem vida útil relativamente curta. "O aterro Lara recebe o lixo da região e da Baixada Santista, mas se ele não existisse, a opção mais próxima seria o aterro de Itaquaquecetuba", pontuou. Para Donisete, a proposta, que funcionará nos moldes de uma Parceria Público-Privada, pode ser atrativa para outras cidades da região. "Ribeirão e Rio Grande da Serra estão localizadas 100% em áreas de mananciais. Nossos argumentos dão segurança não apenas à economia, mas à questão da sustentabilidade", justificou. Os petistas não cogitaram, no entanto, levar o projeto para ser debatido no âmbito do Consórcio Intermunicipal Grande ABC. Em entrevista ao RD, o coordenador do GT Meio Ambiente, João Ricardo Guimarães, afirmou que a entidade trabalha para conquistar recursos externos para a elaboração do Plano Regional de Resíduos Sólidos. "Por enquanto, é uma parceria unilateral entre Santo André e Mauá", frisou Grana. De acordo com o secretário de Planejamento Urbano de Mauá, José Afonso Pereira, as obras da usina podem levar até 24 meses para serem concluídas. "No mais tardar, no início do próximo ano contratamos o projeto e, em até dois anos a partir daí, a usina estará em funcionamento", garantiu. Quando concluído, o projeto passará pelo crivo dos vereadores das duas cidades. Aterro de Santo André será reativado em outubro Para o chefe do Paço andreense, Carlos grana, a usina - segunda a ser projetada no ABC, logo atrás da unidade anunciada pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), para meados de 2015 - funcionará como uma alternativa ao problema da capacidade limitada de operação do Aterro Municipal de Santo André, localizado na Cidade São Jorge. A unidade está inativa há quatro anos, mas será reaberta, de acordo com o petista, em outubro. Na estimativa do Paço, a medida provocará redução significativa nos gastos com a destinação final dos resíduos sólidos, hoje encaminhados ao aterro Lara, em Mauá. Só no ano passado, o serviço custou aos cofres andreenses aproximadamente R$ 25 milhões. "Hoje, o Lara cobra R$ 78 pela tonelada de lixo. Sem o convênio, o preço fica em R$ 30", projetou o prefeito. Para garantir que o espaço funcione por mais sete anos, pelo menos, o Semasa (Serviço de Saneamento Ambiental de Santo André) assumirá a ampliação do aterro, em área de 40 mil metros quadrados. De acordo com o superintendente Sebastião Ney Vaz, a autarquia despenderá cerca de R$ 7 milhões com as obras. "Vamos cobrir esse custo com os recursos próprios do Semasa", disse o titular.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
O Extermínio da Arborização Continua!
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Santo André:Vereadores denunciam a retirada de 300 árvores de empreendimento da Brookfield
A Comissão de Assuntos Relevantes da Câmara de Santo André investiga a retirada de 300 árvores do entorno do empreendimento da construtora Brookfield, na Vila Homero Thon. Os vereadores querem rediscutir a contrapartida do empreendimento, além dos impactos ambientais com os secretários de Gabinete, Tiago Nogueira, e de Desenvolvimento Urbano, Paulo Piagentini, e de Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra. Caso necessário, os parlamentares convidarão o responsável pelo empreendimento para prestar esclarecimentos na Câmara.
Segundo o vereador José Montoro Filho (PT), o Montorinho, o empreendimento já foi alvo de uma série de denúncias e, desta vez, será feito levantamento do projeto para rever certos pontos como o desmatamento das árvores para a alteração viária da av. Giovanni Batista Pirelli e seu entorno. "A obra foi aprovada no final do ano passado ao apagar das luzes, sem ser devidamente analisada", diz o petista. Segundo o vereador, nesta segunda-feira (24) será realizada uma reunião entre os vereadores e a Comissão de Assuntos Relevantes para rever o projeto assinado na gestão anterior e, se for o caso, acionar o responsável pelo empreendimento. "Não existe a devida autorização para esta ação", diz outro integrante da Comissão, Almir Cicote.
Por outro lado, a Brookfield Incorporações esclarece por meio de nota que o manejo e a supressão das árvores estão previstos no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), homologado em dezembro de 2011 (documento Nº 09/2011), e foram autorizados pelo Departamento de Parques e Áreas Verdes de Santo André (DPAV) em 17 de junho de 2013 (documento 029/06/2013).
"O manejo, a supressão e o transplante das árvores serão realizados por conta de uma das contrapartidas viárias exigidas pelo Departamento de Segurança e Trânsito (DST), que estabelece o alargamento da Av. Giovanni Battista Pirelli", diz a nota.
Integrantes da comissão, na sexta-feira (21/06), vistoriaram o canteiro de obras do empreendimento.
Vereadores cobram maior contrapartida para empreendimentos da Brookfield.
Reportér Diário 23/06/2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
2º Festival de Cultura e Arte do ABC realizado no Parque Central
Fatos Ocorridos nos dias 22 e 23 de Junho de 2013 no 2º Festival de Cultura e Arte do ABC realizado no Parque Central.
Em primeiro lugar queremos esclarecer que não somos contrários à realização de shows no Parque Central, mas por outro lado devemos relatar os fatos que ocorreram durante o espetáculo e colocar algumas questões.
Horário do Show
No Sábado dia 22/06/2013 o show teve início às 14:00 horas e foi encerrado por volta da 24:00 horas.
Vários ambulantes vendendo bebidas alcoólicas sem nenhuma fiscalização por parte da Prefeitura Municipal.
Ao anoitecer nos dois dias de shows, grande era o consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes, que bebiam no gargalo da garrafa, mais uma vez não houve nenhum tipo de fiscalização para coibir esta prática.
Nas manhãs seguintes aos shows, fotografamos o estado lastimável em que o Parque Central se encontrava com muito lixo e com garrafas de todo tipo de bebidas espalhadas por todo lado.Total falta de respeito ao Meio Ambiente.
Lembramos aos senhores que o Parque Central é uma das poucas áreas ecológicas na nossa cidade, devendo ter suas características respeitadas pela Administração da nossa cidade.
Gostaríamos que também fossem feitas parcerias com empresas públicas, como o que ocorreu neste Festival, para ajudar a sanar os vários problemas do Parque Central.
O Parque Central é uma área que está em Litígio entra a PMSA e o Ministério Público do Estado de São Paulo, onde a Promotoria de Meio Ambiente de Santo André cobra judicialmente várias questões relativas ao Parque Central como, Segurança, Infra Estrutura e manejo adequado.
Sem dúvida levaremos mais estes fatos a Promotoria de Meio Ambiente de Santo André.
sábado, 15 de junho de 2013
ABAIXO A DITADURA!!!APOIO AO MOVIMENTO PASSE LIVRE
O BLOG DA APC QUE TEM COMO FOCO QUESTÕES AMBIENTAIS E TAMBÉM DE CIDADANIA DENÚNCIA A TRUCULÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, LIDERADO PELO SENHOR GERALDO ALCKMIN,E A FALTA DE TRANSPARÊNCIA NO AUMENTO DAS PASSAGENS DO TRANSPORTE PÚBLICO, SERVIÇO ONDE FALTAM INVESTIMENTOS E PORTANTO NÃO TEM QUALIDADE.
A PREFEITURA DE SÃO PAULO GOVERNADA PELO SENHOR FERNANDO HADDAD TAMBÉM TEM CULPA NOS TRISTES ACONTECIMENTOS QUE NOS FAZEM LEMBRAR A ÉPOCA DA DITADURA MILITAR.
ISTO É DEMOCRACIA?
Vi o policial mirar e atirar na minha cara, diz repórter ferida em SP
Giuliana foi atingida por uma bala de borracha durante protesto contra reajuste do transporte em SP.
ILEGALIDADE,COVARDIA E TRUCULÊNCIA MARCAM A ATUAÇÃO DA PM NA MANIFESTAÇÃO
PM agride clientes de um bar na avenida Paulista
Giuliana foi atingida por uma bala de borracha durante protesto contra reajuste do transporte em SP.
ILEGALIDADE,COVARDIA E TRUCULÊNCIA MARCAM A ATUAÇÃO DA PM NA MANIFESTAÇÃO
PM agride clientes de um bar na avenida Paulista
terça-feira, 11 de junho de 2013
Já virou rotina:Uma nova construção, uma árvore a menos na cidade...
terça-feira, 4 de junho de 2013
Texto sobre a Arborização Urbana e Florestas por Laerte Scanavaca Júnior pesquisador da Embrapa
No Brasil, 87% da população vive em centros urbanos. O clima urbano difere consideravelmente do ambiente natural. As cidades distanciam-se cada vez mais da natureza, utilizando materiais como ferro, aço, amianto, vidro, piche, entre outros. Estes materiais geralmente são refletores e contribuem para a criação de ilhas ou bolsões de calor nas cidades. Em função disso, o clima é semelhante ao do deserto, quente e seco durante o dia e frio durante a noite. A impermeabilização dos solos causa grandes problemas também na medida em que evitam ou impedem a infiltração da água, forçando-a para a calha dos rios, muitas vezes criando enchentes, já que os rios não conseguem absorver um volume tão grande de água num curto espaço de tempo.
Os benefícios advindos da arborização urbana promovem a melhoria da qualidade de vida e o embelezamento da cidade. Essa arborização depende do clima, tipo de solo, do espaço livre e do porte da árvore para se obter sucesso nas cidades. Além da função paisagística, a arborização proporciona à população proteção contra ventos, diminuição da poluição sonora, absorção de parte dos raios solares, sombreamento, atração e ambientação de pássaros, absorção da poluição atmosférica, neutralizando os seus efeitos na população, valorização da propriedade pela beleza cênica, higienização mental e reorientação do vento. A floresta, quando em equilíbrio, reduz ao mínimo a saída de nutrientes do ecossistema. O solo pode manter o mesmo nível de fertilidade ou até melhorá-lo ao longo do tempo.
Uma floresta não perturbada apresenta grande estabilidade, isto é, os nutrientes introduzidos no ecossistema pela chuva e o intemperismo geológico estão em equilíbrio com os nutrientes perdidos por lixiviação para os rios ou lençol freático. Os nutrientes, uma vez introduzidos no ecossistema, podem se reciclar por um longo tempo, função da eficiência biogeoquímica e bioquímica das espécies florestais do sistema.
O entendimento da relação das florestas implantadas com a água é uma questão muito complexa e deve levar em consideração as múltiplas atividades antrópicas, tendo como unidade a microbacia. Deste modo, a floresta deve ser apreciada como uma atividade agrícola qualquer, que visa à produção de biomassa com intenção de obter algum lucro. Assim, além do consumo de água, devemos contabilizar a sua qualidade, o regime de vazão e a saúde do ecossistema aquático. Possibilita também uma visão mais abrangente sobre a relação do uso da terra, seja na produção florestal, agrícola, pecuária, abertura de estradas, urbanização, enfim, toda e qualquer alteração antrópica na paisagem e a conservação dos recursos hídricos. Quem sabe assim, a sociedade perceba que uma possível diminuição na quantidade de água, deterioração de sua qualidade ou a degradação hidrológica não estão somente nas florestas implantadas, mas numa infinidade de outras atividades antrópicas de práticas de manejo.
As florestas per se não melhoram a qualidade da água, porém alguns de seus atributos, como a cor aparente, estão relacionados com a quantidade de matéria orgânica e sedimentos na água. Estudos compararam a cor aparente da água de microbacias com florestas nativas, reflorestadas com eucaliptos e com pastagem. Nas florestas nativas, a variabilidade natural só é alterada com as chuvas em grandes quantidades. Os eucaliptais, mesmo com operações drásticas como construção de estradas ou exploração florestal, tendem a voltar ao equilíbrio dinâmico rapidamente. Para a pastagem, entretanto, a concentração de sedimentos suspensos na água é exageradamente elevada o tempo todo.
O custo específico com produtos químicos nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) eleva-se com a redução do percentual de cobertura florestal da bacia de abastecimento. Nos Estados Unidos, o Estado de Nova York investiu em áreas de preservação permanente (APPs), e os responsáveis garantem que para cada dólar investido, economizam sete dólares no tratamento de água. Pelos resultados das pesquisas, percebe-se que as florestas são importantes por vários fatores, mas principalmente em relação aos recursos hídricos, pois interceptam a água das chuvas, reduzindo o risco de erosão, aumentam a capacidade de infiltração da água no solo tornando-o mais poroso e a estabilidade do sistema ou microssistema funcionando com tampão, isto é, liberando ou retendo água.
* Laerte Scanavaca Júnior é engenheiro florestal, mestre em Ciências Florestais, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.
** Publicado originalmente no site da revista Eco21.
domingo, 2 de junho de 2013
SEMANA DO MEIO AMBIENTE
Na semana do meio ambiente o Blog da APC vai começar uma série de postagens sobre a importância da Arborização Urbana e o que está acontecendo há alguns anos em Santo André.
Ipê Roxo em frente a Escolinha Cantinho da Ternura na Rua Visconde de Mauá,árvore sadia foi retirada em troca de mais uma vaga de garagem(Lembrando que onde ele estava a guia não era rebaixada)
Um belo exemplo de falta de respeito a legislação e amor a natureza dado pelo DEPAV/PMSA e os proprietários da Escola.
Aqui jaz mais uma árvore sadia retirada injustamente devido a troca de favor e desrespeito a legislação ambiental do nosso país!
Ipê Roxo em frente a Escolinha Cantinho da Ternura na Rua Visconde de Mauá,árvore sadia foi retirada em troca de mais uma vaga de garagem(Lembrando que onde ele estava a guia não era rebaixada)
domingo, 19 de maio de 2013
Assine o Abaixo Assinado e ajude a salvar a Chácara Columbia da Especulação Imobiliária!
Foto:ABCDMAIOR
http://www.avaaz.org/po/petition/BASTA_DE_CANIBALISMO_IMOBILIARIO_SALVEMOS_A_CHACARA_COLUMBIA/?pv=0
Os aproximadamente 15.000m² de vegetação e 800 m² de construção em estilo modernista, última área verde no bairro de Rudge Ramos, São Bernardo do Campo, estão ameaçados pela especulação imobiliária. A pressão dos proprietários do imóvel localizado à Av. Senador Vergueiro, 3490, e da incorporadora MZM já derrubaram a solicitação de tombamento proposta pelo Compahc - Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural. O encontro de vestígios arqueológicos dos primeiros anos de colonização de São Paulo devido ao fato da Chácara Colúmbia ter sido uma possível parada dos padres jesuítas no antigo Caminho do Mar fizeram com que o fato fosse informado ao Iphan.
A população do bairro, densamente povoado, há mais de 30 anos reivindica a área para uso público. Agora, a despeito da legislação que impede qualquer intervenção no imóvel até o parecer final dos órgãos competentes, os proprietários estão, gradativamente, destruindo as construções históricas e suprimindo parte da vegetação com o objetivo de descaracterizar os atributos para a tão sonhada despropriação integral, preservação da área verde, das construções históricas e tombamento definitivo deste patrimônio coletivo único com tais características.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Na Marginal do Tietê, a maioria das mudas secou
A morte de mudas usadas na compensação ambiental se repete em outras obras públicas realizadas na cidade de São Paulo. A empresa de Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) tem feito desde 2010 o replantio para compensar as árvores retiradas para a ampliação da Marginal do Tietê. Até agora foram 15 mil mudas na região, mas a maioria secou antes mesmo de florescer. Segundo a companhia, "grande parte delas morreu por atos de vandalismo ou foram arrancadas e destruídas por pessoas e acidentes na via". No entorno de toda a Marginal do Tietê há 4,6 mil mudas nativas, entre elas paus-brasil, ingás, sibipirunas, jequitibás-rosa e sibipirunas.Os problemas não só na compensação de grandes obras, mas no próprio paisagismo do Tietê. Segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), que administra o jardim localizado nas margens do rio, cerca de 40 mil plantas ornamentam o entorno do curso d?água. Todo ano, é preciso fazer o replantio de 1,5 mil mudas. Para isso, há uma verba anual de R$ 8,9 milhões só para o paisagismo. Mas, de acordo com o chefe de gabinete do Daee, Giuliano Savioli Deliberador, as condições do solo e da via dificultam os trabalhos de replantio e impedem o crescimento das árvores. "A faixa de terra ali é pequena, porque há cimento por baixo, para estruturar as margens do rio. É um solo paupérrimo, que não tem carga orgânica grande."O regime desequilibrado de chuvas exige que as plantas sejam regadas com frequência. "É um jardim que demanda um trabalho enorme. Tem de adubar o tempo inteiro. É complicado e por isso é caro", diz Deliberador. Segundo o ambientalista Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), o problema do replantio é a substituição de árvores que traziam benefícios para o meio ambiente. "Essas mudas, se vingarem, só trarão efeito similar daqui a 20 ou 30 anos", destaca.
Repórter Diário/Meio Ambiente
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Polinização
Polinização: importante no processo de reprodução das plantas
O que é:Polinização é o transporte de grãos de pólen de uma flor para outra, ou para o seu próprio estigma. É através deste processo que as flores se reproduzem.
Transporte do pólen:A transferência de pólen pode ocorrer de duas maneiras: através do auxílio de seres vivos (abelhas, borboletas, besouros, morcegos, aves, etc) que transportam o pólen de uma flor para outra, ou por fatores ambientais (através do vento ou da água).Além destas duas maneiras, há também a auto-polinização, ou seja, a flor recebe seu próprio pólen. Contudo, há casos em que ela o rejeita; nestas situações, ocorrerá a troca de genes com outras flores, o que resultará em uma variação da espécie.
Entretanto, algumas espécies utilizam-se de seu próprio pólen objetivando produzir sementes e garantir a estabilidade de sua população (aqui não ocorrerá a variação, pois não haverá mistura de genes).Existem algumas espécies, como as Gimnospermas, onde, na maioria das vezes, a polinização é anemófila (através do vento). Acredita-se que isso seja em decorrência da forma de evolução desta espécie (quando não podiam contar com insetos especializados na coleta de pólen, como as abelhas). Devido a isto, esta espécie possui uma pobre variação morfológica em suas estruturas reprodutivas.É impossível deixar de notar a beleza e a enorme variedade de flores existentes na natureza, esta diversidade somente é possível graças à população de insetos coletores de pólen, como as abelhas, borboletas, mariposas, aves e mamíferos.
Toda Biologia.com
Não é uma imagem repetida...
segunda-feira, 11 de março de 2013
Mais uma vítima do descaso
domingo, 10 de março de 2013
domingo, 3 de março de 2013
Promotoria cobra remoções na Chácara Baronesa
A promotoria de Meio Ambiente do MP (Ministério Público) de Santo André cobra do Estado a remoção das cerca de 500 famílias que vivem na Chácara Baronesa, parque na divisa do município com São Bernardo. Segundo o promotor José Luiz Saikali, a retirada dos invasores e recuperação da vegetação é obrigação do governo estadual, determinada em decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de 2010.O Estado anunciou na semana passada que irá investir R$ 4 milhões para transformar o antigo Haras São Bernardo, tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1990, em parque. Na ocasião, o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, afirmou que a remoção das famílias será discutida em conjunto com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), mas não descartou a possibilidade de que os empreendimentos sejam feitos no próprio terreno da chácara.Saikali explica, porém, que a remoção das famílias se trata de determinação judicial e deveria ser prioritária. "Não há possibilidade de construir empreendimentos no local. Essas pessoas precisam sair para que a vegetação se recupere, pois a área verde foi um dos fatores que motivou o tombamento."A ocupação irregular da Chácara Baronesa ocorreu no início dos anos 1990, quando o terreno pertencia à Inocoop, que pretendia construir moradias populares. No entanto, o Estado tombou o local e impediu as obras. Com isso, a cooperativa entrou com pedido de indenização na Justiça. Enquanto a decisão não saía, o terreno ficou abandonado e começou a ser invadido.Em 1996, o MP entrou com ação civil pública obrigando a Inocoop a fazer a remoção das famílias da área de proteção patrimonial. No entanto, a juíza da 8º Vara Cível da época julgou improcedente a responsabilidade da cooperativa, já que o terreno havia sido transferido para o Estado. O MP recorreu ao TJ-SP, que reforçou a responsabilidade da Inocoop, mas novamente a juíza não aceitou. "Para resumir, prosseguimos no imbróglio até 2001. Depois disso, a ação ficou parada por dez anos no TJ", explica Saikali.Quando voltou, em 2010, a decisão afirmava que o governo estadual seria responsável por remover as famílias por ser o atual dono do terreno, mas quem deveria arcar com os custos era a Inocoop. "Porém, quando essa decisão saiu, o Estado já havia pagado nove parcelas das dez na qual foi dividida a indenização pedida, que, com juros e correção monetária, chegou a R$ 130 milhões."Saikali conseguiu o bloqueio da última parcela, referente a R$ 15 milhões, verba que pode ser utilizada pelo Estado para fazer a remoção das famílias. "Agora, vamos cobrar o governo dentro da própria ação civil pública para que cumpra o que foi determinado no acórdão."Procurada, a Secretaria de Meio Ambiente, hoje responsável pela Chácara Baronesa, informou que a área passou a integrar a Coordenadoria de Parque Urbanos e que já estão adiantadas as tratativas com a Secretaria de Segurança Pública para garantir, em primeiro lugar, o policiamento do local, que registra grande movimentação de usuários de drogas.A Pasta afirmou também que está em negociação com a CDHU para regularizar a questão das moradias, mas não há prazos.
Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
A implantação de medidas de segurança para coibir invasões e a presença de usuários de drogas na Chácara Baronesa, área de preservação ambiental localizada no Jardim Oriental, em Santo André, na divisa com São Bernardo, só sairá do papel a partir de julho. Apesar de a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, responsável pelo espaço de 340 mil m², ter anunciado a instalação de grades de proteção no entorno do terreno e vigilância durante 24 horas em agosto, os editais de licitação para a contratação das empresas que executarão os projetos ainda estão sendo finalizados.Segundo o Estado, o prazo para a instalação da vigilância 24 horas no local é de aproximadamente 90 dias, tendo em vista que o pacote técnico para a licitação será concluído em 15 dias. Só após esse período é que começa a concorrência. A previsão é de criar 15 pontos fixos para vigilantes, que também farão rondas com motos. Já no caso do cercamento, o tempo estimado para início dos trabalhos é de, no mínimo, 150 dias.Em visita ao local na terça-feira, a equipe do Diário constatou que os procedimentos já adotados pelo Estado, como colocação de portão na entrada principal do espaço, câmeras, vigilantes e equipe de ronda ambiental, não contiveram a ocupação irregular dentro do parque, tampouco a presença de usuários de crack.Em resposta, a SMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) informou que, em outubro a Pasta, a CDHU e a Prefeitura de Santo André se reuniram para unir esforços para coibir os problemas de invasões e de regularização da população local.Quanto aos usuários de drogas, o Estado destacou que a Polícia Ambiental é acionada em caso de denúncias e constatação das câmeras. Atualmente, a equipe que atua no local é formada por cinco pessoas, sendo dois monitores ambientais para atuarem com educação ambiental, já que a ideia é transformar o espaço em parque educativo para escolas e comunidade.Com base nos problemas que se arrastam há décadas na maior área verde dentro do ambiente urbano do Grande ABC, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB) pretende iniciar campanha para salvar a Chácara Baronesa. "Queremos transformar a Chácara Baronesa no Ibirapuera da nossa região", destacou.O primeiro passo da mobilização será audiência pública com o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, agendada para o dia 20. "A responsabilidade primordial pelo espaço é do Estado, mas também podemos envolver as prefeituras e parceria privada", sustentou o parlamentar.
Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Fotos do Parque Natural do Pedroso, por Miguel Magro
Localizado a apenas 26 minutos do centro de Santo André, o Parque do Pedroso é um dos locais mais ricos em fauna e flora no Grande ABC. O Parque do Pedroso é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral e tem uma superfície de 842 hectares (cinco vezes a área do Parque do Ibirapuera, em São Paulo).O local, administrado pelo Semasa apresenta vegetação típica de Mata Atlântica, com a presença de diversas espécies de plantas, como o manacá da serra, cedro, pau d’alho, ingá e embaúba.Em relação à fauna, o Parque do Pedroso abriga preguiças, saguis, gambás, jararacas e diversas espécies de gaviões, como o gavião-pega-macaco e o gavião pombo que estão na lista de espécies ameaçadas de extinção do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Fonte:Semasa
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
De onde vem a força do agronegócio?
Vídeo mostra de forma didática quem ganha e quem perde na estruturação e financiamento do agronegócio brasileiro. Baseado em análise de Regina Araujo, doutora em Geografia pela USP, e Paula Watson, também formada em geografia pela USP.
Ficha técnica - Roteiro: Paula Watson e Regina Araujo; Desenho e Animação: Paula Watson ; Montagem e Edição: Renata Watson ; Locução: Daniel Daibem.
De onde vem a força do agronegócio?
wwfbrasil
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Chácara da Baronesa é parque só no papel
Área de 360 mil metros quadrados em Sto. André, na divisa com S. Bernardo, é considerada de proteção ambiental
há 25 anos e desde 2001 é oficialmente um parque estadual.Mas, na prática, só há abandono e barracos.Os 360 mil metros quadrados da Chácara da Baronesa,em Santo André, perto da divisa com São Bernardo,não parecem impressionar as autoridades.Área de Proteção Ambiental, tombada pelo patrimônio histórico e elevada à condição de
parque estadual, um dos maiores espaços verdes urbanos do ABC tem resistido em meio ao concreto e ao asfalto mais pelas próprias forças de sua natureza do que pela ações de quem deveria preservá-la.Desde os anos 1980, discute-se criar no local um
parque ecológico para garantir a preservação da área e oferecer à população um equipamento de lazer e educação ambiental.Apesar das muitas intenções,pouco se fez. “Fizeram um cercamento, mas é só uma tela, é colocaram vigilância, o que é quase
nada perto das necessidades”,afirmou a presidente da Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Movimento Chácara da Baronesa, Vera Lúcia Rotondo.Responsável pela administração,a secretaria de Estado do Meio Ambiente
diz que “o projeto para operacionalizar o parque está em fase de estudos”,mas que não há estimativa de prazo nem de quanto será investido no local.O abandono foi permitindo aos poucos que a área fosse invadida – outro impasse para a criação do
parque. São mais de 300 famílias em moradias irregulares.A Prefeitura de Santo
André não se pronunciou.A necessidade de se preservar a chácara é reconhecida
pelo Estado. “Trata-se de área verde em região extremamente urbanizada. É um pulmão”. “Mesmo nos dias mais quentes, a área mantém sua umidade, o que ajuda a controlar a temperatura do entorno”,completou Vera Lúcia.
Gigante verde e despercebido - Chácara nunca foi utilizada como área pública de lazer.
ANDRÉ VIEIRA
METRO ABC
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
VERGONHA NACIONAL - GENOCÍDIO DE ÍNDIOS NO MATO GROSSO DO SUL
Nas últimas semanas, além do futebol de sempre, dois assuntos ocuparam as manchetes: o julgamento do chamado "mensalão" e, em São Paulo, o programa de combate a homofobia, grotescamente apelidado de "Kit Gay". Quase nenhuma importância se deu a uma espécie de testamento de uma tribo indígena. Tribo com 43 mil sobreviventes.
A justiça federal decretou a expulsão de 170 índios na terra em que vivem atualmente. Isso no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, à margem do Rio Hovy. Isso diante de silêncio quase absoluto da chamada Grande Mídia. (Eliane Brum trata do assunto no site da revista Época). Há duas semanas, numa dramática carta-testamento, os Kaiowá-Guarani informaram:
-Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui. Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos até hoje. Comemos uma vez por dia.
Em sua carta-testamento os Kaiowá/Guarani rogam:
- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.
Diante dessa história dantesca, a vice-procuradora Geral da República, Déborah Duprat, disse: "A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo".
Em setembro de 1999 estive por uma semana na reserva Kaiowá/Guarani, em Dourados. Estive porque ali já acontecia a tragédia. Tragédia diante do silêncio quase absoluto. Tragédia que se ampliou, assim como o silêncio. Entre 1986 e setembro de 1999, 308 índios haviam se suicidado. Índios com idade variando dos 12 aos 24 anos.
Suicídios quase sempre por enforcamento, ou veneno. Suicídios por viverem confinados em reservas cada vez menores, cercados por pistoleiros ou fazendeiros que agiam, e agem, como se pistoleiros fossem. Suicídio porque viver como mendigo ou prostituta é quase o caminho único para quem deixa as reservas.
Italianos e um brasileiro fizeram um filme-denúncia sobre a tragédia. No Brasil, silêncio quase absoluto: Porque Dourados, Mato Grosso, índios... isso está muito longe. Isso não dá Ibope, não dá manchete. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 habitantes para cada 100 mil. No Iraque, esse índice é de 93 pessoas em cada 100 mil.
Desde 1999, quando estive em Dourados com o fotógrafo Luciano Andrade, outros 555 jovens Kaiowá/Guarani se suicidaram no Mato Grosso do Sul. Sob aterrador e quase absoluto silêncio. Silêncio dos governos e da Mídia. Um silêncio cúmplice dessa tragédia.
Publicado em 22/10/2012 por jornaldagazeta
terça-feira, 11 de setembro de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Estudo revela que a preservação da flora regional é péssima
SANTO ANDRÉ - No primeiro semestre deste ano, a Fundação Santo André fez estudo de avaliação da qualidade ambiental do ABC e concluiu que a vegetação nativa está cada vez mais escassa. O fator indicativo foi a redução das espécies de borboletas que existiam na região, decorrente da substituição de plantas características da região.
De acordo com a professora de Ciências Biológicas da Fundação Santo André, Dagmar Santos, a qualidade da preservação da flora regional foi avaliada como péssima. “As borboletas buscam alimento em flores típicas da nossa região e, como a vegetação está muito abaixo do recomendado, temos sempre os mesmos tipos de borboletas”, declarou.
A pesquisa foi realizada em três pontos fixos: em uma residência com jardim, numa praça com árvores e num espaço com vegetação espontânea. No decorrer do trabalho foi observado que onde houve a redução de plantas naturais também aconteceu a diminuição do número de borboletas, que foram em busca de alimento em outros lugares. “Para nós, biólogos, a perda da biodiversidade é a pior coisa que pode acontecer ao meio ambiente”, pontuou.
Antigamente, no ABC, eram encontradas muitas espécies de flores. Hoje, nas áreas urbanizadas tais como parques e praças são vistas muitas plantas exóticas, principalmente, oriundas de outros países. “Resolvemos realizar esse estudo a fim de mostrar às pessoas a necessidade de se preservar a vegetação nativa”, disse a estudante de biologia, Viviane Roupa, que também participou das pesquisas.
Para recuperar a fauna e a flora do ABC é necessário programa direcionado ao plantio das espécies nativas. “Deve ser feito um planejamento e a reintrodução de plantas da região”, enfatizou Dagmar Santos.
Por: Daniela Lopes Diário Regional
Assinar:
Postagens (Atom)






