

A Cantareira seca, a Billings cheia de água poluída. A crise não é hídrica, é ética.
É dever dos municípios e Estado “assegurar e potencializar a função da Bacia Hidrográfica do Reservatório Billings como produtora de água para a Região Metropolitana de São Paulo, garantindo sua qualidade e quantidade”.
Municípios degradam os mananciais, a SABESP polui as águas e a CETESB é conivente...
Na conta da água a população paga para a SABESP coletar e tratar os esgotos. O serviço de esgotamento sanitário deve ser “constituído pelas atividades, infra-estruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente”.
Ao lançar esgotos sem o devido tratamento em rios e represas, a SABESP viola o Artigo 208 da Constituição do Estado de São Paulo (1989), que “veda o lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais, sem o devido tratamento, em qualquer corpo de água”.
A poluição e a escassez de água acontecem por falta de cidadania. Junte-se a nós!
Realização:
MDV- Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC
Fórum Permanente da Sociedade Civil de Rio Grande da Serra
Apeoesp - SubSede-Ribeirão Pires /Rio Grande da Serra.
Lixo acumulado no entorno da Chácara Baronesa (Foto: Morgana Volpati)
Há cerca de três meses o Parque Estadual Chácara Baronesa, no Jardim Oriental, em Santo André, foi revitalizado e entregue à população. A reinauguração trouxe mais segurança, aparelhos de ginástica e deixou o parque mais limpo do que era antes, mas nem tudo está completo. Ao redor do parque vive uma população que convive com temores de deslizamentos, quedas de árvores e enchentes.
São mais de mil famílias localizadas ao redor do parque. "Temos esgoto aberto, pessoas com dengue e em época de eleição vários políticos prometem, mas depois não cumprem", reclama Maria Zuleide, uma das moradoras mais antigas do local, com 30 anos na comunidade.
Foram investidos no parque cerca de R$ 8 milhões, pelo menos esse é o valor que o governo estadual divulgou. "Nos meus cálculos não gastaram mais de R$ 300 mil", diz Mauricio Rodrigues, de 36 anos e que está no local desde que nasceu. Seu pai era caseiro do parque e sua família está há 62 anos na região.
Rodrigues acredita que o caso é pura politicagem e que muita gente ganha dinheiro em cima do parque. "Não podemos deixar de falar que o parque foi melhorado, mas não tem atração nenhuma. Só vem gente para usar drogas e fazer o que não deve", revela.
Segundo os moradores, houve ameaça de que as casas seriam derrubadas, para dar lugar a um estacionamento para os usuários do parque. "Em um parque que tem 350 mil m², não é possível que não achem um lugar para realizarem o estacionamento", reclama Rodrigues.
O vereador que está à frente do assunto é Eduardo Leite (PT), o político encabeçou a audiência pública que foi realizada ano passado sobre o assunto. "Já apresentamos uma proposta para o Estado, mas não fomos atendidos", garante Leite.Outra proposta foi apresentada para o governo e essa a esperança é que dê certo. Perto do local há dois locais que estão aptos para construir moradias. A ideia é que o governo possa ceder os terrenos para colocar as famílias lá, após as moradias estiverem concluídas. "A ideia já foi formatada e estamos à espera do governo", diz o vereador.
Outra obra no local não terminada é a canalização do córrego Taióca, que passa ao lado do Parque Chácara Baronesa. As obras já se iniciaram, mas estão paradas desde o ano passado.
A promessa é que passará uma avenida em cima do córrego, para desafogar o trânsito na região, mas até agora apenas barro juntou. "Em dias de chuva forte o córrego transborda e fica complicado para nós", revela Mauricio Rodrigues, que mora em frente ao rio.
Reporter Diário




Macacos e outros animais que se abrigavam na mata devastada recentemente às margens do km 67 da Rod. Bunjiro Nakao estão totalmente desnorteados e, com isso, colocando em risco, inclusive, a vida de motoristas que trafegam pela via. (Veja demais fotos na galeria no final da reportagem). Nesta semana, um motociclista que passava pelo local acabou atropelando um bugio, que morreu na hora. Já o rapaz ficou gravemente ferido e permanece internado em um hospital da região. Desde que o desmatamento ocorreu, dezenas de animais, entre eles, pássaros, esquilos, raposas, veados e outros estão morrendo devido a destruição de seu habitat natural. Isso sem contar às espécies que acabaram sendo atropeladas sem piedade pelos diversos tratores que desmataram mais de 140.000 m² de Mata Nativa existente no local.O caso vem causando comoção e revolta pelo Brasil a fora, sendo alvo de protestos e denúncias por parte de ONG’s e entidades de todo o país, inclusive internacionais.
Prefeitura embarga terreno
A prefeitura de Ibiúna embargou nesta semana o terreno de mais de 140.000 m² que foi desmatado. Logo após reassumir o cargo no último dia 6, o prefeito Professor Eduardo (PT) enviou uma equipe de técnicos da Secretária de Meio Ambiente para realizar um laudo do local e abriu um Processo Administrativo sobre o caso.
“Infelizmente, constatamos que os proprietários tinham uma autorização para corte de eucalipto no terreno, ordem esta assinada por um funcionário da gestão anterior e com carimbo da secretária Municipal de Meio Ambiente da época. Vamos abrir uma sindicância e tomar todas as providências cabíveis neste crime ambiental grave, que não pode ficar impune. Tanto os proprietários, como as autoridades que eventualmente foram coniventes com este caso serão punidos. A prefeitura deveria ser o primeiro órgão a agir neste caso, mas foi totalmente omissa. Jamais poderia ceder a interesses pessoais ou empresariais. Quando estávamos aqui, nos primeiros 8 meses deste ano, impedimos até coisas muito menores e nos causou muita indignação o gestor que estava aqui nestes últimos três meses ter sido, no mínimo, negligente neste caso”, denunciou o prefeito.
Processo sumiu
O atual secretário Municipal de Meio Ambiente, Fernando Sales, afirmou que o Processo Administrativo que tratava da autorização da prefeitura para corte de espécies exóticas (neste caso eucalipto) simplesmente sumiu. “Entretanto, entramos em contato com a Polícia Ambiental, que nos apresentou uma autorização emitida pela Secretaria Municipal da gestão anterior, com uma autorização assinada autorizando o corte de espécies exóticas. Porém, pelas imagens de satélite, podemos perceber que não existia no local nenhuma plantação de eucalipto, mas sim uma densa área de Mata Nativa. Além disso, em agosto, quando tivemos que deixar a prefeitura, não tinha nenhum pedido para realização de tal procedimento neste local, ou seja, é muito estranho eles terem conseguido esta autorização em menos de três meses. Isso sem contar que o processo simplesmente sumiu da prefeitura. Iremos abrir uma sindicância e pedirmos a abertura de uma Ação Civil Pública junto ao Ministério Público, que deverá providenciar uma perícia no local e tomar as demais providências civis e criminais sobre o caso. Enquanto isso, a área permanece embargada”, garantiu Fernando.
Ele também informou que de acordo com a PM Ambiental, a área está no nome da Speedy Empreendimentos Imobiliários, com sede em São Paulo-SP, que foi arrolada como responsável pelo desmatamento, juntamente com a FAU Terraplanagem que foi a empresa que executou o serviço no local. O Jornal do Povo tentou entrar em contato com a empresa, mas até o momento não obteve retorno.
Jornal do Povo Ibiúna


Bairro do Curral, altura do KM 67 da Rod. Bunjiro Nakao, em frente a Madeireira Mil. Foi no domingo dia 24 de Novembro de 2013, diversas máquinas de grande porte, usando correntões que trituravam a mata, os saguis, bugios, cobras, lagartos, aves, e toda a imensa quantidade de vidas e espécies contidas dentro de uma floresta, além da própria floresta.Outras máquinas poderosas jogavam tudo, vidas esmagadas e flora para as partes baixas, que iam logo sendo enterradas para apagar seus vestígios. Toda a vizinhança testemunhou a debandada dos animais que sobreviveram aos correntões pelas áreas vizinhas, atravessando a rodovia a até sendo atropelados, outros ficaram numa pequena área num canto e são atropelados ao buscarem melhor abrigo, segundo testemunhos da vizinhança, todos chocados, revoltados e entristecidos com a destruição total da floresta; mas que não acordam nunca para a defesa do bem e da justiça e acham que com o poder econômico e político não se mexe, abdicando de construir um país decente para si e sua descendência. Diversos chamados para a polícia ambiental foram feitos e ainda na parte da manhã do domingo houve ali a presença da polícia ambiental e rodoviária, porém a destruição da floresta não parou e continuou seu pérfido trabalho até que nada mais restasse, segundo testemunho da vizinhança. Neste fato cabe a pergunta que não quer calar: Com tantas leis de proteção ambiental como a Constituição do Brasil, O Código Florestal, A Lei da Mata Atlântica, O Cinturão Verde da Grande S.Paulo, O Plano Diretor de Ibiúna, A APA de Itupararanga e a Mata Atlântica, a mais rica e diversa do mundo, sabidamente caminhando para a depauperação, o estrangulamento em pequenos remanescentes e a extinção, não tem essas leis nenhuma validade? E estas instituições não têm o poder de parar os tratores, como não o fez? Ainda segundo a vizinhança, que pediram para não serem identificados, o proprietário da área afirmou aos policiais que podem multar, mas as máquinas não vão parar, com a certeza absoluta que não irá reflorestar a área e que a multa, se tiver, já está contabilizada dentro de seu lucrativo empreendimento. Os autores da barbárie não deixaram nenhuma árvore das 22.000 que continha a floresta. Reafirmando com isso seu atrevimento e escárnio com qualquer lei ou autoridade política ou institucional, cujo dever é fazer cumpri-la. A floresta historicamente e ao longo de milhões de anos pertenceu de fato a todas as espécies de plantas e a todas as espécies de animais que ali moram, vivem e se alimentam. Mas foram mortas ou expulsas pelo responsável pelo desmatamento.

NOSSO AMIGO SÉRGIO LISSE ATUALMENTE MORANDO EM IBIÚNA NOS MANDOU ESTA DENÚNCIA, ESTA ÁREA DE MATA ATLÂNTICA TEM CERCA DE 15 HECTARES E NELA EXISTIAM ÁRVORES CENTENÁRIAS E ANIMAIS COMO O MACACO BUGIO, ELE MESMO PRESENCIOU UM FILHOTE DE BUGIO VINDO EM SUA DIREÇÃO DESNORTEADO E HÁ RELATOS QUE ANIMAIS FORAM MORTOS ATROPELADOS NA RODOVIA BUNGIRO NAKAO E ESMAGADOS PELAS PRÓPRIAS MÁQUINAS.DE QUE ADIANTA NO NOSSO PAÍS EXISTIREM LEIS QUE PROTEGEM A MATA ATLÂNTICA SE ELAS SÓ FICAM NO PAPEL.A CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE VÃO DESTRUIR O POUCO DE FLORESTA ATLÂNTICA QUE RESTOU, UMA VERGONHA PARA O NOSSO PAÍS.
Polícia Rodoviária denuncia grande crime ambiental na região de Ibiúna
Os policiais rodoviários avistaram na rodovia Bunjiro Nakao (km 67), próximo a Ibiúna, várias máquinas realizando desmatamento
A Polícia Rodoviária entrou em contato com a redação do Jornal da Economia com o intuito de realizar uma denúncia referente a desmatamento de mata atlântica. Durante patrulhamento pela rodovia Bunjiro Nakao (SP 250), os policiais rodoviários avistaram na altura do quilômetro 67, próximo a Ibiúna, várias máquinas realizando desmatamento em uma grande área verde as margens da pista. O trabalho gerou suspeita para as autoridades que resolveram averiguar a existência de alguma documentação que autorizasse o serviço.
Os policiais foram informados pelo responsável do local que o Policiamento Ambiental já havia estado ali e o trabalho estava autorizado. Entretanto, foi solicitado ao mesmo que mostrasse a documentação que atestaria a legalidade do serviço e o responsável disse que não a possuía. Desta forma, a polícia rodoviária entrou em contato com o Policiamento Ambiental, que afirmou ter passado pelo local na manhã do mesmo dia, mas que não havia autorizado trabalho nenhum.
Diante dos fatos, a Polícia Rodoviária solicitou que o policiamento ambiental retornasse ao local, visto que, segundo relato das testemunhas “o espaço é de mata nativa e vários animais silvestres pertencentes à fauna local estavam sendo esmagados pelas máquinas, que arrancavam as árvores pelas raízes, sendo que muitas tinham ninhos de passarinhos e de outros animais que estavam completamente desnorteados correndo pelo terreno, já limpo, procurando seus filhotes e seus abrigos”.
Após a Polícia Ambiental chegar ao local, a equipe da Polícia Rodoviária mostrou a área em que as máquinas estavam fazendo o desmatamento, então foi constatada a irregularidade. Foi feita a medição total da mata nativa desmatada e, em seguida, será feito o auto de infração e tomado todas as medidas administrativas cabíveis.
A empresa que efetuou o desmatamento se chama F.A.L. – Pavimentação e Terraplenagem Ltda EPP, sendo o encarregado da obra o Sr. Adilson Batista Devecchi.
Fonte: Texto: Felipe Modesto / Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária
JE Online
A prefeitura de Santo André, sob a batuta do Sr. Paulinho Serra, secretario de obras,está cortando várias árvores, de tamanhos variados, com o pretexto de reformar o parque Celso Daniel, e inclusive mudar a academia de ginástica, inaugurada recentemente, para uma área escondida que não recebe a luz solar e assim precisam destruir varias árvores! Tudo isso para justificar um orçamento absurdo de 2 milhões de reais! Isso não pode continuar, vamos compartilhar!
Foto:José Lázaro Henriques Jr
Um mês após o Diário denunciar o lançamento de esgoto nos lagos do Parque Central, o problema no local continua o mesmo. Buraco ao lado de um dos espelhos d’água permanece aberto, para onde escoa o material oriundo da favela da Gamboa.
Moradores da região, entretanto, alegam que o mau cheiro diminuiu. “Há cerca de 15 dias, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) veio aqui e fez algumas obras”, revela o serralheiro Aparecido de Freitas Oliveira, 45 anos, que, na tarde de ontem, pescava em um dos lagos. A prática é proibida pela legislação municipal.
Apesar de reconhecer melhoria, Oliveira acredita que o local ainda está poluído. “Ainda tem muito esgoto caindo aqui”, denuncia.
O presidente da ONG Amigos do Parque Central, José Carlos Vieira, acredita que a situação é muito difícil de ser resolvida. “Além da contaminação, os lagos estão assoreados também”, comenta. Vieira afirma que até o MP (Ministério Público) entrou com ação contra a Prefeitura. “O MP quer resolver o problema. Quer uma solução para evitar essa contaminação da água”, concluiu.
O Semasa informou que a responsabilidade pelo local é do município. A administração foi procurada pelo Diário, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
Guilherme Monfardini
Especial para o Diário do Grande ABC