segunda-feira, 15 de setembro de 2008

PRIMAVERA


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.
Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

sábado, 13 de setembro de 2008

No Parque Central as folhas são descartadas como lixo




Matéria orgânica que deveria ser deixada nas áreas de bosque, póis é o alimento da flora ali existente é constantemente removido é descartado empobrecendo o solo.

AS FOLHAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS LIXO

Prof. Daniela Biondi
Laboratório de Paisagismo- UFPR
Principalmente no outono, é possível observar proprietários de residências com jardins, varrendo e se desfazendo das FOLHAS QUE CAEM das plantas. Geralmente, o destino das FOLHAS é o seu acondicionamento em sacos plásticos RUMO AO LIXO OU A QUEIMA. Quanto bem desperdiçado! Será que se fosse pensado com mais CARINHO E SABEDORIA, as FOLHAS não poderiam ter outro destino? Já pensou quantas vezes você comprou terra vegetal para colocar no jardim? E quantas vezes VOCÊ JOGOU FORA sua matéria prima.
Com relação às folhas que caem nos jardins, deve-se analisar sob dois pontos de vista: ESTÉTICO E ECOLÓGICO. Quando se tem um jardim mais formal, com canteiros definidos, com vegetação de porte médio a baixo e com gramado impecável, as folhas no chão podem comprometer a estética do jardim. Além disso, podem ainda transmitir sensações de descuido e desleixo. A solução poderia ser criar canteiros em locais menos freqüentados pelos usuários, com bordas altas (feitas com pedras rústicas, tocos, cercas ornamentais ou plantas herbáceas ou arbustivas usadas para bordaduras de canteiros). Estes canteiros devem estar de preferência no fundo do jardim, paralelos ao muro limite. Nele, devem ser colocadas plantas arbustivas ou arvoretas. Dependendo da largura do canteiro, nele poderá ser ARMAZENADA TODA A FOLHA extraída da varrição do jardim. E futuramente esta materia ORGÂNICA DECOMPOSTA poderá ser espalhado sobre o jardim.
A maneira mais simples de acumular as folhas seria ter JARDIM INFORMAL, pois não precisaria de disfarce. As FOLHAS ocupariam então todos os canteiros demarcados ou não, contendo árvores, arbustos e herbáceas, servindo de forração.
Não se usa tanto casca de pinus como forração? Por que não USAR FOLHAS secas? A questão é ousar e ao mesmo tempo ensinar as pessoas perceberem o lado bom desta ATITUDE CONSERVACIONISTA.
Existe locais que não possuem um tratamento paisagístico rígido, como nos PARQUES URBANOS. Neste caso, as folhas secas caídas das árvores devem ser removidas das trilhas oficiais do parque (para conforto dos visitantes) e DEPOSITADAS nas áreas de vegetação (sub-bosque). Esta medida ajuda a floresta completar seu CICLO DE NUTRIENTES e ao mesmo tempo serve de educação ambiental para os usuários do parque.
Quanto ao aspecto ecológico, é incontestável a contribuição das FOLHAS na manutenção e conservação do jardim. No ecossistema natural, a FOLHA é uma das matérias prima para a ciclagem de nutrientes. Quando as FOLHAS caem carregam com elas TODOS OS NUTRIENTES minerais imóveis, os chamados micronutrientes, tais como: ferro, manganês, cobre e outros que são considerados ESSENCIAIS ao desenvolvimento das plantas. Conservando as FOLHAS no seu próprio jardim, você não irá quebrar a ciclagem natural de nutrientes, não necessitando importar material de outro lugar e paulatinamente estará ADUBANDO E MELHORANDO A ESTRUTURA DO SOLO. Além de tudo isto, você estará ECONOMIZANDO e ao mesmo tempo contribuindo para a CONSERVAÇÃO da natureza
Fotos e texto: Profa Daniela Biondi Laboratório de Paisagismo - UFPR

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Meio Ambiente




"Estudo comprova que cobertura vegetal urbana melhora conforto térmico em residências" - Revista Sustentabilidade
por Dayane Cunha

Uma pesquisa feita em três regiões da cidade de São Paulo comprovou que a presença de vegetação urbana reduz a necessidade do uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado em residências, informou a Agência USP de Notícias, da Universidade São Paulo.
O trabalho foi apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, que sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário para ampliar a redução de temperatura obtida com a cobertura vegetal.
O trabalho analisou áreas com diferentes densidades de vegetação na Zona Sul da cidade, a primeira com 3,72% de cobertura verde, a segunda com 11,71% e a terceira com 33,92%.
"Os locais foram escolhidos por geoprocessamento, a partir das imagens de alta resolução do satélite Ikonos II", explicou Velasco. "Após a aplicação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e análise de mapas de clima já existentes, foi feito um levantamento de campo para confirmar os dados do sensoriamento remoto e definida uma amostragem de 100 residências em cada área”.
Em cada residência foram coletados dados sobre a cobertura vegetal, temperatura, umidade e, por meio de questionários, da presença de ar-condicionado e ventiladores. A concessionária de energia local forneceu informações sobre o consumo de eletricidade.
"Por fim, realizou-se o cálculo dos graus-hora de calor, que indica quantos graus de temperatura a mais precisam ser retirados do ambiente de forma artificial", completou a agrônoma.
No mês mais quente medido pela pesquisa (março), a área com menor vegetação apresentou 10 graus-hora de calor por dia, contra 3,91 graus-hora de calor da região com maior cobertura vegetal. A temperatura às 9 horas chegou a ser 2,14 graus maior que a região mais arborizada.
"Nessa área, a média de temperatura foi menor, o que resultou em um valor mais baixo de graus-hora de calor".

ÁRVORES
No mês de março, a área com menor cobertura vegetal chega a registrar um valor de 310 graus-hora de calor, enquanto a região mais arborizada teve 121,21 graus-hora de calor.
Os questionários aplicados na pesquisa também mostram que o número de aparelhos de ar condicionado e ventiladores é semelhante nas três áreas. A média de ventiladores varia de 1,81 a 2,04 aparelhos por residência e de ar-condicionado, de 0,18 a 0,29 aparelhos por casa.
"Com esses números, ainda não é possível estabelecer uma relação mais direta entre cobertura vegetal e consumo de energia, pois isso depende de outros fatores, como os hábitos de cada morador, a presença ou não dos aparelhos", explicou a agrônoma. "Mas o estudo deixa claro que a vegetação reduz a necessidade de se obter conforto térmico de forma artificial".
Giuliana recomenda a ampliação do plantio de árvores de grande porte nas calçadas. “A pesquisa mostra que maior parte da vegetação está dentro das casas”, apontou. “Apesar de sua importância, os padrões construtivos em São Paulo mudam facilmente, o que faz com que um terreno residencial dê lugar a um prédio de escritórios ou um estacionamento e as árvores no interior dos lotes sejam derrubadas”.

Segundo a engenheira agrônoma, os benefícios serão maiores com o plantio de espécies de grande porte e não de arbustos.
"Além de reduzir a temperatura, elas retêm poluentes, absorvem gás carbônico e reduzem o impacto das chuvas em maior escala, pois possuem copa e estrutura para isso”, ressaltou. "O impacto das árvores na rede elétrica pode ser reduzido com o uso de fiação compacta, que não implica em aumento de custos e evitam podas em excesso".

sábado, 6 de setembro de 2008

APC participa de plantio no dia do Voluntariado

Mesmo se eu soubesse que o mundo acabaria amanhã, mesmo assim eu plantaria uma árvore hoje.
Martin Luther King



O Projeto Corredor Verde teve a participação da APC que ajudou a plantar as mudas em Santo André.Agradecemos o convite da Metra e também a todos que participaram!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Será este o nosso futuro?



Quantos anos você ainda pretende viver?
Mudança climática pode matar milhões de pessoas nos próximos 20 anos

A mudança climática pode provocar a morte de milhões de pessoas nos próximos 20 anos em razão de seus efeitos sobre a nutrição e as doenças, segundo especialistas reunidos em Libreville para uma conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África."Hipócrates já dizia que, para estudar medicina, é preciso estudar o clima. A mudança climática teria efeitos diretos e indiretos sobre a saúde das pessoas.
Diretos com os desastres, as inundações, as secas, mas também indiretos com as doenças", analisou a doutora espanhola Maria Neira, diretora do departamento de Saúde pública e meio ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS)."Entre a segunda metade dos anos 1970 e os anos 2000, a mudança climática foi responsável por aproximadamente 150.000 mortes suplementares por ano.
Ela atingiu de modo esmagador as populações mais pobres. Segundo nossas estimativas, os dados devem aumentar, e ainda estamos considerando apenas uma parte das causas (de mortes decorrentes da mudança climática). É somente a parte imersa do iceberg", afirmou à AFP o pesquisador Diarmid Campbell-Lendrum, especialista do assunto na OMS."Neste ritmo, o número de mortos, causados diretamente pela mudança climática, ficará em milhões daqui 20 anos", disse paralelamente à conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África, que está sendo realizada esta semana.
A malária, por exemplo, deixa um milhão de mortos por ano e atinge vários milhões de pessoas. "Já temos um grande problema de malária, e a mudança climática vai torná-lo ainda mais difícil. A temperatura influencia sobre a sobrevivência dos mosquitos e sobre os parasitas (que transmitem a malária) dos mosquitos. Em geral, quando mais calor, mais alta é a taxa de infecção", explicou o doutor Campbell-Lendrum.Com o aumento das temperaturas e do número de inundações, a malária já está aparecendo em regiões que ainda não tinham registrado casos da doença.Outra fonte de preocupação, as doenças diarréicas. Neste caso, a temperatura desempenha um papel crucial. "Em inúmeros casos, a bactéria que infecta a água ou o alimento sobrevive melhor a uma temperatura mais elevada.
Mas, o aumento do número de inundações e, sobretudo, das secas, vai contaminar as fontes de água. Por exemplo, em períodos de seca, as pessoas estocam água durante muito tempo e lavam menos as mãos", explicou o pesquisador.
"Uma de nossas maiores preocupações é a subnutrição. Este é o principal fator de má saúde e ela mata 3,5 milhões de pessoas por ano. (Com a mudança climática), a produção de alimentos deve aumentar ligeiramente em países ricos, mas deve cair em torno do Equador. Os que mais precisa de alimentos terão menos", destacou o doutor Campbell-Lendrum.
No entanto, como destacou Banon Siaka, um engenheiro de Burkina Faso, "concordamos com esta constatação, mas existe um desafio: como se desenvolver e poluir menos? É difícil"."Os países africanos são os que menos contribuíram para a mudança climática e são eles que sofrem mais", disse a doutora Neira."Nós não queremos em caso algum comprometer a luta contra a pobreza nos países mais pobres.
Os países ricos, que contribuíram para a maior parte do problema, devem dar o primeiro passo", afirmou o doutor Campbell-Lendrum."Exemplos de desenvolvimento durável podem permitir também reduzir as emissões de fases do efeito estufa e melhorar a saúde", garantiu. Não é uma escolha entre desenvolver e não desenvolver, mas como desenvolver." (Fonte: Yahoo!)
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, um organismo formado por duas organizações das Nações Unidas, nomeadamente a Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, prepara-se para anunciar que a causa provável do Aquecimento Global é mesmo o próprio homem.
Provável? Sim, bastante provável até, com uma probabilidade superior a noventa por cento diz o mesmo painel. Afinal, e ao contrário do que alguns, poucos, cientistas continuam a teimar, o Aquecimento Global não é mais um ciclo da vida do nosso planeta, mas sim um problema nosso. E enquanto se discute, se o Homem é ou não culpado pelo Aquecimento Global, o mundo continua a sofrer. A sofrer e a piorar.
Ano após ano, temos vindo a notar, por este mundo fora, as Mudanças Climatéricas a surtirem efeito. Mas, mesmo assim, pouco (ou nada) é feito para inverter esta tendência. Até quando, é que os líderes mundiais, irão continuar a adiar, mais uma vez, uma estratégia, que tente combater este "erro humano"?
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARA MELHORAR ESSE TERRÍVEL QUADRO? DE BRAÇOS CRUZADOS VOCÊ NÃO VAI CHEGAR AOS 95/100 ANOS COMO SEUS AVÓS !!!

VAMOS FAZER A NOSSA PARTE?

Saudações eco-fluviais
Prof. Jarmuth Andrade

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Crime Ambiental no Parque Central

PMSA/DEPAV destroem área de brejo no Parque Central, onde as aves faziam seus ninhos. Será desconhecimento?Da natureza ou das leis?

Lei nº 9.605, de 12.02.98
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Seção I
Dos Crimes contra a Fauna
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas:

I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;

II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;

§ 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras.

sábado, 23 de agosto de 2008

Mais um absurdo que comprova a insensibilidade ambiental e a estupidez humana

EM DEFESA DAS CAPIVARAS(Campinas)
Rodrigo Andreotti Musetti
Advogado em Direito Ambiental e
Mestre em Direito pela PUCC.

“Infelizmente não é a primeira vez que as capivaras são transformadas na bola da vez pela incompetência administrativa generalizada dos municípios em limpar terrenos urbanos e controlar a higiene pública. Desta vez são as capivaras da Cidade de Campinas – SP. Eis o título de um artigo da Revista “Já”, de 27/08/2000: “Caça às capivaras – Campinas declara guerra aos simpáticos roedores, que estariam disseminando doença na região.”
O fato, conforme a matéria, é que municípios da região possuem 392 casos suspeitos e 16 confirmados de febre maculosa – transmitida pelo carrapato-estrela. Em Campinas, devido ao desmatamento desenfreado, o hábitat destes animais está quase que totalmente extinto, a conseqüência lógica é a migração deles para as cidades. Numa iniciativa interessante, procurando adaptar ou amenizar o sofrimento destes animais que não encontram comida adequada e hábitat, a Prefeitura recolheu-os em parques públicos, como o Taquaral. Eles se adaptaram relativamente bem, mesmo porque se não se adaptassem morreriam. Ocorre que um funcionário deste Parque adoeceu e faleceu com os sintomas da febre maculosa: complicações renais e pulmonares, febre, dor de cabeça, dores no corpo, manchas avermelhadas na pele. Já foi o bastante. O Prefeito de Campinas foi à Brasília e pediu apoio do IBAMA e do Ministro Sarney Filho para resolver “o problema das capivaras”. Técnicos da Prefeitura, da Superintendência de Endemias do Governo do Estado e do IBAMA já estão em Campinas para estudar um plano de controle dos bichos em parques públicos.
Recentemente foram concluídos os exames no funcionário falecido – não morreu de febre maculosa!!! Surpresa, talvez não.
No ano 2000, só duas pessoas morreram desta febre, uma na cidade de Amparo e outra de Pedreira. Lembro-me de uma estudante da PUCCamp. que morreu em virtude desta febre e ela residia no centro da cidade de Campinas, em 1996, salvo engano.
Bom, o destino das capivaras que buscam sobreviver perante interesses que ditam Medidas Provisóriamente eternas parece já estar traçado. Claro, a população precisa de um culpado, de preferência algum já suspeito, seja por lenda ou verdade, por ignorância ou conhecimento.
Ora, quem transmite a doença é o carrapato e não as capivaras! Outrossim, os carrapatos-estrela (designação comum aos acarinos ixodídeos) não ficam só em capivaras, qualquer animal selvagem ou doméstico também é seu potencial portador. Os bovinos e os eqüinos também, aliás, os acarinos ixodídeos são também conhecidos por carrapato-de- cavalo, carrapato-redoleiro , carrapato-rodeleiro , carrapato-rodoleiro , coleira, picaço, redoleiro, rodolego e rodoleiro. Por que não exterminamos os bois de corte e as vacas leiteiras?! Por que não exterminamos os cavalos dos haras?! Por que não exterminamos cães e gatos domésticos?!
É evidente, qual o valor das capivaras silvestres nos parques públicos?! Se não mais desejam ter gastos com as capivaras, não é preciso vender a imagem de terríveis e perniciosos transmissores da febre maculosa. Sem falar dos métodos impróprios – vamos assassinar todos que possuem AIDS?!! Vamos matar aqueles que possuem doença contagiosa?! ! O pior é que a população que freqüenta os parques públicos comenta da beleza, simpatia e docilidade desses animais – exatamente o ponto que se pretende inverter.
É evidente que os dois casos de morte nada tiveram com as capivaras dos parques públicos, as vítimas moravam em áreas rurais – onde bovinos, eqüinos e outros animais são mais freqüentes.
Se querem caçar as capivaras, não arrumem pretexto irreal. Muitas vezes, o conhecimento gera uma educação sólida que não se contenta com a aparência dos fatos. A educação ambiental está gerando um novo tipo de cidadão, qual seja, aquele capaz de refletir sobre os problemas de seu ambiente e de enxergar além da superfície. Esta nova geração sabe que conhecer é poder, inclusive, poder defender a diversidade biológica de predadores astutos.
Com o passar do tempo, comprovaremos que o tiro que está prestes a ser disparado vai errar o alvo e os casos de febre maculosa continuarão aparecendo – quem erra a causa, agüenta o efeito!”

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Parque Central

Parques da cidade receberão 4,5 mil novas mudas de árvores

Os nove parques urbanos de Santo André vão ganhar cerca de 4,5 mil novas árvores a partir de setembro. As mudas, de médio porte – entre 2,5 m e 3 m – serão plantadas em espaços que necessitam de arborização e também vão substituir árvores já existentes, que estão no fim do ciclo de vida ou que correm risco de cair, como é o caso de eucaliptos. A grande maioria é de espécies nativas, mas serão plantadas também algumas espécies exóticas, que possuem grande valor paisagístico.
O Parque Central irá receber o maior número de árvores, cerca de 600. Neste espaço, as novas mudas vão arborizar áreas a fim de proporcionar sombra, como ao longo da pista de caminhada, e também proteger nascentes de água. Covas para o plantio já foram abertas e estão recebendo adubação.
O diretor do Dpav (Departamento de Parques e Áreas Verdes), Vitor Mazzeti Filho, explica que no Parque Prefeito Censo Daniel o plantio será mais criterioso, pois as novas mudas terão de garantir a sucessão das árvores já existentes. “O espaço tem muitos eucaliptos e queremos substituí-los aos poucos por espécies nativas. Por isso estudamos meticulosamente onde cada cova será aberta, para que a retirada do eucalipto não prejudique a nova árvore”, explica. Os nove parques urbanos de Santo André são Prefeito Celso Daniel (avenida Dom Pedro II, 940, bairro Jardim), Parque Escola (rua Anacleto Popote, 46, Valparaíso), Antonio Flaquer/Ipiranguinha (rua Coronel Seabra, s/nº, vila Alzira), Regional da Criança Palhaço Estremelique (avenida Itamarati, 536, parque Jaçatuba), Parque da Juventude (avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, s/nº, jardim Ipanema), Antonio Pezzolo/Chácara Pignatari (avenida Utinga, 136, vila Metalúrgica), Norio Arimira (rua Macedônia, s/nº, parque Capuava), Central (rua José Bonifácio, s/nº, vila Assunção) e Cidade dos Meninos (rua Batávia, s/nº, parque Novo Oratório).
Fonte :Diário do Grande ABC-Valéria Cabrera

terça-feira, 19 de agosto de 2008

APC participa do evento Festival de Pipas no Parque Central

O festival teve a participação do ‘Tio Fio’, personagem criado por Fábio Costa com seu show lúdico, alertando sobre o perigo de soltar pipas perto dos fios de alta tensão, bem como a utilização de cerol, uma mistura de cola de madeira e vidro moído aplicada na linha que pode causar ferimentos fatais.
A APC agradece o professor Ivan Teixeira Cardoso coordenador do Programa de Educação Física Adaptada (Pefa)que permitiu a nossa participação no evento.


Colaborando com a reciclagem de lixo

A reciclagem é fundamental para a conservação do planeta, pois diariamente produzimos toneladas de lixo que muitas vezes acabam poluindo os rios, solos e o ar. Para evitar o desperdício de recursos naturais, devemos praticar o consumo responsável, reaproveitar ao máximo os materiais utilizados e encaminhar materiais recicláveis para os postos de coleta. Os materiais que podem ser reciclados, devem ser separados nas seguintes categorias: papel, plástico, metais e vidro. Os pontos de coleta encaminham para empresas de reciclagem.
Outro aspecto importante é jogar o lixo no lugar correto. Confira o tempo que cada material demora para se decompor e saiba porque não podemos jogar o lixo na praia, nas estradas, nas ruas ou em qualquer outro lugar inadequado:
Produto Tempo de decomposição
Jornais 2 a 6 semanas
Papel 2 a 4 semanas
Cascas de frutas 3 meses
Chiclete 5 anos
Latas de alumínio 100 a 500 anos
Plásticos 450 anos
Garrafa de vidro mais de 1000 anos
Fraldas descartáveis 500 anos

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Evite o desperdício de água



Por Gilson Alvarenga

Os dez mandamentos para economizar água

Colabore, adote o Uso Social da Água

Evite o desperdício, seguindo os dez mandamentos.

1.No banho: Se molhe, feche o chuveiro, se ensaboe e depois abra para enxaguar. Não fique com o chuveiro aberto. O consumo cairá de 180 para 48 litros.
2. Ao escovar os dentes: escove os dentes e enxágüe a boca com a água do copo. Assim você economiza 3 litros de água.
3. Na descarga: Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário.
4. Na torneira: Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa, 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
5. Vazamentos: Um buraco de 2 milímetros no encanamento desperdiça cerca de 3 caixas d’água de mil litros.
6. Na caixa d’água: Não a deixe transbordar e mantenha-a tampada.
7. Na lavagem de louças: Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágüe tudo de uma vez. Na máquina de lavar são gastos 40 litros. Utilize-a somente quando estiver cheio.
8. Regar jardins e plantas: No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. Use mangueira com esguicho-revólver ou regador.
9. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Para isso, use a água da sobra da máquina lavar roupa.
10. Na limpeza de quintal e calçada USE VASSOURA - Se precisar utilize a água que sai do enxágüe da máquina de lavar.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Parque Guaraciaba está fechado a população e serve de depósito da sobra das podas efetuadas na cidade




Parque do Guaraciaba





Último remanescente de Mata Atlântica em área urbana, o Parque do Guaraciaba que poderia ser um Parque Ecológico ou até mesmo um Jardim Botânico está abandonado pela atual administração, servindo de depósito do resto de podas feitas na cidade.Uma grande parte da população de Santo André não conhece este maravilhoso espaço que abriga diversas nascentes formando um lago maravilhoso.
A reativação do Parque do Guaraciaba respeitando suas características ambientais e posterior entrega a população que até hoje paga pela área,se faz necessária na nossa cidade que tem um dos menores índices de área verde por habitante segundo parâmetros internacionais.

Guaraciaba:Santo André tem de preservar este lindo espaço!

domingo, 27 de julho de 2008

Educação Ambiental

Abaixo slide de fotos do Projeto Corujinha realizado no Parque Central pela APC nos dias 20 e 27
Agradecemos a todos que participaram!



domingo, 13 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Capina Química está sendo realizada em Santo André



A Associação dos Amigos do Parque Central denuncia a utilização do agrotóxico Roundup NA(Glifosato) no Parque Central e também em outras áreas da cidade.
Segue abaixo resposta da Anvisa sobre a utilização deste produto:

A aplicação de qualquer agrotóxico em área urbana ('capina química') não é permitida no país. A monografia do agrotóxico citado (roundup, glifosato) pode ser consultada no endereço eletrônico http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/monografias/g01.pdf, onde o item ‘m’ (uso não agrícola) descreve:
“Modalidade de emprego: aplicação em margens de rodovias e ferrovias, áreas sob a rede de transmissão elétrica, pátios industriais, oleodutos e aceiros”.
Donde se nota que sua aplicação nas ruas ou em qualquer área urbana não está inclusa na modalidade de emprego, e portanto não autorizada.
Atenciosamente,
Gerência Geral de Toxicologia - GGTOX
Tel (61) 3448-6202/6203

Em Laudo Técnico realizado pela COORDENADORIA DE VIGILÂNCIA E SAÚDE AMBIENTAL
SECRETARIA DE SAÚDE da PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS diz o seguinte:
6. A periculosidade ambiental do glifosato emana dos critérios adotados pelo IBAMA que seguem os "parâmetros de persistência, transporte, bioacumulação e toxicidade a organismos aquáticos, a microorganismos de solo e minhocas, a aves, abelhas e mamíferos". Em função desses parâmetros o produto GLIFOSATE foi enquadrado na classe II como muito perigoso, sendo as suas principais características ambientais a de não sofrer degradação hidrolítica e fotolítica, ser altamente solúvel em água, altamente tóxico para microorganismos de solo, muito tóxico para microcrustáceos e peixes e pouco tóxico quanto à toxicidade oral e dérmica para mamíferos.
7. Na bula do produto apresentado (Roundup®), além de todas as recomendações de uso criterioso relativas aos equipamentos de proteção individual e procedimentos seguros, cumpre destacar:
página 11: "Intervalo de reentrada: observar que a reentrada (circulação) de pessoas na área aplicada deve ser permitida após a completa secagem da calda de pulverização. (...) Evitar o pastoreio ou ingestão de plantas daninhas por animais logo após a aplicação de ROUNDUP N.A."
página 15: "Esse produto é MUITO PERIGOSO ao meio ambiente. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes; mantenha afastado das áreas de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas. Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas e a uma distância de 500 metros de proteção de mananciais e captação de água para abastecimento público, e de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e culturas susceptíveis a danos".
Na análise em escala de benéfico e custo no uso do produto GLIFOSATE para capina urbana química, os riscos ocupacionais, ambientais e sanitários provavelmente sobrepõem-se às suas possíveis vantagens, ainda porque os custos de remoção de detritos após a capina devem ser mantidos para que se atinja o resultado esperado em termos de benefícios visuais, ambientais e à saúde pública.
Por ser produto muito perigoso, deve-se ainda conjecturar que no caso de eventuais danos ou acidentes decorrentes de seu uso, as autoridades municipais responsáveis poderão ser enquadradas em infração à Lei dos Crimes Ambientais.
A Associação dos Amigos do Parque Central está cumprindo o seu papel em defesa do meio ambiente e exercício da cidadania.

sábado, 28 de junho de 2008

'Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade.'

Leonardo da Vinci (1452-1519)

domingo, 22 de junho de 2008

Garça cinzenta sofre com a falta de alimento no Pq.Central


A única espécie que vive no Pq.Central está sofrendo com a falta de alimento, pois além da diminuição da quantidade de peixes devido a contaminação dos lagos, enfrenta também a disputa com os pescadores.

sábado, 14 de junho de 2008

Árvore que brotou de semente de 2.000 anos passa bem

13 / 06 / 2008

Com pouco mais de 3 anos de idade e 1 metro de altura, Matusalém está crescendo saudável. "É linda", diz a cientista Sarah Sallon, referindo-se à tamareira cujos pais podem ter ajudado a alimentar judeus revoltados contra o Império Romano, 2.000 anos atrás.

A pequena árvore brotou de uma semente recuperada de Massada, onde judeus rebelados cometeram suicídio para evitar a captura pelas tropas de Roma. Datação de carbono 14 de outras sementes e de fragmentos de raízes encontrados perto da semente que brotou indicam que ela tinha 2.000 anos, sendo a mais antiga semente conhecida a gerar uma árvore.

Sarah, diretora de um centro de pesquisas médicas em Israel, narra a saga de Matusalém na edição desta semana da revista Science.

Uma coisa que ainda não se sabe é se a árvore é menino ou menina. Tamareiras têm diferenças sexuais, mas os especialistas não conseguem identificá-las em árvores com menos de seis ou sete anos.

A pesquisadora espera que exista uma chance de restaurar a tamareira da Judéia, uma espécie extinta e que no passado era valorizada pelos frutos e por supostas propriedades medicinais.

Pesquisadores analisaram o DNA da planta e descobriram que ela tem apenas metade dos genes em comum com as tamareiras modernas. (Fonte: Estadão Online)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O que comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente?

4/6/2008

Por Osmar Pires Martins Júnior*

Os globais têm muito o que comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente. No aspecto da flora, por exemplo, vamos brindar por uma taxa mundial de desmatamento de 5%. Isto corresponde à área de um campo de futebol a cada dez segundos, só na Amazônia, na última década. Na seara faunística, vamos comemorar o desaparecimento de 30% das populações de vertebrados nas últimas três décadas. De cada dez espécies de animais de maior porte que eram vistas no Cerrado pelas crianças na década de 1970, três delas desapareceram e não serão vistas pelas gerações atuais. Isto é, estamos livrando-as do infortúnio de um contato indesejado com uma onça pintada, por exemplo.

Em Goiás, temos a comemorar a extinção da Agência Goiana do Meio Ambiente, órgão responsável pelo monitoramento, licenciamento e fiscalização ambiental no estado. Trata-se de um "dinossauro", criado em outra era, no início da década de 1970. Nesta época, os industriais pensavam que tinham o direito de poluir em nome da geração de empregos; os fazendeiros, que podiam desmatar e jogar veneno à vontade em nome da produção de alimentos. Hoje, não pensam mais assim. Então, prá que serve um órgão de controle da qualidade do meio ambiente? Todos querem sombra fresca, ar puro e água limpa. E isto, todos temos, sem precisar de mais um órgão público. A extinção do órgão de controle ambiental não foi discutida no Conselho Estadual do Meio Ambiente, nem com a universidade e nem com qualquer setor da sociedade. Foi uma decisão política, imposta à Assembléia Legislativa pela maioria governista. O órgão foi extinto, mas não se criou nada no lugar. O Sistema Estadual do Meio Ambiente ficou anômalo, sem o órgão responsável pelo controle do desmatamento do cerrado, fiscalização, monitoramento da poluição e licenciamento de atividades poluidores. A secretaria estadual (Semarh) é órgão da administração direta, subordinada ao secretário da Fazenda. Assim, amarras burocráticas do tipo não foi liberado o carro para atuação fiscal, permitirá o retorno à movimentação anual de 30 mil caminhões carregados de carvão nativo para abastecer as siderúrgicas mineiras. E isto não é bom? Afinal, os carvoeiros empregam crianças, mulheres grávidas e dão muitos votos para os prefeitos das cidades do nordeste goiano que elegem representantes atuantes no parlamento goiano.

Interessa é que a Agência foi extinta em nome da "reforma administrativa", visando enxugar gastos públicos e conter um déficit mensal de cem milhões de reais nas contas do estado, conforme anunciado na grande mídia. A ponta do iceberg do déficit nas contas públicas é o rombo na Companhia Elétrica do Estado de Goiás de bilhões de reais. O que está abaixo da superfíce e não se vê é o resultado de anos de desmandos na administração do estado. Agora, pagando esta conta, elimina-se um órgão ambiental, cuja receita sempre foi contigenciada: são centenas de milhões de reais, oriundos da compensação ambiental, que estão depositados no Fundo Estadual do Meio Ambiente. Estes recursos nunca foram aplicados na regularização fundiária dos parques ou na proteção da biodiversidade ou na informatização do sistema de licenciamento ambiental. Não há um só parque implantado em Goiás custeado pela compensação ambiental. Este recurso corresponde a, no mínimo, 0,5% do custo de todo projeto licenciado e em operação no território goiano. O Parque de Terra Ronca, no nordeste do estado, com 35 mil hectares, tem dentro dele mais de duzentos fazendeiros desmatando, plantando e queimando.

O interesse em extinguir a Agência (autarquia da administração indireta, dotada "autonomia administrativa" legal, mas na prática, inexistente) foi eliminar de vez esta contradição. E mais, se apropriar do único recurso que ainda era administrado pela autarquia: aquele oriundo da TFAGO (Taxa de Fiscalização Ambiental de Goiás), implementada em 2003 e que arrecadou uma média mensal de um milhão de reais no período 2003-2007 e era aplicado diretamente pela agência. Ressalte-se que o estado de Goiás é o único da federação que implementou a TFAGO, em parceria com o Fórum de Entidades Empresariais. Esta fonte de recurso bancava, desde 2003, a administração não só do órgão "executor" (Agência), mas também do "formulador" (Semarh) da política estadual de meio ambiente. Agora, os recursos ambientais serão aplicados no controle do déficit público. Afinal, se uma centena de "autoridades-tutoras", dotadas de regalias e garantias, não fazem valer a aplicação constitucional de recursos orçamentários na área da atenção primária à saúde, por que se preocupar com aplicação no meio ambiente? Ora, os recursos ambientais devem financiar o déficit público. Esta é a notícia a ser comemorada neste Dia Mundial do Meio Ambiente.



*Osmar Pires Martins Júnior é biólogo, engenheiro agrônomo, mestre em Ecologia, presidente da Academia Goianiense de Letras, professor de cursos de graduação na Unip e de pós-graduação no IPOG, CEEN e UCG.



Fonte: REBIA Nacional / O autor.