segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Saúde e Sustentabilidade


A Associação dos Amigos do Parque Central foi convidada pela Diretoria da USCS de São Caetano do Sul para participar deste importante evento, representando a cidade de Santo André.
A nossa participação será no Sábado dia 25/10/2008 as 10:30h

Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS
R.Santo Antonio nº50 Centro São Caetano do Sul S.P

I ENCONTRO SOBRE SAÚDE E MEIO AMBIENTE:

O DIREITO ÀS CIDADES SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS
LANÇAMENTO DA AGENDA 21 DE SÃO CAETANO DO SUL

O Século XXI acena para uma série de mudanças relacionadas aos hábitos que há tanto tempo provocaram os problemas ambientais existentes. A proposta do I Encontro sobre Saúde e Meio Ambiente é trazer para a população da Região do Grande ABC, a discussão sobre as formas como a comunidade pode contribuir com essas mudanças, dentro dos princípios da Agenda 21.

Programa
Dia 23 de Outubro – quinta-feira
Horário: 19H –
Apresentação do Grupo de Dança de Salão DANCE NUTRI – alunas do curso de Nutrição da Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Abertura Oficial do Evento
Apresentação do Hino Nacional em GUARANI - CACIQUE TUKUMBÓ DYEGUAKA-ROBSON MIGUEL

· PROJETO OBSERVANDO O TIETÊ - SOS MATA ATLÂNTICA
· Gustavo Veronesi – Geógrafo – Educação Ambiental
· GRUPO BIGUÁ DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS
· SUB-COMITÊ DE BACIAS HIDROGRÁFICAS BILINGS-TAMANDUATEÍ
Márcia Nascimento – Secretária Executiva - Secretaria de Estado
do Meio Ambiente – São Paulo
· ELO ARTICULADOR/FACILITADOR DA AGENDA 21 DO GRANDE ABC
· Sandro Nicodemo - Instituto iBiosfera
· Representante da DIRETORIA DO MEIO AMBIENTE DE SÃO CAETANO DO SUL
· Representante da DIRETORIA DA SAÚDE DE SÃO CAETANO DO SUL
· REITORIA DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL - USCS
· DIRETORA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL- USCS
· EME “ALCINA DANTAS FEIJÃO” - Profa.Maria Teresinha Dario Fiorotti – Diretora

24/10/2008 – Sexta-feira
19h - Mesa Redonda:
Temática: Recursos ambientais ÁGUA, AR E SOLO e os prejuízos de poluentes a interface com a saúde da população das cidades
Palestrantes:
Renato A. Tagnin. Professor e pesquisador do Centro Universitário Senac e consultor em gestão de recursos hidricos e planejamento ambiental.
John Emílio Garcia Tatton. Biólogo – Coordenador de Educação e Desenvolvimento Ambiental Superintendência de Gestão Ambiental – SABESP
Heleni de Paiva – Ambientalista - Ribeirão Pires
21h - Mesa Redonda: Resíduos Sólidos
Temática: Políticas Públicas de Resíduos Sólidos, a busca da solução para as cidades
Mediador: Antonio Siqueira - Coordenador dos cursos de Gestão do Centro Universitário Assunção – UNIFAI
Os palestrantes serão integrantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado (Aterro Sanitário Lara), para que os três segmentos da sociedade sejam contemplados na discussão.
25/10/2008 – Sábado
Sociedade Civil Organizada e a sua atuação para a busca da melhoria da qualidade de vida nas cidades
09H – Palestra
As ONGs no Brasil e em São Paulo – Sua atuação na saúde e Ambiente
Palestrante: Cesar Pegoraro
Programa Mananciais
Instituto Socioambiental - ISA
Mesa Redonda: 10h30
Temática:
A atuação das ONGs nas áreas de Água, Solo, Ar e Resíduos Sólidos X Saúde
Breve apresentação das atividades das ONGs da região do Grande ABC.
Cada município terá o seu representante da sociedade civil organizada.
12H – Almoço
14H - Mesa Redonda
Direito dos animais
15H30 - Mesa Redonda
Direito Ambiental
Domingo: 26 de outubro de 2008
Lançamento Oficial da Agenda 21 de São Caetano do Sul
Programação Espaço Verde Chico Mendes
09h00min – Apresentação e divulgação da Agenda 21 do ABC/Lançamento
da Agenda 21 de São Caetano do Sul
09h40min - Realização da Ciranda 21
10h00min - Show com a Banda Mr. Flack
10h30min - Sorteios de Brindes ao público participante (*)
Atividades Simultaneamente:
* Oficina Ecológica (Instituto Homem & Natureza - IH&N)
* Plantio de 21 árvores no Espaço Verde Chico Mendes/
* Atividade Infanto-juvenil de Pintura com temas Ecológicos – com brindes aos melhores trabalhos/* Entrega de Gibis com temas ambientais e folder da Agenda 21 ao público do Espaço Verde Chico Mendes

Participem!!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Estão Matando as Áreas Verdes nas Cidades


por Luiz Fernando do Valle

Em um post anterior mencionei que as cidades são organismos vivos, que sofrem de doenças, algumas crônicas, e que esse mal pode levar até a sua morte. Uma das doenças mais graves de uma cidade é a falta de áreas verdes para os seus cidadãos.
Sem áreas verdes vários problemas podem ocorrer nas cidades, como: maior probabilidade de stress para os seus moradores; aumento da violência, principalmente entre os jovens; falta de oxigenação para o ar contaminado pelo excesso de CO2 proveniente da queima de combustível fóssil; falta de condições para o desenvolvimento de espécies de animais essenciais para o equilíbrio do meio ambiente; ocorrência de temperaturas mais quentes por excesso de áreas impermeabilizadas; mudanças nos períodos e nas intensidades das chuvas; enchentes por falta de cobertura vegetal que absorva a água, entre outras tantas distorções que causam perda na qualidade de vida dos seus moradores.
O desmatamento nas periferias das cidades tem aumentado muito nos últimos anos, a ponto de reduzir drasticamente a média recomendada pela ONU, que é de doze metros quadrados por habitante, para até um terço desse índice, e em alguns casos até menos, como em alguns bairros de São Paulo.
Na capital paulista esse desmatamento influiu diretamente no seu clima. Comparações feitas por imagens de satélite comprovaram haver diferenças de até dez graus entre uma região e outra, o que causa a inversão térmica.
Por causa dela tem ocorrido o que os pesquisadores chamam de “calor antropogênico“, que é extremamente prejudicial aos habitantes. Nessas ocasiões um bairro da zona leste pode ter até dez graus a mais que na serra da Cantareira, enquanto o Morumbi (zona sudoeste) chega a ter diferenças de três graus, se comparado à mesma serra.
Mas não é só a falta de áreas verdes que causa esse desequilíbrio no clima. A verticalização radical, sem estudo e compensações adequadas, muda a ventilação da cidade. Os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, são bons exemplos de ocupação irracional, onde não houve preocupação com o estudo das brisas marítimas, obrigando os seus moradores a viverem num clima senegalês e usarem em excesso o ar-condicionado.
Outro fator percebido nas grandes cidades é que os bairros de maior renda têm menor perda da vegetação.
Os moradores de bairros como Morumbi, Pacaembu e Alto de Pinheiros, na zona sudoeste de São Paulo, são uma população de maior poder aquisitivo. Preservaram suas áreas verdes mesmo sendo alvo do crescimento do mercado imobiliário. Possivelmente por terem maior consciência de sua importância.
Os maiores índices de desmatamento na capital paulista foram encontrados nos distritos do Grajaú, Parelheiros e Jardim Ângela, na zona sul; Tremembé e Perus, na zona norte; e Cidade Tiradentes, Iguatemi e São Rafael, na zona leste. Todas essas regiões têm dois pontos em comum em relação a esse tema: grande número de loteamentos clandestinos e ocupação por população de baixa renda.
Essas situações enfrentadas pelas cidades maiores também ocorrem em cidades médias, causando a mesma síndrome de fadiga e cansaço para os seus moradores. O que se observa por essas experiências é que os administradores municipais desconhecem a gravidade do problema e nada fazem para entendê-lo e mudá-lo.
Todos nos assustamos com o desmatamento da floresta Amazônica, porém, um crime tão grave ocorre no bairro vizinho à nossa moradia e parece que ninguém percebe, e se percebe nada faz.
Deveríamos cobrar mais dos prefeitos para que impeçam que o pouco que sobrou no cinturão do entorno das cidades não seja eliminado por interesses políticos eleitoreiros.
As pessoas que lá moram padecem de total falta de qualidade de vida por vários fatores já conhecidos, mas preservar áreas verdes ainda existentes, ou incentivar a plantar árvores nessas regiões, seria uma maneira de resgatar um mínimo de dignidade para os seus moradores.
Não haverá cidades sustentáveis sem corrigirmos essa distorção, que tem muito a ver com a falta de educação e instrução dos seus moradores e interesse de seus governantes.

ALERTA: ÁRVORES EM PERIGO


Árvores ameaçadas de extinção saltam 4 vezes desde 92 no Brasil. Foto: Mario Moscatelli

O desmatamento, as queimadas e a favelização foram os principais motivos para o aumento de quatro vezes na quantidade de espécies de árvores ameaçadas de extinção no Brasil nos últimos 16 anos, a maior parte na Mata Atlântica, informou o Ministério do Meio Ambiente.
Ao menos 472 espécies correm o risco de desaparecer dos biomas brasileiros nos próximos anos, sendo 276 delas encontradas principalmente na área que restou da Mata Atlântica, de acordo com a nova lista de espécies da flora nacional ameaçadas. A lista oficial anterior de árvores ameaçadas datava de 1992, com 108 espécies. Outras 1.079 espécies nacionais ainda podem estar ameaçadas de extinção, porém não foram incluídas por enquanto na lista devido à falta de informação suficiente. Assim como já é feito sobre a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga e o Pampa também passarão a ser monitorados via satélite, o que permitirá um cenário mais amplo do desmatamento no país.
O Sudeste brasileiro, onde fica maior parte dos 8,5 por cento que sobraram da Mata Atlântica, é a região com o maior número de espécies ameaçadas, com 348, seguido por Nordeste (168) e Sul (84). Fonte: UOL Notícias

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Será que um dia a gente também chega lá!

Londrina multa imóveis sem árvore na calçada
Quem desrespeitar a lei pode ter de pagar até R$ 1.400.
No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Paranaense

Londrina aposta em medida ecologicamente correta
A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de Londrina (PR) começou a aplicar multas a quem não planta árvores nas calçadas. De acordo com uma lei da cidade, todo imóvel deve ter uma árvore plantada na calçada.

No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes, 15% deles não fizeram o plantio e, agora, estão sendo multados.

A blitz começou pelo Centro da cidade. As multas podem chegar a R$ 1.400. A medida é considerada ecologicamente correta pela Sema. "As árvores funcionam como ar-condicionado natural, diminuindo o calor. Também funcionam retendo a poeira e diminuindo os ruídos", afirma Gerson da Silva, secretário do Ambiente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Especialistas alertam para necessidade de evitar extinção das espécies

Resta pouco tempo para deter o processo de extinção de muitas espécies animais e vegetais, advertiram neste domingo em Barcelona especialistas da União Internacional para a Conservação da Naturaleza (UICN), na abertura de seu quarto congresso.
"Há urgência" para enfrentar as ameaças terríveis da mudança climática e da degradação dos ecossistemas", disse Valli Moosa, presidente da UICN e ex-ministro do Meio Ambiente da África do Sul.

"O que sabíamos há muito tempo se transformou em algo aceito por todos".

"Podemos corrigir o curso das coisas, a transição para o desenvolvimento sustentável exige uma descarbonização de nossa economia", acrescentou, em referência às emissões de dióxido de carbono da combustão de energias fósseis.
Moosa pediu às empresas para que integrem a proteção ao meio ambiente em sua gestão.
A UICN publicará na segunda-feira uma aguardada "lista vermelha" das espécies em risco de extinção, que deve confirmar a gravidade da crise atual.
A relação, publicada todos os anos e considerada a avaliação mais confiável do estado das espécies no planeta, aumenta perigosamente.
Em 2007, quase 200 novas espécies entraram na lista de 16.306 espécies ameaçadas de extinção. A UICN vigia a evolução de 41.415 espécies.
Em termos gerais, um mamífero em cada quatro, uma ave em cada oito, um terço dos anfíbios e 70% das plantas estão em perigo.
A erosão da biodiversidade é provocada pela combinação do crescimento urbano, da poluição, da mudança climática, dos conflitos armados e da exploração em excesso dos recursos.
A UICN quer aproveitar o congresso, organizado a cada quatro anos, para sensibilizar os políticos e a opinião pública sobre questões do meio ambiente.
Somente a reunião mundial sobre o desenvolvimento sustentável de Johanesburgo em 2002havia reunido mais participantes.
A UICN, uma organização atípica criada em 5 de outubro de 1948 na França e que tem sede na Suíça, reúne mais de 1.000 membros - representantes de 80 governos e de 800 ONGs - es 10.000 cientistas voluntários.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Chácara Baronesa

Área de Proteção Ambiental (APA), tombada pelo Condephaat, uma das últimas de floresta no perímetro urbano de Santo André, pertecente ao Estado de SP, pode perder parte da área para habitação.
Segue abaixo fotos da Chácara Baronesa.

Paraíso

José Paulo Paes

Se esta rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar,
não para automóvel matar gente
mas para criança brincar.
Se esta mata fosse minha,
eu não deixava derrubar.
Se cortarem todas as árvores
onde os pássaros vão morar?
Se este rio fosse meu
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.
Se este mundo fosse meu,
eu fazia tantas mudanças
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.

[Paes, José Paulo - "Poemas para Brincar" - São Paulo, Ática, 1991 - 4a. edição.]

Pensamento

"As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insetos e são rasgadas pelos grandes."
( Sólon )

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Carta dos Princípios de Proteção à Vida

Nós, os Protetores da Vida, crianças e jovens estudantes, representando todos os estados brasileiros e o Distrito Federal, reunidos em Brasília, no período de 9 a12 de outubro de 1999, refletimos sobre o Ambiente e a Vida, observamos que o Brasil tem riquezas e problemas e entendemos que a cidadania também representa um compromisso com a vida.
Para falar da vida entramos no mundo da arte, pois a arte é uma maneira de expressar o que a gente sente. Através da palavra, da música, do teatro e das artes plásticas afirmamos os seguintes Princípios de Proteção à Vida:
Princípio Primeiro– A vida depende do ambiente e o ambiente depende da gente. Vamos todos juntos nos mobilizar para o ambiente preservar.
Princípio Segundo – O meio ambiente não nos pede nada, pelo contrário, nos dá tudo. Cuidar dele, sem se preocupar em receber algo em troca, é uma necessidade vital.
Princípio Terceiro – A natureza é vida. Precisamos amar e respeitar tudo que faz a vida existir, tendo consciência da nossa responsabilidade perante a vida. Planejar nossas atitudes e ações para que não prejudiquem a vida.
Princípio Quarto – Respeitar as diferenças entre todas as formas de vida e entender que são únicas.
Princípio Quinto – Todos temos direito à vida, não importa a raça ou a cultura. A diversidade cultural é bonita. Todos os tipos de discriminação devem acabar.
Princípio Sexto – O Brasil tem muitos problemas mas possui riquezas que precisamos preservar. Não poluir, não desmatar, não devastar, não destruir a natureza.
Princípio Sétimo – A qualidade do ar e da água é essencial para sobrevivermos. Nós, Protetores da Vida, queremos ar puro. Queremos que o governo construa estações de tratamento de esgoto em todos os estados.
Princípio Oitavo – Usar melhor a tecnologia. Nós temos que associar a tecnologia à limpeza do meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é a melhor forma de proteger a Terra.
Princípio Nono – Devemos reciclar o lixo e evitar o desperdício. A reciclagem diminui o lixo e faz surgir novas invenções.
Princípio Décimo – A educação é o caminho para uma vida melhor. Precisamos de informações sobre a importância da natureza e da vida no planeta. Cada professor deve falar de educação ambiental em suas aulas. A educação ambiental é a nova escola da vida.
Princípio Décimo primeiro – Cidadania é quando falamos de direitos básicos: moradia, emprego, saúde, educação e opinião. Compor as decisões com a participação de todos. Cidadania é viver em harmonia, alegria, promover o bem-estar de todos e preservar o meio ambiente. Queremos salários mais justos, reforma agrária, respeito aos direitos dos mais pobres, o fim da fome, da miséria, da violência, do desemprego, da corrupção e do desvio de verbas públicas.
Princípio Décimo segundo – Não basta só falar, tem que fazer. Através das pequenas ações nos tornamos cidadãos.
Princípio Décimo terceiro – Solidariedade, respeito, amor, união, alegria são valores que devemos respeitar.
Princípio Décimo quarto – O Governo Federal tem que fazer valer o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Princípio Décimo quinto – Para conservarmos o meio ambiente precisamos da conscientização de todos. Nós, Protetores da Vida, repassaremos a idéia aos que não tiveram a oportunidade de estar no Encontro. Podemos promover debates, passeatas, propagandas, reuniões, cartilhas e outras formas de sensibilização.
As guerras não estão com nada! Paz para todos os seres. Seja um Protetor da Vida.
Brasília, 12 de outubro de 1999

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Praça Pompéia perde parte de sua área para estacionamento




Mesmo protegida pela legislação vigente, a Praça Pompéia que fica na Vila Floresta, está perdendo parte de sua área para construção de estacionamento.Esta situação é preocupante, pois corremos cada vez mais o risco de perder as poucas áreas verdes que possuímos em Santo André.

sábado, 20 de setembro de 2008


Postado por:pixaim1965

Dia da Árvore

Nem todos sabem entender o significado que existe numa árvore. Ela é um ser vivo como nós, e portanto nasce, cresce e morre, luta para sobreviver, pois tem apego à vida. Não nos prejudica, o que seria suficiente para respeitá-la. Mas tem outros valores. Protege a terra com sua sombra e suas raízes; evapora água, participando do ciclo hidrológico e mantendo o ar úmido; produz oxigênio, necessário a todos os seres vivos animais. Há as que fornecem frutos valiosos para a nossa alimentação, além de produtos medicinais ou industriais.
Devemos respeitar a árvore, não só pelo que é em si mesma, mas por ser necessária à nossa própria vida. Quando alguém destrói uma árvore, está destruindo uma fonte de vida no planeta.
No dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore, momento para refletir sobre a conservação da natureza e preservação das nossas matas. Momento para plantar mais uma árvore que um dia irá nos dar sombra e alimento, limpará nosso ar e preservará o solo do planeta.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

PRIMAVERA


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.
Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

sábado, 13 de setembro de 2008

No Parque Central as folhas são descartadas como lixo




Matéria orgânica que deveria ser deixada nas áreas de bosque, póis é o alimento da flora ali existente é constantemente removido é descartado empobrecendo o solo.

AS FOLHAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS LIXO

Prof. Daniela Biondi
Laboratório de Paisagismo- UFPR
Principalmente no outono, é possível observar proprietários de residências com jardins, varrendo e se desfazendo das FOLHAS QUE CAEM das plantas. Geralmente, o destino das FOLHAS é o seu acondicionamento em sacos plásticos RUMO AO LIXO OU A QUEIMA. Quanto bem desperdiçado! Será que se fosse pensado com mais CARINHO E SABEDORIA, as FOLHAS não poderiam ter outro destino? Já pensou quantas vezes você comprou terra vegetal para colocar no jardim? E quantas vezes VOCÊ JOGOU FORA sua matéria prima.
Com relação às folhas que caem nos jardins, deve-se analisar sob dois pontos de vista: ESTÉTICO E ECOLÓGICO. Quando se tem um jardim mais formal, com canteiros definidos, com vegetação de porte médio a baixo e com gramado impecável, as folhas no chão podem comprometer a estética do jardim. Além disso, podem ainda transmitir sensações de descuido e desleixo. A solução poderia ser criar canteiros em locais menos freqüentados pelos usuários, com bordas altas (feitas com pedras rústicas, tocos, cercas ornamentais ou plantas herbáceas ou arbustivas usadas para bordaduras de canteiros). Estes canteiros devem estar de preferência no fundo do jardim, paralelos ao muro limite. Nele, devem ser colocadas plantas arbustivas ou arvoretas. Dependendo da largura do canteiro, nele poderá ser ARMAZENADA TODA A FOLHA extraída da varrição do jardim. E futuramente esta materia ORGÂNICA DECOMPOSTA poderá ser espalhado sobre o jardim.
A maneira mais simples de acumular as folhas seria ter JARDIM INFORMAL, pois não precisaria de disfarce. As FOLHAS ocupariam então todos os canteiros demarcados ou não, contendo árvores, arbustos e herbáceas, servindo de forração.
Não se usa tanto casca de pinus como forração? Por que não USAR FOLHAS secas? A questão é ousar e ao mesmo tempo ensinar as pessoas perceberem o lado bom desta ATITUDE CONSERVACIONISTA.
Existe locais que não possuem um tratamento paisagístico rígido, como nos PARQUES URBANOS. Neste caso, as folhas secas caídas das árvores devem ser removidas das trilhas oficiais do parque (para conforto dos visitantes) e DEPOSITADAS nas áreas de vegetação (sub-bosque). Esta medida ajuda a floresta completar seu CICLO DE NUTRIENTES e ao mesmo tempo serve de educação ambiental para os usuários do parque.
Quanto ao aspecto ecológico, é incontestável a contribuição das FOLHAS na manutenção e conservação do jardim. No ecossistema natural, a FOLHA é uma das matérias prima para a ciclagem de nutrientes. Quando as FOLHAS caem carregam com elas TODOS OS NUTRIENTES minerais imóveis, os chamados micronutrientes, tais como: ferro, manganês, cobre e outros que são considerados ESSENCIAIS ao desenvolvimento das plantas. Conservando as FOLHAS no seu próprio jardim, você não irá quebrar a ciclagem natural de nutrientes, não necessitando importar material de outro lugar e paulatinamente estará ADUBANDO E MELHORANDO A ESTRUTURA DO SOLO. Além de tudo isto, você estará ECONOMIZANDO e ao mesmo tempo contribuindo para a CONSERVAÇÃO da natureza
Fotos e texto: Profa Daniela Biondi Laboratório de Paisagismo - UFPR

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Meio Ambiente




"Estudo comprova que cobertura vegetal urbana melhora conforto térmico em residências" - Revista Sustentabilidade
por Dayane Cunha

Uma pesquisa feita em três regiões da cidade de São Paulo comprovou que a presença de vegetação urbana reduz a necessidade do uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado em residências, informou a Agência USP de Notícias, da Universidade São Paulo.
O trabalho foi apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, que sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário para ampliar a redução de temperatura obtida com a cobertura vegetal.
O trabalho analisou áreas com diferentes densidades de vegetação na Zona Sul da cidade, a primeira com 3,72% de cobertura verde, a segunda com 11,71% e a terceira com 33,92%.
"Os locais foram escolhidos por geoprocessamento, a partir das imagens de alta resolução do satélite Ikonos II", explicou Velasco. "Após a aplicação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e análise de mapas de clima já existentes, foi feito um levantamento de campo para confirmar os dados do sensoriamento remoto e definida uma amostragem de 100 residências em cada área”.
Em cada residência foram coletados dados sobre a cobertura vegetal, temperatura, umidade e, por meio de questionários, da presença de ar-condicionado e ventiladores. A concessionária de energia local forneceu informações sobre o consumo de eletricidade.
"Por fim, realizou-se o cálculo dos graus-hora de calor, que indica quantos graus de temperatura a mais precisam ser retirados do ambiente de forma artificial", completou a agrônoma.
No mês mais quente medido pela pesquisa (março), a área com menor vegetação apresentou 10 graus-hora de calor por dia, contra 3,91 graus-hora de calor da região com maior cobertura vegetal. A temperatura às 9 horas chegou a ser 2,14 graus maior que a região mais arborizada.
"Nessa área, a média de temperatura foi menor, o que resultou em um valor mais baixo de graus-hora de calor".

ÁRVORES
No mês de março, a área com menor cobertura vegetal chega a registrar um valor de 310 graus-hora de calor, enquanto a região mais arborizada teve 121,21 graus-hora de calor.
Os questionários aplicados na pesquisa também mostram que o número de aparelhos de ar condicionado e ventiladores é semelhante nas três áreas. A média de ventiladores varia de 1,81 a 2,04 aparelhos por residência e de ar-condicionado, de 0,18 a 0,29 aparelhos por casa.
"Com esses números, ainda não é possível estabelecer uma relação mais direta entre cobertura vegetal e consumo de energia, pois isso depende de outros fatores, como os hábitos de cada morador, a presença ou não dos aparelhos", explicou a agrônoma. "Mas o estudo deixa claro que a vegetação reduz a necessidade de se obter conforto térmico de forma artificial".
Giuliana recomenda a ampliação do plantio de árvores de grande porte nas calçadas. “A pesquisa mostra que maior parte da vegetação está dentro das casas”, apontou. “Apesar de sua importância, os padrões construtivos em São Paulo mudam facilmente, o que faz com que um terreno residencial dê lugar a um prédio de escritórios ou um estacionamento e as árvores no interior dos lotes sejam derrubadas”.

Segundo a engenheira agrônoma, os benefícios serão maiores com o plantio de espécies de grande porte e não de arbustos.
"Além de reduzir a temperatura, elas retêm poluentes, absorvem gás carbônico e reduzem o impacto das chuvas em maior escala, pois possuem copa e estrutura para isso”, ressaltou. "O impacto das árvores na rede elétrica pode ser reduzido com o uso de fiação compacta, que não implica em aumento de custos e evitam podas em excesso".

sábado, 6 de setembro de 2008

APC participa de plantio no dia do Voluntariado

Mesmo se eu soubesse que o mundo acabaria amanhã, mesmo assim eu plantaria uma árvore hoje.
Martin Luther King



O Projeto Corredor Verde teve a participação da APC que ajudou a plantar as mudas em Santo André.Agradecemos o convite da Metra e também a todos que participaram!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Será este o nosso futuro?



Quantos anos você ainda pretende viver?
Mudança climática pode matar milhões de pessoas nos próximos 20 anos

A mudança climática pode provocar a morte de milhões de pessoas nos próximos 20 anos em razão de seus efeitos sobre a nutrição e as doenças, segundo especialistas reunidos em Libreville para uma conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África."Hipócrates já dizia que, para estudar medicina, é preciso estudar o clima. A mudança climática teria efeitos diretos e indiretos sobre a saúde das pessoas.
Diretos com os desastres, as inundações, as secas, mas também indiretos com as doenças", analisou a doutora espanhola Maria Neira, diretora do departamento de Saúde pública e meio ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS)."Entre a segunda metade dos anos 1970 e os anos 2000, a mudança climática foi responsável por aproximadamente 150.000 mortes suplementares por ano.
Ela atingiu de modo esmagador as populações mais pobres. Segundo nossas estimativas, os dados devem aumentar, e ainda estamos considerando apenas uma parte das causas (de mortes decorrentes da mudança climática). É somente a parte imersa do iceberg", afirmou à AFP o pesquisador Diarmid Campbell-Lendrum, especialista do assunto na OMS."Neste ritmo, o número de mortos, causados diretamente pela mudança climática, ficará em milhões daqui 20 anos", disse paralelamente à conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África, que está sendo realizada esta semana.
A malária, por exemplo, deixa um milhão de mortos por ano e atinge vários milhões de pessoas. "Já temos um grande problema de malária, e a mudança climática vai torná-lo ainda mais difícil. A temperatura influencia sobre a sobrevivência dos mosquitos e sobre os parasitas (que transmitem a malária) dos mosquitos. Em geral, quando mais calor, mais alta é a taxa de infecção", explicou o doutor Campbell-Lendrum.Com o aumento das temperaturas e do número de inundações, a malária já está aparecendo em regiões que ainda não tinham registrado casos da doença.Outra fonte de preocupação, as doenças diarréicas. Neste caso, a temperatura desempenha um papel crucial. "Em inúmeros casos, a bactéria que infecta a água ou o alimento sobrevive melhor a uma temperatura mais elevada.
Mas, o aumento do número de inundações e, sobretudo, das secas, vai contaminar as fontes de água. Por exemplo, em períodos de seca, as pessoas estocam água durante muito tempo e lavam menos as mãos", explicou o pesquisador.
"Uma de nossas maiores preocupações é a subnutrição. Este é o principal fator de má saúde e ela mata 3,5 milhões de pessoas por ano. (Com a mudança climática), a produção de alimentos deve aumentar ligeiramente em países ricos, mas deve cair em torno do Equador. Os que mais precisa de alimentos terão menos", destacou o doutor Campbell-Lendrum.
No entanto, como destacou Banon Siaka, um engenheiro de Burkina Faso, "concordamos com esta constatação, mas existe um desafio: como se desenvolver e poluir menos? É difícil"."Os países africanos são os que menos contribuíram para a mudança climática e são eles que sofrem mais", disse a doutora Neira."Nós não queremos em caso algum comprometer a luta contra a pobreza nos países mais pobres.
Os países ricos, que contribuíram para a maior parte do problema, devem dar o primeiro passo", afirmou o doutor Campbell-Lendrum."Exemplos de desenvolvimento durável podem permitir também reduzir as emissões de fases do efeito estufa e melhorar a saúde", garantiu. Não é uma escolha entre desenvolver e não desenvolver, mas como desenvolver." (Fonte: Yahoo!)
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, um organismo formado por duas organizações das Nações Unidas, nomeadamente a Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, prepara-se para anunciar que a causa provável do Aquecimento Global é mesmo o próprio homem.
Provável? Sim, bastante provável até, com uma probabilidade superior a noventa por cento diz o mesmo painel. Afinal, e ao contrário do que alguns, poucos, cientistas continuam a teimar, o Aquecimento Global não é mais um ciclo da vida do nosso planeta, mas sim um problema nosso. E enquanto se discute, se o Homem é ou não culpado pelo Aquecimento Global, o mundo continua a sofrer. A sofrer e a piorar.
Ano após ano, temos vindo a notar, por este mundo fora, as Mudanças Climatéricas a surtirem efeito. Mas, mesmo assim, pouco (ou nada) é feito para inverter esta tendência. Até quando, é que os líderes mundiais, irão continuar a adiar, mais uma vez, uma estratégia, que tente combater este "erro humano"?
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARA MELHORAR ESSE TERRÍVEL QUADRO? DE BRAÇOS CRUZADOS VOCÊ NÃO VAI CHEGAR AOS 95/100 ANOS COMO SEUS AVÓS !!!

VAMOS FAZER A NOSSA PARTE?

Saudações eco-fluviais
Prof. Jarmuth Andrade

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Crime Ambiental no Parque Central

PMSA/DEPAV destroem área de brejo no Parque Central, onde as aves faziam seus ninhos. Será desconhecimento?Da natureza ou das leis?

Lei nº 9.605, de 12.02.98
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Seção I
Dos Crimes contra a Fauna
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas:

I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;

II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;

§ 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras.

sábado, 23 de agosto de 2008

Mais um absurdo que comprova a insensibilidade ambiental e a estupidez humana

EM DEFESA DAS CAPIVARAS(Campinas)
Rodrigo Andreotti Musetti
Advogado em Direito Ambiental e
Mestre em Direito pela PUCC.

“Infelizmente não é a primeira vez que as capivaras são transformadas na bola da vez pela incompetência administrativa generalizada dos municípios em limpar terrenos urbanos e controlar a higiene pública. Desta vez são as capivaras da Cidade de Campinas – SP. Eis o título de um artigo da Revista “Já”, de 27/08/2000: “Caça às capivaras – Campinas declara guerra aos simpáticos roedores, que estariam disseminando doença na região.”
O fato, conforme a matéria, é que municípios da região possuem 392 casos suspeitos e 16 confirmados de febre maculosa – transmitida pelo carrapato-estrela. Em Campinas, devido ao desmatamento desenfreado, o hábitat destes animais está quase que totalmente extinto, a conseqüência lógica é a migração deles para as cidades. Numa iniciativa interessante, procurando adaptar ou amenizar o sofrimento destes animais que não encontram comida adequada e hábitat, a Prefeitura recolheu-os em parques públicos, como o Taquaral. Eles se adaptaram relativamente bem, mesmo porque se não se adaptassem morreriam. Ocorre que um funcionário deste Parque adoeceu e faleceu com os sintomas da febre maculosa: complicações renais e pulmonares, febre, dor de cabeça, dores no corpo, manchas avermelhadas na pele. Já foi o bastante. O Prefeito de Campinas foi à Brasília e pediu apoio do IBAMA e do Ministro Sarney Filho para resolver “o problema das capivaras”. Técnicos da Prefeitura, da Superintendência de Endemias do Governo do Estado e do IBAMA já estão em Campinas para estudar um plano de controle dos bichos em parques públicos.
Recentemente foram concluídos os exames no funcionário falecido – não morreu de febre maculosa!!! Surpresa, talvez não.
No ano 2000, só duas pessoas morreram desta febre, uma na cidade de Amparo e outra de Pedreira. Lembro-me de uma estudante da PUCCamp. que morreu em virtude desta febre e ela residia no centro da cidade de Campinas, em 1996, salvo engano.
Bom, o destino das capivaras que buscam sobreviver perante interesses que ditam Medidas Provisóriamente eternas parece já estar traçado. Claro, a população precisa de um culpado, de preferência algum já suspeito, seja por lenda ou verdade, por ignorância ou conhecimento.
Ora, quem transmite a doença é o carrapato e não as capivaras! Outrossim, os carrapatos-estrela (designação comum aos acarinos ixodídeos) não ficam só em capivaras, qualquer animal selvagem ou doméstico também é seu potencial portador. Os bovinos e os eqüinos também, aliás, os acarinos ixodídeos são também conhecidos por carrapato-de- cavalo, carrapato-redoleiro , carrapato-rodeleiro , carrapato-rodoleiro , coleira, picaço, redoleiro, rodolego e rodoleiro. Por que não exterminamos os bois de corte e as vacas leiteiras?! Por que não exterminamos os cavalos dos haras?! Por que não exterminamos cães e gatos domésticos?!
É evidente, qual o valor das capivaras silvestres nos parques públicos?! Se não mais desejam ter gastos com as capivaras, não é preciso vender a imagem de terríveis e perniciosos transmissores da febre maculosa. Sem falar dos métodos impróprios – vamos assassinar todos que possuem AIDS?!! Vamos matar aqueles que possuem doença contagiosa?! ! O pior é que a população que freqüenta os parques públicos comenta da beleza, simpatia e docilidade desses animais – exatamente o ponto que se pretende inverter.
É evidente que os dois casos de morte nada tiveram com as capivaras dos parques públicos, as vítimas moravam em áreas rurais – onde bovinos, eqüinos e outros animais são mais freqüentes.
Se querem caçar as capivaras, não arrumem pretexto irreal. Muitas vezes, o conhecimento gera uma educação sólida que não se contenta com a aparência dos fatos. A educação ambiental está gerando um novo tipo de cidadão, qual seja, aquele capaz de refletir sobre os problemas de seu ambiente e de enxergar além da superfície. Esta nova geração sabe que conhecer é poder, inclusive, poder defender a diversidade biológica de predadores astutos.
Com o passar do tempo, comprovaremos que o tiro que está prestes a ser disparado vai errar o alvo e os casos de febre maculosa continuarão aparecendo – quem erra a causa, agüenta o efeito!”

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Parque Central

Parques da cidade receberão 4,5 mil novas mudas de árvores

Os nove parques urbanos de Santo André vão ganhar cerca de 4,5 mil novas árvores a partir de setembro. As mudas, de médio porte – entre 2,5 m e 3 m – serão plantadas em espaços que necessitam de arborização e também vão substituir árvores já existentes, que estão no fim do ciclo de vida ou que correm risco de cair, como é o caso de eucaliptos. A grande maioria é de espécies nativas, mas serão plantadas também algumas espécies exóticas, que possuem grande valor paisagístico.
O Parque Central irá receber o maior número de árvores, cerca de 600. Neste espaço, as novas mudas vão arborizar áreas a fim de proporcionar sombra, como ao longo da pista de caminhada, e também proteger nascentes de água. Covas para o plantio já foram abertas e estão recebendo adubação.
O diretor do Dpav (Departamento de Parques e Áreas Verdes), Vitor Mazzeti Filho, explica que no Parque Prefeito Censo Daniel o plantio será mais criterioso, pois as novas mudas terão de garantir a sucessão das árvores já existentes. “O espaço tem muitos eucaliptos e queremos substituí-los aos poucos por espécies nativas. Por isso estudamos meticulosamente onde cada cova será aberta, para que a retirada do eucalipto não prejudique a nova árvore”, explica. Os nove parques urbanos de Santo André são Prefeito Celso Daniel (avenida Dom Pedro II, 940, bairro Jardim), Parque Escola (rua Anacleto Popote, 46, Valparaíso), Antonio Flaquer/Ipiranguinha (rua Coronel Seabra, s/nº, vila Alzira), Regional da Criança Palhaço Estremelique (avenida Itamarati, 536, parque Jaçatuba), Parque da Juventude (avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, s/nº, jardim Ipanema), Antonio Pezzolo/Chácara Pignatari (avenida Utinga, 136, vila Metalúrgica), Norio Arimira (rua Macedônia, s/nº, parque Capuava), Central (rua José Bonifácio, s/nº, vila Assunção) e Cidade dos Meninos (rua Batávia, s/nº, parque Novo Oratório).
Fonte :Diário do Grande ABC-Valéria Cabrera

terça-feira, 19 de agosto de 2008

APC participa do evento Festival de Pipas no Parque Central

O festival teve a participação do ‘Tio Fio’, personagem criado por Fábio Costa com seu show lúdico, alertando sobre o perigo de soltar pipas perto dos fios de alta tensão, bem como a utilização de cerol, uma mistura de cola de madeira e vidro moído aplicada na linha que pode causar ferimentos fatais.
A APC agradece o professor Ivan Teixeira Cardoso coordenador do Programa de Educação Física Adaptada (Pefa)que permitiu a nossa participação no evento.


Colaborando com a reciclagem de lixo

A reciclagem é fundamental para a conservação do planeta, pois diariamente produzimos toneladas de lixo que muitas vezes acabam poluindo os rios, solos e o ar. Para evitar o desperdício de recursos naturais, devemos praticar o consumo responsável, reaproveitar ao máximo os materiais utilizados e encaminhar materiais recicláveis para os postos de coleta. Os materiais que podem ser reciclados, devem ser separados nas seguintes categorias: papel, plástico, metais e vidro. Os pontos de coleta encaminham para empresas de reciclagem.
Outro aspecto importante é jogar o lixo no lugar correto. Confira o tempo que cada material demora para se decompor e saiba porque não podemos jogar o lixo na praia, nas estradas, nas ruas ou em qualquer outro lugar inadequado:
Produto Tempo de decomposição
Jornais 2 a 6 semanas
Papel 2 a 4 semanas
Cascas de frutas 3 meses
Chiclete 5 anos
Latas de alumínio 100 a 500 anos
Plásticos 450 anos
Garrafa de vidro mais de 1000 anos
Fraldas descartáveis 500 anos

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Evite o desperdício de água



Por Gilson Alvarenga

Os dez mandamentos para economizar água

Colabore, adote o Uso Social da Água

Evite o desperdício, seguindo os dez mandamentos.

1.No banho: Se molhe, feche o chuveiro, se ensaboe e depois abra para enxaguar. Não fique com o chuveiro aberto. O consumo cairá de 180 para 48 litros.
2. Ao escovar os dentes: escove os dentes e enxágüe a boca com a água do copo. Assim você economiza 3 litros de água.
3. Na descarga: Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário.
4. Na torneira: Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa, 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
5. Vazamentos: Um buraco de 2 milímetros no encanamento desperdiça cerca de 3 caixas d’água de mil litros.
6. Na caixa d’água: Não a deixe transbordar e mantenha-a tampada.
7. Na lavagem de louças: Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágüe tudo de uma vez. Na máquina de lavar são gastos 40 litros. Utilize-a somente quando estiver cheio.
8. Regar jardins e plantas: No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. Use mangueira com esguicho-revólver ou regador.
9. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Para isso, use a água da sobra da máquina lavar roupa.
10. Na limpeza de quintal e calçada USE VASSOURA - Se precisar utilize a água que sai do enxágüe da máquina de lavar.