terça-feira, 14 de abril de 2009

Canteiros são tomados pelo mato em Santo André


Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC
Enquanto Santo André debate a mudança paisagística das praças, canteiros e calçadas, os pedestres sofrem ao ter de dividir o espaço com o capim, que não é podado pela administração municipal.
Há pontos críticos, como as avenidas dos Estados e Giovanni Batista Pirelli. A praça Doutor Angelo Ricci, na Vila Assunção, também é um dos reflexos do descuido. O local que fica entre residências é limpo pelos próprios moradores. "Há mais de seis meses que a Prefeitura não passa por aqui para limpar", conta o aposentado José Fornazieri, 79 anos.
A grama também está alta na Praça da Consolação, na Avenida Ibirapitanga. "É importante tirar a grama que nasce nas calçadas", reclama Catarina Ramos Ferraro, 75.
O diretor do Depav (Departamento de Parques e Áreas Verdes), Luiz Fernando de Oliveira, justificou que a falta de manutenção dos espaços verdes é reflexo da troca de administração. "Devido a gestão anterior ter concluído obras no fim do ano, esse tipo de serviço ficou atrasado. A quantidade de pessoas que tinha, cerca de 300, não estava dando conta da demanda. Agora conseguimos mais cerca de 50 trabalhadores para execução do serviço", explicou.
Oliveira garante que a roçagem e capinagem manual e química estarão concluídas na cidade até o fim do mês.
Paisagismo - A mudança paisagística que está sendo discutida na cidade tem sido criticada por ambientalistas, que reclamam de retirada de espécies raras de plantas dos canteiros e praças.
Sobre a polêmica, o diretor explica que aguarda posição oficial do jurídico da Câmara para esclarecer a população sobre as mudanças. "Estamos reaproveitando 100% das espécies vegetais sem custos."
Mas, como já foram canceladas várias vezes audiências públicas para discutir o assunto, ambientalistas protocolarão hoje na Promotoria da Cidadania, representação alegando "falta de respeito" da Câmara e Prefeitura.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Protesto na Câmara

Assista outro vídeo do protesto realizado na Câmara Municipal pelos ambientalistas da APC, MDV,Ambiente-se e Movimento pelo Parque Público do Guaraciaba.

domingo, 12 de abril de 2009

Enquanto o Dr.Aidan se preocupa em destruir a vegetação em áreas consolidadas como o Paço Municipal e a Praça Adhemar de Barros, outras áreas verdes e praças da cidade estão totalmente abandonadas e tomadas pelo mato, são verdadeiros terrenos baldios, certamente os recursos públicos que estão sendo empregados em áreas mais visíveis da cidade e que não tinham necessidade de sofrer nenhuma intervenção, poderiam estar sendo utilizados para recuperar estes outros espaços.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pulverizando a cidadania em Santo André!

Demonstrando uma total falta de respeito ao cidadão e ao meio ambiente, pela quarta vez, a Audiência Pública foi cancelada.A desculpa desta vez foi uma viagem inesperada do diretor do Depav, Sr.Luis Fernando Oliveira.Parece brincadeira, mas o presidente da Camâra de Vereadores, Sarg.Juliano e o líder do governo vereador Marcelo Chehad, alegaram não conseguir trazer o diretor para esclarecer a sociedade as mudanças no paisagismo.Será que se ele estivesse agindo de maneira correta haveria necessidade de fugir e não dar explicações a população?

Semana Santa Ambiental

Parabéns Santo André pelos 456 anos

Ó Mater Andreensis...
Quando acabarão com tua devastação???
Quando teus filhos te tratarão como mãe fecunda e não nefanda?
O homem será perverso até o fim de sua espécie?????
Quanto me repugna a vil e infame agressão sem fim!!!
Que páre a máquina da morte já.
Quero dormir meu sono eterno em teu ventre, Santo André.
Quero ouvir os passarinhos cantar em teus ramos.
Quero que os amantes se beijem sofregamente sob a sombra frondosa de tuas árvores.
Chega!!! Parem já com esseas máquinas que tanto nos fazem sofrer.
Deixem minha Santo André abraçar as bromélias, os lírios, as flores tão lindas que a cada primavera nos fazem sorrir.
Autora:Francisca Perez Garcia

Segundo o Sr.Prefeito Dr. Aidan Ravin, o atual paisagismo da cidade é só mato!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

SACANAGEM- AUDIÊNCIA MARCADA NA VÉSPERA DE FERIADO E EM HORÁRIO QUE DIFICULTA A PARTICIPAÇÃO POPULAR!!

No próximo dia 7, terça-feira, às 16 horas, será realizada no Plenário "Vereador João Raposo Rezende Filho - Zinho"
Audiência Pública para discutir o projeto paisagístico na cidade, licenciamento ambiental e corte e remoção de vegetação do Parque Central e Paço Municipal.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

LEI DE CRIMES AMBIENTAIS


Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998*
Art. 48. Impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação:
Pena - detenção, de seis meses a um ano, e multa.
Art. 49. Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de
ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Parágrafo Único - No crime culposo, a pena é de um a seis meses, ou multa.
Art. 50. Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas, protetora
de mangues, objeto de especial preservação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Art. 53. Nos crimes previstos nesta Seção, a pena é aumentada de um sexto a um terço se:
I - do fato resulta a diminuição de águas naturais, a erosão do solo ou a modificação do regime
climático;
II - o crime é cometido:
a) no período de queda das sementes;
b) no período de formação de vegetações;
c) contra espécies raras ou ameaçadas de extinção, ainda que a ameaça ocorra somente no local da
infração;
d) em época de seca ou inundação;
e) durante a noite, em domingo ou feriado.

segunda-feira, 30 de março de 2009

AS MAIS LINDAS PRAÇAS DE SANTO ANDRÉ VÃO TOMBANDO SOB A PICARETA E O TRATOR DO PREF.AIDAN


A praça Adhemar de Barros(Ipiranguinha)que tinha a toda a sua vegetação já consolidada, é a mais nova área verde da cidade que está sendo destruída pelo trio do capim.Os lírios, diversas espécies de arbustos, sendo que alguns com flores, também estão sendo retirados para ser plantada a grama.
Este sem dúvida é um grande desastre ecológico para a nossa cidade, promovidos por pessoas que não tem o mínimo de visão ecológica, sustentável ou seja visão de futuro.O importante para eles é fazer obras desnecessárias para chamar a atenção das pessoas, governam com visão de curto prazo e sem dar satisfação nenhuma dos seus atos aos maiores interessados que somos nós.Várias áreas verdes da cidade estão abandonadas, mas como estamos acompanhando, o importante é destruir o que já está bem feito e custou caro a população.

domingo, 29 de março de 2009

A Vingança da Tiririca!!!






Apesar de um pouco mais de um mês que foi plantada a grama na Av.Giovanni Battista Pirelli e Av. Prestes Maia ao visitarmos estes locais verificamos que as ervas daninhas já estão tomando conta dos canteiros.A ocorrência da tiririca demonstra a incompetência deste pessoal, pois, ou a grama já foi comprada praguejada, ou então eles não se atentaram ao procedimento técnico básico de trocar a camada superior da terra.Cabe ressaltar que a tiririca já está com mais de 25cm de altura no canteiro central da Prestes Maia, do IML até a favela Tamaratuca e na Pirelli, próximo ao radar e ao campo de futebol.Estas ervas daninhas não tem remédio que as combatam e preservem a grama em volta, só arrancando todo o sistema de raízes que se propagam pelo terreno.Tarefa esta praticamente impossível, ou seja toda grama que foi mal plantada terá de ser trocada, não tem problema nenhum, nós é que iremos pagar a conta.
A grama está tendo de ser comprada pois não é produzida no viveiro municipal, ao contrário do que foi anunciado pelo Secretário de Obras.

A Devastação continua

A vegetação retirada do Paço Municipal era muito mais rica ecologicamente, pois servia de abrigo e de alimento para aves e insetos, absorvia muito mais dióxido de carbono,tornava o clima mais ameno e agradável, sua manutenção era mais baixa ,além de reter mais a água das chuvas.Ao contrário da grama que terá um custo maior de manutenção, tendo de ser roçada no mínimo seis vezes ao ano,pois é suscetível a ser infestada por ervas daninhas.A grama também é praticamente estéril.
E saber que toda estas espécies estão sendo trocadas por grama, que dará muito mais mão de obra e consequentemente trará maior custo para os cofres públicos.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Audiência Pública


A Audiência Pública que se realizaria ontem sobre a troca de paisagismo foi cancelada pela terceira vez, depois de ser publicada no DGABC.Integrantes da Associação fazem uso da tribuna da Câmara para protestar contra seu cancelamento.
O tempo passa e a destruição continua por toda cidade .A população mais uma vez ficou a ver navios. Novamente foi demonstrado falta de interesse sobre a questão e desrespeito ao cidadão.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Nota de Esclarecimento sobre a Audiência Pública


A população de Santo André compareceu na Câmara Municipal informada que Audiência Pública sobre a mudança do paisagismo,da cidade ocorreria no dia 24/03/09, às 19:00 hs, informações fornecidas por vereadores na imprensa local. Na sessão do dia 24 recebemos a informação do líder do governo na Câmara, o Dr.Marcelo Chehade(PSDB), que a data e o horário havia mudado para o Dia 31/03/09, às 18:00 hs.Para nossa surpresa foi publicado na edição de hoje do Diário do Grande ABC que a Audência será realizada no dia 26/03, às 19:00 hs, ou seja, hoje, dia da publicação.Para nós está claro, que eles não querem a participação popular. Do que eles tem medo? De mostrar a sua posição à população.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Árvores retiradas do traçado do Rodoanel dão vida a jardins urbanos


Visitamos a Praça Rua Rodolfo Santiago e Praça Escorpião e constatamos que realmente o replantio surtiu efeito!!!Parabéns...
Conforme matéria do Jornal ABC Repórter "As árvores removidas das áreas onde o Rodoanel Mário Covas está passando, estão sendo replantadas em outros locais. O processo, iniciado em há um ano e três meses já surte efeito, algumas das árvores adultas já foram replantadas em Santo André até o final do ano passado.Canteiros e praças, próximos às principais avenidas da cidade, ganharam cara nova com as plantas que foram retiradas dos locais de obras do trecho sul.Para Manuel Oliveira, do DPAV , (Departamento de Parques e Áreas Verdes) de Santo André"Nós tivemos a oportunidade de enriquecer a vegetação do município e diminuir a paisagem pesada do trânsito na cidade.Por isso, os lugares escolhidos foram tão próximos das principais avenidas".
Árvores retiradas do traçado do Rodoanel dão vida a jardins urbanos
GEORGE GARCIA-Jornal ABC Reporter

Prefeitura retira palmeiras da avenida Perimetral


Funcionários removem palmeiras da Perimetral. Fotos: Carla Barbosa
Comerciantes de Sto. André criticaram ação; árvores estavam no local há pelo menos 20 anos
Comerciantes e pedestres registraram a remoção de pelo menos duas palmeiras na pista elevada da avenida Perimetral, em Santo André, na manhã desta terça-feira (24/03). Desde 15 de fevereiro, a via está passando por obras de alargamento de pista e adequação do calçamento público a rampas de acessibilidade para cadeirantes, além de outras alterações.
A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que a Perimetral está passando por reformas e que as árvores removidas já foram replantadas nos arredores do Paço Municipal, na praça IV Centenário. Entretanto, o ABCD MAIOR esteve no Paço no fim da tarde desta terça-feira (24/03) e não encontrou as árvores que seriam replantadas.
A ação da Administração chocou alguns comerciantes. “Muitas cidades investem na manutenção do meio ambiente. Acho que aqui está acontecendo o contrário”, afirmou o autônomo Primo Stracci, lembrando que as palmeiras retiradas estavam há mais de 20 anos plantadas no local.
As plantas estavam próximas ao cruzamento da rua Coronel Fernando Prestes com a Perimetral elevada. Do outro lado da via, uma calçada inteira foi removida por funcionários da Prefeitura. Proprietária de um estacionamento privado, Ivone Lopes disse estar espantada pela forma como as árvores foram removidas. “Um ambientalista ou mesmo um paisagista deveria acompanhar esse trabalho. Os operários depenaram as palmeiras”, criticou, lembrando a importância história das árvores. “Trabalho aqui há mais de 40 anos e fiquei com pena de ver as palmeiras sendo retiradas. Elas fazem parte desta avenida há muitos anos."
Diversidade botânica - Para o ex-diretor do Dpav (Departamento de Parques e Áreas Verdes) de Santo André, Luiz Henrique Zanetta, a mudança feita nos jardins da Perimetral e também nas demais regiões da cidade “deve ser analisada com cuidado”. “Não há necessidade de retirar as palmeiras da avenida. A atual Administração tem o direito de fazer isso, mas o município necessita de mais plantas e não de redução da diversidade botânica”, afirmou o ex-diretor, lembrando que o paisagismo existente na cidade era “um grande sonho do ex-prefeito Celso Daniel."
Na visão de Zanetta, a cidade possui bairros de periferia com déficit de áreas verdes. “A atual gestão pode estar indo na contramão, pois está investindo na mudança paisagística da região central e adjacentes, enquanto áreas da periferia carecem de praças e áreas verdes”, disse. Sobre a reforma paisagística, posta em prática pela Prefeitura deste o começo do ano, Zanetta alertou para os possíveis gastos que o Executivo pode ter. “A troca de árvores e arbustos por gramado demanda investimento na compra de gramíneas, além da manutenção. No mínimo, a grama precisa de poda seis vezes ao ano”, informou.
Por: Renan Fonseca (renan@abcdmail.com.br)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Este vídeo mostra a iniciativa da Associação dos Amigos do Parque Central, que tem como principal objetivo demonstrar a necessidade de um trabalho de educação ambiental junto aos usuários e a população que reside no entorno do Parque, despertando a importância da reciclagem e descarte correto do lixo.

domingo, 22 de março de 2009

AMBIENTALISTAS LIMPAM LAGOAS DO PQ CENTRAL


Integrantes dos Amigos do Parque Central limpam lagoa do espaço verde. Foto: Antonio Ledes

Dia Mundial da Água 22 de Março

Mutirão de Limpeza dos lagos e suas margens no Parque Central

Foi encontrada e recolhida uma grande quantidade de lixo, formada de recicláveis como garrafas pet, plásticos de todos os tipos, vidros e também materiais contaminantes constituídos de lâmpadas fluorescentes e pilhas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Audiência Pública

No próximo dia 24 de março, às 19h, o Secretário de Obras e Serviços Públicos e o Diretor do Departamento de Parques e Áreas Verdes , prestarão esclarecimentos, em audiência pública na Câmara, acerca do projeto paisagístico da cidade, licenciamento ambiental, corte e remoção de vegetação do Paço Municipal.

Contamos com a presença de todos!!

Frase da Semana

"Um país, uma civilização, podem ser julgados pela forma com que tratam seus animais." (Mahatma Gandhi)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Obras do Rodoanel contribuem para a extinção de animais da Mata Atlântica



Apenas 32 animais, de 137 capturados, sobreviveram em parques de recuperação
Menos da metade dos animais retirados do trecho Sul do Rodoanel e que precisaram ser reabilitados em parques sobreviveram. De acordo com informações da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário SA), responsável pela obra, dos 137 animais resgatados que precisaram de quarentena, apenas 32 resistiram. Os outros 105, ou 60% do total, não suportaram os ferimentos e morreram.
Os animais são removidas das áreas desmatadas pela maior obra rodoviária do Estado, que passa pelo ABCD, apenas em casos de urgência, quando precisam de curativos ou cirurgias. Além dos 137 que foram enviados para os parques do Pedroso, em Santo André, Estoril, em São Bernardo, e Parque Ecológico do Tietê e Depave (Departamento de Parques e Áreas Verdes), na Capital, outros 341 animais foram removidos do trecho, mas foram devolvidos para a floresta por não apresentarem ferimentos.
Levantamento - O ABCD MAIOR realizou levantamento das espécies enviadas para os parques. Entre as que morreram no trecho das obras, seis estão na lista de extinção da Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagem em Perigo de Extinção) do Ibama: duas corujas-orelhudas, um preguiça-de-três-dedos, dois macacos bugios e um lagarto teiu.
Apenas 19 bichos chegaram aos parques do ABCD, todos muito debilitados, de acordo com informações das Prefeituras. O Depave, de São Paulo, que conta com a melhor estrutura para readaptar animais, recebeu cerca de 80% deles, 109.
Grande parte das espécies levadas para os parques era de filhotes que perderam o ninho por conta da devastação ou foram abandonados pela mãe, que fugiu. Além de bichos com fraturas e queimaduras em fio de alta tensão, ONGs (Organizações Não-Governamentais) relatam atropelamentos de bichos que tentam atravessar as rodovias Assistência - O veterinário responsável pelo Programa de Resgate e Afugentamento do Rodoanel Trecho Sul, Plínio Aiud, explica que grande parte dos animais resgatados tinha problemas causados pela degradação anterior do meio ambiente. “Descobrimos que existe população de animais com seleção natural bem ativa. Situações como esgoto a céu aberto, por exemplo, fez com que encontrássemos muitos com verminose, animais debilitados, com bicheira. Além de ferimentos causados por brigas entre eles. Temos um programa muito sério para tratar da fauna do Rodoanel”, destacou.
Plínio disse desconhecer atropelamentos e afirmou que a principal causa da morte dos animais foram as bicheiras, verminoses e traumatismos. A fauna do trecho devastado tem o acompanhamento também do Museu de Zoologia da USP e continuará até dois anos depois da obra finalizada.
Foram encontrados no trecho163 espécies de aves, nove de répteis e 23 de mamíferos, de acordo com Plínio. “As espécies eram as previstas no EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental), nada que surpreendesse”, afirmou.
Estão em fase de construção 24 passagens de fauna ao longo do Trecho Sul. São túneis que passam debaixo da rodovia para que os animais possam atravessar a via sem riscos de atropelamentos. Grande parte delas ainda está em construção, sendo a mais avançada localizada em Mauá, próxima a avenida Papa João 23.
Reclamação - Na próxima reunião do Consema (Conselho Estadual do meio Ambiente), as Ongs (Organizações Não-Governamentais) Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos e Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental) farão uma reclamação formal sobre o tratamento dado aos animais encontrados nas obras do trecho Sul do Rodoanel. O encontro está previsto para o fim deste mês.
Para as instituições, a Dersa deveria ter planejado um espaço para receber os animais em quarentena, e não enviá-los a outros parques como ocorreu. A Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos informa ter acolhido espécies vindas do trecho Sul e nunca ter recebido ajuda financeira para cuidar dos bichos.
A presidente do rancho, Silvia Pompeu, disse que acolheu um macaco bugiu, três bichos-preguiça e um veado, sendo que apenas o último morreu. Foi também o único levado pela Dersa para a ONG. Os outros chegaram via polícia ambiental e um veterinário da Região. O Racho do Gnomos fica na cidade de Cotia, interior de São Paulo, e recebeu grande parte dos animais do trecho Oeste.
Sem ajuda - “A população não tem conhecimento do que acontece com os animais encontrados na obra, da forma como chegam mutilados aqui. E talvez seja tarde para denunciar. Nunca pedimos ajuda financeira. Acho que isso não tem que partir dos soldados, sim dos capitães. Não iremos nos recusar a prestar atendimento aos animais”, afirmou Silvia. Ela conta que os animais não assimilam que estão sendo levados para cativeiro e entram num nível de estresse muito alto. Alguns chegam a contaminar o próprio organismo com adrenalina e morrem até seis meses depois de serem retirados da floresta.
O presidente do Proam, Carlos Bocuhy, espera que o Consema tome providências punitivas. “Os conselheiros apreciaram a obra e aprovaram o Rodoanel mesmo sob protestos dos ambientalistas. Alterações e dúvidas no projeto devem ser rediscutidas. O Consema tem fórum jurídico e precisa tomar providências”, destacou.
Por: Vanessa Selicani -Abcdmaior

Promotoria de Meio Ambiente de Sto.André estuda a possibilidade de instaurar inquérito civil contra a Administração


Paço de Santo André durante ações da Prefeitura em fevereiro Fotos: Luciano Vicioni
O promotor de Meio Ambiente de Santo André, José Luiz Saicali, afirmou que a Prefeitura foi evasiva ao responder ao ofício que solicitava informações e explicações da Administração quanto à reforma paisagística feita no Paço. As mudanças foram feitas em 22 e 23 de fevereiro, quando árvores e arbustos foram retirados dos canteiros da Praça IV Centenário. Nos próximos dias, Saicali deve analisar as medidas cabíveis contra a Administração, inclusive a possibilidade de instaurar inquérito civil.
A resposta do Executivo chegou às mãos de Saicali na tarde desta segunda-feira (16/03) e, de acordo com o promotor, “não foi clara quanto aos objetivos da mudança na vegetação”. “Não consegui compreender o que a Prefeitura realmente pretende fazer. Isso me deixa preocupado”, criticou o promotor. “Não estou satisfeito com a contrapartida da Administração”, atacou. Mais uma vez, a Prefeitura se pronunciou.
“A questão principal é saber se o que a Administração está fazendo está dentro da lei”, pontuou o jurista. No começo de fevereiro, quando a Administração iniciou as obras de mudança paisagística, a intenção do prefeito Aindan Ravin (PTB) era trocar parte das árvores e arbustos dos canteiros e jardins de algumas regiões do município por grama. “Mas é uma atitude questionável, pois tenho conhecimento de estudos que comprovam que essa troca é desaconselhável. Por isso, a meu ver, a Prefeitura não prestou esclarecimentos satisfatórios”, alega Saicali.
Por: Renan Fonseca
ABCD Maior

terça-feira, 17 de março de 2009


DGABC - 17/03/09

Ex-sócio de Burle Marx critica novo paisagismo

Deh Oliveira
Do Diário do Grande ABC
A despeito do argumento da Prefeitura de Santo André, de que a mudança paisagística na cidade tem como uma das metas resgatar as propostas do projeto original elaborado pelo renomado arquiteto e paisagista Burle Marx, a proposta não encontra respaldo em seguidores dos conceitos utilizados pelo autor da obra.
O atual diretor do escritório de arquitetura fundado por Burle Marx, no Rio de Janeiro, engrossa o coro de especialistas descontentes. Embora não tenha visto as alterações em andamento na nova gestão, ele considera desnecessária qualquer nova intervenção na área do Paço Municipal.
Na opinião de Haruyoshi Ono, as mudanças executadas a partir de 1997, durante a gestão do prefeito Celso Daniel (PT), haviam ficado "bem resolvidas". "Retirar isso para colocar outra coisa no lugar é um contrassenso. É a mesma coisa que ter uma mata, derrubar, e colocar outra no lugar", compara Ono.
A exemplo de outros paisagistas, Ono considera as mudanças um retrocesso. Uma das principais críticas de especialistas na área em relação ao chamado novo paisagismo anunciado pelo prefeito Aidan Ravin (PTB) é que a mudança na vegetação não implica apenas escolha estética, mas pode acarretar perdas ambientais, com a redução da biodiversidade.
As alterações anunciadas pela administração na paisagem da cidade, vão privilegiar as plantas mais rasteiras ou de pequeno porte. Especialistas criticam as medidas, sob o argumento de que, além de reduzir a multiplicidade de espécies, esse tipo de vegetação não auxilia de forma eficaz em outros processos, com a retenção de água das chuvas, por exemplo.
Ono argumenta que não faz sentido mudar um sistema já consolidado no momento em que ele passa a gerar frutos e se tornar sustentável.
Ono trabalhou com Burle Marx de 1965 até a morte dele, em 1994, aos 84 anos. Desde então, assumiu a direção do escritório de arquitetura de Marx, considerado um dos maiores paisagistas do século passado e premiado internacionalmente. Além de paisagista, Marx desenvolveu trabalhos em áreas como tapeçaria, escultura e cerâmica.

Projeto não passou por conselhos

Deh Oliveira
Do Diário do Grande ABC
A Prefeitura de Santo André iniciou as obras para modificar o paisagismo na cidade sem sequer encaminhar o projeto com as mudanças previstas a órgãos do município ligados ao meio ambiente e à conservação do patrimônio histórico e cultural.
A presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Santo André, Irene Grasson Pereira de Souza, disse que o projeto jamais foi levado à discussão no Comugesan (Conselho Municipal de Gestão e Saneamento Ambiental) ou no Condephapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico de Santo André).
Integrante do Condephapasa, o vice-presidente da Acisa (Associação Comercial de Santo André), Flavio Caio Novita Martins, admite que o projeto não foi levado ao conselho. "Na primeira reunião deste ano não houve qualquer discussão nesse sentido. O segundo encontro ainda não ocorreu."
Explicações - A Prefeitura de Santo André entregou ontem ao Ministério Público esclarecimentos sobre as intervenções ocorridas no Paço Municipal nos primeiros meses deste ano.
A Promotoria investiga acusação feita contra a administração de crimes ambientais, por retirar árvores e vegetação nativa sem autorização ambiental e desrespeitar o processo de tombamento da área.

CETESB AGUARDA ESTUDO SOBRE CONTAMINAÇÃO EM ATERRO


Aterro sanitário de Santo André precisa ser ampliado até maio. Foto: Luciano Vicioni
Documento tem de apresentar estudo detalhado sobre possível contaminação em terreno de Sto.AndréA Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) aguarda desde 2005 um relatório sobre os níveis de contaminação do Aterro Sanitário de Santo André. Depois de uma análise no lençol freático do aterro, a Cetesb percebeu níveis alterados de substâncias que indicavam contaminação. A Companhia pediu, na ocasião, um estudo detalhado sobre uma possível contaminação em todo o terreno. De acordo com a Cetesb, o detalhamento não foi entregue e não foi estipulado prazo para que isso ocorra. O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), responsável pelo aterro, confirmou o problema em 2005. De acordo com a versão da autarquia, o próprio Semasa informou a Cetesb sobre a alteração. Em nota, o serviço municipal disse que “na ocasião, foi observado que o nível de contaminação era irrisório, não levando prejuízos ao meio ambiente e à população”. Mesmo assim, o Semasa informa que no mesmo ano foram realizadas intervenções, como a construção de uma barreira hidráulica e sete postos drenantes, para evitar problemas. A autarquia afirmou ainda monitorar mensalmente o aterro, em que os índices de contaminação estão sempre baixos. O depósito de lixo funciona desde 1986 e está no limite de utilização. A capacidade do espaço de 217 mil metros quadrados termina em maio. O Semasa pleiteia junto a Cetesb autorização para utilizar um espaço de 43,5 mil metros quadrados dentro do próprio aterro por mais oito anos. A Cetesb disse que dará um parecer ainda nesta semana e que o estudo sobre a contaminação não impede a ampliação do aterro. Para o próximo mês, o Semasa planeja realizar uma audiência pública sobre a vida útil do depósito, que recebe 20 mil toneladas por mês de lixo.