terça-feira, 19 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Administração do Dr.Aidan é inimiga do meio ambiente!

Foto:Mauricio Taboni Site PMSA
Desprezo pelo meio ambiente, gasto desnecessário do dinheiro público, passeio público sendo transformado em rua, falta de transparência, atitude ditatorial, este é mais exemplo da administração do Dr.Aidan em Santo André.
Como já sabemos do histórico de destruição das áreas verdes ocorridas desde o início da administração do dr.Aidan, fomos até a Praça Kennedy acompanhar as obras e documentamos até agora; a retirada de parte da vegetação de ornamentação, principalmente as bromélias imperiais, foram retiradas 4 palmeiras jerivás que foram replantadas em outro espaço da praça, devido a manifestação dos populares, sendo que a primeira já havia sido levada para outro local e também a destruição do passeio público para abertura de uma rua.
Infelizmente pelo que foi noticiado na imprensa e informado pelos próprios responsáveis pela obra, o mosaico vai ser retirado dando lugar ao concreto e as árvores frutíferas nativas também serão retiradas.
Nós contamos cerca de 100 árvores frutíferas na praça, entre elas Araçás, Goiabeiras, Pitangueiras e Cerejeiras, muitas delas com frutos, servindo de alimentação para várias espécies de pássaros como, Sabiás laranjeiras, Bem-te-vis, Sanhaços, Periquitos, Maritacas, Cambaçicas, João de Barro e outras.
Mesmo com tantas áreas verdes e praças abandonadas na cidade a administração do Dr.Aidan desperdiça os recursos públicos nesta obra totalmente desnecessária, pois poderia ser feita simplesmente uma manutenção e limpeza da Praça Kennedy.
A informação é que na Praça Kennedy será construída uma academia de ginástica ao ar livre, lembrando que ela fica localizada em um dos melhores bairros de Santo André com a população de classe média alta.Enquanto isso nas outras áreas e praças da cidade, principalmente na periferia o que vemos é só abandono!Na placa faltou o valor da obra:R$ 300 mil.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
OBRAS NA PRAÇA KENNEDY REVOLTAM MORADORES
Prefeitura de Santo André inicia obras de remodelagem desmatando área pública. Ipês amarelos, pitangueiras, palmeiras imperiais, coqueiros... Tudo na mira da moto-serra da Prefeitura de Santo André. As obras de remodelagem da praça Kennedy, na Vila Bastos, começaram na manhã desta quinta-feira (14/10), sob protesto de moradores. A remodelação da praça, feita pela Secretaria de Obras, Sosp ( Serviços Públicos) e pelos departamentos de Segurança de Trânsito e de Parques e Áreas Verdes ganhou repúdio de moradores e comerciantes do local, que se uniram para questionar a intervenção. Kleyber Dantas, morador da rua Eduardo Monteiro há mais de 30 anos, organizou um abaixo-assinado e em menos de duas horas conseguiu mais de 100 assinaturas de moradores solicitando o embargo da obra. "Foi um atitude absolutamente autoritária por parte da Prefeitura de Santo André. Se o motivo era melhorar o trânsito e a segurança, acredito em outras soluções, como aumentar a iluminação e a fiscalização, e não vindo aqui arrancar árvores que muitos de nós ajudamos a plantar", disse. Dantas informou que os moradores planejam um protesto nos próximos dias, quando devem "abraçar" a praça em repúdio às obras. Para José Carlos Vieira, coordenador da ONG Amigos do Parque Central, o corte das árvores é uma tentativa truculenta da atual administração apagar vestígios da última. O local foi nomeado boulevard pelo então prefeito Celso Daniel. " Onde fica a transparência? Quando nos demos conta, as máquinas já estavam aqui operando. Quando o prefeito esteve aqui não havia moradores apoiando, só a turma dele é que aplaudia. Ninguém concorda com isso", afirmou. Um senhora passou mal quando uma palmeira era retirada e precisou ser socorrida por outros moradores. A Polícia Ambietal foi acionada e os policiais afirmaram que uma averiguação será feita para garantir se a obra tem autorização de órgãos competentes. Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo André ainda não se posicionou. Por: Marina Bastos-ABCD Maior
A Prefeitura de Santo André investirá cerca de R$ 300 mil na execução da obra. A ideia é retirar arbustos altos e colocar somente vegetação rasteira.(Como não há arbustos altos na praça e sim árvores frutíferas como pitangueiras, araças,goiabeiras,pata de vaca,bromélias etc, entendemos que as mesmas serão retiradas).O projeto é do vereador Paulinho Serra.

Conheça a Praça Kennedy antes da reforma paisagística.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Após denúncia da APC, a PMSA suspende a prática da capina química em Santo André
terça-feira, 21 de setembro de 2010
No Dia Mundial da Árvore, indignação no Parque da Água Branca.Clique e acesse o blog!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Revisão do Código Florestal pode levar a perdas irreversíveis na biodiversidade
Agência Fapesp
SÃO PAULO - Se for aprovada em sua forma atual, a revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, poderá levar a perdas irreversíveis na biodiversidade tropical, alertam cientistas em carta publicada na atual edição da revista Science.
Intitulada "Perda de biodiversidade sem volta", o documento tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
No texto, os pesquisadores apontam que as propriedades privadas correspondem a 39% do território brasileiro e representam um componente essencial para a conservação da biodiversidade florestal, à parte das áreas protegidas formalmente.
Mas os “interesses de curto prazo de poderosos grupos econômicos, influentes proprietários de terra e políticos, ao diluir o Código Florestal, ignoram o valor das florestas privadas para a conservação”, segundo eles.
De acordo com Fernanda, a manifestação é um complemento à carta publicada na Science em 16 de julho por pesquisadores ligados ao Programa Biota-Fapesp, com o título "Legislação brasileira: retrocesso em velocidade máxima?". Segundo ela, o objetivo foi colocar em evidência a modificação do código relacionada à redução das Áreas de Proteção Permanente (APP).
“A Science abre espaço para que possamos reforçar comentários de edições anteriores. Quisemos fazer isso para enfatizar um pouco mais o problema diretamente ligado à redução das APPs, que está sendo levantado na proposta de reforma do Código Florestal”, afirma a docente da Unifap.
Professora do Departamento de Ecologia da Unesp até o fim do primeiro semestre de 2010, Fernanda concluiu seu doutorado em 2007, na Universidade de East Anglia, sob orientação de Peres, e realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), com Bolsa da Fapesp.
“Parte do meu pós-doutorado correspondeu exatamente à avaliação do uso de APPs por vertebrados de médio e grande portes. A partir dos dados obtidos nessa pesquisa, achamos relevante destacar esse tópico no contexto da reforma do Código Florestal”, destaca.
A carta enviada em julho pelos pesquisadores do Biota-Fapesp apontava que as novas regras do Código Florestal reduziriam a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, as emissões de dióxido de carbono poderão aumentar substancialmente e, a partir de simples análises da relação espécies-área, “é possível prever a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.
O texto também foi assinado por Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências da USP; Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP; Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP; e Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.
Efeito de borda
O documento publicado na atual edição da revista científica americana afirma que a reforma da legislação brasileira vai “efetivamente condenar remanescentes florestais e a rebrota em terras privadas no maior país tropical da Terra”.
Segundo Fernanda, a carta reforça uma questão levantada na manifestação anterior, relacionada a um possível aumento do “efeito de borda” - uma alteração na estrutura, na composição ou na abundância de espécies na parte marginal de um fragmento florestal que acaba tendo impactos sobre a fauna e flora de toda a região.
“O efeito de borda se manifesta à medida que a permeabilidade da matriz aumenta, e cria uma série de efeitos adversos para a flora e para a fauna. Mas, além disso, nossas pesquisas revelaram um outro dado importante que merecia ser destacado: quando a área de proteção é reduzida a menos de 50 metros de cada lado da APP, o resultado é um aumento considerável na mortalidade das árvores”, afirma.
Os cientistas brasileiros alertam que, com as modificações propostas na legislação, a redução das áreas de proteção deverá provocar mudanças nas características da paisagem que reduzirão a capacidade da floresta para reter e conectar espécies, ou para manter a qualidade dos corpos d’água.
Segundo o texto, os proprietários rurais que cumprirem a nova legislação vão ampliar a fragmentação da paisagem e reduzir o valor de suas propriedades, por conta da erosão do solo e pela má regulação de captação de água nas bacias hidrográficas.
Mas ainda é possível ter esperança: “A comunidade científica e ambiental, as organizações não governamentais e o Ministério do Meio Ambiente ainda podem se conciliar com os defensores da reforma do Código Florestal”, ressaltam os autores.
“Para isso, será preciso melhorar a comunicação entre os segmentos da sociedade, desenvolvendo alternativas de gestão inteligente do uso do solo na matriz agropecuária existente e evitando, com isso, a expansão de novas fronteiras de desmatamento”, completam.
SÃO PAULO - Se for aprovada em sua forma atual, a revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, poderá levar a perdas irreversíveis na biodiversidade tropical, alertam cientistas em carta publicada na atual edição da revista Science.
Intitulada "Perda de biodiversidade sem volta", o documento tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
No texto, os pesquisadores apontam que as propriedades privadas correspondem a 39% do território brasileiro e representam um componente essencial para a conservação da biodiversidade florestal, à parte das áreas protegidas formalmente.
Mas os “interesses de curto prazo de poderosos grupos econômicos, influentes proprietários de terra e políticos, ao diluir o Código Florestal, ignoram o valor das florestas privadas para a conservação”, segundo eles.
De acordo com Fernanda, a manifestação é um complemento à carta publicada na Science em 16 de julho por pesquisadores ligados ao Programa Biota-Fapesp, com o título "Legislação brasileira: retrocesso em velocidade máxima?". Segundo ela, o objetivo foi colocar em evidência a modificação do código relacionada à redução das Áreas de Proteção Permanente (APP).
“A Science abre espaço para que possamos reforçar comentários de edições anteriores. Quisemos fazer isso para enfatizar um pouco mais o problema diretamente ligado à redução das APPs, que está sendo levantado na proposta de reforma do Código Florestal”, afirma a docente da Unifap.
Professora do Departamento de Ecologia da Unesp até o fim do primeiro semestre de 2010, Fernanda concluiu seu doutorado em 2007, na Universidade de East Anglia, sob orientação de Peres, e realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), com Bolsa da Fapesp.
“Parte do meu pós-doutorado correspondeu exatamente à avaliação do uso de APPs por vertebrados de médio e grande portes. A partir dos dados obtidos nessa pesquisa, achamos relevante destacar esse tópico no contexto da reforma do Código Florestal”, destaca.
A carta enviada em julho pelos pesquisadores do Biota-Fapesp apontava que as novas regras do Código Florestal reduziriam a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, as emissões de dióxido de carbono poderão aumentar substancialmente e, a partir de simples análises da relação espécies-área, “é possível prever a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.
O texto também foi assinado por Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências da USP; Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP; Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP; e Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.
Efeito de borda
O documento publicado na atual edição da revista científica americana afirma que a reforma da legislação brasileira vai “efetivamente condenar remanescentes florestais e a rebrota em terras privadas no maior país tropical da Terra”.
Segundo Fernanda, a carta reforça uma questão levantada na manifestação anterior, relacionada a um possível aumento do “efeito de borda” - uma alteração na estrutura, na composição ou na abundância de espécies na parte marginal de um fragmento florestal que acaba tendo impactos sobre a fauna e flora de toda a região.
“O efeito de borda se manifesta à medida que a permeabilidade da matriz aumenta, e cria uma série de efeitos adversos para a flora e para a fauna. Mas, além disso, nossas pesquisas revelaram um outro dado importante que merecia ser destacado: quando a área de proteção é reduzida a menos de 50 metros de cada lado da APP, o resultado é um aumento considerável na mortalidade das árvores”, afirma.
Os cientistas brasileiros alertam que, com as modificações propostas na legislação, a redução das áreas de proteção deverá provocar mudanças nas características da paisagem que reduzirão a capacidade da floresta para reter e conectar espécies, ou para manter a qualidade dos corpos d’água.
Segundo o texto, os proprietários rurais que cumprirem a nova legislação vão ampliar a fragmentação da paisagem e reduzir o valor de suas propriedades, por conta da erosão do solo e pela má regulação de captação de água nas bacias hidrográficas.
Mas ainda é possível ter esperança: “A comunidade científica e ambiental, as organizações não governamentais e o Ministério do Meio Ambiente ainda podem se conciliar com os defensores da reforma do Código Florestal”, ressaltam os autores.
“Para isso, será preciso melhorar a comunicação entre os segmentos da sociedade, desenvolvendo alternativas de gestão inteligente do uso do solo na matriz agropecuária existente e evitando, com isso, a expansão de novas fronteiras de desmatamento”, completam.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Billings tem 8 vezes mais chumbo que o tolerável

Foto Adriano Sacchi
O braço Rio Grande da represa Billings, de onde é captada a maior parte da água que abastece a região,possui concentração oito vezes maior de chumbo que o tolerável por institutos internacionais, como a ACMA (Agência Canadense do Meio Ambiente).A toxidade foi verificada em pesquisa do Instituto de Biociências da USP.Além do chumbo, os pesquisadores constataram alta concentração de metais pesados como cobre(30 vezes mais que o tolerável),cádmio (9), cromo (5) e níquel (8).O contato direto a essas substâncias em altas concentrações traz riscos graves à saúde, como câncer e a nemia. A água que chega até as casas é tratada e, de acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo),obedece critérios de avaliação que não permitem os metais pesados. Mas, para o pesquisador Marcelo Pompêo, o problema é grave e precisa da atenção do poder público.“Metais não são degradados pelo meio ambiente, e podem ser incorporados por organismos e acumulados nos tecidos de peixes,
por exemplo. Além do mais, caso os metais não sejam retidos pelas estações de tratamento de água, mesmo que em chances remotas, sempre há possibilidade de problemas à saúde”, disse. De acordo com o professor, o esgoto jogado na represa e o uso de algicidas (substância para combater algas) são as principais fontes dos metais pesados. “Se o Código Florestal fosse aplicado (respeitando a faixa de proteção ambiental no entorno da represa) e houvesse saneamento básico, o problema seria remediado”,afirmou.Pesquisa do Instituto de Biociências da USP mostra alta concentração de metais pesados nos sedimentos da represa Despejo de esgoto e algicidas são principais causadores do problema “A concentração de metais está em níveis que oferecem perigo aos seres vivos. Há necessidade de preocupação e contínuo monitoramento.”MARCELO POMPÊO, PESQUISADOR DO INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DA USP
VANESSA.SELICANI
Jornal METROABC
Billings :: Histórico
A área ocupada atualmente pela Represa Billings foi inundada a partir de 1927, com a construção da Barragem de Pedreira, no curso do Rio Grande, também denominado Rio Jurubatuba. O projeto foi implementado pela antiga Light - "The São Paulo Tramway, Light and Power Company, Limited", hoje Eletropaulo, com o intuito de aproveitar as águas da Bacia do Alto Tietê para gerar energia elétrica na Usina Hidrelétrica (UHE) de Henry Borden, em Cubatão, aproveitando-se do desnível da Serra do Mar.No início dos anos 40, iniciou-se o desvio de parte da água do Rio Tietê e seus afluentes para o reservatório Billings, a fim de aumentar a vazão da represa e, conseqüentemente, ampliar a capacidade de geração de energia elétrica na UHE Henry Borden. Este processo foi viabilizado graças à reversão do curso do rio Pinheiros, através da construção das Usinas Elevatórias de Pedreira e Traição, ambas em seu leito. Esta operação, que objetivava o aumento da produção de energia elétrica, também mostrou-se útil para as ações de controle das enchentes e de afastamento dos efluentes industriais e do esgoto gerado pela cidade em crescimento.O bombeamento das águas do Tietê para a Billings, no entanto, começou a mostrar suas graves conseqüências ambientais poucos anos depois. O crescimento da cidade de São Paulo e a falta de coleta e tratamento de esgotos levou à intensificação da poluição do Tietê e seus afluentes que, por sua vez, passaram a comprometer a qualidade da água da Billings. Nos primeiros anos da década de 70 a Cetesb - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - é obrigada a iniciar as operações de remoção da mancha anaeróbica presente na Represa.Em 1982, devido à grande quantidade de esgotos, que resultaram em sérios problemas de contaminação por algas cianofíceas, algumas potencialmente tóxicas, surge a necessidade de interceptação total do Braço do Rio Grande, através da construção da Barragem Anchieta, para garantir o abastecimento de água do ABC, iniciado em 1958.

Fonte:De olho nos mananciais
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Medição de qualidade do ar está ultrapassada em São Paulo
Há 20 anos, São Paulo usa os mesmos parâmetros para classificar a qualidade do ar, mas índices mais atuais, como os da OMS (Organização Mundial da Saúde), indicam que os paulistanos respiram um ar muito mais prejudicial do que indicam os dados oficiais. A baixa umidade do ar, que chegou a 12% em agosto, teria uma classificação bem mais baixa nos EUA ou na Europa, segundo reportgem do jornal “Folha de S.Paulo”.
Os critérios utilizados amenizam a péssima qualidade do ar, como ocorreu no mês passado. Agosto foi o segundo mês mais seco desde 1940, mas as autoridades declararam que tudo estava dentro da normalidade.
Na capital, o número de internações por doenças respiratórias subiu 30%.
Segundo especialistas, os padrões de medida estão defasados e precisam mudar o mais breve possível.
A Cetesb, companhia ambiental do Estado, já analisa a mudança, mas não existe prazo. Os dados das 21 estações da Cetesb mostram que, em 2008 e 2009, não houve medição de ar considerada grave. Porém, segundo a OMS, todas as estações estiveram acima do padrão internacional.
Fonte:METRO
Os critérios utilizados amenizam a péssima qualidade do ar, como ocorreu no mês passado. Agosto foi o segundo mês mais seco desde 1940, mas as autoridades declararam que tudo estava dentro da normalidade.
Na capital, o número de internações por doenças respiratórias subiu 30%.
Segundo especialistas, os padrões de medida estão defasados e precisam mudar o mais breve possível.
A Cetesb, companhia ambiental do Estado, já analisa a mudança, mas não existe prazo. Os dados das 21 estações da Cetesb mostram que, em 2008 e 2009, não houve medição de ar considerada grave. Porém, segundo a OMS, todas as estações estiveram acima do padrão internacional.
Fonte:METRO
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Construção de 38 km de gasodutos ameaça áreas de preservação ambiental do ABC

Obra começou há cerca de um mês e já destruiu milhares de árvores em São Bernardo.
Ambientalistas apresentaram projeto que desviava dutos da mata Atlântica, mas não foi aprovado.A construção de dois gasodutos da Petrobrás abriu um grande corte no que resta de mata Atlântica da região. Há cerca de um mês, caminhões, tratores e guindastes destroem árvores e plantas nativas para dar lugar ao Gasan 2 e Gaspal 2. Os dutos possuem 22” de diâmetro (cerca de 55 cm) e, em seus 38 km de extensão, cortarão Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Mauá, Santo André, São Bernardo e capital. O trajeto passa, em sua maior parte, por áreas de preservação ambiental das cidades. A destruição começou em São Bernardo, nas margens da rodovia Caminho do Mar. Em poucos dias de obras, o resultado já impressiona pelo cenário de destruição da natureza. Apesar das pilhas de árvores nativas cortadas, a obra possui licença ambiental, que demorou 18 meses para ser liberada pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado. A aprovação veio, porém, sob os protestos de ambientalistas da região. O presidente do MDV (Movimento em Defesa à Vida), Virgílio Alcides de Farias, participou das audiências públicas realizadas em 2008 na região representando o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente). O ecologista afirma ter apresentado à Petrobrás outro trajeto para os gasodutos, que desviava da reserva ambiental. “O projeto, porém, exigiria desapropriações. Não acompanhei todo o processo, mas a licença ambiental acabou sendo dada para a proposta que passava pela mata
Atlântica”, disse.

Prefeituras desconhecem compensações:Dos cinco municípios do ABC por onde passarão os gasodutos da Petrobras, apenas Ribeirão Pires soube informar quais as compensações ambientais previstas para a destruição das áreas de preservação ambiental. De acordo com a prefeitura do município, a empresa estatal fará o plantio de 1,8 mil espécies arbóreas em área a ser indicada, irá repor a cobertura vegetal de 12 mil m² na área degradada e mapeará as áreas de preservação ambiental permanente de Ribeirão Pires. As compensações abrangem ainda o aterro de inertes (entulhos) da cidade, que receberá poços de monitoramento de águas subterrâneas e plantio de vegetação destinado a cerca viva, para o isolamento da área do aterro.Apesar de a obra já ter começado na cidade, a Secretaria de Gestão Ambiental de São Bernardo disse que realiza um levantamento sobre os danos e de que maneira eles poderão ser recompensados. De acordo com o município, o licenciamento é estadual e não foi discutido com o município previamente. Santo André afirma ter encaminhado propostas de compensações em APRM (Área de Proteção e Recuperação de Mananciais) à Câmara de Compensação da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, porém ainda não obteve resposta. Mauá e Rio Grande da Serra não responderam às solicitações da reportagem.O procurou na sexta-feira (27) também a Petrobrás e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado para esclarecer o processo de implantação do Gasan 2 e Gaspal 2. Mas, nenhum dos dois respondeu à reportagem até o fechamento da edição. O Ministério Público do Estado afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que irá interferir na construção apenas se houver denúncias de irregularidades, o que não aconteceu. A obra da Petrobras possui licença ambiental da Secretaria de Meio Ambiente.A construção dos gasodutos é, em menos de três anos, a segunda obra de grande porte que destrói áreas de preservação ambiental do ABC. O Trecho Sul do Rodoanel, construído de 2007 a 2010, suprimiu área verde em zonas de proteção de manancial em Santo André, São Bernardo, Mauá e Ribeirão Pires. Em toda sua extensão,foram cortadas 339 mil árvores dos mais variados tipos e um total de 212 hectares de verde. A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), responsável pela obra, terá de replantar 3,5 milhões de mudas para compensar esses cortes.“O Estado foi o maior desmatador das zonas de proteção nos últimos anos. O poder público sempre aprovará os projetos, já que é o principal interessado. E para quem o cidadão vai reclamar?”, disse o presidente do MDV (Movimento em Defesa à Vida) Virgílio Alcides de Farias.A Petrobras espalhou diversas placas no Jardim Colina, em São Bernardo, alertando os moradores quanto ao perigo de se aproximar das obras dos gasodutos. Os vizinhos foram procurados por técnicos da empresa na semana passada. “Eles vieram pedir para não deixar as crianças se aproximarem da construção, porque é perigoso”, disse o porteiro Reinaldo da Silva, 47 anos. O Jardim Colina possui cerca de 300 moradores, e está a poucos metros dos gasodutos. Morador há 11 anos do bairro, Silva afirma que a construção e o fluxo de caminhões não alteraram os hábitos do local, mas lamenta o corte de árvores. “É triste ver desmatando tudo. Tem muito bicho por aqui. A gente percebe que o número de pássaros já diminuiu bastante depois da obra”, afirmou. Um técnico da construção que não quis se identificar disse que os animais encontrados durante a obra são levados por biólogos para outros lugares. “Tem sempre um técnico da flora e um da fauna nos acompanhando. Mas os bichos costumam fugir quando já escutam as máquinas. Não há problema”.

O Gaspal 2 e o Gasan 2 têm o objetivo de ampliar a distribuição de gás no Estado. A expectativa é de que estejam prontos em 2011.Eles terão capacidade para transportar 7 milhões de m3 por dia da estação de controle de gás de Mauá até São Bernardo. O consumo no Estado de São Paulo hoje é de 17 milhões de m3 de gás natural por dia. Com os gasodutos, a meta é chegar a até 25 milhões de m3 por dia.
Fonte: VANESSA SELICANI -Jornal Metro ABC
domingo, 29 de agosto de 2010
COMO PODEREMOS SER SÃOS VIVENDO EM CIDADES DOENTES?
Falta de investimentos em transporte público, carência de áreas verdes, incentivo ao uso do automóvel, cidades cada vez mais impermeabilizadas, o que poderíamos esperar...
Nesta matéria novamente fica claro quanto a nossa sociedade está omissa em relação as questões ambientais e a sua própria qualidade de vida, estamos reféns dos grandes interesses econômicos, que a todo momento só visam o lucro!
FOLHA DE S.PAULO - 29/08/2010
Editoriais
DESERTO PAULISTA
Uma sequência inédita de dias com baixa umidade do ar levou várias cidades de São Paulo a ingressar na faixa considerada de emergência pela Organização Mundial de Saúde -abaixo de 12%. Na capital, a combinação de clima excepcionalmente seco e níveis de poluição acima do normal provocou desconforto generalizado e aumento da incidência de doenças respiratórias, com reflexo nas filas dos prontos-socorros.
Ao sexto dia seguido de umidade do ar abaixo dos 30% -o ideal é que o índice supere os 60%-, a cidade de São Paulo registrou, na sexta-feira, 12%. Nesse patamar, crescem os riscos de manifestação de alergias, pneumonias, arritmias cardíacas e até enfartes.
A massa de ar seco estacionada na região centro-sul do país inibiu a formação de nuvens e bloqueou frentes frias. A decorrente falta de chuvas e as diferenças de pressão acarretaram uma "capa" de poluição sobre São Paulo. O fenômeno é característico desta época do ano, mas atingiu níveis incomuns na última semana.
Na quinta-feira, após sete dias de alta poluição em alguns pontos da cidade, a agência ambiental do Estado (Cetesb) recomendou que a população restringisse o uso de veículos automotores.
Também o prefeito Gilberto Kassab (DEM) veio a público afirmar que a administração municipal contava com um plano de contingência e que não descartava a ampliação do rodízio de carros na capital. A medida já vinha sendo pedida por especialistas em saúde. "São Paulo paga o preço por nunca ter priorizado o transporte público", sintetizou o médico Paulo Saldiva, da USP.
Prevê-se que a situação melhore a partir de hoje. Caso isso não ocorra, a persistência do clima de deserto poderá levar a prefeitura, finalmente, a limitar o trânsito de carros. Ao evitar a medida, o poder municipal certamente terá levado em conta eventuais transtornos e desgaste político.
Se a tivesse adotado, no entanto, teria amenizado o problema nos últimos dias. Entre a saúde pública e os automóveis, é de esperar que o prefeito Gilberto Kassab não hesite em escolher a primeira se for preciso enfrentar um estado de emergência.
Nesta matéria novamente fica claro quanto a nossa sociedade está omissa em relação as questões ambientais e a sua própria qualidade de vida, estamos reféns dos grandes interesses econômicos, que a todo momento só visam o lucro!
FOLHA DE S.PAULO - 29/08/2010
Editoriais
DESERTO PAULISTA
Uma sequência inédita de dias com baixa umidade do ar levou várias cidades de São Paulo a ingressar na faixa considerada de emergência pela Organização Mundial de Saúde -abaixo de 12%. Na capital, a combinação de clima excepcionalmente seco e níveis de poluição acima do normal provocou desconforto generalizado e aumento da incidência de doenças respiratórias, com reflexo nas filas dos prontos-socorros.
Ao sexto dia seguido de umidade do ar abaixo dos 30% -o ideal é que o índice supere os 60%-, a cidade de São Paulo registrou, na sexta-feira, 12%. Nesse patamar, crescem os riscos de manifestação de alergias, pneumonias, arritmias cardíacas e até enfartes.
A massa de ar seco estacionada na região centro-sul do país inibiu a formação de nuvens e bloqueou frentes frias. A decorrente falta de chuvas e as diferenças de pressão acarretaram uma "capa" de poluição sobre São Paulo. O fenômeno é característico desta época do ano, mas atingiu níveis incomuns na última semana.
Na quinta-feira, após sete dias de alta poluição em alguns pontos da cidade, a agência ambiental do Estado (Cetesb) recomendou que a população restringisse o uso de veículos automotores.
Também o prefeito Gilberto Kassab (DEM) veio a público afirmar que a administração municipal contava com um plano de contingência e que não descartava a ampliação do rodízio de carros na capital. A medida já vinha sendo pedida por especialistas em saúde. "São Paulo paga o preço por nunca ter priorizado o transporte público", sintetizou o médico Paulo Saldiva, da USP.
Prevê-se que a situação melhore a partir de hoje. Caso isso não ocorra, a persistência do clima de deserto poderá levar a prefeitura, finalmente, a limitar o trânsito de carros. Ao evitar a medida, o poder municipal certamente terá levado em conta eventuais transtornos e desgaste político.
Se a tivesse adotado, no entanto, teria amenizado o problema nos últimos dias. Entre a saúde pública e os automóveis, é de esperar que o prefeito Gilberto Kassab não hesite em escolher a primeira se for preciso enfrentar um estado de emergência.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Mais uma do DEPAV, dá para engolir...
Se não bastasse as degradantes e destruidoras mudanças de paisagismo iniciadas no começo da gestão do Dr.Aidan, o abandono dos parques e áreas verdes, como é o caso do Parque Central, o Parque Guaraciaba e a Chácara da Baronesa, a gradativa e constante destruição da arborização urbana de Santo André, agora o DEPAV(Departamento de Podas e Agressão ao Verde)pratica outra barbaridade ambiental, pois além de utilizar o Parque Guaraciaba para triturar as árvores retiradas de várias áreas da cidade, também está queimando com frequência as sobras destas árvores, desrespeitando as suas Áreas de Preservação Permanente.
Quem será responsabilizado por tamanha irresponsabilidade, para não falar em crime?
Os bombeiros que poderiam estar atendendo outras ocorrências, prestando seu importante serviço a sociedade, tiveram que comparecer ao Parque Guaraciaba para combater um incêndio provocado direta ou indiretamente por quem exatamente deveria cuidar das nossas áreas verdes.
Somos solidários a nossa amiga Ivone Arruda de Carvalho, que luta há vários anos pela preservação desta importante área verde e também denunciamos mais este absurdo praticado pela Prefeitura Municipal de Santo André.




Amigos e amigas,
Na noite de ontem o próprio DEPAV órgão responsável pelos Parques da cidade, colocou fogo nos troncos de arvores que eles estão triturando em torno da Lagoa do Parque Guaraciaba, e pior o bombeiro para chegar ao local para atender nossas denuncias, teve que pular o muro para entrar.
Ocorrência do Bombeiro nº521
Denuncia do fato foi feita á Defesa Civil nº 0134861 às 19 horas da noite, sequer estiveram no local para abrir o portão.
Se levarmos em conta que ontem foi o pior dia para região metropolitana e que nos estávamos com uma qualidade péssima do ar, os moradores do entorno do Parque foram agraciados com um cheiro insuportável durante toda a noite toda e até agora pela fumaça que sai do local.
Alguém merece um órgão como o DEPAV na cidade de Santo André.
Denuncie, põe a boca no trombone, ligue para seu vereador na Câmara, para ver o que ele pode fazer para que o Parque Guaraciaba e sua Lagoa tenha o devido respeito como APA.
Agir ambientalmente corretamente e tomar atitude na hora certa em defesa do meio ambiente são um dever de todos munícipes.
Estou mandando anexo que mandei para o Semasa.
Ivone Arruda de Carvalho
Vice Presidente do MDV
Ao Senhor Superintendente do,
Semasa – Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André
Ilmo. Sr. Ângelo Luiz Pavin
Venho através desta, denunciar o incêndio provocado pelo DEPAV, na noite de ontem dentro do Parque Guaraciaba, no local onde é feita a trituração de árvores, que legalmente já é proibido por Leis Ambientais nesse local.
A queixa chegou a mim, por diversos moradores, á 18:00 minutos do dia 23 de agosto de 2010, liguei para os bombeiros ocorrência - n. 521 e para Defesa Civil- n 0134861.
Os bombeiros me informaram depois, que grandes troncos de árvores estavam sendo queimados, e grandes valas foram feitas no entorno para impedir o fogo de andar. Perguntei ao bombeiro se em área como essa do Parque Guaraciaba onde há vegetação, poderia estar tendo aquela atividade. Resposta não, a não ser que estivesse sendo acompanhada pelo órgão de meio ambiente responsável .
Resultado os moradores do entorno estão até agora de manhã agüentando um cheiro forte da queima, o fogo está apagando agora de manhã, e se caso tivesse ventado a noite poderia ter se alastrar para a mata.
Pior de tudo isso, foi ter eu comunicado a Defesa Civil, e esta nada fez, pelo menos poderia ter comunicado a Prefeitura para que abrisse os portões para o Bombeiro entrar, pois tiveram que pular o muro para chegar no local.
Que adianta fechar o acesso ao Parque para população local, que toma conta da área mesmo de fora, e deixar tais funcionários irresponsáveis colocar fogo lá.
Peço como Conselheira do COMUGESAN medidas urgentes de averiguação a quem deve ser responsabilizado por tal agressão no local, e que medidas efetivas poderão a partir de agora serem feitas em proteção a Lagoa e seu entorno, já que é considerada área de preservação.
Estou mandando esse oficio para tomar ciência ao Vereador Almir Cicote e ao Vereador Thiago Nogueira, da Câmara Municipal de Santo André, para que possam ler em plenária, para que os demais vereadores a ocorrência, e como esta sendo tratado o Parque Guaraciaba, pelo DEPAV, órgão que no momento atual é responsável, em cuidar do bem estar do local.
Ivone Arruda de Carvalho
Vice Presidente do MDV
Conselheira Titular
Do COMUGESAN
Quem será responsabilizado por tamanha irresponsabilidade, para não falar em crime?
Os bombeiros que poderiam estar atendendo outras ocorrências, prestando seu importante serviço a sociedade, tiveram que comparecer ao Parque Guaraciaba para combater um incêndio provocado direta ou indiretamente por quem exatamente deveria cuidar das nossas áreas verdes.
Somos solidários a nossa amiga Ivone Arruda de Carvalho, que luta há vários anos pela preservação desta importante área verde e também denunciamos mais este absurdo praticado pela Prefeitura Municipal de Santo André.
Amigos e amigas,
Na noite de ontem o próprio DEPAV órgão responsável pelos Parques da cidade, colocou fogo nos troncos de arvores que eles estão triturando em torno da Lagoa do Parque Guaraciaba, e pior o bombeiro para chegar ao local para atender nossas denuncias, teve que pular o muro para entrar.
Ocorrência do Bombeiro nº521
Denuncia do fato foi feita á Defesa Civil nº 0134861 às 19 horas da noite, sequer estiveram no local para abrir o portão.
Se levarmos em conta que ontem foi o pior dia para região metropolitana e que nos estávamos com uma qualidade péssima do ar, os moradores do entorno do Parque foram agraciados com um cheiro insuportável durante toda a noite toda e até agora pela fumaça que sai do local.
Alguém merece um órgão como o DEPAV na cidade de Santo André.
Denuncie, põe a boca no trombone, ligue para seu vereador na Câmara, para ver o que ele pode fazer para que o Parque Guaraciaba e sua Lagoa tenha o devido respeito como APA.
Agir ambientalmente corretamente e tomar atitude na hora certa em defesa do meio ambiente são um dever de todos munícipes.
Estou mandando anexo que mandei para o Semasa.
Ivone Arruda de Carvalho
Vice Presidente do MDV
Ao Senhor Superintendente do,
Semasa – Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André
Ilmo. Sr. Ângelo Luiz Pavin
Venho através desta, denunciar o incêndio provocado pelo DEPAV, na noite de ontem dentro do Parque Guaraciaba, no local onde é feita a trituração de árvores, que legalmente já é proibido por Leis Ambientais nesse local.
A queixa chegou a mim, por diversos moradores, á 18:00 minutos do dia 23 de agosto de 2010, liguei para os bombeiros ocorrência - n. 521 e para Defesa Civil- n 0134861.
Os bombeiros me informaram depois, que grandes troncos de árvores estavam sendo queimados, e grandes valas foram feitas no entorno para impedir o fogo de andar. Perguntei ao bombeiro se em área como essa do Parque Guaraciaba onde há vegetação, poderia estar tendo aquela atividade. Resposta não, a não ser que estivesse sendo acompanhada pelo órgão de meio ambiente responsável .
Resultado os moradores do entorno estão até agora de manhã agüentando um cheiro forte da queima, o fogo está apagando agora de manhã, e se caso tivesse ventado a noite poderia ter se alastrar para a mata.
Pior de tudo isso, foi ter eu comunicado a Defesa Civil, e esta nada fez, pelo menos poderia ter comunicado a Prefeitura para que abrisse os portões para o Bombeiro entrar, pois tiveram que pular o muro para chegar no local.
Que adianta fechar o acesso ao Parque para população local, que toma conta da área mesmo de fora, e deixar tais funcionários irresponsáveis colocar fogo lá.
Peço como Conselheira do COMUGESAN medidas urgentes de averiguação a quem deve ser responsabilizado por tal agressão no local, e que medidas efetivas poderão a partir de agora serem feitas em proteção a Lagoa e seu entorno, já que é considerada área de preservação.
Estou mandando esse oficio para tomar ciência ao Vereador Almir Cicote e ao Vereador Thiago Nogueira, da Câmara Municipal de Santo André, para que possam ler em plenária, para que os demais vereadores a ocorrência, e como esta sendo tratado o Parque Guaraciaba, pelo DEPAV, órgão que no momento atual é responsável, em cuidar do bem estar do local.
Ivone Arruda de Carvalho
Vice Presidente do MDV
Conselheira Titular
Do COMUGESAN
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Que fim levaram as flores do Parque Central?
Este filme mostra um pouco do "Novo Projeto de Paisagismo" que foi implantado pela administração do Dr Aidan em Santo André.
A manutenção dos canteiros de flores do Parque Central e de outras áreas da cidade foi abandonada, além da retirada de árvores, arbustos e bromélias.
Parabéns Dr. Aidan, em apenas um ano você conseguiu destruir o paisagismo de Santo André-SP.
A manutenção dos canteiros de flores do Parque Central e de outras áreas da cidade foi abandonada, além da retirada de árvores, arbustos e bromélias.
Parabéns Dr. Aidan, em apenas um ano você conseguiu destruir o paisagismo de Santo André-SP.
domingo, 22 de agosto de 2010
Avaliação feita nos playgrounds da região

Descascados e com brinquedos faltando. Esse é o cenário que os familiares encontram ao levarem as crianças na maioria dos playgrounds dos parques e praças da região. A periodicidade da manutenção não é tão regular quanto o ideal para que os equipamentos estivessem sempre em boas condições. A manutenção é feita apenas de forma esporádica.O Diário percorreu 14 parques e algumas praças da região e avaliou os playgrounds. Apenas São Bernardo apresentou equipamentos em ótimo estado. Os demais precisam de reparos e a reposição de alguns itens que estão faltando. "Os brinquedos estão feios, precisam de pintura. O espaço fica largado", disse a professora Luiza Maria Fernandes, 32 anos, sobre o Chico Mendes, em São Caetano.
Todas as Prefeituras vistoriam os locais com parquinhos pelo menos uma vez ao ano, mas a maioria não tem rotina definida, realizam os consertos de acordo com fiscalizações esporádicas nas praças ou comunicações das administrações dos parques. Em Mauá, é realizada a revista a cada seis meses, mas por bimestre o Departamento de Serviços Urbanos checa se algum brinquedo oferece risco. Em Diadema, a vistoria é realizada durante o programa municipal ‘Pé na Rua'' e passa em cada bairro duas vezes por ano. Em Santo André, São Bernardo e São Caetano a inspeção ocorre quando as Administrações dos parques comunicam os problemas ou quando algum funcionário ou munícipe avisam a necessidade de reparos. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não informaram a frequência. A população pode ligar no telefone 156 de cada município para reclamar de algum problema nos equipamentos públicos.
O presidente da Comissão de Fiscalização da Qualidade de Serviços Públicos da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Anis Kfouri Junior, afirmou que o papel da população é essencial para cobrar os municípios. "Está na Constituição Federal, o princípio da Administração pública, que deve zelar pelo patrimônio. Tem que haver uma periodicidade na manutenção que varia de acordo com cada Prefeitura. A população tem o dever de notificar o órgão quando um equipamento público está ruim e tem direito de saber o motivo da demora no reparo."
Michelly Cyrillo
Do Diário do Grande ABC

sábado, 21 de agosto de 2010
MP faz protesto contra o novo Código Florestal
O ESTADO DE S.PAULO - 19 de agosto de 2010
Ato terminou com entrega de moção contra a aprovação do projeto de Aldo Rebelo
Andrea Vialli e Isis Brum - O Estado de S. Paulo
Entidades jurídicas, representantes do Ministério Público (MP) e ONGs promoveram ontem ato público na Câmara dos Deputados contra as alterações no Código Florestal, propostas pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
O ato foi coordenado pela Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Participaram membros do Greenpeace e SOS Mata Atlântica e deputados federais.
Segundo o presidente da ANPR, Antonio Carlos Bigonha, o objetivo do ato é abrir o diálogo. “Queremos colocar à disposição desta Casa a larga experiência dos procuradores da República nesta matéria."
O ato terminou com a entrega de moção contra a aprovação do projeto de Aldo Rebelo e nota técnica ao vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia (PT-RS).
Ato terminou com entrega de moção contra a aprovação do projeto de Aldo Rebelo
Andrea Vialli e Isis Brum - O Estado de S. Paulo
Entidades jurídicas, representantes do Ministério Público (MP) e ONGs promoveram ontem ato público na Câmara dos Deputados contra as alterações no Código Florestal, propostas pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
O ato foi coordenado pela Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Participaram membros do Greenpeace e SOS Mata Atlântica e deputados federais.
Segundo o presidente da ANPR, Antonio Carlos Bigonha, o objetivo do ato é abrir o diálogo. “Queremos colocar à disposição desta Casa a larga experiência dos procuradores da República nesta matéria."
O ato terminou com a entrega de moção contra a aprovação do projeto de Aldo Rebelo e nota técnica ao vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia (PT-RS).
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Matéria do Jornal ABCD Maior sobre a denúncia da APC
Sobre as justificativas da PMSA:
Fato da Moréia ser exótica:
A grama esmeralda que está sendo plantada pelo DEPAV também é exótica e não é produzida pelo viveiro municipal, sendo assim o seu custo está sendo altíssimo, além dos gastos com manutenção, tendo de ser roçada constantemente.
Vegetação acumula lixo:
O que vocês acham deste argumento inventado pela PMSA?Primeiro as árvores e arbustos eram esconderijo de ladrões, agora a vegetação mais baixa é responsável pelo acúmulo de lixo...com este tipo de gestão, brevemente em Santo André só restará o cinza do concreto!
Santo André retira moréias de praças e parques
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Ong Amigos do Parque Central aponta crime ambiental; Prefeitura defende que planta não é vegetação nativa da cidade
As simpáticas moréias, florzinhas geralmente brancas que crescem em canteiros espalhados por Santo André, estão sendo retiradas pela Prefeitura. A Administração justifica a iniciativa afirmando que a planta não faz parte da vegetação nativa que compõe a cidade e que, por isso, está sendo removida.
A Ong (Organização Não-Governamental) Amigos do Parque Central vê a questão como crime ambiental. De acordo com o presidente da Ong, José Carlos Vieira, a vegetação não poderia ser retirada. “As áreas próximas aos lagos do parque são consideradas de proteção ambiental”, explicou.
No entanto, esse não é o único impedimento para a remoção, na avaliação de Vieira. O ativista resolveu fazer a denúncia porque os canteiros de moréias foram plantados com dinheiro público, e a retirada das plantas representa mais gastos para a Prefeitura. “Essa atitude demonstra o descaso da Administração com as questões ambientais e com o gasto de dinheiro público”, protestou.
As flores da moréia se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. São plantas rústicas, fáceis de cultivar e que requerem baixa manutenção. “No caso de Santo André, seriam perfeitas, já que a Prefeitura não realiza a manutenção dos parques como deveria”, alfinetou Vieira.
De acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, as moreias, por conta de sua morfologia, acumulam lixo e atraem roedores, além de darem um aspecto de abandono às áreas verdes. Por isso, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos está trocando essa espécie por outros tipos de forrações mais rasteira, tais como: diferentes tipos de gramas e forrações com floradas de variadas cores.
Fato da Moréia ser exótica:
A grama esmeralda que está sendo plantada pelo DEPAV também é exótica e não é produzida pelo viveiro municipal, sendo assim o seu custo está sendo altíssimo, além dos gastos com manutenção, tendo de ser roçada constantemente.
Vegetação acumula lixo:
O que vocês acham deste argumento inventado pela PMSA?Primeiro as árvores e arbustos eram esconderijo de ladrões, agora a vegetação mais baixa é responsável pelo acúmulo de lixo...com este tipo de gestão, brevemente em Santo André só restará o cinza do concreto!
Santo André retira moréias de praças e parques
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Ong Amigos do Parque Central aponta crime ambiental; Prefeitura defende que planta não é vegetação nativa da cidade
As simpáticas moréias, florzinhas geralmente brancas que crescem em canteiros espalhados por Santo André, estão sendo retiradas pela Prefeitura. A Administração justifica a iniciativa afirmando que a planta não faz parte da vegetação nativa que compõe a cidade e que, por isso, está sendo removida.
A Ong (Organização Não-Governamental) Amigos do Parque Central vê a questão como crime ambiental. De acordo com o presidente da Ong, José Carlos Vieira, a vegetação não poderia ser retirada. “As áreas próximas aos lagos do parque são consideradas de proteção ambiental”, explicou.
No entanto, esse não é o único impedimento para a remoção, na avaliação de Vieira. O ativista resolveu fazer a denúncia porque os canteiros de moréias foram plantados com dinheiro público, e a retirada das plantas representa mais gastos para a Prefeitura. “Essa atitude demonstra o descaso da Administração com as questões ambientais e com o gasto de dinheiro público”, protestou.
As flores da moréia se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. São plantas rústicas, fáceis de cultivar e que requerem baixa manutenção. “No caso de Santo André, seriam perfeitas, já que a Prefeitura não realiza a manutenção dos parques como deveria”, alfinetou Vieira.
De acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, as moreias, por conta de sua morfologia, acumulam lixo e atraem roedores, além de darem um aspecto de abandono às áreas verdes. Por isso, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos está trocando essa espécie por outros tipos de forrações mais rasteira, tais como: diferentes tipos de gramas e forrações com floradas de variadas cores.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Parque Central; além do abandono, a destruição!
Se não bastasse o atual estado de abandono em que se encontra o Parque Central, constantemente denunciado pela APC, novamente o DEPAV está destruíndo a vegetação de ornamentação no parque central e em outras áreas verdes de Santo André.A vítima desta vez é a Moréia, planta conhecida pela sua facilidade de cultivo e baixa manutenção.Este sem dúvida é mais um ponto negativo para a administração do Dr.Aidan, que mais uma vez demonstra o descaso com as questões ambientais e com os gastos com o dinheiro público.


As flores se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. Sua utilização paisagística é ampla, combinando com diversos estilos de jardins. Pode ser cultivada isolada, em grupos, maciços ou como bordadura.


Planta muito rústica e ornamental, a moréia tornou-se muito popular nos últimos anos em função da sua facilidade de cultivo e baixa manutenção. Vistosa, sua folhagem é bastante resistente. As folhas são eretas, planas e rígidas.

A vegetação está sendo retirada com picaretas e roçadeiras.(Foto tirada próximo ao parquinho)

Mais uma vez fica a pergunta:Por que retirar uma vegetação que tem facilidade de cultivo e precisa de baixa manutenção?
Certamente este tipo de ação, além de degradante, só está gerando um custo desnecessário e desperdiçando mão de obra.
As flores se formam o ano todo, mas com maior intensidade nos meses mais quentes. Sua utilização paisagística é ampla, combinando com diversos estilos de jardins. Pode ser cultivada isolada, em grupos, maciços ou como bordadura.
Planta muito rústica e ornamental, a moréia tornou-se muito popular nos últimos anos em função da sua facilidade de cultivo e baixa manutenção. Vistosa, sua folhagem é bastante resistente. As folhas são eretas, planas e rígidas.
A vegetação está sendo retirada com picaretas e roçadeiras.(Foto tirada próximo ao parquinho)
Mais uma vez fica a pergunta:Por que retirar uma vegetação que tem facilidade de cultivo e precisa de baixa manutenção?
Certamente este tipo de ação, além de degradante, só está gerando um custo desnecessário e desperdiçando mão de obra.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O desastre no Golfo do México: uma chaga no mundo.Leia mais
Cientistas do governo estimam que quantidade equivalente a um petroleiro Valdez de petróleo vaza, a cada quatro dias, nas águas do Golfo do México. O prognóstico é ainda pior, se se considera o vazamento de 1991, na Guerra do Golfo, quando se estima que 11 milhões de barris de petróleo foram lançados no Golfo Persa – até agora, o maior vazamento jamais ocorrido. A comparação não é perfeita, porque se limpou área tão pequena, mas estudo feito 12 anos depois do desastre do Golfo Persa mostrou que cerca de 90% da vegetação litorânea e de mangue ainda exibia sinais de envenenamento.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Mudas roçadas
Várias mudas plantadas pela APC,no Parque Central,continuam sendo destruídas pelas roçadeiras do Depav.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Assista este vídeo que demonstra a realidade da "Compensação Ambiental"Clique e assista!
Com o crescimento desordenado das nossas cidades, motivados pelo poder econômico que beneficia a poucos, constantemente assistimos a destruição das poucas áreas verdes públicas e privadas que nos restaram.Uma das formas que os interessados encontraram para justificar estas irreparáveis perdas para a sociedade é com a promessa da "Compensação Ambiental".Acontece que como podemos observar, este é mais um grande engôdo que está sendo desmascarado pela sociedade.Como o dito popular já diz:
A mentira tem perna curta!
A mentira tem perna curta!
As florestas e o clima
FOLHA DE S.PAULO - 12/07/2010
RICARDO YOUNG
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
RICARDO YOUNG
Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Alerta da APC: Os Lagos do Parque Central estão morrendo devido a omissão e falta de interesse da Administração Pública de Santo André!
Assista mais este capítulo da novela que virou a contaminação dos lagos do Parque Central.
Os lagos do Parque Central que são extremamente importantes, tanto na questão ambiental como paisagística, estão sendo tratados com descaso pela administração pública da nossa cidade, eles estão cada vez mais assoreados e contaminados, ou seja, eles estão morrendo.
O assoreamento reduz a quantidade de água nos lagos e a descarga de poluentes contribue para a sua má qualidade, juntos estes dois fatores estão sendo responsáveis pela constante mortalidade de peixes que foram registradas pela nossa associação.Com a morte dos peixes, as aves vão embora pois não tem o que comer, isto sem contar o mal cheiro que emana das lagoas.
Estamos assistindo a tudo isto sem ver nenhuma atitude por parte do DEPAV e nem pelo SEMASA, órgão de gestão ambiental do nosso município.Só nos resta fazer uma pergunta:Até quando vamos ter que engolir tamanha omissão e descaso com o Parque Central?Uma das principais áreas verdes de Santo André e da nossa região!
Os lagos do Parque Central que são extremamente importantes, tanto na questão ambiental como paisagística, estão sendo tratados com descaso pela administração pública da nossa cidade, eles estão cada vez mais assoreados e contaminados, ou seja, eles estão morrendo.
O assoreamento reduz a quantidade de água nos lagos e a descarga de poluentes contribue para a sua má qualidade, juntos estes dois fatores estão sendo responsáveis pela constante mortalidade de peixes que foram registradas pela nossa associação.Com a morte dos peixes, as aves vão embora pois não tem o que comer, isto sem contar o mal cheiro que emana das lagoas.
Estamos assistindo a tudo isto sem ver nenhuma atitude por parte do DEPAV e nem pelo SEMASA, órgão de gestão ambiental do nosso município.Só nos resta fazer uma pergunta:Até quando vamos ter que engolir tamanha omissão e descaso com o Parque Central?Uma das principais áreas verdes de Santo André e da nossa região!
terça-feira, 6 de julho de 2010
A situação dos lagos do Parque Central está cada vez pior..
Está somente no papel:
Lei Orgânica do Município de Santo André - 1990 - Atualizado em 2004
Título VII Art.8º - "No prazo de três anos , a contar da promulgação desta Lei Orgânica,fica o Município obrigado a tomar medidas eficazes para impedir o lançamento de efluentes e esgotos industriais em qualquer corpo d'água, sem o devido tratamento." Efluentes são geralmente produtos líquidos ou gasosos produzidos por indústrias ou resultante dos esgotos domésticos urbanos, que são lançados no meio ambiente.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Será que o Parque Central, um dos cartões postais de Santo André vai ficar conhecido pela sua degradação?

Foto:Amanda Perobelli
Contaminação mata peixes do Parque Central ABCD Maior - 26/06/2010
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Ong alerta para assoreamento e contaminação dos lagos, motivada por capina química, da área de lazer de Santo André
Os peixes do Parque Central, em Santo André, estão morrendo. A constatação é da Ong Amigos do Parque Central, que alerta que a contaminação das águas está provocando o problema.
O presidente da Ong, José Carlos Vieira, explicou que os peixes morreram logo após a capina química feita no entorno do parque e denunciada em reportagem do ABCD MAIOR em maio. De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a capina química em áreas urbanas expõe a população a risco de intoxicação, além de contaminar a fauna e a flora.
Para a Prefeitura, a aplicação do produto não é proibida, apenas não recomendada. “O fato é que encontramos os peixes mortos logo após a aplicação do agrotóxico. São, em sua maioria, cascudos, animais bioindicadores de problemas de contaminação na água”, ressaltou Vieira.
A mortandade não parou por aí. Nesta semana, frequentadores do parque voltaram a encontrar peixes mortos nos lagos. “Pegamos mais cascudos, tilápias e até mesmo uma tartaruga. Recolhemos os bichos para analisar o que está causando as mortes”, disse o presidente da Ong.
O número de pescadores do parque diminuiu após a morte dos peixes, mas muitos continuam pescando. De acordo com Vieira, a prática traz riscos para a saúde pública, já que as águas são poluídas: “Além disso, muitas aves se enroscam nos anzóis. Um dos frequentadores registrou a morte de um frango d’água recentemente”.
Mais problemas
De forma geral, Vieira acredita que o parque foi abandonado pelo poder público. Até mesmo os canteiros de flores, que antes tinham um vivo colorido, estão sem manutenção.
A degradação ambiental do parque foi parar no MP (Ministério Público) da cidade. A situação dos lagos foi denunciada à Promotoria de Meio Ambiente de Santo André, de acordo com Vieira. A reportagem tentou entrar em contato com o promotor José Luiz Saicali, responsável pelo caso, mas foi informada de que ele está de licença.
A Prefeitura de Santo André foi procurada para esclarecer os problemas denunciados, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.
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