quinta-feira, 6 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Diadema planeja comercializar área verde
Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC
Com escassez de vegetação na cidade, a Prefeitura de Diadema quer vender uma das poucas áreas verdes existentes. Projeto de lei do Executivo pede autorização para alienação de terreno municipal de cerca de 12 mil m², entre a Avenida Alda com a Rua Coimbra, no Parque Sete de Setembro, próximo à região central. Adiada por duas sessões na Câmara a pedido da oposição, a matéria que entra em pauta para votação na próxima quinta-feira, porém, já causa polêmica até mesmo entre os vereadores da situação.
"Quero esclarecimento por parte do Executivo da razão da venda, afinal temos muito poucas áreas verdes na cidade", afirmou Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), líder da bancada petista na Câmara. O valor do terreno para venda é de R$ 3,05 milhões, de acordo com cálculo feito pela Comissão de Avaliação de Imóveis de Diadema.
Sem utilidade - Na justificativa para venda da área localizada na Rua Coimbra, 812, que consta no projeto de lei, o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), explica que o "local não tem nenhuma utilidade pública, sendo que sua conservação é dispendiosa aos cofres públicos", referindo-se aos gastos com relação a sua estrutura e à intensa fiscalização para que a área não seja ocupada por terceiros.
Ainda de acordo com o chefe do Executivo, a área em questão foi desapropriada para uso do setor de Saúde Mental do município, o que não ocorreu até hoje. No ofício encaminhado à Casa, existe a informação de que o "Conselho Municipal de Saúde já se manifestou a favor da venda do terreno".
Maninho disse que terá entre amanhã e quarta-feira uma reunião com o secretário de Saúde, Osvaldo Misso, e os vereadores da bancada do PT. "O recurso da venda é pra quem, pra que e por quê", questionou o petista. Ele ainda disse: "Nós, vereadores, não estamos ainda convencidos da venda da área verde, a não ser que seja para construção de um equipamento popular."
A mesma opinião tem o oposicionista Lauro Michels (PSDB), que pediu pelo adiamento da votação do projeto por duas sessões. "Sou contra a venda e desconheço a finalidade. Diadema possui poucas áreas verdes para dar qualidade de vida à população", disse.
Detalhe: a justificativa do projeto do Executivo traz o pedido para venda em regime de "urgência especial".
Governo admite que local é de preservação
Apesar do interesse de venda do terreno por meio de licitação, a Prefeitura de Diadema reconhece que a área está classificada no Plano Diretor como de preservação ambiental 3 (AP-3). A taxa de ocupação não poderá ultrapassar a 30% do terreno, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura.
No entanto, questionada sobre o tipo de empreendimento para o local, a administração respondeu que pode "atender ao uso residencial, comercial ou industrial, desde que respeitadas as normas de preservação ambiental".
O vereador oposicionista
José Dourado (PSDB) prevê polêmica pela frente. "Essa área foi comprada para uso da Saúde Mental e até hoje não se investiu nada. Esperamos que o bom senso prevaleça por parte do governo e o pedido seja retirado da pauta", afirmou. O tucano disse ainda que o valor pedido para venda, inclusive, é "baixo", por conta da localização da área.
Alheios à venda ou qualquer outra manifestação política, Irani e Henrique Felisberto vivem há cerca de 12 anos ali, junto dos três filhos - dois deles praticamente nasceram no local.
Guarda civil patrimonial há 15 anos, Felisberto, 36 anos, tomava conta da área no passado. Hoje, mora em uma casa construída em parte do terreno e tem a função de caseiro. "Eu nem sabia que a Prefeitura quer vender aqui", disse Irani, 40 anos, com ar de preocupação. A Prefeitura informou que, em caso de venda, a situação da família "será analisada".
Do Diário do Grande ABC
Com escassez de vegetação na cidade, a Prefeitura de Diadema quer vender uma das poucas áreas verdes existentes. Projeto de lei do Executivo pede autorização para alienação de terreno municipal de cerca de 12 mil m², entre a Avenida Alda com a Rua Coimbra, no Parque Sete de Setembro, próximo à região central. Adiada por duas sessões na Câmara a pedido da oposição, a matéria que entra em pauta para votação na próxima quinta-feira, porém, já causa polêmica até mesmo entre os vereadores da situação.
"Quero esclarecimento por parte do Executivo da razão da venda, afinal temos muito poucas áreas verdes na cidade", afirmou Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), líder da bancada petista na Câmara. O valor do terreno para venda é de R$ 3,05 milhões, de acordo com cálculo feito pela Comissão de Avaliação de Imóveis de Diadema.
Sem utilidade - Na justificativa para venda da área localizada na Rua Coimbra, 812, que consta no projeto de lei, o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), explica que o "local não tem nenhuma utilidade pública, sendo que sua conservação é dispendiosa aos cofres públicos", referindo-se aos gastos com relação a sua estrutura e à intensa fiscalização para que a área não seja ocupada por terceiros.
Ainda de acordo com o chefe do Executivo, a área em questão foi desapropriada para uso do setor de Saúde Mental do município, o que não ocorreu até hoje. No ofício encaminhado à Casa, existe a informação de que o "Conselho Municipal de Saúde já se manifestou a favor da venda do terreno".
Maninho disse que terá entre amanhã e quarta-feira uma reunião com o secretário de Saúde, Osvaldo Misso, e os vereadores da bancada do PT. "O recurso da venda é pra quem, pra que e por quê", questionou o petista. Ele ainda disse: "Nós, vereadores, não estamos ainda convencidos da venda da área verde, a não ser que seja para construção de um equipamento popular."
A mesma opinião tem o oposicionista Lauro Michels (PSDB), que pediu pelo adiamento da votação do projeto por duas sessões. "Sou contra a venda e desconheço a finalidade. Diadema possui poucas áreas verdes para dar qualidade de vida à população", disse.
Detalhe: a justificativa do projeto do Executivo traz o pedido para venda em regime de "urgência especial".
Governo admite que local é de preservação
Apesar do interesse de venda do terreno por meio de licitação, a Prefeitura de Diadema reconhece que a área está classificada no Plano Diretor como de preservação ambiental 3 (AP-3). A taxa de ocupação não poderá ultrapassar a 30% do terreno, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura.
No entanto, questionada sobre o tipo de empreendimento para o local, a administração respondeu que pode "atender ao uso residencial, comercial ou industrial, desde que respeitadas as normas de preservação ambiental".
O vereador oposicionista
José Dourado (PSDB) prevê polêmica pela frente. "Essa área foi comprada para uso da Saúde Mental e até hoje não se investiu nada. Esperamos que o bom senso prevaleça por parte do governo e o pedido seja retirado da pauta", afirmou. O tucano disse ainda que o valor pedido para venda, inclusive, é "baixo", por conta da localização da área.
Alheios à venda ou qualquer outra manifestação política, Irani e Henrique Felisberto vivem há cerca de 12 anos ali, junto dos três filhos - dois deles praticamente nasceram no local.
Guarda civil patrimonial há 15 anos, Felisberto, 36 anos, tomava conta da área no passado. Hoje, mora em uma casa construída em parte do terreno e tem a função de caseiro. "Eu nem sabia que a Prefeitura quer vender aqui", disse Irani, 40 anos, com ar de preocupação. A Prefeitura informou que, em caso de venda, a situação da família "será analisada".
Peixes desaparecem da Billings
Flotação faz peixes desaparecerem da Billings
Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC
O rendimento obtido com a pesca na Represa Billings caiu 80% na região do braço do Bororé, divisa da Capital com São Bernardo. Para os pescadores artesanais da área, o motivo tem nome: flotação. O sistema de tratamento usado no Rio Pinheiros para despejar ‘água limpa'' no manancial - após injeção de produtos químicos e oxigênio responsáveis por fazer a sujeira boiar - estaria espantando os peixes. A queda na atividade coincide com o início do bombeamento constante, em meados de abril.
A denúncia é justificada com as alterações observadas no ecossistema durante o período. Os pescadores contam (e mostram) que as redes voltam carregadas de uma espécie de lodo verde, incomum na região. "Já tem pouco peixe na água e o que tem foge porque consegue enxergar a rede. Estamos enfrentando uma situação muito complicada depois que esses testes começaram. Antes, conseguia pescar 80 quilos por dia, agora não passa de dez. Não dá para viver desse jeito", diz o presidente da Apar Billings (Associação dos Pescadores Artesanais da Represa Billings), Evaldo Bizarrias, 43 anos.
A surpresa maior é que a água está limpa, mesmo perto da margem. Os pescadores dizem que, em alguns pontos, a represa chega a ficar transparente. "Mas isso, por incrível que pareça, não está sendo bom. Parece que tudo está desequilibrado por aqui. Passo até 18 horas no barco tentando pescar, mas meu lucro não chega a 20% do que conseguia antes", conta Roberto Marcolino da Silva, 42.
Para piorar o quadro relatado, a comunidade do Bororé tem ainda de enfrentar uma proliferação de mosquitos. É possível notar o problema nas ruas e calçadas, repletas de insetos mortos. Os pescadores dizem que isso é a conseqüência da ausência do predador. Os peixes se alimentam das larvas desses insetos, se não há peixe, eles invadem as casas.
Até agora, porém, as denúncias não surtiram resultado. A associação, que reúne 147 pescadores, já encaminhou ofício aos órgãos ambientais da Capital e do Estado, mas até agora nenhuma equipe técnica foi destacada para estudar os impactos da flotação na área. "A gente vendia peixe até para a Ceasa (Central de Abastecimento) de São Paulo. Foi um tombo para todos nós. Alguém precisa estudar essa água", pede Bizarrias.
Pescadores fazem bico para sobreviver
Com o sumiço dos peixes na Represa Billings, os barcos ganharam nova função, pelo menos para o experiente João de Lima, 64 anos. Em busca do dinheiro perdido com a flotação, o pescador aposta no turismo. "Agora, levo os curiosos para verem as obras do Rodoanel. Tem uma ponte sendo construída aqui perto e um monte de gente pede para ver o trabalho aos finais de semana", diz.
Ainda desajeitado no posto de ‘guia'', Lima não sabe quanto cobrar. "Tenho que calcular a quantidade de gasolina que gasto. É o jeito que encontrei para sobreviver. Sou pescador há 18 anos e ainda me lembro da época em que os peixes pulavam na balsa. Era muita abundância, diferente de hoje", conta.
Quem ainda não desistiu de tirar o sustento da represa trabalha para agregar valor à quantidade pescada. É o caso do presidente da associação local. Evaldo Bizarrias não consegue mais vender o pescado puro. Precisa cortar, embalar e congelar. "Depois que saio da água, passo o dia todo fazendo esse trabalho e ainda assim não consigo tirar o rendimento que tinha antes. Eu me viro, mas tem gente que já procura emprego de servente de construção", afirma.
Algumas peixarias da Colônia Bororé também fecharam com a queda registrada na pesca. Mas apesar das dificuldades, a comunidade acredita que o desequilíbrio notado na região possa retroceder. A Apar Billings (Associação dos Pescadores Amadores da Represa Billings) defende a execução de um projeto de repovoamento do manancial, desde que trabalhado com ações de conscientização de ‘pescadores de varinha''.
"Eles não respeitam os peixes novos, que não podem ser tirados da água antes da hora para que, assim, consigam procriar. Para repovoar o reservatório, precisamos de pesquisa e organização. O equilíbrio tem de ser trabalhado de todos os lados", completa Bizarrias.
Responsabilidade - Especialistas em recursos hídricos são unânimes em afirmar que as denúncias dos pescadores devem, ao menos, ser apuradas. O coordenador do departamento da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Ivanildo Hespanhol, acredita que os testes de flotação podem interferir no equilíbrio do meio ambiente local.
"Não sei se podemos fazer uma associação direta, mas a possibilidade deve ser levada em consideração. O processo de flotação utiliza produtos químicos muito fortes, como sulfato de cobre, que fica no lodo. Pode ser que essa matéria assimile muito oxigênio e aí o peixe vai embora", explica.
O professor do departamento de Química do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Geraldo Fontana diz que é preciso organizar um estudo de campo na área. "Os órgãos públicos devem tomar providências para saber se o problema é a flotação ou mesmo a quantidade exagerada de esgoto na água."
Governo do Estado não apresenta solução a pescadores
O governo do Estado não apresentou soluções para os problemas relatados pela associação de pescadores. A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) - responsável pela realização dos testes de flotação do Rio Pinheiros e do bombeamento para a Represa Billings - sequer respondeu aos questionamentos feitos pelo Diário. A empresa foi procurada durante três dias e nenhum técnico foi destacado para conceder entrevista.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente também não escalou equipe para visitar o local e fazer estudo detalhado da situação encontrada atualmente no braço do Bororé. A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), porém, afirmou que, até dezembro de 2007, os dados de qualidade avaliados não apresentavam alteração na água em função dos testes.
Em nota, a companhia afirmou que o processo tem tido sucesso em remover cargas orgânicas do rio, além de fósforo total, melhorando a turbidez e aumentando o oxigênio dissolvido no volume despejado na represa. As análises são válidas até janeiro deste ano. De lá pra cá, os resultados não foram revelados.
Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC
O rendimento obtido com a pesca na Represa Billings caiu 80% na região do braço do Bororé, divisa da Capital com São Bernardo. Para os pescadores artesanais da área, o motivo tem nome: flotação. O sistema de tratamento usado no Rio Pinheiros para despejar ‘água limpa'' no manancial - após injeção de produtos químicos e oxigênio responsáveis por fazer a sujeira boiar - estaria espantando os peixes. A queda na atividade coincide com o início do bombeamento constante, em meados de abril.
A denúncia é justificada com as alterações observadas no ecossistema durante o período. Os pescadores contam (e mostram) que as redes voltam carregadas de uma espécie de lodo verde, incomum na região. "Já tem pouco peixe na água e o que tem foge porque consegue enxergar a rede. Estamos enfrentando uma situação muito complicada depois que esses testes começaram. Antes, conseguia pescar 80 quilos por dia, agora não passa de dez. Não dá para viver desse jeito", diz o presidente da Apar Billings (Associação dos Pescadores Artesanais da Represa Billings), Evaldo Bizarrias, 43 anos.
A surpresa maior é que a água está limpa, mesmo perto da margem. Os pescadores dizem que, em alguns pontos, a represa chega a ficar transparente. "Mas isso, por incrível que pareça, não está sendo bom. Parece que tudo está desequilibrado por aqui. Passo até 18 horas no barco tentando pescar, mas meu lucro não chega a 20% do que conseguia antes", conta Roberto Marcolino da Silva, 42.
Para piorar o quadro relatado, a comunidade do Bororé tem ainda de enfrentar uma proliferação de mosquitos. É possível notar o problema nas ruas e calçadas, repletas de insetos mortos. Os pescadores dizem que isso é a conseqüência da ausência do predador. Os peixes se alimentam das larvas desses insetos, se não há peixe, eles invadem as casas.
Até agora, porém, as denúncias não surtiram resultado. A associação, que reúne 147 pescadores, já encaminhou ofício aos órgãos ambientais da Capital e do Estado, mas até agora nenhuma equipe técnica foi destacada para estudar os impactos da flotação na área. "A gente vendia peixe até para a Ceasa (Central de Abastecimento) de São Paulo. Foi um tombo para todos nós. Alguém precisa estudar essa água", pede Bizarrias.
Pescadores fazem bico para sobreviver
Com o sumiço dos peixes na Represa Billings, os barcos ganharam nova função, pelo menos para o experiente João de Lima, 64 anos. Em busca do dinheiro perdido com a flotação, o pescador aposta no turismo. "Agora, levo os curiosos para verem as obras do Rodoanel. Tem uma ponte sendo construída aqui perto e um monte de gente pede para ver o trabalho aos finais de semana", diz.
Ainda desajeitado no posto de ‘guia'', Lima não sabe quanto cobrar. "Tenho que calcular a quantidade de gasolina que gasto. É o jeito que encontrei para sobreviver. Sou pescador há 18 anos e ainda me lembro da época em que os peixes pulavam na balsa. Era muita abundância, diferente de hoje", conta.
Quem ainda não desistiu de tirar o sustento da represa trabalha para agregar valor à quantidade pescada. É o caso do presidente da associação local. Evaldo Bizarrias não consegue mais vender o pescado puro. Precisa cortar, embalar e congelar. "Depois que saio da água, passo o dia todo fazendo esse trabalho e ainda assim não consigo tirar o rendimento que tinha antes. Eu me viro, mas tem gente que já procura emprego de servente de construção", afirma.
Algumas peixarias da Colônia Bororé também fecharam com a queda registrada na pesca. Mas apesar das dificuldades, a comunidade acredita que o desequilíbrio notado na região possa retroceder. A Apar Billings (Associação dos Pescadores Amadores da Represa Billings) defende a execução de um projeto de repovoamento do manancial, desde que trabalhado com ações de conscientização de ‘pescadores de varinha''.
"Eles não respeitam os peixes novos, que não podem ser tirados da água antes da hora para que, assim, consigam procriar. Para repovoar o reservatório, precisamos de pesquisa e organização. O equilíbrio tem de ser trabalhado de todos os lados", completa Bizarrias.
Responsabilidade - Especialistas em recursos hídricos são unânimes em afirmar que as denúncias dos pescadores devem, ao menos, ser apuradas. O coordenador do departamento da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Ivanildo Hespanhol, acredita que os testes de flotação podem interferir no equilíbrio do meio ambiente local.
"Não sei se podemos fazer uma associação direta, mas a possibilidade deve ser levada em consideração. O processo de flotação utiliza produtos químicos muito fortes, como sulfato de cobre, que fica no lodo. Pode ser que essa matéria assimile muito oxigênio e aí o peixe vai embora", explica.
O professor do departamento de Química do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Geraldo Fontana diz que é preciso organizar um estudo de campo na área. "Os órgãos públicos devem tomar providências para saber se o problema é a flotação ou mesmo a quantidade exagerada de esgoto na água."
Governo do Estado não apresenta solução a pescadores
O governo do Estado não apresentou soluções para os problemas relatados pela associação de pescadores. A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) - responsável pela realização dos testes de flotação do Rio Pinheiros e do bombeamento para a Represa Billings - sequer respondeu aos questionamentos feitos pelo Diário. A empresa foi procurada durante três dias e nenhum técnico foi destacado para conceder entrevista.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente também não escalou equipe para visitar o local e fazer estudo detalhado da situação encontrada atualmente no braço do Bororé. A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), porém, afirmou que, até dezembro de 2007, os dados de qualidade avaliados não apresentavam alteração na água em função dos testes.
Em nota, a companhia afirmou que o processo tem tido sucesso em remover cargas orgânicas do rio, além de fósforo total, melhorando a turbidez e aumentando o oxigênio dissolvido no volume despejado na represa. As análises são válidas até janeiro deste ano. De lá pra cá, os resultados não foram revelados.
domingo, 2 de novembro de 2008
APC participa do 1º Encontro sobre Saúde e Sustentabilidade
O evento realizado na Universidade de São Caetano do Sul teve como foco o direito de se viver em cidades saudáveis e sustentáveis.
A APC agradece a Reitoria da USCS e em especial a Professora Marta Marcondes.
A APC agradece a Reitoria da USCS e em especial a Professora Marta Marcondes.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Os pássaros estão sumindo
Os pássaros estão sumindo
O poeta hoje diria assim...
Minha terra já não tem palmeiras, jamais sabiá.
Antigamente os passarinhos tinham apenas dois inimigos: o gavião e o estilingue. Por mais que o gavião exagerasse na gula, por mais que os garotos aprimorassem a pontaria no estilingue, não davam conta de acabar com os sabiás, os gaturamos, os azulões, os coleirinhos, as rolinhas.
Hoje nas cidades, até os pardais estão desaparecendo. Nos próprios bosques, rareiam os gorjeios. E na roça o mato já quase não existe: o fogo queimou, a foice ceifou, o machado tombou, a motosserra matou. Estão no fim as florestas naturais e os fazendeiros e sitiantes parecem não gostar muito de plantar árvores frutíferas. Sem árvores, os pássaros perdem o seu habitat. E se voam à procura de alimentos nas plantações, morrem intoxicados. A química é tanta... nem lagartas sobram para passarinhos comer. Dizem: a minhoca não existe mais como antes. Nem aqueles bichinhos que as juritis catavam no chão.
Dessa forma a primavera fica mais triste. O verde teima em voltar, porem, cada vez mais tímido. As flores ainda se abrem, todavia com medo de serem agredidas pelo chamado progresso. As próprias andorinhas que enfeitavam as praças sentem-se intrusas. Elas e os pombos vão passando a ser visto como algo que incomoda. Na cidade e nos campos a primavera não tem o viço de outrora.
A gente chega a ficar com pena das crianças que estão chegando agora a este mundo.Vão encontrar um cenário sem graça. Um mundo feito de asfalto, fumaça e gigantescos edifícios. Com poucas flores, poucas cores e ausente a poesia... e passarinho em gaiola que nasceu para voar, cantar solto, curtir a liberdade plena.
Até os pardais estão sumindo. Encharcados de gás carbônico, deixam as cidades, eles que, embora feios e sem o dom do canto, ainda animavam um pouco o burburinho das ruas.
Gonçalves Dias haveria de ficar decepcionado se descobrisse que na sua terra as palmeiras estão morrendo e os sabiás estão silenciando. E as borboletas azuis do Casimiro de Abreu? Será que ainda existem borboletas? E ainda mais... azuis? Nem o céu é mais azul: ficou cinzento, poluído, triste.
Sem árvores, sem pássaros, sem borboletas, a vida é aborrecida, a primavera perde muito do seu charme. Como dizia o bom Drummond: os corações estão secos.
Há alguns anos um caçador chegara feliz em casa: matara um nhambu na capoeira do sítio dele. era o último nhambu da última capoeira. E ele estava feliz...
Mas ainda é tempo de salvar este planeta. Pelo menos para as crianças que estão chegando agora ao mundo saibam o que é uma árvore, o que é uma flor, o que é uma borboleta, o que é um passarinho.
O poeta hoje diria assim...
Minha terra já não tem palmeiras, jamais sabiá.
Antigamente os passarinhos tinham apenas dois inimigos: o gavião e o estilingue. Por mais que o gavião exagerasse na gula, por mais que os garotos aprimorassem a pontaria no estilingue, não davam conta de acabar com os sabiás, os gaturamos, os azulões, os coleirinhos, as rolinhas.
Hoje nas cidades, até os pardais estão desaparecendo. Nos próprios bosques, rareiam os gorjeios. E na roça o mato já quase não existe: o fogo queimou, a foice ceifou, o machado tombou, a motosserra matou. Estão no fim as florestas naturais e os fazendeiros e sitiantes parecem não gostar muito de plantar árvores frutíferas. Sem árvores, os pássaros perdem o seu habitat. E se voam à procura de alimentos nas plantações, morrem intoxicados. A química é tanta... nem lagartas sobram para passarinhos comer. Dizem: a minhoca não existe mais como antes. Nem aqueles bichinhos que as juritis catavam no chão.
Dessa forma a primavera fica mais triste. O verde teima em voltar, porem, cada vez mais tímido. As flores ainda se abrem, todavia com medo de serem agredidas pelo chamado progresso. As próprias andorinhas que enfeitavam as praças sentem-se intrusas. Elas e os pombos vão passando a ser visto como algo que incomoda. Na cidade e nos campos a primavera não tem o viço de outrora.
A gente chega a ficar com pena das crianças que estão chegando agora a este mundo.Vão encontrar um cenário sem graça. Um mundo feito de asfalto, fumaça e gigantescos edifícios. Com poucas flores, poucas cores e ausente a poesia... e passarinho em gaiola que nasceu para voar, cantar solto, curtir a liberdade plena.
Até os pardais estão sumindo. Encharcados de gás carbônico, deixam as cidades, eles que, embora feios e sem o dom do canto, ainda animavam um pouco o burburinho das ruas.
Gonçalves Dias haveria de ficar decepcionado se descobrisse que na sua terra as palmeiras estão morrendo e os sabiás estão silenciando. E as borboletas azuis do Casimiro de Abreu? Será que ainda existem borboletas? E ainda mais... azuis? Nem o céu é mais azul: ficou cinzento, poluído, triste.
Sem árvores, sem pássaros, sem borboletas, a vida é aborrecida, a primavera perde muito do seu charme. Como dizia o bom Drummond: os corações estão secos.
Há alguns anos um caçador chegara feliz em casa: matara um nhambu na capoeira do sítio dele. era o último nhambu da última capoeira. E ele estava feliz...
Mas ainda é tempo de salvar este planeta. Pelo menos para as crianças que estão chegando agora ao mundo saibam o que é uma árvore, o que é uma flor, o que é uma borboleta, o que é um passarinho.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
UMA RIQUEZA QUE SE VAI
Mesmo em áreas verdes encontramos cada vez menos espécies nativas.
Embora a ciência ainda esteja descobrindo a enorme importância de se preservar espécies de plantas ameaçadas de extinção, não temos tido muito sucesso em conter a gradativa perda de biodiverdidade vegetal.
A Mata Atlântica, é um exemplo dramático desta situação. Calcula-se que muitas espécies foram extintas sem sequer terem sido catalogadas. E quando ocorre perda de espécies vegetais, o fato também sugere algum impacto na fauna. Em outras palavras, quando perdemos para sempre uma espécie vegetal, possivelmente ocorrerá perda de outra(s) espécie(s) da fauna. Isto sem contar a perda tecnológica, visto que as plantas são matéria-prima para a farmacologia.
Os números impressionantes da destruição da Mata Atlântica demonstram por fim a deficiência em políticas de conservação ambiental no país e a precariedade do sistema de fiscalização dos órgãos públicos.
Por: Marco Pozzana
Foto:APC
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Associação defende preservação do Parque Central
Escrito por Anderson Amaral - Diário Regional
quinta-feira, 16 de out de 2008 11:55
Para a Associação de Amigos do Parque Central, formada por moradores que residem no entorno do local, em Santo André, o motivo que levou a prefeitura a optar pela construção da pista de skate no Parque da Juventude foram as duas derrotas judiciais dque teve no embate travado no Ministério Público (MP).
Segundo um os integrantes da associação, José Carlos Vieira, algumas reuniões foram realizadas ao longo do ano passado entre a entidade e técnicos do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depav), mas que não se chegou a um acordo. “Não deram espaço para que argumentássemos e nos acusaram de preconceito contra o esporte”, disse.
Vieira afirmou que no local onde a prefeitura tem a intenção de realizar a obra existe uma nascente e, portanto, se enquadraria na lei de preservação ambiental. “Além de nascentes, existem espécies de aves que fazem ninhos em árvores do parque, que é uma Zona Especial de Interesse Ambiental e, portanto as ações devem ser discutidas com a população”, apontou.
quinta-feira, 16 de out de 2008 11:55
Para a Associação de Amigos do Parque Central, formada por moradores que residem no entorno do local, em Santo André, o motivo que levou a prefeitura a optar pela construção da pista de skate no Parque da Juventude foram as duas derrotas judiciais dque teve no embate travado no Ministério Público (MP).
Segundo um os integrantes da associação, José Carlos Vieira, algumas reuniões foram realizadas ao longo do ano passado entre a entidade e técnicos do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depav), mas que não se chegou a um acordo. “Não deram espaço para que argumentássemos e nos acusaram de preconceito contra o esporte”, disse.
Vieira afirmou que no local onde a prefeitura tem a intenção de realizar a obra existe uma nascente e, portanto, se enquadraria na lei de preservação ambiental. “Além de nascentes, existem espécies de aves que fazem ninhos em árvores do parque, que é uma Zona Especial de Interesse Ambiental e, portanto as ações devem ser discutidas com a população”, apontou.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Enquanto nossas florestas são destruídas, na Europa...
Matas européias crescem 360 milhões de m³ ao ano
22/10/2008
A Europa aproveita só dois terços do aumento, segundo a FAO. De acordo com o diretor da agência, quase 45% do continente está coberto por florestas.
Samantha Barthelemy
Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirma que as matas européias crescem em média 360 milhões de metros cúbicos por ano, mas apenas dois terços desse crescimento é explorado.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou, nesta sexta-feira, que vai sediar a primeira Semana Européia da Floresta.
O evento, que será realizado na próxima semana, em Roma, reunirá representantes de 46 países e terá como foco a importância das florestas no combate às mudanças climáticas.
Cooperação
De acordo com o diretor-geral assistente da agência, Jan Heino, quase 45% do continente europeu são cobertos por florestas. E a cooperação nos setores relacionados é essencial para aproveitar os recursos florestais oferecidos em abundância.
A FAO afirmou que o evento contribuirá também na identificação de soluções para algumas das questões mais importantes sobre florestas, como mudanças climáticas, energia e água.
Apresentação*: Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.
22/10/2008
A Europa aproveita só dois terços do aumento, segundo a FAO. De acordo com o diretor da agência, quase 45% do continente está coberto por florestas.
Samantha Barthelemy
Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirma que as matas européias crescem em média 360 milhões de metros cúbicos por ano, mas apenas dois terços desse crescimento é explorado.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou, nesta sexta-feira, que vai sediar a primeira Semana Européia da Floresta.
O evento, que será realizado na próxima semana, em Roma, reunirá representantes de 46 países e terá como foco a importância das florestas no combate às mudanças climáticas.
Cooperação
De acordo com o diretor-geral assistente da agência, Jan Heino, quase 45% do continente europeu são cobertos por florestas. E a cooperação nos setores relacionados é essencial para aproveitar os recursos florestais oferecidos em abundância.
A FAO afirmou que o evento contribuirá também na identificação de soluções para algumas das questões mais importantes sobre florestas, como mudanças climáticas, energia e água.
Apresentação*: Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
PRECISAMOS DE MAIS ÁRVORES NAS CIDADES

Deveríamos aproveitar melhor o espaço urbano.
Está provado. Quanto mais árvores em sua cidade, melhor a qualidade de vida para a população, para os animais e para a saúde do planeta.
É lamentável ver canteiros abandonados onde deveriam estar árvores ou outras plantas. As árvores nas cidades amenizam os efeitos do calor e absorvem parte da poluição do ar. Estas plantas não só ajudam a eliminar o indesejável gás carbônico, como diminuem outras impurezas do ar que respiramos. A sujeira do ar vai se acumulando nas folhas até que venha a chuva para limpar e levar para o mar estes detritos. Além disso, é sabido que um ambiente com mais árvores ajuda a aliviar o estresse da vida urbana.
Como muitas espécies de aves e outros animais dependem das árvores, temos que procurar plantar espécies nativas pois estas evoluiram junto com a fauna local.
Podemos concluir que as árvores brasileiras são capazes de fornecer as condições ideais para a vida de nossa fauna.
postado por Marco Pozzana - Foto: Marco Pozzana
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Pensamento
Quem planta flores, planta beleza e perfumes para alguns dias. Quem planta árvores, planta sombra e frutos por anos, talvez séculos.
Mas quem planta idéias verdadeiras, planta para a eternidade.
Jesus
Mas quem planta idéias verdadeiras, planta para a eternidade.
Jesus
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Saúde e Sustentabilidade

A Associação dos Amigos do Parque Central foi convidada pela Diretoria da USCS de São Caetano do Sul para participar deste importante evento, representando a cidade de Santo André.
A nossa participação será no Sábado dia 25/10/2008 as 10:30h
Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS
R.Santo Antonio nº50 Centro São Caetano do Sul S.P
I ENCONTRO SOBRE SAÚDE E MEIO AMBIENTE:
O DIREITO ÀS CIDADES SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS
LANÇAMENTO DA AGENDA 21 DE SÃO CAETANO DO SUL
O Século XXI acena para uma série de mudanças relacionadas aos hábitos que há tanto tempo provocaram os problemas ambientais existentes. A proposta do I Encontro sobre Saúde e Meio Ambiente é trazer para a população da Região do Grande ABC, a discussão sobre as formas como a comunidade pode contribuir com essas mudanças, dentro dos princípios da Agenda 21.
Programa
Dia 23 de Outubro – quinta-feira
Horário: 19H –
Apresentação do Grupo de Dança de Salão DANCE NUTRI – alunas do curso de Nutrição da Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Abertura Oficial do Evento
Apresentação do Hino Nacional em GUARANI - CACIQUE TUKUMBÓ DYEGUAKA-ROBSON MIGUEL
· PROJETO OBSERVANDO O TIETÊ - SOS MATA ATLÂNTICA
· Gustavo Veronesi – Geógrafo – Educação Ambiental
· GRUPO BIGUÁ DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS
· SUB-COMITÊ DE BACIAS HIDROGRÁFICAS BILINGS-TAMANDUATEÍ
Márcia Nascimento – Secretária Executiva - Secretaria de Estado
do Meio Ambiente – São Paulo
· ELO ARTICULADOR/FACILITADOR DA AGENDA 21 DO GRANDE ABC
· Sandro Nicodemo - Instituto iBiosfera
· Representante da DIRETORIA DO MEIO AMBIENTE DE SÃO CAETANO DO SUL
· Representante da DIRETORIA DA SAÚDE DE SÃO CAETANO DO SUL
· REITORIA DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL - USCS
· DIRETORA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL- USCS
· EME “ALCINA DANTAS FEIJÃO” - Profa.Maria Teresinha Dario Fiorotti – Diretora
24/10/2008 – Sexta-feira
19h - Mesa Redonda:
Temática: Recursos ambientais ÁGUA, AR E SOLO e os prejuízos de poluentes a interface com a saúde da população das cidades
Palestrantes:
Renato A. Tagnin. Professor e pesquisador do Centro Universitário Senac e consultor em gestão de recursos hidricos e planejamento ambiental.
John Emílio Garcia Tatton. Biólogo – Coordenador de Educação e Desenvolvimento Ambiental Superintendência de Gestão Ambiental – SABESP
Heleni de Paiva – Ambientalista - Ribeirão Pires
21h - Mesa Redonda: Resíduos Sólidos
Temática: Políticas Públicas de Resíduos Sólidos, a busca da solução para as cidades
Mediador: Antonio Siqueira - Coordenador dos cursos de Gestão do Centro Universitário Assunção – UNIFAI
Os palestrantes serão integrantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado (Aterro Sanitário Lara), para que os três segmentos da sociedade sejam contemplados na discussão.
25/10/2008 – Sábado
Sociedade Civil Organizada e a sua atuação para a busca da melhoria da qualidade de vida nas cidades
09H – Palestra
As ONGs no Brasil e em São Paulo – Sua atuação na saúde e Ambiente
Palestrante: Cesar Pegoraro
Programa Mananciais
Instituto Socioambiental - ISA
Mesa Redonda: 10h30
Temática:
A atuação das ONGs nas áreas de Água, Solo, Ar e Resíduos Sólidos X Saúde
Breve apresentação das atividades das ONGs da região do Grande ABC.
Cada município terá o seu representante da sociedade civil organizada.
12H – Almoço
14H - Mesa Redonda
Direito dos animais
15H30 - Mesa Redonda
Direito Ambiental
Domingo: 26 de outubro de 2008
Lançamento Oficial da Agenda 21 de São Caetano do Sul
Programação Espaço Verde Chico Mendes
09h00min – Apresentação e divulgação da Agenda 21 do ABC/Lançamento
da Agenda 21 de São Caetano do Sul
09h40min - Realização da Ciranda 21
10h00min - Show com a Banda Mr. Flack
10h30min - Sorteios de Brindes ao público participante (*)
Atividades Simultaneamente:
* Oficina Ecológica (Instituto Homem & Natureza - IH&N)
* Plantio de 21 árvores no Espaço Verde Chico Mendes/
* Atividade Infanto-juvenil de Pintura com temas Ecológicos – com brindes aos melhores trabalhos/* Entrega de Gibis com temas ambientais e folder da Agenda 21 ao público do Espaço Verde Chico Mendes
Participem!!!
LANÇAMENTO DA AGENDA 21 DE SÃO CAETANO DO SUL
O Século XXI acena para uma série de mudanças relacionadas aos hábitos que há tanto tempo provocaram os problemas ambientais existentes. A proposta do I Encontro sobre Saúde e Meio Ambiente é trazer para a população da Região do Grande ABC, a discussão sobre as formas como a comunidade pode contribuir com essas mudanças, dentro dos princípios da Agenda 21.
Programa
Dia 23 de Outubro – quinta-feira
Horário: 19H –
Apresentação do Grupo de Dança de Salão DANCE NUTRI – alunas do curso de Nutrição da Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Abertura Oficial do Evento
Apresentação do Hino Nacional em GUARANI - CACIQUE TUKUMBÓ DYEGUAKA-ROBSON MIGUEL
· PROJETO OBSERVANDO O TIETÊ - SOS MATA ATLÂNTICA
· Gustavo Veronesi – Geógrafo – Educação Ambiental
· GRUPO BIGUÁ DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS
· SUB-COMITÊ DE BACIAS HIDROGRÁFICAS BILINGS-TAMANDUATEÍ
Márcia Nascimento – Secretária Executiva - Secretaria de Estado
do Meio Ambiente – São Paulo
· ELO ARTICULADOR/FACILITADOR DA AGENDA 21 DO GRANDE ABC
· Sandro Nicodemo - Instituto iBiosfera
· Representante da DIRETORIA DO MEIO AMBIENTE DE SÃO CAETANO DO SUL
· Representante da DIRETORIA DA SAÚDE DE SÃO CAETANO DO SUL
· REITORIA DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL - USCS
· DIRETORA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL- USCS
· EME “ALCINA DANTAS FEIJÃO” - Profa.Maria Teresinha Dario Fiorotti – Diretora
24/10/2008 – Sexta-feira
19h - Mesa Redonda:
Temática: Recursos ambientais ÁGUA, AR E SOLO e os prejuízos de poluentes a interface com a saúde da população das cidades
Palestrantes:
Renato A. Tagnin. Professor e pesquisador do Centro Universitário Senac e consultor em gestão de recursos hidricos e planejamento ambiental.
John Emílio Garcia Tatton. Biólogo – Coordenador de Educação e Desenvolvimento Ambiental Superintendência de Gestão Ambiental – SABESP
Heleni de Paiva – Ambientalista - Ribeirão Pires
21h - Mesa Redonda: Resíduos Sólidos
Temática: Políticas Públicas de Resíduos Sólidos, a busca da solução para as cidades
Mediador: Antonio Siqueira - Coordenador dos cursos de Gestão do Centro Universitário Assunção – UNIFAI
Os palestrantes serão integrantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado (Aterro Sanitário Lara), para que os três segmentos da sociedade sejam contemplados na discussão.
25/10/2008 – Sábado
Sociedade Civil Organizada e a sua atuação para a busca da melhoria da qualidade de vida nas cidades
09H – Palestra
As ONGs no Brasil e em São Paulo – Sua atuação na saúde e Ambiente
Palestrante: Cesar Pegoraro
Programa Mananciais
Instituto Socioambiental - ISA
Mesa Redonda: 10h30
Temática:
A atuação das ONGs nas áreas de Água, Solo, Ar e Resíduos Sólidos X Saúde
Breve apresentação das atividades das ONGs da região do Grande ABC.
Cada município terá o seu representante da sociedade civil organizada.
12H – Almoço
14H - Mesa Redonda
Direito dos animais
15H30 - Mesa Redonda
Direito Ambiental
Domingo: 26 de outubro de 2008
Lançamento Oficial da Agenda 21 de São Caetano do Sul
Programação Espaço Verde Chico Mendes
09h00min – Apresentação e divulgação da Agenda 21 do ABC/Lançamento
da Agenda 21 de São Caetano do Sul
09h40min - Realização da Ciranda 21
10h00min - Show com a Banda Mr. Flack
10h30min - Sorteios de Brindes ao público participante (*)
Atividades Simultaneamente:
* Oficina Ecológica (Instituto Homem & Natureza - IH&N)
* Plantio de 21 árvores no Espaço Verde Chico Mendes/
* Atividade Infanto-juvenil de Pintura com temas Ecológicos – com brindes aos melhores trabalhos/* Entrega de Gibis com temas ambientais e folder da Agenda 21 ao público do Espaço Verde Chico Mendes
Participem!!!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Estão Matando as Áreas Verdes nas Cidades

por Luiz Fernando do Valle
Em um post anterior mencionei que as cidades são organismos vivos, que sofrem de doenças, algumas crônicas, e que esse mal pode levar até a sua morte. Uma das doenças mais graves de uma cidade é a falta de áreas verdes para os seus cidadãos.
Sem áreas verdes vários problemas podem ocorrer nas cidades, como: maior probabilidade de stress para os seus moradores; aumento da violência, principalmente entre os jovens; falta de oxigenação para o ar contaminado pelo excesso de CO2 proveniente da queima de combustível fóssil; falta de condições para o desenvolvimento de espécies de animais essenciais para o equilíbrio do meio ambiente; ocorrência de temperaturas mais quentes por excesso de áreas impermeabilizadas; mudanças nos períodos e nas intensidades das chuvas; enchentes por falta de cobertura vegetal que absorva a água, entre outras tantas distorções que causam perda na qualidade de vida dos seus moradores.
O desmatamento nas periferias das cidades tem aumentado muito nos últimos anos, a ponto de reduzir drasticamente a média recomendada pela ONU, que é de doze metros quadrados por habitante, para até um terço desse índice, e em alguns casos até menos, como em alguns bairros de São Paulo.
Na capital paulista esse desmatamento influiu diretamente no seu clima. Comparações feitas por imagens de satélite comprovaram haver diferenças de até dez graus entre uma região e outra, o que causa a inversão térmica.
Por causa dela tem ocorrido o que os pesquisadores chamam de “calor antropogênico“, que é extremamente prejudicial aos habitantes. Nessas ocasiões um bairro da zona leste pode ter até dez graus a mais que na serra da Cantareira, enquanto o Morumbi (zona sudoeste) chega a ter diferenças de três graus, se comparado à mesma serra.
Mas não é só a falta de áreas verdes que causa esse desequilíbrio no clima. A verticalização radical, sem estudo e compensações adequadas, muda a ventilação da cidade. Os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, são bons exemplos de ocupação irracional, onde não houve preocupação com o estudo das brisas marítimas, obrigando os seus moradores a viverem num clima senegalês e usarem em excesso o ar-condicionado.
Outro fator percebido nas grandes cidades é que os bairros de maior renda têm menor perda da vegetação.
Os moradores de bairros como Morumbi, Pacaembu e Alto de Pinheiros, na zona sudoeste de São Paulo, são uma população de maior poder aquisitivo. Preservaram suas áreas verdes mesmo sendo alvo do crescimento do mercado imobiliário. Possivelmente por terem maior consciência de sua importância.
Os maiores índices de desmatamento na capital paulista foram encontrados nos distritos do Grajaú, Parelheiros e Jardim Ângela, na zona sul; Tremembé e Perus, na zona norte; e Cidade Tiradentes, Iguatemi e São Rafael, na zona leste. Todas essas regiões têm dois pontos em comum em relação a esse tema: grande número de loteamentos clandestinos e ocupação por população de baixa renda.
Essas situações enfrentadas pelas cidades maiores também ocorrem em cidades médias, causando a mesma síndrome de fadiga e cansaço para os seus moradores. O que se observa por essas experiências é que os administradores municipais desconhecem a gravidade do problema e nada fazem para entendê-lo e mudá-lo.
Todos nos assustamos com o desmatamento da floresta Amazônica, porém, um crime tão grave ocorre no bairro vizinho à nossa moradia e parece que ninguém percebe, e se percebe nada faz.
Deveríamos cobrar mais dos prefeitos para que impeçam que o pouco que sobrou no cinturão do entorno das cidades não seja eliminado por interesses políticos eleitoreiros.
As pessoas que lá moram padecem de total falta de qualidade de vida por vários fatores já conhecidos, mas preservar áreas verdes ainda existentes, ou incentivar a plantar árvores nessas regiões, seria uma maneira de resgatar um mínimo de dignidade para os seus moradores.
Não haverá cidades sustentáveis sem corrigirmos essa distorção, que tem muito a ver com a falta de educação e instrução dos seus moradores e interesse de seus governantes.
ALERTA: ÁRVORES EM PERIGO

Árvores ameaçadas de extinção saltam 4 vezes desde 92 no Brasil. Foto: Mario Moscatelli
O desmatamento, as queimadas e a favelização foram os principais motivos para o aumento de quatro vezes na quantidade de espécies de árvores ameaçadas de extinção no Brasil nos últimos 16 anos, a maior parte na Mata Atlântica, informou o Ministério do Meio Ambiente.
Ao menos 472 espécies correm o risco de desaparecer dos biomas brasileiros nos próximos anos, sendo 276 delas encontradas principalmente na área que restou da Mata Atlântica, de acordo com a nova lista de espécies da flora nacional ameaçadas. A lista oficial anterior de árvores ameaçadas datava de 1992, com 108 espécies. Outras 1.079 espécies nacionais ainda podem estar ameaçadas de extinção, porém não foram incluídas por enquanto na lista devido à falta de informação suficiente. Assim como já é feito sobre a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga e o Pampa também passarão a ser monitorados via satélite, o que permitirá um cenário mais amplo do desmatamento no país.
O Sudeste brasileiro, onde fica maior parte dos 8,5 por cento que sobraram da Mata Atlântica, é a região com o maior número de espécies ameaçadas, com 348, seguido por Nordeste (168) e Sul (84). Fonte: UOL Notícias
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Será que um dia a gente também chega lá!
Londrina multa imóveis sem árvore na calçada
Quem desrespeitar a lei pode ter de pagar até R$ 1.400.
No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Paranaense
Londrina aposta em medida ecologicamente correta
A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de Londrina (PR) começou a aplicar multas a quem não planta árvores nas calçadas. De acordo com uma lei da cidade, todo imóvel deve ter uma árvore plantada na calçada.
No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes, 15% deles não fizeram o plantio e, agora, estão sendo multados.
A blitz começou pelo Centro da cidade. As multas podem chegar a R$ 1.400. A medida é considerada ecologicamente correta pela Sema. "As árvores funcionam como ar-condicionado natural, diminuindo o calor. Também funcionam retendo a poeira e diminuindo os ruídos", afirma Gerson da Silva, secretário do Ambiente.
Quem desrespeitar a lei pode ter de pagar até R$ 1.400.
No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Paranaense
Londrina aposta em medida ecologicamente correta
A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de Londrina (PR) começou a aplicar multas a quem não planta árvores nas calçadas. De acordo com uma lei da cidade, todo imóvel deve ter uma árvore plantada na calçada.
No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes, 15% deles não fizeram o plantio e, agora, estão sendo multados.
A blitz começou pelo Centro da cidade. As multas podem chegar a R$ 1.400. A medida é considerada ecologicamente correta pela Sema. "As árvores funcionam como ar-condicionado natural, diminuindo o calor. Também funcionam retendo a poeira e diminuindo os ruídos", afirma Gerson da Silva, secretário do Ambiente.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Especialistas alertam para necessidade de evitar extinção das espécies
Resta pouco tempo para deter o processo de extinção de muitas espécies animais e vegetais, advertiram neste domingo em Barcelona especialistas da União Internacional para a Conservação da Naturaleza (UICN), na abertura de seu quarto congresso.
"Há urgência" para enfrentar as ameaças terríveis da mudança climática e da degradação dos ecossistemas", disse Valli Moosa, presidente da UICN e ex-ministro do Meio Ambiente da África do Sul.
"O que sabíamos há muito tempo se transformou em algo aceito por todos".
"Podemos corrigir o curso das coisas, a transição para o desenvolvimento sustentável exige uma descarbonização de nossa economia", acrescentou, em referência às emissões de dióxido de carbono da combustão de energias fósseis.
Moosa pediu às empresas para que integrem a proteção ao meio ambiente em sua gestão.
A UICN publicará na segunda-feira uma aguardada "lista vermelha" das espécies em risco de extinção, que deve confirmar a gravidade da crise atual.
A relação, publicada todos os anos e considerada a avaliação mais confiável do estado das espécies no planeta, aumenta perigosamente.
Em 2007, quase 200 novas espécies entraram na lista de 16.306 espécies ameaçadas de extinção. A UICN vigia a evolução de 41.415 espécies.
Em termos gerais, um mamífero em cada quatro, uma ave em cada oito, um terço dos anfíbios e 70% das plantas estão em perigo.
A erosão da biodiversidade é provocada pela combinação do crescimento urbano, da poluição, da mudança climática, dos conflitos armados e da exploração em excesso dos recursos.
A UICN quer aproveitar o congresso, organizado a cada quatro anos, para sensibilizar os políticos e a opinião pública sobre questões do meio ambiente.
Somente a reunião mundial sobre o desenvolvimento sustentável de Johanesburgo em 2002havia reunido mais participantes.
A UICN, uma organização atípica criada em 5 de outubro de 1948 na França e que tem sede na Suíça, reúne mais de 1.000 membros - representantes de 80 governos e de 800 ONGs - es 10.000 cientistas voluntários.
"Há urgência" para enfrentar as ameaças terríveis da mudança climática e da degradação dos ecossistemas", disse Valli Moosa, presidente da UICN e ex-ministro do Meio Ambiente da África do Sul.
"O que sabíamos há muito tempo se transformou em algo aceito por todos".
"Podemos corrigir o curso das coisas, a transição para o desenvolvimento sustentável exige uma descarbonização de nossa economia", acrescentou, em referência às emissões de dióxido de carbono da combustão de energias fósseis.
Moosa pediu às empresas para que integrem a proteção ao meio ambiente em sua gestão.
A UICN publicará na segunda-feira uma aguardada "lista vermelha" das espécies em risco de extinção, que deve confirmar a gravidade da crise atual.
A relação, publicada todos os anos e considerada a avaliação mais confiável do estado das espécies no planeta, aumenta perigosamente.
Em 2007, quase 200 novas espécies entraram na lista de 16.306 espécies ameaçadas de extinção. A UICN vigia a evolução de 41.415 espécies.
Em termos gerais, um mamífero em cada quatro, uma ave em cada oito, um terço dos anfíbios e 70% das plantas estão em perigo.
A erosão da biodiversidade é provocada pela combinação do crescimento urbano, da poluição, da mudança climática, dos conflitos armados e da exploração em excesso dos recursos.
A UICN quer aproveitar o congresso, organizado a cada quatro anos, para sensibilizar os políticos e a opinião pública sobre questões do meio ambiente.
Somente a reunião mundial sobre o desenvolvimento sustentável de Johanesburgo em 2002havia reunido mais participantes.
A UICN, uma organização atípica criada em 5 de outubro de 1948 na França e que tem sede na Suíça, reúne mais de 1.000 membros - representantes de 80 governos e de 800 ONGs - es 10.000 cientistas voluntários.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Chácara Baronesa
Área de Proteção Ambiental (APA), tombada pelo Condephaat, uma das últimas de floresta no perímetro urbano de Santo André, pertecente ao Estado de SP, pode perder parte da área para habitação.
Segue abaixo fotos da Chácara Baronesa.
Segue abaixo fotos da Chácara Baronesa.
Paraíso
José Paulo Paes
Se esta rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar,
não para automóvel matar gente
mas para criança brincar.
Se esta mata fosse minha,
eu não deixava derrubar.
Se cortarem todas as árvores
onde os pássaros vão morar?
Se este rio fosse meu
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.
Se este mundo fosse meu,
eu fazia tantas mudanças
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.
[Paes, José Paulo - "Poemas para Brincar" - São Paulo, Ática, 1991 - 4a. edição.]
Se esta rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar,
não para automóvel matar gente
mas para criança brincar.
Se esta mata fosse minha,
eu não deixava derrubar.
Se cortarem todas as árvores
onde os pássaros vão morar?
Se este rio fosse meu
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.
Se este mundo fosse meu,
eu fazia tantas mudanças
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.
[Paes, José Paulo - "Poemas para Brincar" - São Paulo, Ática, 1991 - 4a. edição.]
Pensamento
"As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insetos e são rasgadas pelos grandes."
( Sólon )
( Sólon )
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Carta dos Princípios de Proteção à Vida
Nós, os Protetores da Vida, crianças e jovens estudantes, representando todos os estados brasileiros e o Distrito Federal, reunidos em Brasília, no período de 9 a12 de outubro de 1999, refletimos sobre o Ambiente e a Vida, observamos que o Brasil tem riquezas e problemas e entendemos que a cidadania também representa um compromisso com a vida.
Para falar da vida entramos no mundo da arte, pois a arte é uma maneira de expressar o que a gente sente. Através da palavra, da música, do teatro e das artes plásticas afirmamos os seguintes Princípios de Proteção à Vida:
Princípio Primeiro– A vida depende do ambiente e o ambiente depende da gente. Vamos todos juntos nos mobilizar para o ambiente preservar.
Princípio Segundo – O meio ambiente não nos pede nada, pelo contrário, nos dá tudo. Cuidar dele, sem se preocupar em receber algo em troca, é uma necessidade vital.
Princípio Terceiro – A natureza é vida. Precisamos amar e respeitar tudo que faz a vida existir, tendo consciência da nossa responsabilidade perante a vida. Planejar nossas atitudes e ações para que não prejudiquem a vida.
Princípio Quarto – Respeitar as diferenças entre todas as formas de vida e entender que são únicas.
Princípio Quinto – Todos temos direito à vida, não importa a raça ou a cultura. A diversidade cultural é bonita. Todos os tipos de discriminação devem acabar.
Princípio Sexto – O Brasil tem muitos problemas mas possui riquezas que precisamos preservar. Não poluir, não desmatar, não devastar, não destruir a natureza.
Princípio Sétimo – A qualidade do ar e da água é essencial para sobrevivermos. Nós, Protetores da Vida, queremos ar puro. Queremos que o governo construa estações de tratamento de esgoto em todos os estados.
Princípio Oitavo – Usar melhor a tecnologia. Nós temos que associar a tecnologia à limpeza do meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é a melhor forma de proteger a Terra.
Princípio Nono – Devemos reciclar o lixo e evitar o desperdício. A reciclagem diminui o lixo e faz surgir novas invenções.
Princípio Décimo – A educação é o caminho para uma vida melhor. Precisamos de informações sobre a importância da natureza e da vida no planeta. Cada professor deve falar de educação ambiental em suas aulas. A educação ambiental é a nova escola da vida.
Princípio Décimo primeiro – Cidadania é quando falamos de direitos básicos: moradia, emprego, saúde, educação e opinião. Compor as decisões com a participação de todos. Cidadania é viver em harmonia, alegria, promover o bem-estar de todos e preservar o meio ambiente. Queremos salários mais justos, reforma agrária, respeito aos direitos dos mais pobres, o fim da fome, da miséria, da violência, do desemprego, da corrupção e do desvio de verbas públicas.
Princípio Décimo segundo – Não basta só falar, tem que fazer. Através das pequenas ações nos tornamos cidadãos.
Princípio Décimo terceiro – Solidariedade, respeito, amor, união, alegria são valores que devemos respeitar.
Princípio Décimo quarto – O Governo Federal tem que fazer valer o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Princípio Décimo quinto – Para conservarmos o meio ambiente precisamos da conscientização de todos. Nós, Protetores da Vida, repassaremos a idéia aos que não tiveram a oportunidade de estar no Encontro. Podemos promover debates, passeatas, propagandas, reuniões, cartilhas e outras formas de sensibilização.
As guerras não estão com nada! Paz para todos os seres. Seja um Protetor da Vida.
Brasília, 12 de outubro de 1999
Para falar da vida entramos no mundo da arte, pois a arte é uma maneira de expressar o que a gente sente. Através da palavra, da música, do teatro e das artes plásticas afirmamos os seguintes Princípios de Proteção à Vida:
Princípio Primeiro– A vida depende do ambiente e o ambiente depende da gente. Vamos todos juntos nos mobilizar para o ambiente preservar.
Princípio Segundo – O meio ambiente não nos pede nada, pelo contrário, nos dá tudo. Cuidar dele, sem se preocupar em receber algo em troca, é uma necessidade vital.
Princípio Terceiro – A natureza é vida. Precisamos amar e respeitar tudo que faz a vida existir, tendo consciência da nossa responsabilidade perante a vida. Planejar nossas atitudes e ações para que não prejudiquem a vida.
Princípio Quarto – Respeitar as diferenças entre todas as formas de vida e entender que são únicas.
Princípio Quinto – Todos temos direito à vida, não importa a raça ou a cultura. A diversidade cultural é bonita. Todos os tipos de discriminação devem acabar.
Princípio Sexto – O Brasil tem muitos problemas mas possui riquezas que precisamos preservar. Não poluir, não desmatar, não devastar, não destruir a natureza.
Princípio Sétimo – A qualidade do ar e da água é essencial para sobrevivermos. Nós, Protetores da Vida, queremos ar puro. Queremos que o governo construa estações de tratamento de esgoto em todos os estados.
Princípio Oitavo – Usar melhor a tecnologia. Nós temos que associar a tecnologia à limpeza do meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é a melhor forma de proteger a Terra.
Princípio Nono – Devemos reciclar o lixo e evitar o desperdício. A reciclagem diminui o lixo e faz surgir novas invenções.
Princípio Décimo – A educação é o caminho para uma vida melhor. Precisamos de informações sobre a importância da natureza e da vida no planeta. Cada professor deve falar de educação ambiental em suas aulas. A educação ambiental é a nova escola da vida.
Princípio Décimo primeiro – Cidadania é quando falamos de direitos básicos: moradia, emprego, saúde, educação e opinião. Compor as decisões com a participação de todos. Cidadania é viver em harmonia, alegria, promover o bem-estar de todos e preservar o meio ambiente. Queremos salários mais justos, reforma agrária, respeito aos direitos dos mais pobres, o fim da fome, da miséria, da violência, do desemprego, da corrupção e do desvio de verbas públicas.
Princípio Décimo segundo – Não basta só falar, tem que fazer. Através das pequenas ações nos tornamos cidadãos.
Princípio Décimo terceiro – Solidariedade, respeito, amor, união, alegria são valores que devemos respeitar.
Princípio Décimo quarto – O Governo Federal tem que fazer valer o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Princípio Décimo quinto – Para conservarmos o meio ambiente precisamos da conscientização de todos. Nós, Protetores da Vida, repassaremos a idéia aos que não tiveram a oportunidade de estar no Encontro. Podemos promover debates, passeatas, propagandas, reuniões, cartilhas e outras formas de sensibilização.
As guerras não estão com nada! Paz para todos os seres. Seja um Protetor da Vida.
Brasília, 12 de outubro de 1999
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Praça Pompéia perde parte de sua área para estacionamento
sábado, 27 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Dia da Árvore
Nem todos sabem entender o significado que existe numa árvore. Ela é um ser vivo como nós, e portanto nasce, cresce e morre, luta para sobreviver, pois tem apego à vida. Não nos prejudica, o que seria suficiente para respeitá-la. Mas tem outros valores. Protege a terra com sua sombra e suas raízes; evapora água, participando do ciclo hidrológico e mantendo o ar úmido; produz oxigênio, necessário a todos os seres vivos animais. Há as que fornecem frutos valiosos para a nossa alimentação, além de produtos medicinais ou industriais.
Devemos respeitar a árvore, não só pelo que é em si mesma, mas por ser necessária à nossa própria vida. Quando alguém destrói uma árvore, está destruindo uma fonte de vida no planeta.
No dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore, momento para refletir sobre a conservação da natureza e preservação das nossas matas. Momento para plantar mais uma árvore que um dia irá nos dar sombra e alimento, limpará nosso ar e preservará o solo do planeta.
Devemos respeitar a árvore, não só pelo que é em si mesma, mas por ser necessária à nossa própria vida. Quando alguém destrói uma árvore, está destruindo uma fonte de vida no planeta.
No dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore, momento para refletir sobre a conservação da natureza e preservação das nossas matas. Momento para plantar mais uma árvore que um dia irá nos dar sombra e alimento, limpará nosso ar e preservará o solo do planeta.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
PRIMAVERA
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.
Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.
sábado, 13 de setembro de 2008
No Parque Central as folhas são descartadas como lixo
AS FOLHAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS LIXO
Prof. Daniela Biondi
Laboratório de Paisagismo- UFPR
Principalmente no outono, é possível observar proprietários de residências com jardins, varrendo e se desfazendo das FOLHAS QUE CAEM das plantas. Geralmente, o destino das FOLHAS é o seu acondicionamento em sacos plásticos RUMO AO LIXO OU A QUEIMA. Quanto bem desperdiçado! Será que se fosse pensado com mais CARINHO E SABEDORIA, as FOLHAS não poderiam ter outro destino? Já pensou quantas vezes você comprou terra vegetal para colocar no jardim? E quantas vezes VOCÊ JOGOU FORA sua matéria prima.
Com relação às folhas que caem nos jardins, deve-se analisar sob dois pontos de vista: ESTÉTICO E ECOLÓGICO. Quando se tem um jardim mais formal, com canteiros definidos, com vegetação de porte médio a baixo e com gramado impecável, as folhas no chão podem comprometer a estética do jardim. Além disso, podem ainda transmitir sensações de descuido e desleixo. A solução poderia ser criar canteiros em locais menos freqüentados pelos usuários, com bordas altas (feitas com pedras rústicas, tocos, cercas ornamentais ou plantas herbáceas ou arbustivas usadas para bordaduras de canteiros). Estes canteiros devem estar de preferência no fundo do jardim, paralelos ao muro limite. Nele, devem ser colocadas plantas arbustivas ou arvoretas. Dependendo da largura do canteiro, nele poderá ser ARMAZENADA TODA A FOLHA extraída da varrição do jardim. E futuramente esta materia ORGÂNICA DECOMPOSTA poderá ser espalhado sobre o jardim.
A maneira mais simples de acumular as folhas seria ter JARDIM INFORMAL, pois não precisaria de disfarce. As FOLHAS ocupariam então todos os canteiros demarcados ou não, contendo árvores, arbustos e herbáceas, servindo de forração.
Não se usa tanto casca de pinus como forração? Por que não USAR FOLHAS secas? A questão é ousar e ao mesmo tempo ensinar as pessoas perceberem o lado bom desta ATITUDE CONSERVACIONISTA.
Existe locais que não possuem um tratamento paisagístico rígido, como nos PARQUES URBANOS. Neste caso, as folhas secas caídas das árvores devem ser removidas das trilhas oficiais do parque (para conforto dos visitantes) e DEPOSITADAS nas áreas de vegetação (sub-bosque). Esta medida ajuda a floresta completar seu CICLO DE NUTRIENTES e ao mesmo tempo serve de educação ambiental para os usuários do parque.
Quanto ao aspecto ecológico, é incontestável a contribuição das FOLHAS na manutenção e conservação do jardim. No ecossistema natural, a FOLHA é uma das matérias prima para a ciclagem de nutrientes. Quando as FOLHAS caem carregam com elas TODOS OS NUTRIENTES minerais imóveis, os chamados micronutrientes, tais como: ferro, manganês, cobre e outros que são considerados ESSENCIAIS ao desenvolvimento das plantas. Conservando as FOLHAS no seu próprio jardim, você não irá quebrar a ciclagem natural de nutrientes, não necessitando importar material de outro lugar e paulatinamente estará ADUBANDO E MELHORANDO A ESTRUTURA DO SOLO. Além de tudo isto, você estará ECONOMIZANDO e ao mesmo tempo contribuindo para a CONSERVAÇÃO da natureza
Fotos e texto: Profa Daniela Biondi Laboratório de Paisagismo - UFPR
Laboratório de Paisagismo- UFPR
Principalmente no outono, é possível observar proprietários de residências com jardins, varrendo e se desfazendo das FOLHAS QUE CAEM das plantas. Geralmente, o destino das FOLHAS é o seu acondicionamento em sacos plásticos RUMO AO LIXO OU A QUEIMA. Quanto bem desperdiçado! Será que se fosse pensado com mais CARINHO E SABEDORIA, as FOLHAS não poderiam ter outro destino? Já pensou quantas vezes você comprou terra vegetal para colocar no jardim? E quantas vezes VOCÊ JOGOU FORA sua matéria prima.
Com relação às folhas que caem nos jardins, deve-se analisar sob dois pontos de vista: ESTÉTICO E ECOLÓGICO. Quando se tem um jardim mais formal, com canteiros definidos, com vegetação de porte médio a baixo e com gramado impecável, as folhas no chão podem comprometer a estética do jardim. Além disso, podem ainda transmitir sensações de descuido e desleixo. A solução poderia ser criar canteiros em locais menos freqüentados pelos usuários, com bordas altas (feitas com pedras rústicas, tocos, cercas ornamentais ou plantas herbáceas ou arbustivas usadas para bordaduras de canteiros). Estes canteiros devem estar de preferência no fundo do jardim, paralelos ao muro limite. Nele, devem ser colocadas plantas arbustivas ou arvoretas. Dependendo da largura do canteiro, nele poderá ser ARMAZENADA TODA A FOLHA extraída da varrição do jardim. E futuramente esta materia ORGÂNICA DECOMPOSTA poderá ser espalhado sobre o jardim.
A maneira mais simples de acumular as folhas seria ter JARDIM INFORMAL, pois não precisaria de disfarce. As FOLHAS ocupariam então todos os canteiros demarcados ou não, contendo árvores, arbustos e herbáceas, servindo de forração.
Não se usa tanto casca de pinus como forração? Por que não USAR FOLHAS secas? A questão é ousar e ao mesmo tempo ensinar as pessoas perceberem o lado bom desta ATITUDE CONSERVACIONISTA.
Existe locais que não possuem um tratamento paisagístico rígido, como nos PARQUES URBANOS. Neste caso, as folhas secas caídas das árvores devem ser removidas das trilhas oficiais do parque (para conforto dos visitantes) e DEPOSITADAS nas áreas de vegetação (sub-bosque). Esta medida ajuda a floresta completar seu CICLO DE NUTRIENTES e ao mesmo tempo serve de educação ambiental para os usuários do parque.
Quanto ao aspecto ecológico, é incontestável a contribuição das FOLHAS na manutenção e conservação do jardim. No ecossistema natural, a FOLHA é uma das matérias prima para a ciclagem de nutrientes. Quando as FOLHAS caem carregam com elas TODOS OS NUTRIENTES minerais imóveis, os chamados micronutrientes, tais como: ferro, manganês, cobre e outros que são considerados ESSENCIAIS ao desenvolvimento das plantas. Conservando as FOLHAS no seu próprio jardim, você não irá quebrar a ciclagem natural de nutrientes, não necessitando importar material de outro lugar e paulatinamente estará ADUBANDO E MELHORANDO A ESTRUTURA DO SOLO. Além de tudo isto, você estará ECONOMIZANDO e ao mesmo tempo contribuindo para a CONSERVAÇÃO da natureza
Fotos e texto: Profa Daniela Biondi Laboratório de Paisagismo - UFPR
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Meio Ambiente
"Estudo comprova que cobertura vegetal urbana melhora conforto térmico em residências" - Revista Sustentabilidade
por Dayane Cunha
Uma pesquisa feita em três regiões da cidade de São Paulo comprovou que a presença de vegetação urbana reduz a necessidade do uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado em residências, informou a Agência USP de Notícias, da Universidade São Paulo.
O trabalho foi apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, que sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário para ampliar a redução de temperatura obtida com a cobertura vegetal.
O trabalho analisou áreas com diferentes densidades de vegetação na Zona Sul da cidade, a primeira com 3,72% de cobertura verde, a segunda com 11,71% e a terceira com 33,92%.
"Os locais foram escolhidos por geoprocessamento, a partir das imagens de alta resolução do satélite Ikonos II", explicou Velasco. "Após a aplicação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e análise de mapas de clima já existentes, foi feito um levantamento de campo para confirmar os dados do sensoriamento remoto e definida uma amostragem de 100 residências em cada área”.
Em cada residência foram coletados dados sobre a cobertura vegetal, temperatura, umidade e, por meio de questionários, da presença de ar-condicionado e ventiladores. A concessionária de energia local forneceu informações sobre o consumo de eletricidade.
"Por fim, realizou-se o cálculo dos graus-hora de calor, que indica quantos graus de temperatura a mais precisam ser retirados do ambiente de forma artificial", completou a agrônoma.
No mês mais quente medido pela pesquisa (março), a área com menor vegetação apresentou 10 graus-hora de calor por dia, contra 3,91 graus-hora de calor da região com maior cobertura vegetal. A temperatura às 9 horas chegou a ser 2,14 graus maior que a região mais arborizada.
"Nessa área, a média de temperatura foi menor, o que resultou em um valor mais baixo de graus-hora de calor".
ÁRVORES
No mês de março, a área com menor cobertura vegetal chega a registrar um valor de 310 graus-hora de calor, enquanto a região mais arborizada teve 121,21 graus-hora de calor.
Os questionários aplicados na pesquisa também mostram que o número de aparelhos de ar condicionado e ventiladores é semelhante nas três áreas. A média de ventiladores varia de 1,81 a 2,04 aparelhos por residência e de ar-condicionado, de 0,18 a 0,29 aparelhos por casa.
"Com esses números, ainda não é possível estabelecer uma relação mais direta entre cobertura vegetal e consumo de energia, pois isso depende de outros fatores, como os hábitos de cada morador, a presença ou não dos aparelhos", explicou a agrônoma. "Mas o estudo deixa claro que a vegetação reduz a necessidade de se obter conforto térmico de forma artificial".
Giuliana recomenda a ampliação do plantio de árvores de grande porte nas calçadas. “A pesquisa mostra que maior parte da vegetação está dentro das casas”, apontou. “Apesar de sua importância, os padrões construtivos em São Paulo mudam facilmente, o que faz com que um terreno residencial dê lugar a um prédio de escritórios ou um estacionamento e as árvores no interior dos lotes sejam derrubadas”.
Segundo a engenheira agrônoma, os benefícios serão maiores com o plantio de espécies de grande porte e não de arbustos.
"Além de reduzir a temperatura, elas retêm poluentes, absorvem gás carbônico e reduzem o impacto das chuvas em maior escala, pois possuem copa e estrutura para isso”, ressaltou. "O impacto das árvores na rede elétrica pode ser reduzido com o uso de fiação compacta, que não implica em aumento de custos e evitam podas em excesso".
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