sábado, 26 de junho de 2010

Defensoria Pública promove Ação Civil para formação do Conselho Gestor da APA Chácara da Baronesa


A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, através do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania promove Ação Civil Pública para que o Estado de São Paulo cumpra a lei e crie o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental Chácara da Baronesa.

Você que também está indignado com esta situação, clique aqui e deixe seu comentário na matéria!


Nem a tartaruga conseguiu sobreviver nos contaminados lagos do Parque Central
ONG denuncia morte de aves e peixes no Central
Evandro Enoshita Do Diário do Grande ABC
O aumento na mortandade de aves e peixes no Parque Central, em Santo André, preocupa a ONG (Organização não-governamental) Amigos do Parque Central. A entidade acredita que a pesca e a má qualidade da água nos lagos são os causadores do problema.
"O problema acontece há dois meses. A situação no parque está bem crítica. Pela manhã, é bem comum encontrarmos peixes mortos nas margens dos dois lagos maiores, devido a má qualidade da água, que está bem suja. Ontem (quarta-feira), encontramos uma tartaruga morta", disse o presidente da ONG, José Carlos Vieira.
Ainda segundo o ambientalista, a pesca nos lagos estaria provocando a morte de muitas aves. "Os anzóis estão causando ferimentos. A pesca deveria ser proibida", completou Vieira.
Frequentador do parque e membro da associação, o vendedor Francisco Vieira, 45 anos, afirma que por diversas vezes a associação procurou a Prefeitura para alertar sobre os problemas. "Já fizemos várias reclamações, mas não vemos mudanças. É tudo em vão."
Por meio de nota, a Prefeitura admitiu a existência dos problemas, e informou que aguarda os resultados de um laudo de análise da água dos lagos.
Em relação à pesca no local, a Prefeitura informou que "não existe legislação no município que proíba (...) Entretanto, ciente dos problemas enfrentados, o Dpav (Departamento de Parques e Áreas Verdes) está elaborando estudos para regulamentar a pesca".
PROBLEMA ANTIGO
Há três anos, o Diário já havia relatado o problema no parque. Na ocasião, a Prefeitura afirmou não ter estatísticas sobre o índice de peixes mortos no local. Por meio de nota, a administração garantiu que os lagos passam por limpeza frequente. Ainda assim, assumiu a existência de um problema da falta de oxigenação da água.

quinta-feira, 24 de junho de 2010


Certa vez uma professora levou seus alunos até os jardins do colégio para lhes falar sobre a natureza.
Aproximou-se de um flamboyants, cheinho de flores, e perguntou aos alunos que árvore era aquela.
Alguns, disseram que era uma árvore, apenas.Outros, que aquela árvore era um flamboyants simplesmente.
Uma menina falou que os flamboyants só servem para fazer sujeira na calçada, quando derrubam as flores.
Um garoto disse que seu pai havia cortado um, recentemente, pois suas raízes racharam o muro de seu quintal.
Mas Pedrinho, menino de alma sensível, começou dizendo que via ali muito mais que uma árvore.
Disse:
Vejo flores, belíssimas
...sinto até seu suave perfume... sinto a seiva correndo em seu caule e galhos
...sinto que a vida flui.... magnificamente... Percebo a sombra generosa que as folhas nos propiciam.
Imagino ainda, algumas até podemos ver, as muitas vidas que encontram guarida neste flamboyants, como liquens, musgos, pequenas bromélias, insetos, pássaros
...e outras tantas formas de vida que nem podemos ver...
"Eis o que percebo, professora"
falou Pedro, com a espontaneidade de um pequeno-grande poeta.
A educadora, ainda embevecida com a aula que acabara de receber, falou:
você tem razão, Pedro.
"Definir este pequeno universo simplesmente como uma árvore,
é matar toda a sua grandeza e majestade."
É esta também a minha conclusão, existem pessoas que não percebem
os flamboyants floridos em praças, bosques certamente são pessoas muito ocupadas e vêem no observar a natureza, algo que as fazem perder tempo...
...creditam a esta introspecção... algo como sem importância.
Tem pessoas que definem flores e folhas suas sementes apenas como sujeira indesejável.
Outras preferem cortar árvores de dezenas de anos, para que não rachem seus muros e calçadas de cimento.
Existem também aquelas para as quais os flamboyants representam algum lucro...
Cortados, poderiam oferecer madeira para lenha ou se transformar em belos móveis.
E há aquelas pessoas, como o pequeno Pedro, que vêem muito mais que uma simples árvore.
...Vêem Deus... seu Criador, na majestosa obra da natureza. ...Sinto-me parte da natureza...e nela...procuro passar a maior parte de minhas horas...e cada árvore que encontro, cada flor...
eu agradeço a Deus a ventura de tê-las conhecido.
Blog Zinas Flowers.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ave extinta do Parque Central pela caça e pesca

"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais."
( Victor Hugo )

Marreca Ananaí:encontrada morta no Parque Central
É uma das marrecas menos exigentes quanto ao seu habitat, ocorrendo em praticamente qualquer local onde haja água, desde grandes rios amazônicos até chafarizes e pequenos lagos artificiais, mesmo os poluídos.Alimenta-se de sementes e brotos de plantas aquáticas e palustres e eventualmente de insetos aquáticos e alevinos de peixes ou girinos que captura junto à vegetação.Assim como outros anatídeos troca as penas das asas em bloco, ou seja, de uma só vez, perdendo a capacidade de voar por alguns dias. Durante esse período a ave torna-se mais silenciosa e se esconde em locais de vegetação mais densa.
Os filhotes, que podem chegar a 12 em uma só ninhada, já nascem quase independentes e seguem os pais alimentando-se por conta própria.
Pode ser localmente migratória, mas suas rotas de migração ainda não estão
esclarecidas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Poluição por Ozônio traz grande preocupação no estado de São Paulo!

Só duas regiões de SP escapam de poluição por ozônio
A poluição do ar por ozônio é um problema grave em quase todo o Estado. De um total de 32 áreas avaliadas entre 2007 e 2009, apenas duas ainda não estão saturadas pelo poluente - Marília e Presidente Prudente. A situação da Região Metropolitana é motivo de grande preocupação: de 14 estações de monitoramento, dez tiveram poluição
"severa" - o nível mais alto possível. Toda a capital já enfrenta concentração crítica desse poluente. Os dados são da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Quando o nível de poluição é considerado "severo" significa que houve grande
ultrapassagem do padrão da qualidade do ar - limite máximo estabelecido pelo governo para a concentração de um poluente na atmosfera. Já quando o nível é sério, a ultrapassagem foi intermediária. O objetivo da classificação é condicionar a concessão de licenças para empreendimentos, como indústrias, à realização de ações que compensem a poluição em áreas já saturadas. "As informações mostram que é preciso trabalhar para reduzir a poluição, ter maior planejamento e programas de controle", diz o gerente de Qualidade Ambiental da Cetesb, Carlos Komatsu.
Segundo ele, o ozônio é difícil de estudar e de controlar por se tratar de um poluente secundário. Ele não sai diretamente de uma fonte, como o escapamento de um veículo, mas se forma pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis na presença de luz solar. Dias bonitos e ensolarados, portanto, têm mais chances de serem poluídos por ozônio. A alta concentração de ozônio
prejudica a saúde da população - os sintomas podem ir desde o aumento de mortes prematuras de pessoas com doenças respiratórias até tosse seca e cansaço.
Hoje, existem 25 regiões no Estado saturadas por ozônio. Desses locais, a situação é um pouco melhor em Sorocaba, Ribeirão Preto e Piracicaba - onde o nível de poluição foi considerado "moderado". Há cinco pontos próximos da saturação: Araraquara, Bauru, Jaú, São José do Rio Preto e Araçatuba. E as únicas estações que ainda podem
comemorar o fato de não estarem tomadas pela poluição de ozônio são Marília e Presidente Prudente. Vale lembrar que o ozônio só é tóxico quando está na troposfera (mais perto do solo). Já na estratosfera, a 25 km de altitude, tem a função de proteger a Terra dos raios ultravioleta do sol. (AE)

sábado, 12 de junho de 2010

Pesca no Parque Central está ferindo e matando as aves silvestres!

Falta de consciência dos pescadores e omissão do Poder Público, estes dois fatores estão causando um enorme prejuízo as aves silvestres que habitam os Lagos do Parque Central.Constantemente as garças, biguás, os frangos d'água e outras espécies estão sendo vítimas dos anzóis, ao disputarem a comida com os pescadores.
As imagens abaixo mostram um Frango d'água morto ao ser fisgado pelos pescadores






Biguatinga(Biguá Branco)dificilmente esta ave migratória aparece no Pq.Central,na sua rara visita também foi premiada com a linha e o anzól.

Biguá fisgado arrasta a bóia e a vara

A situação de descaso em que se encontram os lagos do Parque Central traz indignação aos seus frequentadores!

Lembramos que a situação caótica dos lagos do Parque Central, que estão cada vez mais assoreados e contaminados, já foi denunciada a Promotoria de Meio Ambiente de Santo André.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Infelizmente é o que mais vemos na Semana do Meio Ambiente, ao contrário de ações concretas!!!Leia mais

Dia do Meio Ambiente ou do Greenwashing?
Por Germano Woehl Jr
O termo “greenwashing” pode ser traduzido como “lavagem verde” e tem no ambientalismo uma conotação equivalente a “lavagem de dinheiro”. É usado há mais de duas décadas para designar informações tendenciosas ou propaganda enganosa de algum produto ou serviço rotulado de “ecologicamente correto” ou que visam mascarar a má conduta ambiental de uma organização (empresa, instituição pública etc.) ou indivíduo...

Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina são campeões de desmatamento na Mata Atlântica.

No dia 26 de maio foram divulgados os dados parciais do “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica” para o período de 2008-2010, pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com patrocínio de Bradesco Cartões. Neste intervalo, foram suprimidos ao menos 20.867 hectares de Mata Atlântica nativa em 9 dos 17 Estados brasileiros que abrigam o Bioma (GO, ES, MG, MS, PR, RJ, RS, SC e SP), área equivalente a metade da cidade de Curitiba.
No que se refere ao desmatamento dos ecossistemas costeiros, dos nove Estados avaliados, São Paulo foi o único a perder 65 hectares de vegetação de restinga.

Desenvolvimento não pode ser a qualquer custo, alertam especialistas!Leia mais

Renato Tagnin, arquiteto e urbanista, protagonizou um discurso recheado de “puxões de orelha”. Segundo o especialista, a degradação avançada da natureza empobrece o sistema que conserva. “Na natureza não tem lixo. Tudo tem vida. Vamos aprender com a natureza antes de acabar com ela”, clamou...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Minas Gerais está queimando o que restou da Mata Atlântica.Leia mais











A exploração ilegal de carvão vegetal para siderúrgicas tornou Minas Gerais o Estado campeão de desmatamento na mata atlântica. O dado é da nova edição do atlas de remanescentes do bioma, divulgado ontem pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pela ONG SOS Mata Atlântica. As imagens de satélite trazem, por um lado, uma boa notícia: nos nove Estados monitorados entre 2008 e 2010, a devastação no bioma caiu 21% em comparação com a média anual do período anterior, de 2005 a 2008...

Vazamento de petróleo no Golfo do México: Um convite à reflexão.Leia mais








Por Célio Pezza*
No último dia 20 de Abril, na costa do estado norte americano de Lousiana, a torre de perfuração de petróleo Deepwater Horizon operada pela multinacional britânica British Petroleum (BP), explodiu e pegou fogo.
No incidente morreram 11 funcionários da empresa e 17 estão gravemente feridos. Dois dias depois, a plataforma afundou e se transformou em um dos maiores acidentes ecológicos do planeta. A instalação está quebrada e até hoje já se passou mais de um mês que o poço encontra-se aberto a uma profundidade de 1,5 km, despejando diariamente perto de 5.000 barris ou 800 mil litros de petróleo no mar. Evidente que uma instalação deste porte tem uma série de dispositivos de segurança, mas todos falharam e a desgraça está feita. Apesar de todos os esforços para deter o vazamento, ele continua desafiando toda a tecnologia da indústria petrolífera...

Leia entrevista com Vírgilio Farias do MDV a respeito do descaso em que é tratada a Represa Billings

REDE BOM DIA - Segunda-feira, 31 de maio de 2010
‘Billings está assim por descaso’
Ambientalista afirma que estado da Represa Billings é culpa das prefeituras
Leonardo Britos Agência BOM DIA
Próximo a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, o ambientalista Virgílio Alcides Farias fala sobre a Represa Billings e sobre as ações ambientais no ABCD.
BOM DIA - Qual sua avaliação sobre o atual estado da Represa Billings?
Virgílio Alcides de Farias - A Billings já esteve em um momento pior. Até o final da década de 90, todo o esgoto da Grande São Paulo era jogado na represa, fazendo com que muitas pessoas afirmassem que a represa estava morta, mas a natureza tem um grande poder de recuperação, e nós tínhamos certeza que era possível recuperar a Billings. A partir da Constituição Estadual de 1989, quando foi interrompido o lançamento contínuo do esgoto de São Paulo, a Billings teve uma grande melhora.
BD - Quais são as principais causas de poluição da Billings?
Virgílio - Hoje, o principal fator de poluição da Billings é quando São Paulo sofre com as enchentes. O esgoto é bombeado para a Billings para diminuir o volume dos reservatórios. O esgoto não é o mesmo da década de 90, pois vem diluído na água da chuva, mas é o maior fator de poluição. As residências às margens da represa também são responsáveis por grande parte da poluição.
BD - Quais ações poderiam ter tomado para evitar a degradação da represa?
Virgílio - Quem fez a Represa Billings chegar ao estado que está foram as prefeituras, quando elas “urbanizaram os manancias”, permitindo o loteamento em áreas as margens da represa. Essa foi a ação responsável por termos a Billings neste estado, e por tudo que a represa já passou. As prefeituras precisam manter as áreas preservadas, elas não podem lotear e nem permitir nova invasões. Eles devem proteger a vegetação e as nascentes. Mas isso não é feito.
BD - Qual é a sua avaliação sobre a Lei da Billings?
Virgílio -A Lei da Billings veio para anistiar todos os erros cometidos pelas prefeituras, pelos políticos e pelos loteadores que pensando no crescimento, esqueceram do meio ambiente e invadiram estas áreas sem nenhuma preocupação. Os políticos tem uma dívida com a sociedade, pois ele induziram as pessoas a ocupar essas áreas. Essa dívida é a escritura da casa. Essa nova lei no começo era para a preservação e recuperação dos mananciais, mas essa recuperação ficou marginalizada, pois toda essa área de manancial ocupada será legalizada, pois a classe política tem esse compromisso com seus eleitores. No final esta lei não tem como foco principal a preservação da represa mas sim tem um foco urbano.
BD - O que as prefeituras fazem hoje para preservar a represa?
Virgílio - Eu já procurei encontrar alguma ação realizada pelas prefeituras, mas até agora, não encontrei nada. Existe uma lei federal que obriga as escolas públicas oferecerem aulas de educação ambiental para as crianças, e sem educação, não teremos melhorias no comportamento. Vemos professores de educação artística, de educação física, mas não vemos professores de educação ambiental. Temos que aproveitar para ensinar essas crianças que estão em processo de formação de caráter. Mas nem isso as prefeituras fazem, até fiscalização que é algo simples, não é adotado pelos prefeitos pois é uma atitude anti-eleitoral. As secretarias de meio ambiente não tem pessoas capacitadas para tratar de assuntos ambientais, eles sabem mais de concreto do que de natureza.
BD - A unidade da Unifesp, no Eldorado, pode colaborar com a preservação da represa?
Virgílio - A Unifesp em vez de ajudar, vai ocupar a última área verde que sobrou dos manancias de Diadema. Esta área deveria ser preservada, mas foi ao contrário. A Unifesp vai ser um indutor de ocupação do que ainda resta. Mas a desculpa é que a unidade trará crescimento, e na verdade deveria trazer desenvolvimento sustentável
BD - No próximo dia 5 de junho será comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. O ABCD tem motivos para comemorar?
Virgílio - Acho que falta muito para o ABCD ter ações importantes para o meio ambiente. E com todas as dificuldades apresentadas, não temos nenhum motivo para celebrar está data, mas sim devemos pensar no que podemos fazer para ajudar o meio ambiente da região.
Biografia
Virgílio Alcides de Farias, 56 anos, pernambucano de nascido na cidade de São José do Egito. É graduado em Direito pela Fad (Faculdade de Diadema) e está cursando pós graduação em Direito Ambiental na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).
Hoje está presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida) no qual participou da sua fundação em 1984.
Virgílio já participou do movimento SOS Mata Atlântica, e atua no movimento ambientalista desde 1984.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Que fim levaram as flores do Parque Central...

Este filme mostra um pouco do "Novo Projeto de Paisagismo" que foi implantado pela administração do Dr Aidan em Santo André.
A manutenção dos canteiros de flores do Parque Central e de outras áreas da cidade foi abandonada, além da retirada de árvores, arbustos e bromélias.
Parabéns Dr. Aidan, em apenas um ano você conseguiu destruir o paisagismo de Santo André-SP.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Resposta da Anvisa sobre o uso da capina química urbana


ANVISA- Resposta ao Protocolo 2010131899
Em atenção a sua solicitação, informamos que a prática da capina química em área urbana não está autorizada pela ANVISA ou por qualquer outro órgão, não havendo nenhum agrotóxico registrado para tal finalidade.Segundo o Art. 15 da Lei de Agrotóxicos e Afins nº 7.802, de 11/07/89, aquele que produzir, comercializar, transportar, aplicar, prestar serviço, der destinação a resíduos e embalagens vazias de agrotóxicos, seus componentes e afins, em descumprimento às exigências estabelecidas na legislação pertinente estará sujeito à pena de reclusão, de dois a quatro anos, além de multa. Essa prática também pode ser enquadrada no Art. 56 da Lei de Crimes Ambientais, Lei 9.605, de 12/02/98, o qual estabelece uma pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa para quem usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com o estabelecido em leis ou regulamentos.
Já encaminhamos denúncias sobre este item ao Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente do Ministério Público dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Central de Atendimento
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
0800 642 9782
Uma Nota sobre o uso de agrotóxicos em áreas urbanas pode ser consultada no endereço eletrônico: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/cd45cf0041417f9ca7d5f7230a0729a7/nota+t%C3%A9cnica+agro.pdf?MOD=AJPERES&useDefaultText=0&useDefaultDesc=0 .

terça-feira, 18 de maio de 2010

Audiência Pública

Local:Câmara Municipal de Santo André
Dia 07/06/2010 às 18:00 h

Realização de Audiência Pública para discussão sobre a gestão das Zonas Especiais de Interesse Ambiental (ZEIA) no município, com ênfase para o Parque Guaraciaba e Haras São Bernardo, no próximo dia 7 de junho, às 18 horas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Prefeitura de Santo André age de maneira antidemocrática e faz retaliação a Associação Amigos do Parque Central

Nós integrantes da APC estamos indignados com a retaliação que recebemos por parte da Administração Pública de nossa cidade, pois a exposição sobre o Parque Central e nossa entidade no Teatro Municipal foi cancelada no dia 06 de maio de 2010, antes do seu término, que seria no próximo dia 22 de maio de 2010.
Sem dúvida um dos motivos para o cancelamento, foi a nossa atuação em defesa do meio ambiente, onde cumprindo com o nosso dever constitucional, denunciamos a prática da “Capina Química” que é proibida pela ANVISA e estava sendo realizada em diversas ruas de Santo André pela PMSA.
Lembramos que a nossa entidade já vem denunciando desde 2008 esta ilegalidade que também pode ser enquadrada como Crime Ambiental.
A nossa sociedade não pode mais aceitar este tipo de atitude dos nossos “gestores públicos”, que ao ganhar uma eleição se acham donos da cidade para fazer o que bem entender, passar por cima das leis e não dar a mínima aos direitos do cidadão.
Continuaremos o nosso trabalho, denunciando e combatendo fatos como estes que trazem prejuízo ao meio ambiente de Santo André.
José Carlos Vieira APC




Crotalária Juncea, uma aliada ao combate a dengue



















Crotalária Juncea. Esta planta é uma leguminosa, geralmente usada para adubação verde e controle de nematóides nos solos e que atrai as libélulas, insetos voadores que se alimentam das larvas e adultos do Aedes Egiptys. Com o plantio da Crotalária em terrenos baldios, quintais, jardins, vasos e inclusive nas margens dos rios, ela atrai a Libélula que põe seus ovos em água parada e limpa, da mesma maneira que o Aedes. Com isso, pode-se ampliar o controle sobre a transmissão da Dengue, pelo controle do inseto transmissor. Claro que o uso da Crotalária não dispensa os cuidados de cada morador com o seu ambiente doméstico e do governo local com os espaços públicos, mas é uma ajuda importante e ambientalmente adequada. E além disso, nos fornece a beleza das flores e das libélulas (vejam fotos) nos nossos jardins, vasos e quintais. Que tal embarcar nesta? As sementes são encontradas nas lojas de insumos agrícolas, assim como as informações de plantio.
Fonte: Blog Livre Pensar

sábado, 15 de maio de 2010

Peixes continuam morrendo nos lagos do Parque Central

A maioria são cascudos.Veja abaixo a importância deste peixe para verificar se há contaminação de lagos e rios.

Estudos bem recentes mostram que o cascudo é importante biomarcador de qualidade de água e de alimento tanto para o ser humano como para os outros animais.
Estes peixes limpam o ambiente ao mesmo tempo em que comem. Alimentam-se de algas e restos orgânicos que se depositam no leito do rio. Por isso, são bastante importantes na ciclagem de nutrientes dos meios em que vivem.
Apresentam ampla resistência a poluentes e podem sobreviver em lugares muito poluídos. Claro, não vale exagerar. E quando se fala de exagero, o ser humano bate recordes e nem o cascudo agüenta.
Como vivem no fundo (são demersais) onde a poluição sedimenta-se em maior quantidade, eles absorvem mais os poluentes. Quando o peixe fica com a coloração desbotada ou apresenta tumores, por exemplo, isto significa problemas de enormes proporções.
A saúde de todo o ecossistema do rio está, então, comprometida -os demais animais do rio também estão contaminados. O ecossistema terrestre litorâneo também fica prejudicado, pois há bichos que bebem a água do rio ou se alimentam de seus peixes. A vegetação circundante faz parte desta terrível reação em cadeia, atingindo, portanto, animais herbívoros. As pessoas que dependem do rio para sobreviver e retiram dele alimento e água, também entram no ciclo de toxicidade, arriscando-se inclusive a desenvolver vários tipos de câncer.
Mariana Aprile é estudante de biologia na Universidade Mackenzie e bolsista do CNPq.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mortalidade de peixes nos Lagos do Parque Central



Uma grande quantidade de peixes mortos foi retirada dos lagos do Parque Central em Santo André nos últimos dias.A contaminação dos lagos do parque já foi comunicada anteriormente à Prefeitura de Santo André e ao Semasa, mas até a presente data nenhuma iniciativa para a solução deste problema foi tomada. Ainda assim verificamos que a pesca está liberada apesar da evidência da contaminação.




domingo, 2 de maio de 2010

Nota Técnica da Anvisa reafirma proibição de capina com agrotóxicos nas cidades.Leia mais

A APC flagrou a prática da "Capina Química" que é proibida pela ANVISA nesta sexta-feira 30/04/2010 em diversas ruas da Vila Assunção em Santo André

O agrotóxico Arsenal foi aplicado próximo as pessoas,inclusive idosos como mostra a foto

Embalagem do produto utilizado, o ARSENAL
A capina química em áreas urbanas expõe a população ao risco de intoxicação, além de contaminar a fauna e a flora local. Por esse motivo, tal prática não é permitida. Para orientar municípios de todo país sobre os perigos do uso de agrotóxicos nas cidades, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (1), nota técnica sobre o tema...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Até quando o Governo do Estado vai deixar a APA Chácara da Baronesa abandonada?

Em mais uma matéria, desta vez do Jornal Bom Dia, novamente fica explícito o total estado de abandono em que o Governo do Estado de São Paulo está deixando a Área de Proteção Ambiental Chácara da Baronesa, também conhecida como Haras São Bernardo.Mesmo sendo a única APA em área urbana da nossa região, e também ser tombada pelo Patrimônio Histórico, esta importante área verde é tratada com total descaso.Praticamente quase todo o seu rico patrimônio histórico está deteriorado,as suas cercas destruídas permitem o livre acesso ao seu interior para a prática de vandalismo e outros atos criminosos, como a caça de animais silvestres.
Depois que foi anunciada a gestão compartilhada entre o Estado de São Paulo e a Prefeitura de Santo André parece que as coisas pioraram ainda mais, pois agora fica claro o jogo do empurra, onde ninguém faz nada.Mais um exemplo da preocupação dos nossos políticos com a nossa qualidade de vida.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que houve com Aldo Rebelo e nosso código florestal?

Você, ciberativista, fez pressão on-line e deu resultado: depois de receber milhares de e-mails em poucos dias, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da Comissão Especial que tenta alterar o Código Florestal, resolveu olhar melhor onde está pisando.
Na última terça-feira, o deputado não entregou o documento com mudanças sugeridas para o Código Florestal, lei que protege as florestas brasileiras. Ele até tentou dividir a responsabilidade com os membros da comissão especial, principalmente ruralistas, e disse que entregará o relatório quando eles quiserem. Mas a verdade é que Aldo Rebelo ainda tem o relatório – e o destino das florestas do país - em suas mãos.
Muito obrigado a você que enviou um e-mail ao Aldo pedindo para que ele não altere o Código Florestal. Você mostrou que a legislação ambiental não pode ser alterada para beneficiar a apenas alguns interesses, como os da bancada da motosserra.
Se você está se inteirando do assunto agora, segue um resumo do que está acontecendo:
Aldo tinha a intenção de apresentar seu relatório na terça-feira passada, dia 13 de abril, compilando os diferentes projetos em torno do Código Florestal em uma única proposta. Mas, durante a audiência, ele mudou seu discurso.
Disse que sentiu “o peso da responsabilidade” (com certeza - o peso de milhares de mensagens de protesto) e afirmou que nem sequer pediu a relatoria. Avisou que o assunto não era sua especialidade, assumindo que não tem conhecimento aprofundado sobre o Código Florestal e precisou estudar.
Apesar dessa declaração, já é possível ouvir o barulho da motosserra quando Aldo fala sobre nossas florestas.
Pelos seus depoimentos à imprensa, podemos esperar que sua proposta favoreça os grandes desmatadores, que desejam empurrar a agricultura e a pecuária para dentro da Amazônia e para o que sobrou de vegetação nativa em outros biomas brasileiros, pisando nos interesses dos brasileiros: a preservação da natureza.
Então, se você ainda não assinou a petição on-line, ainda dá tempo e é muito importante. A história não acabou.
Aproveite e navegue pelo novo site do Greenpeace, que permite a você participar de outras ações e exercer seu lado ativista.
Rafael Cruz Coordenador da campanha da Amazônia Greenpeace

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Qualidade do ar cai nas cidades do ABCD

ABCD Maior - 20/04/2010
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Tempo seco prejudica dispersão de poluentes e aumenta risco de problemas respiratórios
A falta de chuvas na Região prejudicou a dispersão dos poluentes e,consequentemente, a qualidade do ar. Em todos os pontos monitorados pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) no ABCD nesta terça-feira (20/04), o índice foi apontado como regular.
De acordo com a Cetesb, a previsão é que as condições climáticas continuem
desfavoráveis à dispersão dos poluentes dióxido de enxofre, partículas inaláveis, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio. O motivo é a falta de chuvas em toda a Região Metropolitana de São Paulo.
Quando a qualidade do ar está regular, pessoas com doenças respiratórias podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço,ardência nos olhos, boca e nariz. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, crianças e idosos são os mais afetados pela baixa umidade do ar e, por isso, é necessário atenção especial a esses dois grupos de pessoas. O cuidado essencial, neste caso, é incentivar a ingestão de
bastante água (cerca de dois litros ao dia), além de sucos naturais feitos de maneira adequada e água de coco.
A Secretaria também indica manter a higiene doméstica, estimular o consumo de alimentos frescos, dormir em local arejado e umedecido, evitar banhos com água muito quente e usar sempre cremes hidratantes.
Em caso de irritação das vias aéreas e dos olhos, deve-se usar soro fisiológico para lavar os olhos e as narinas.

O jogo de cartas de Belo Monte.Leia mais

Por Efraim Neto
De história antiga e localizada em uma das regiões de maior diversidade biológica e cultural do país, a região conhecida como Volta Grande do Xingu, UHE de Belo Monte é alvo de um jogo de cartas que parece não ter fim...

Índios preparam invasão de área da usina de Belo Monte

19/04/2010 AGNALDO BRITO - Enviado especial a Altamira (PA)
Os índios da bacia do médio Xingu preparam a ocupação do Sítio Pimental, uma ilha localizada a 40 quilômetros de Altamira (Pará) onde será construída a barragem principal e a casa de força auxiliar da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo a Folha apurou, a ação está sendo articulada para ocorrer...
Os índios da bacia do médio Xingu preparam a ocupação do Sítio Pimental, uma ilha localizada a 40 quilômetros de Altamira (Pará) onde será construída a barragem principal e a casa de força auxiliar da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo a Folha apurou, a ação está sendo articulada para ocorrer ainda nesta semana, provavelmente amanhã (20), dia do leilão da obra. Nestes dias é comemorada a Semana do Índio. Hoje, 19 de abril, é o Dia do Índio. Entidades ambientalistas apoiam o ato, pois consideram a ação uma forma de resistência pacífica ao empreendimento.
O leilão será realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em Brasília. Dois consórcios estão na disputa, o primeiro formado por Vale, Votorantim, Neoenergia, Andrade Gutierrez e as estatais Furnas e Eletrosul, e o segundo com Queiroz Galvão, Gaia (uma subsidiária do Grupo Bertin), a estatal Chesf e mais seis empresas.
A decisão indígena de levar adiante esse ato desafiador contra o governo brasileiro foi tomada em reunião reservada realizada por lideranças de várias etnias em encontro na Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, na semana passada, durante a visita da comitiva do cineasta James Cameron. Os "brancos" não participaram da reunião.
A articulação para a ocupação da área prevê a mobilização de ao menos 140 indígenas ligados a pelo menos duas etnias que vivem na região, entre os quais os Xikrin e os Caiapós, este um dos grupos indígenas que mais se opõem à barragem. Caiapós do Mato Grosso podem engrossar o movimento.
A ocupação criará um embaraço ao governo, que, no limite, poderá ser obrigado a intervir para retirá-los das áreas quando as obras tiverem início.
A reportagem da Folha apurou que há ainda a negociação entre lideranças indígenas a fim de atrair outras etnias para ocupar o Sítio Pimental e outras áreas da chamada Volta Grande, a região que será a mais atingida com a construção das barragens e com a operação da hidrelétrica. Os Jurunas da Terra Indígena Paquiçamba também poderão integrar a força de ocupação, embora haja divisão na tribo.
Congresso
O objetivo dos nativos com a invasão de um território não considerado terra indígena é o de chamar a atenção da sociedade brasileira e mundial para a mudança que representará a construção de um projeto que custa pelo menos de R$ 19 bilhões e levará dez anos para ficar pronto. Além da publicidade internacional com a ação, a comunidade indígena também quer, com o ato, envolver o Congresso.
Para os indígenas, o parlamento brasileiro ignorou até agora o assunto. Pela Constituição Brasileira, só o Congresso tem prerrogativa de autorizar ou negar a instalação de projetos que afetem a vida dessas comunidades. Eles alegam, entretanto, que não foram ouvidos pelo Legislativo e exigem agora a participação de uma comissão bicameral para tratar do assunto.
Os indígenas se consideram enganados por autoridades do governo, que, por sua vez, consideraram que eles foram ouvidos durante o conturbado processo de licenciamento ambiental.
A reportagem da Folha acompanhou, em setembro de 2009, três audiências públicas realizadas na região da Volta Grande do Xingu nos municípios de Brasil Novo, Vitória do Xingu e Altamira. Pintados, os indígenas participaram apenas de audiência pública realizada num ginásio em Altamira. Ficaram pouco tempo. Escoltados pela Força Nacional de Segurança, eles abandonaram a audiência. Apenas algumas lideranças falaram no encontro.
Entre as dezenas de versões de aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu, apenas a última versão que vai a leilão, de acordo com estudo apresentado ao Ibama, não irá alagar terras indígenas. Mas ainda que o lago de 516 quilômetros quadrados não alcance áreas de reserva, a construção e a operação da usina podem alterar o modo de vida dessa população.
Atingidos
Pelo menos duas reservas estarão suscetíveis a impacto direto do empreendimento: as terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande, nas margens esquerda e direita do rio Xingu, respectivamente. Outra área, chamada de Terra Indígena Trincheira Bacajá, localizada às margens do rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu), também pode sofrer reflexos da mudança do regime de vazão do rio.
Segundo os estudos da Eletronorte, a barragem principal prevista para ser erguida no Sítio Pimental vai reduzir substancialmente a vazão do rio Xingu. A água represada pela barragem será drenada por dois imensos canais para o interior da Volta Grande, onde hoje propriedades rurais exploram a cultura do cacau e a pecuária.
No período seco, a vazão será de 700 metros cúbicos por segundo, e, nos períodos de cheia, o operador da usina terá de intercalar a liberação de água em volumes de 4.000 metros cúbicos no primeiro ano e de 8.000 metros cúbicos no segundo ano _e repetir essa variação ao longo do tempo. A mudança do regime de vazão do rio é apontada por especialistas como um dos mais graves problemas a serem gerados após o início de operação da barragem.
A avaliação dos indígenas e de especialistas é a de que, com a redução do fluxo de água no Xingu, o rio Bacajá terá reduzido o seu nível, comprometendo a navegação e a pesca na região. O mesmo efeito ocorrerá, segundo a oposição ao empreendimento, ao longo dos cem quilômetros do rio, até a região de Belo Monte, onde a água drenada do Xingu para dentro da Volta Grande será devolvida ao leito natural do rio após gerar energia nas 18 ou 20 turbinas que serão instaladas na casa de força principal.
Notícia publicada no jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 13 de abril de 2010