domingo, 19 de junho de 2011

Parque Central:mais um exemplo de abandono

Este muro que separa o Parque Central de um antigo ferro velho, caiu com as chuvas de Fevereiro e até agora continua assim.Outra parte está prestes a cair, se tornando um risco para os frequentadores do parque.

Parque Central:abandono e destruição dos canteiros, flores agora somente nas fotos...

Foto tirada em 12/11/2009-Antes

Fotos tiradas em 13/08/2010-Depois

Em 03 anos de gestão do governo do Dr.Aidan(PTB), abandono e destruição do paisagismo do Parque Central.
Fotos:Crino branco, espécie recentemente destruída pelas roçadeiras do DPAV.




Semelhantes as amarílias, suas flores são intensamente perfumadas. Com grandes bulbos e folhas largas formam maciços robustos. Como cobertura vegetal em solos úmidos é uma solução prática, pois não requer manutenção. Entretanto, deve-se arrancar e dividir as touceiras, quando o bulbo principal formar “filhotes” em sua base, que ocorre a cada 3 ou 4 anos. O replante favorecerá o aspecto das mudas, além de incentivar a florada.

Sem fiscalização, o decreto vira conversa de pescador.



Sem a devida fiscalização, decreto 16170 de 20/05/2011, vira conversa de pescador.
Andar de skate, patins, bicicleta, empinar pipa ou mesmo plantar árvores são atividades que estão proibidas nos parques de Santo André. A partir de agora, qualquer pessoa que quiser frequentar esses locais vai ter de se atentar às restrições. Decreto publicado pela Prefeitura aponta o que pode e o que não pode ser feito.No Parque Central, por exemplo, a tradicional pescaria nos lagos está proibida e os guardas-civis municipais são os responsáveis por fiscalizar e coibir possíveis transgressões às regras.O diretor de Parques e Áreas Verdes, Valdemar Campião Júnior, explicou que o decreto reforça as proibições já impostas em leis ambientais da Federação ou Estado. "Mas agora temos determinação publicada pela Prefeitura. Uma reunião foi feita com a Guarda Civil, que está responsável por flagrar quem desrespeitar as diretrizes",
DGABC 01/06/2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

83% da Mata Atlântica em Santo André é privada


Parque Guaraciaba, Área Verde Pública abandonada pelas últimas administrações municipais(Foto APC)
Em Santo André a mata atlântica tem dono: dos 107,5 quilômetros quadrados de vegetação nativa na cidade, 83,7% do bioma está concentrado em terrenos particulares.
O índice do município ainda é maior do que a média nacional levantada em estudo feito pela ONG WWF, que mostra que 80% da floresta nativa brasileira está fora do alcance da população.Em Santo André, há somente 17,5 quilometros quadrados de mata atlântica sob domínio público,hoje, protegidas como Unidades de Conservação para
evitar aquilo que aconteceu no passado: a cessão de terras com flora original.O diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de Santo André, Milton de Marchi, aponta que o cenário visto hoje andou ao longo dos anos ao lado da grilagem de terras na cidade.
“Essa tendência é observada há muito tempo e se deu por conta da ação de grileiros que atuaram na região. Não se tinha esse cuidado com as questões ambientais como atualmente”,explica de Marchi. O controle das intervenções feitas nesses espaços
de mata tomados por particulares é delicado. Na teoria,a prefeitura tem de fiscalizar
qualquer mudança pretendida nessas áreas como plantio de árvores ou construções. “No entanto, são milhares de hectares para serem vigiados. É impossível examinar periodicamente todas essas áreas”,aponta o ambientalista Fábio Ramalho, voluntário da
SOS Mata Atlântica.O parque do Pedroso é a maior área pública de mata atlântica que restou disponível em Santo André.Pedroso é maior área pública.Do que restou de público da mata atlântica em Santo André,a maior área é o parque do Pedroso. São 842 hectares,o que equivale a dez parques do Ibirapuera, em São Paulo. Diversas espécies
fazem parte da flora local como o manacá da serra, cedro, pau-d’alho,ingá e embaúba.
35,4% é o total da área do nosso bioma nativo ainda preservado em Santo André. O dado
faz parte do mais recente levantamento da SOS Mata Atlântica deste ano.
METRO ABC
ANDRÉ AMERICO/METRO ABC

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Manifestantes protestam contra Belo Monte e Código Florestal em SP

Protesto chegou a bloquear um sentido da Avenida Paulista neste domingo.
Licença para usina no Pará foi condedida na última semana pelo Ibama.
Dennis Barbosa
Do Globo Natureza, em São Paulo
Uma manifestação organizada por grupos ambientalistas e de defesa dos direitos dos animais ocupou algumas faixas da Avenida Paulista, em São Paulo, no sentido Consolação, na tarde deste domingo (5). Os presentes pediam a paralisação das obras da usina de Belo Monte e a não aprovação da reforma do Código Florestal, que atualmente está nas mão do Senado.
O protesto chegou a bloquear um sentido da avenida por alguns instantes, pouco antes das 16h, mas com a presença da polícia passou a se deslocar por apenas três pistas da via, seguindo do Masp em direção à Praça da República.

A PMSA se comprometeu a solucionar vários problemas, mas até agora nada...

Em resposta ao Ministério Público, a Prefeitura Municipal se comprometeu e deu prazo para resolver vários problemas do Parque Central, mas até o momento nenhum dos pontos foi cumprido.(Conforme documento de 25/08/2010).
-O DPAV já plantou no ano de 2009 até agosto de 2010 aproximadamente 600 árvores nativas e programou o plantio de mais 800 árvores até meados de 2011.Este ponto já não corresponde com a verdade.Se foram plantadas 300 árvores no Parque Central neste período descrito foi muito.
-Após a remoção da favela Gambôa, nos meses de Janeiro a Março de 2011, o DPAV destinará uma área para a compostagem do material roçado.
-Os lagos serão desassoreados após a avaliação orçamentária da Sosp.
-A roçagem segue um cronograma e o parque será roçado em intervalos de 2 a 3 meses até o final de 2010.
-Não realizamos capinas químicas na área do Parque e em nenhuma área do município de Santo André.
-As placas educativas encontram-se em fase final de elaboração e serão instaladas até o final de 2010.
-Os vestiários estão sendo orçados para a reforma com verba orçamentária do exercício de 2011.
-As lixeiras já estão sendo fabricadas(novos modelos)e até os meados de 2011 as mesmas serão instaladas.
-Na reunião de fevereiro de 2011 a direção do DPAV deixou claro que estamos abertos às sugestões.
-As mudas são plantadas conforme as recomendações do DPAV(Técnicos do DPAV.

Os frequentadores dos maiores parques municipais de Santo André não acreditam e desconhecem o decreto - em vigor desde 20 de maio - que normaliza o que pode ou não ser feito nos locais de lazer e descanso.Ainda desinformados pela administração municipal e sem qualquer placa informativa sobre as novas regras, como as que proíbem andar de bicicleta, skate, patins, com cachorros sem coleira e focinheira, entre outros atos.No Parque Central, os usuários ainda passeavam com os cães sem guia ou focinheira, e pescavam e pedalavam em locais proibidos. Ao serem informados pelo Diário das irregularidades que cometiam, a maioria ria e se dizia perplexa com a nova diretriz do governo municipal."Estou abismada com a falta de sensibilidade de quem fez isso, completamente fora do contexto. O que vou fazer com a minha cachorra, ficar dentro do apartamento?", afirmou a advogada Pérola Carmignani, que passeava com a inofensiva Marri, uma Lhasa Apso que estava sem os equipamentos exigidos pelo decreto.O autônomo Luiz Antonio Souza, 56 anos, era o único pescador na margem do lago no Central, na fria manhã de ontem, e indignado questionou o poder público. "Por que não proíbe ou fiscaliza as pessoas que usam drogas ou se prostituem aqui. Qual é o problema de pescar uns peixinhos?", disse Souza.
Empinar pipa, outra atividade de lazer popular, está na mira das autoridades. No Parque da Juventude, no Jardim Ipanema, a brincadeira não pode ser feita, mas na tarde de ontem, dezenas de pessoas brincavam com o seu papagaio. A maioria utilizava cerol na linha e disputava quem cortava mais."Acredito que vai ter vista grossa na fiscalização. Como será possível proibir uma das brincadeiras mais antigas? Acho que tem outras coisas para melhorar", comentou Roberval da Conceição Alves, que mora em Diadema e trouxe a mulher e o filho para brincar no local.No tradicional Ipiranguinha, na Vila Alzira, não havia queixas contra as novas determinações, primeiro porque poucas pessoas usavam o aparelho público e no portão de entrada havia placas antigas com as proibições no espaço.
A Secretaria de Obras e Serviços informou à reportagem que as placas serão instaladas nos próximos dias nos dez parque municipais. A Guarda Civil Municipal será a responsável pela fiscalização. Um GCM informou à equipe do Diário que sabia do decreto no Parque Central, mas que vai esperar a sinalização para começar a fiscalizar efetivamente.
DGABC

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palavra do Leitor DGABC de 30/05/2011

São Paulo perde 12.817 árvores em 4 meses


Uma das metrópoles menos verdes do mundo, São Paulo perdeu nos primeiros quatro meses do ano 12.187 árvores. É como se quase um Ibirapuera inteiro tivesse sumido entre 1.º de janeiro e 30 de abril - o parque tem 15 mil árvores - para dar lugar a prédios, conjuntos habitacionais e obras de infraestrutura. Os números fazem parte de um levantamento da Comissão do Verde e Meio Ambiente da Câmara Municipal.
Todos os cortes - que incluem também pedidos particulares e a retirada de 621 árvores mortas (5,1% do total) - foram autorizados pela Prefeitura. O governo sempre exige um replantio de mudas maior do que o número de cortes autorizados. Mas a eficácia dessa compensação ambiental é duvidosa e muitas vezes executada sem sucesso ou qualquer tipo de fiscalização.No caso das licenças emitidas neste ano, muitas obras nem começaram. Mas, ao checar como tem sido feita a compensação de parte das 7.044 árvores cortadas com autorização do governo no primeiro trimestre do ano passado, a reportagem constatou que o replantio não ocorreu ou tem falhas graves. Em relação ao total do ano de 2010, a Prefeitura divulgou apenas um número parcial (o de novas construções), que aponta 10.693 árvores cortadas.Pelas autorizações de 2010, é possível observar, por exemplo, como alguns dos últimos fragmentos de mata na região do Morumbi, na zona sul, estão desaparecendo para dar lugar a torres com mais de 20 andares. A impermeabilização avança sobre terrenos localizados entre o Panamby e a Vila Andrade, em um imenso matagal que ainda separava os condomínios de classe média alta das favelas do Campo Limpo. Sem a mata, que agregava espécies nativas da Mata Atlântica, como araucárias e aroeiras, essa divisão na zona sul praticamente sumiu - e o ar agradável da região também parece estar com os dias contados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 29 de maio de 2011

Prefeitura anuncia novo regulamento para os parques municipais

A Iniciativa é boa, vamos acompanhar para ver se haverá fiscalização.

O principal objetivo do Decreto 16.170, de 20 de maio, é organizar a utilização dos parques públicos, estabelecendo novas regras de uso, com mais segurança e facilidade de acesso dos moradores aos equipamentos. Um exemplo disso é o Parque Central, onde a partir de agora, além da restrição da pesca, fica proibido o consumo de bebidas alcoólicas e o comércio de ambulantes sem autorização.
USO PROIBIDO:
Pescar, nadar, andar de patins e skates, cães soltos, cães sem fucinheira, panfletagem ou qualquer tipo de propagandas, plantar árvores, retirar flores sem autorização do DPAV, comércio de ambulantes salvo autorizados, entrada de veículos motorizados salvo os autorizados e carros oficiais, instalar redes nas árvores, pipas com linha com cerol, consumo de bebidas alcoólicas, utilização dos brinquedos por crianças maiores de 10 anos, alimentar peixes e aves, filmagens e reportagens sem autorização da Secretaria de Comunicação ou do DPAV.
Fonte :Site da Prefeitura Municipal de Santo André

sábado, 28 de maio de 2011

Especulações sobre as mudanças no Código FLorestal incentivaram uma enorme devastação, quem denuncia morre!


Foto: Divulgação/Pastoral da Terra
Adelino Ramos, o Dinho, sobrevivente do massacre de Corumbiara e assassinado nesta sexta-feira
Seis tiros teriam atingido o agricultor, que foi levado para um hospital próximo, mas não resistiu. Dinho morava num assentamento do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com outras famílias e seu grupo buscava regularizar sua produção. Ele, segundo a assessoria da Secretaria de Produção, vinha recebendo ameaças de morte de madeireiros da região.
O movimento liderado pelo agricultor morto foi formado depois do massacre de Corumbiara, em fevereiro de 1996, com objetivo de dar continuidade às reivindicações dos camponeses sem terra.
Há dois meses o gerente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) de Nova Califórnia, Geraldo Cáceres, denunciou ter sido ameaçado de morte à Secretaria de Produção, que teria providenciado a remoção do funcionário para outro município.
Presidência
A Presidência da República condenou, por meio de nota, o assassinato de Adelino Ramos. Nos dois casos de assassinatos, as vítimas vinham sofrendo ameaças de madeireiros e proprietários rurais de suas regiões. "O governo brasileiro não tolera que crimes como esses aconteçam e fiquem impunes no nosso País", diz a nota, que é assinada pelos ministros da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
Segundo a nota, a presidente Dilma Rousseff já determinou que a Polícia Federal acompanhe as investigações no Pará e fará o mesmo no caso de Rondônia, "numa atitude enérgica e clara" para que crimes como esses não se tornem prática rotineira no País. "Acompanharemos de perto os desdobramentos para garantir justiça", afirma. "É isso que se espera de um Estado democrático de direito e é assim que o governo procederá", acrescenta o texto.
Fonte:Agência Estado

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Clique aqui e acesse o Link do OECO e veja a lista de deputados que votaram a favor das mudanças no Código Florestal


Mercenários comemoram a aprovação das mudanças no Código Florestal, eles garantiram mais dinheiro para as suas campanhas políticas.

Mais uma Vergonha para o Brasil!Ambientalistas são mortos no Pará

No Brasil terra sem lei onde reina a impunidade, quem defende o nosso patrimônio ambiental e contraria os interesses ecônomicos, tomba junto com a floresta.Agora foi a vez do casal de ambientalistas do Pará que foram covardemente assassinados por pistoleiros.Além disto temos o desgosto de amargar a destruição do Código Florestal pela maioria dos nosso deputados, verdadeiros mercenários!, sem dúvida eles mostraram de que lado estão, ou seja a favor dos grandes interesses econômicos e contra o patrimônio ambiental brasileiro e toda a sua biodiversidade.Vergonha!!!

Neste vídeo o ambientalista José Cláudio Ribeiro da Silva já anunciava que era só questão de tempo o seu assassinato.
Líderes camponeses no Pará foram mortos em emboscada, afirma polícia; ameaças de madeireiros serão analisadas
Janaina Garcia Do UOL Notícias Em São Paulo
O casal de líderes camponeses assassinado na manhã desta terça-feira (24) em Nova Ipixuna, sudeste do Pará, foi vítima de uma emboscada. A avaliação é da Polícia Civil da cidade, que esteve no local do crime e constatou que José Claudio Ribeiro da Silva e a mulher, Maria do Espírito Santo da Silva, foram mortos com tiros de espingarda em tocaia armada na estrada rural por onde passavam, rumo à área urbana.
Silva e a mulher integravam o projeto de assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, criado na região em 1997 e que trabalhava principalmente com produtores de castanha. Líder da associação de camponeses da região, ele se tornou conhecido por denunciar a ação de madeireiros ilegais na floresta amazônica. Apesar de denúncias feitas em público, no entanto, nenhum deles tinha proteção policial.
De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Marcos Augusto Cruz, os corpos foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) local para exame de necropsia que apontará, por exemplo, quantos disparos cada um recebeu. Ambos eram da vizinha Marabá, também no Pará.
Conforme Cruz, nos próximos dias familiares e outras pessoas próximas aos líderes camponeses serão chamados a depor nas investigações. Além disso, afirmou o delegado, as denúncias de ameças relatadas por Silva ao MPF (Ministério Público Federal) e supostamente recebidas por ele de madeireiros serão analisadas “uma a uma”. “Vamos pormenorizar essas ameaças para seguir as investigações”, resumiu o policial.
Indagado sobre o motivo de o casal --que há anos militava contra a exploração feita pelos madeireiros --não ter contado com algum tipo de proteção da polícia, uma vez que já teria sido ameaçado de morte em outras oportunidades, o delegado atribuiu a situação à falta de efetivo.
“A extensão [territorial] aqui é grande; temos dois investigadores no efetivo, é complicado --além disso, a delegacia atende também a cidade de Jacumbá, a 50 km de Nova Ipixuna”, justificou.
Histórico
Em novembro do ano passado, quando foi palestrante no TEDX Amazônia(espécie de fórum internacional que reuniu mais de 400 pensadores de diversas áreas do conhecimento sob o tema da qualidade de vida no planeta), Silva já havia dito ao público o risco que corria: “A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes (líder ambientalista assassinado em 1988) querem fazer comigo; a mesma coisa que fizeram com irmã Dorothy Stang (missinária norte-americana assassinada no Pará em 2005) querem fazer comigo. Posso estar falando hoje com vocês e daqui um mês vocês podem ver a notícia que eu já faleci”, sentenciou.
Na palestra, Silva disse que em 1997, quando foi criado o projeto de assentamento extrativista, a cobertura vegetal na região chegava a 85% do território, com florestas nativas de castanha e cupuaçu. “Hoje resta pouco mais de 20% dessa cobertura”, disse ele, que se auto-denominava castanheiro desde os sete anos. “Vivo da floresta, protejo ela de todo jeito, por isso vivo com a bala na cabeça a qualquer hora porque eu vou pra cima, eu denuncio (...) Quando vejo uma árvore em cima do caminhão indo pra serraria me dá uma dor --é como o cortejo fúnebre levando o ente mais querido que você tem, porque isso é vida pra mim que vivo na floresta e pra vocês também, que vivem nos centros urbanos”, disse.
Sobre a sensação de medo diante das ameaças que afirmava sofrer, o castanheiro resumiu, na palestra: “Medo eu tenho, sou um ser humano, mas o meu medo não empata de eu ficar calado. Enquanto eu tiver forças pra andar, estarei denunciando todos aqueles que prejudicam a floresta”.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"NÃO" as $mudanças$ no Código Florestal

Marina cobra veto de Dilma à reforma do Código Florestal
DE SÃO PAULO
Mais de mil pessoas, segundo dados da assessoria de imprensa da SOS Mata Atlântica protestaram na manhã deste domingo contra o novo Código Florestal, proposto pelo relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).
Rodrigo Capote/Folhapress

Marina Silva discursa para manifestantes no protesto
A manifestação, organizada pela coalização de ONGs SOS Florestas, contou com a presença de diversas lideranças políticas, como a ex-senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo PV, em 2010, e o ex-deputado Fábio Feldmann, também do PV.
Os deputados federais Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Paulinho Teixeira (PT-SP), Ivan Valente (Psol-SP) e Alfredo Sirkis (PV-RJ), e o vereador paulistano Gilberto Natalini (PSDB) também participaram do ato.
Marina cobrou da presidente Dilma Rousseff as promessas de campanhas que a então candidata fez no segundo turno. "A presidente Dilma Roussef se comprometeu, durante o segundo turno das eleições, que vetaria qualquer lei que ampliasse o desmatamento. Esperamos, então, que ela não permita", afirmou.
Se a previsão do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), se concretizar, a manifestação de hoje terá sido a última antes da votação da reforma do Código Florestal. Ele havia afirmado Florestal será votado na próxima semana, diz Vaccarezza, na semana passada, que ela deve ocorrer na próxima semana, entre terça-feira e quarta-feira.
Rodrigo Capote/Folhapress

Evento contra a reforma do Código Florestal reuniu mil pessoas no Parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo

domingo, 15 de maio de 2011

Degradação na Amazônia Legal cresce 35%


Na Amazônia Legal, 299 quilômetros quadrados de florestas foram degradados em março deste ano, um aumento de 35% em comparação com o mesmo período de 2010, quando a área atingida foi de 220 km². Os dados, do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), constam no último boletim do Instituto Imazon.Segundo o instituto, Mato Grosso foi responsável por 73% da degradação, seguido por Rondônia, com 23%. Degradação florestal significa que a floresta foi cortada parcialmente ou sofreu queimada, mas não foi totalmente derrubada.Os dados confirmam o alerta feito pelo Deter, sistema de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que detecta a ocorrência de corte raso, ou seja, desmatamento total de uma área, na Amazônia Legal.
Em janeiro e fevereiro deste ano, o Deter apontou 19,2 km² de áreas desmatadas. Mato Grosso apareceu como o Estado que mais desmatou, com 14,4 km², seguido pelo Maranhão, com 4,3 km².Perfil. O diretor de desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, confirma que houve um pico fora da curva e diz que agora a maior preocupação é em relação à mudança do perfil do desmate. Nos últimos cinco anos, o desmatamento ocorreu em polígonos que variavam de 20 a 80 hectares. Hoje é comum encontrar áreas desmatadas com mais de mil hectares.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Jornal Repórter Diário

sábado, 14 de maio de 2011


Nesta semana, o Código Florestal foi salvo por pouco. Após uma longa e confusa discussão no Congresso, o governo decidiu intervir e impediu na última hora a votação de um projeto de lei, escrito pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que desfigura a legislação ambiental a fim de promover mais desmatamento e perdoar os crimes do passado.O governo, que negociava com Aldo um texto de reforma da lei, se sentiu traído porque o deputado apresentou para votação um projeto que não era o combinado. A proposta do governo, que já era muito ruim, ficou ainda pior: anistia irrestrita a quem desmatou antes, contra a lei, e um liberou geral para quem quiser derrubar e queimar a floresta no futuro.Com isso, o som da motosserra que roncava na Câmara foi abafada pela traição. Mas o perigo ainda não acabou. O projeto de lei continua em trâmite e a pressão dos ruralistas é alta.Sua participação neste processo continua fundamental: peça à presidente Dilma agora, que desligue a motosserra de vez. Afinal, ela prometeu na campanha que não permitiria maldades desse tipo no Código Florestal e se comprometeu a reduzir o desmatamento no país, como forma de controle do aquecimento global. E fique de olho na atuação dos deputados em nosso site e nas redes sociais.
Greenpeace

IBAMA chama agentes do Brasil todo para a Amazônia



















A explosão no desmatamento na Amazônia fez o Ibama suspender todas as suas operações de fiscalização no país para concentrar esforços na contenção da derrubada.
O governo acredita que o pulo nos índices de desmate é resultado da perspectiva de afrouxamento da legislação com o novo Código Florestal.A determinação do Ibama foi baixada na segunda-feira, num memorando às superintendências de todo o país.
O documento, obtido pela Folha, determina que todas as operações de fiscalização do PNAPA (o plano anual de operação do Ibama) que não tenham relação com o combate ao desmatamento na Amazônia sejam suspensas. Para 2011, o programa tinha 1.300 operações previstas."Não adianta combater o tráfico de animais, por exemplo, se o habitat deles foi para o saco", diz o presidente do Ibama, Curt Trennepohl. "Foi a decisão mais lógica. Temos de estancar a hemorragia em Mato Grosso."Agentes dos Estados também estão sendo deslocados em massa para a Amazônia. Segundo Trennepohl, há cerca de 520 homens na região agora. O número deve crescer, já que só do Rio Grande do Sul, nesta semana, serão deslocados mais 60 agentes.O governo foi surpreendido pela retomada da devastação, principalmente em Mato Grosso. Dados preliminares do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a serem divulgados na semana que vem, sugerem um repique sem precedentes desde o final de 2007, quando o governo baixou o embargo de crédito aos desmatadores (gênese da polêmica atual sobre o Código Florestal).
PULO DO GATO
O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, recusou-se a fornecer o dado, alegando que ele ainda está sob verificação. "O gato subiu no telhado. Falta ver o tamanho do pulo".
A expectativa em relação à mudança no código, em discussão no plenário da Câmara, é considerada pela área ambiental do governo um dos principais fatores por trás da aceleração da derrubada.Como já é tradição na Amazônia, o setor produtivo se antecipa a decisões do poder público e derruba a floresta.Neste ano, em MT, o objetivo do desmatamento seria criar "áreas consolidadas" antes da aprovação do código para ganhar anistia.Parlamentares ruralistas e entidades do setor têm vendido à base que o novo código permitiria a manutenção de áreas rurais consolidadas e abriria a possibilidade de consolidar o uso de áreas de preservação permanente.A retomada do preço das commodities no mercado internacional e a anistia ao desmatamento concedida pela recém-aprovada lei de zoneamento do Estado também são apontadas como causas possíveis do repique.Segundo Trennepohl, a devastação tem se concentrado na região produtora de grãos do Estado, e o desmate é sobretudo para agricultura.
Fonte: Folha online
Autor: Ibama

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Martírio das Aves no Parque Central


A garça estava dentro de um latão de lixo quase que sem vida

Como não houve nenhuma iniciativa por parte das autoridades responsáveis, a nossa entidade a encaminhou ao veterinário



Após ser medicada a ave foi entregue a Polícia Militar Ambiental, que a encaminhou ao Parque do Ibirapuera, mas devido a gravidade da sua situação ela não resistiu e morreu.
Nós integrantes da APC agradecemos as veterinárias do Centro Médico Animal pelos cuidados dedicados a Garça.
Veja neste vídeo o que está acontecendo com as aves do Parque Central, mesmo protegidas por leis elas estão sofrendo maus tratos por pescadores e também estão sendo afetadas pela má qualidade da água dos lagos.É evidente o descaso por parte da administração de Santo André.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Não é só o Parque Central que vive "às moscas"


Frequentadores convivem com moscas e mau cheiro
O pesqueiro público de Santo André, localizado no bairro Santa Terezinha, divide espaço com muito lixo e moscas. O chão do espaço foi coberto por restos de material de construção, levando risco de ferimento aos usuários. A água represada tem lixo e peixes mortos. Muitos usuários usam restos de alimento como isca, o que também contribui para o mau cheiro do local. O espaço funciona há pelo menos 15 anos ao lado do Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). A norma para utilização do espaço é que os peixes pescados devem ser devolvidos para a represa. Não há, porém, ninguém que fiscalize o funcionamento.











(Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) não reconhece o local como pesqueiro.De acordo com a autarquia, o espaço é “um ponto de drenagem”. A capina e limpeza do local é realizada a cada dois meses. A próxima está agendada para este mês. METRO ABC

terça-feira, 12 de abril de 2011

Parque Central apesar dos problemas, um dos últimos refúgios para as aves da nossa região

Abandonado pela administração do Dr.Aidan e sofrendo de muitos problemas como: assoreamento e contaminação dos lagos,manejo que não respeita suas áreas naturais, caça e maus tratos as aves(por diversas vezes flagramos animais presos nos anzóis de pesca),falta de fiscalização e educação ambiental, mesmo assim o Parque Central é um dos últimos locais de abrigo para as aves da nossa região.

Maior área verde dentro do espaço urbano de Santo André, espaço se transformou em casa para várias espécies de aves Levantamento foi realizado nos últimos três anos por professores da Universidade Federal do ABC Projeto levou idosos ao parque para fotografar os animais Grupo quer estender programa para escolas e catalogar os tipos de pássaros encontrados Os 350 mil m² de verde do Parque Central, em Santo André, se transformaram em abrigo para 70 espécies de aves. Localizado na região central da cidade, o oásis verde foi a opção encontrada pelos pássaros expulsos pelos prédios.O levantamento é resultado de três anos de pesquisa dos professores da UFABC (Universidade Federa do ABC) André Eterovic e Gisele Ducati. Além do verde, os lagos do parque favorecem ao aparecimento de um número considerável de animais. “A área verde é uma ilha com grande oferta de comida e que permite a construção de ninhos. A concentração de aves no Parque Central é grande. Se considerarmos que em todo planeta há 9 mil espécies, em uma área como a de Santo André ter 70 é muita coisa”, disse Eterovic.Em um dos maiores viveiros do país, no Parque Municipal dos Pássaros de Rio das Ostras, Rio de Janeiro, há 40 espécies. O levantamento dos professores, que são freqüentadores da área de lazer, entrou neste mês em uma nova fase. O projeto foi aprovado como parte do curso de extensão universitária para o bacharelado em Biologia. O desafio agora é mapear a área em setores e catalogar as espécies em cada local com o auxílio da comunidade. Para isso, os estudantes criaram um manual com fotos sobre os tipos de pássaros já encontrados. No dia 3,professores e universitários levaram ao Parque Central um grupo de 20 idosas que participam de atividades no Sesi serviço Social da Indústria) Santo André. Elas receberam câmeras fotográficas e circularam pela área em busca dos pássaros. “Para nossos alunos, interessa o levantamento da biodiversidade.Para terceira idade, é uma boa oportunidade de se conhecer a beleza dos parques municipais”, disse Eterovic. O resultado da atividade está em fase de tabulação e as fotos serão apresentadas em uma exposição. O professor quer levar o projeto agora aos estudantes do ensino médio do Sesi.Maior área verde dentro do espaço urbano de Santo André, espaço se transformou em casa para várias espécies de aves Levantamento foi realizado nos últimos três anos por professores da Universidade Federal do ABC Projeto levou idosos ao parque para fotografar os animais Grupo quer estender programa para escolas e catalogar os tipos de pássaros encontrados no Parque Central
VANESSA SELICANI-Jornal Metro

Assim como São Paulo, Santo André também sofre com o descaso ao Meio Ambiente

Do G1 12/04/2011
Trânsito pesado, muito concreto e pouco verde são os responsáveis.
Raios de sol são absorvidos com mais intensidade.
Um conjunto de fatores – trânsito pesado, muito concreto e pouco verde – contribui para a formação da chamada ilha de calor, que é o que ocorre em São Paulo. Isso porque a vegetação foi substituída por asfalto e concreto.
A falta de verde permite que os raios de sol sejam absorvidos com mais intensidade e o ar em volta fique mais quente do que em lugares mais arborizados. A atmosfera contribui ainda mais para a concentração dos poluentes. Um prédio atrás do outro também impede que os ventos circulem. Por isso, a temperatura nesses locais chega a ser 3ºC ou 4ºC mais alta.
A poluição é um problema para todos os paulistanos, mas quem mora em área de pouco verde e com saneamento básico precário sofre mais. Um exemplo é o Itaim Paulista, no extremo da Zona Leste. Segundo a Prefeitura, o bairro é o que tem menos vegetação na cidade e isso influencia negativamente na qualidade do ar.
Pelas contas da prefeitura, cada morador da região tem menos de um metro quadrado de verde, quando o ideal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de 12 metros quadrados por habitante.
No mapa da Secretaria do Verde e Meio Ambiente é possível identificar onde está concentrado o verde na cidade de São Paulo: no extremo sul – região de Parelheiros – e no norte – perto da Serra da Cantareira. O resto da cidade tem poucas áreas e a região Leste é a pior de todas.
A preocupação com a arborização das regiões tem sentido. As árvores influenciam na temperatura do ambiente que pode alterar a poluição do ar. Quanto mais quente o lugar, mais reações químicas. No ar paulistano, cheio de poluentes, a situação fica ainda pior.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MDV denuncia degradação de Rio da Bacia Billings por gasoduto da Petrobrás


São grandes os estragos que o chamado Gasan II vem provocando por conta do gasoduto que a Petrobras está instalando na Serra do Mar com destino a Mauá. Em Ribeirão Pires, a empresa e a empreiteira Contreras, responsável pela obras, já chegaram a pagar multa e assinar dois termos de ajustamento de conduta (TAC) comprometendo-se a mitigar parte dos impactos provocados na cidade. Porém, a transparência anda longe do assunto, uma vez que nem a Prefeitura, nem a Petrobrás costumam responder, ao menos satisfatoriamente, os questionamentos da imprensa. Desde novembro de 2010, o Lamparina Urbana vem solicitando, sem retorno, informações sobre o projeto e as tratativas entre o município e a estatal federal. O mais recente estrago causando pelo Gassan II, de consequências avassaladoras, foi registrado em Rio Grande da Serra, onde, além de devastar a Mata Atlântica e soterrar mananciais, a obra sofreu embargo em fevereiro de 2011 por assorear o Ribeirão da Estiva, rio que abastece a população do município. O embargo partiu da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo), depois de o próprio órgão ter dado licença para a execução da obra. Apesar do embargo, a execução do projeto continua em andamento, conforme constatou o Lamparina Urbana na tarde do dia 25 de março, no canteiro de obras da Vila Conde Siciliano. No local, encontravam-se operários e máquinas removendo madeira resultante de árvores derrubadas para passagem do gasoduto.A devastação em Rio Grande da Serra está sendo alvo de denúncias da organização não-governamental ambientalista MDV – Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC, por meio de texto, que reproduzimos a seguir e que é assinado pelo seu presidente, Virgílio Alcides de Farias, que também é advogado e especialista em Direito Ambiental. Ele não descarta a abertura de uma ação popular contra as prefeituras e os órgãos envolvidos no licenciamento do gasoduto.
Assoreamento de mananciais
Petrobras degrada rio limpo do manancial Billings
Obra de gasoduto da Petrobras (aprovada pela Cetesb) causa dano ecológico de grave proporção nos últimos mananciais preservados formadores da represa Billings. Foto anexa mostra o rio sendo totalmente destruído.Esse absurdo dano ecológico, em pleno bioma da Mata Atlântica, desmata, degrada e soterra o Ribeirão da Estiva, um dos últimos rios limpos formadores da represa Billings que sobrou.A Sabesp, que capta água diretamente desse rio para abastecer o Município de Rio Grande da Serra, nada fez para impedir essa imensa devastação. Igualmente, o Município que tem Conselho de Defesa do Meio Ambiente assiste inerme a Petrobras destruir seu último rio limpo.Esse irresponsável dano ecológico é obrado por agentes públicos ocupante dos órgãos de licenciamento ambiental, pessoas desatualizadas e inadequadas aos princípios de sustentabilidades do século XXI. Eles continuam no século XX, sendo serviçais da degradação, poluição e exploração insustentável dos recursos naturais.
Virgílio Alcides de Farias
Por Valderez Coimbra-Fotos-Blog Lamparina Urbana

quinta-feira, 31 de março de 2011

Veja no vídeo como as alterações no Código Florestal poderão reduzir drasticamente as áreas naturais protegidas de nosso país, prejudicando o meio ambiente e a sociedade civil.

Os verdadeiros interesses que estão por trás da alteração no Código Florestal

Segundo diversas pessoas consultadas sobre a gravidade da situação política brasileira, é fácil entender os projetos e os votações de nossos vereadores, deputados e senadores, basta ver quem patrocinou suas campanhas. Desculpe me esqueci dos prefeitos, governadores, presidentes, juízes do supremo, etc.As megaempresas, o Código Florestal e as doações de campanha a Aldo e PC do B.Depois de uma pesquisa na página do TSE:http://spce2010.tse.gov.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2010
/abrirTelaReceitasCandidato.action [1]), no que se refere ao Dep. Aldo Rebelo, relator da mudança no Código Florestal Federal e seu partido (em anexo), poderemos verificar que:1) Aldo Rebelo teve receitas de R$ 2.177.724,19, sendo que, tirando as verbas do Comitê de campanha, recebeu praticamente 2 milhões de doações, a maior parte de empresas. Chama a atenção a presença de grandes empreiteiras (também
concessionárias) como a Camargo Correa, bem como a indústria Usiminas, várias
empresas farmaceuticas, bancos, e de cafeicultores, pecuaristas e citricultores, que
são contra a atual proteção de APPs e Reservas legais.2) O Comitê do PC do B do Brasil teve uma receita de R$ 6.610.000,00. Chama a atenção a doação de R$ 300 mil de Eike Baptista, além de mineradoras, bancos,empreiteiras como a Queiroz Galvão (1 milhão de reais), a construtora OAS (R$ 750 mil), entre outras. As usinas de álcool aparecem com fartas doações, sendo a Cridasa doou 500 mil reais.3) O Comitê do PC do B de São Paulo recebeu R$ 2.878.687,00, com recursos inclusive da Bunge (R$ 70.000,00) transnacional do agronegócio com sede nos EUA.Também receberam centenas de milhares de reais de várias Usinas de alcool (que provavelmente não devem querer RL nem APPs em suas terras). As industrias de celulose e papel, como a Suzano e a Klabin, estão presentes com um total oficial de R$ 75 mil. As mineradoras não ficam muito atrás nas "contribuições" partidárias. É supreendente a aceitação de candidatura e de doação do vereador/cantor /apresentador do SBT, Netinho (PC do B) que é acusado em bater em mulheres e estar envolvido em irregularidades com repasses a ONGs que seriam fantasmas.4) O Comitê do PC do B do RS recebeu da Braskem R$ 80.000,00 e da Fibria (empresa de Celulose, resultante da fusão da Votorantim e Aracruz) R$ 100.000,00.Ficam no ar muitas perguntas, sem falar na enorme contradição com a suposta linha programática do partido, mas vamos limitar a somente cinco:
a) que interesse estas empresas, principalmente as que afetam diretamente o meio
ambiente, têm em "doar" recursos eleitorais e até onde isso poderia comprometer o
processo de licenças ambientais da SEMA (secretaria na mão do PC do B)?
b) Com que moral o dep. Aldo Rebelo pode criticar as "ONGs estrangeiras que
querem travar o agronegócio brasileiro", se a Bunge é uma das maiores
transnacionais estrangeiras do agronegócio e financia o PC do B?
c) Como Aldo Rebelo pode dizer que "não tem relação a doação dos cafeicultores"
(que plantam em APPs), se as próprias entidades afirmam que ajudaram a financiar
sua campanha para fazer frente ao Código Florestal atual?
d) Que outros partidos e outros recursos de empresas que degradam o meio ambiente
entram nos partidos e nas contas dos candidatos?
e) Onde isso vai parar? Quando a população brasileira vai se rebelar em relação a
esse processo perverso de financiamento privado de campanha, encabeçado por
empresas (inclusive concessionárias!)? Não seria o caso de se fazer uma "Lista suja"
dos candidatos, partidos e empresas envolvidas em irregularidades e em destruição
ambiental? mais detalhes, inclusive a outros partidos e candidatos, em:
http://spce2010.tse.gov.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2010
/abrirTelaReceitasCandidato.action
Em Porto Alegre a bonitinha recebeu ajuda da Brasken e da Gerdau. Isto é um PC do
B de fachada. Nela a turma gosta mais de ajudar a fachada de trás.
Fonte: WikiLeaksBrasil-A Verdade Nua e Crua de nossa Sociedade

quinta-feira, 24 de março de 2011

Torres de alta tensão comprometem a saúde de seus vizinhos

Foto APC-Torre de Alta Tensão-Parque Central/Comunidade Gamboa-Santo André-SP
Perigo invisível, silencioso e permanente, as torres de alta-tensão exercem influência nociva particularmente em quem vive ou trabalha num raio de 40m de seus cabos.Quem vive ou trabalha muito próximo das torres de alta tensão, ou de qualquer outra antena transmissora, está incluído na lista de receptores inocentes. Os problemas causados por esse tipo de energia são graves e já motivaram congressos que reuniram cientistas de várias partes do mundo.Segundo a Fundação José Barbosa Marcondes de Estudos e Pesquisas de Efeitos de Radiações Geopatogênicas e Eletromagnéticas (Feperge) e o Cepran (Centro de Estudos e Pesquisas Contra Radiações Nocivas), é muito importante ter consciência do perigo que essas torres com suas emissões ou linhas de força representam.Tal preocupação já existe no Primeiro Mundo há mais de 50 anos, mas tem sido praticamente ignorada no Brasil. Após longo período de estudos que envolveram cientistas de quase todo o mundo, chegou-se à conclusão de que, em média e a longo prazos as radiações nocivas tornam as pessoas mais suscetíveis a doenças físicas e mentais, afetando também animais, plantas e até mesmo máquinas, que passam a apresentar defeitos constantes, e ainda construções: aquelas em que nenhum empreendimento tem êxito.O perigo é tão grande que vem sendo combatido em nível governamental em vários países do Primeiro Mundo. Ali, por exemplo já faz parte do trabalho dos engenheiros e arquitetos orientar a construção das casas de acordo com a localização das fontes de radiação antes mesmo de se verificar a boa e incidência de luz na futura moradia. Junto com os proprietários eles buscam o melhor posicionamento da construção e a distribuição ideal dos cômodos.Em regiões dos EUA, os cabos de força só podem ser instalados dentro de limites de segurança para que suas radiações eletromagnéticas não afetem a população. Na Suíça e no Canadá o governo determinou que todas as antenas transmissoras ficassem juntas, possibilitando à população morar e trabalhar longe delas.No Brasil, porém, não há nenhuma preocupação oficial com os efeitos dessas radiações. Nossas autoridades não dedicam atenção a esse tipo de problema relacionado à saúde pública. Desse modo, em geral se ignora o assunto, enquanto os mais informados infelizmente o negligenciam; ou encontram grande dificuldade em se fazer ouvir: ainda não há consciência social nesse sentido. Muitas pessoas expostas a tais radiações adoecem e não serão definitivamente curadas enquanto não se afastarem da origem do problema. Existem hoje numerosos trabalhos e investigações que advertem sobre tal perigo.Influência nociva na vida silvestre.Existem também fazendas e sítios onde as plantas não crescem, as frutas ficam bichadas e os animais adoecem com muita facilidade. São em geral lugares próximos a fios de alta tensão ou de torres transmissoras, ou então sob influências geopatogênicas; já se desenvolvem no Brasil, inclusive na Serra da Cantareira, estudos e pesquisas sobre a influência nociva de antenas transmissoras e de repetidoras de celular na fauna e na flora. Já se constatou que interferem no metabolismo dos animais e, sem dúvida, a flora também é atingida, mas ainda não se sabe quanto. A influência das energias negativas revelam-se em sintomas como: mal-estar, insônia, cansaço, stress, irritabilidade, neurastenia, queda de cabelo, perda de memória, impotência. Com o decorrer do tempo e devido à exposição mais prolongada, surgem doenças graves como câncer e, entre suas formas, a leucemia. Pessoas expostas a essas radiações terão dificuldade na recuperação não só de doenças graves como também das mais simples, pois não adianta tratá-las sem que se elimine ou se solucione sua causa.Nas crianças, a influência das energias negativas provocada sobretudo pela proximidade das torres manifesta-se na dificuldade de assimilação e em comportamento fora do normal, como dislexia, insônia, agressividade; em doenças como disritmia e mongolismo. Há casos de bebês que morrem logo nos primeiros meses sem explicação aparente; em gestantes manifestam-se sérios distúrbios que afetam a formação e desenvolvimento do feto em virtude da alteração do DNA, além de hemorragias e mesmo aborto.Enfim, devido à gravidade do assunto e de posse dessas informações, é importante estar atento a possíveis problemas, sobretudo para quem reside ou trabalha muito próximo a torres de alta tensão ou torres transmissoras e cujas influência negativa ninguém gosta de alardear. Não é de interesse das empresas envolvidas e, muitas vezes, nem do próprio governo, que tenhamos consciência do risco que corremos. Empresas de energia como Cesp e Furnas são com freqüência acionadas judicialmente por esse motivo, e as causas são em quase sua totalidade ganhas pelos reclamantes. Sabem o mal que provocam. Por isso, tentam rapidamente se livrar desse "desconforto" jurídico para que as conseqüências não venham a público.
por Isabel Raposo-Jornal da Serra da Cantareira

Prefeitura terá de limpar fios no Parque Central



















Foto APC
A Prefeitura de Santo André terá de limpar o varal de objetos improvisado nos fios de alta tensão do Parque Central. O Metro ABC mostrou em reportagem do dia 15 o descaso no parque com a limpeza. Na ocasião, a administração municipal afirmou que a manutenção dos fios era de responsabilidade da AES Eletropaulo.A concessionária de energia elétrica, porém, afirmou que por estar dentro de um parque, a manutenção é de responsalidade da Prefeitura de Santo André. A administração municipal afirma agora que a retirada dos objetos dos fios de alta tensão está em fase de programação de data e hora.O serviço depende do desligamento temporário da energia elétrica na região por percorrer tensão aproximada de 13.800 volts.
METRO ABC

quarta-feira, 23 de março de 2011

Objetos em rede elétrica viram atração no Parque Central


Os visitantes do Parque Central, em Santo André, se deparam com uma imagem inusitada na fiação elétrica que sai do espaço de lazer em direção à comunidade habitacional Gamboa. São vários objetos dependurados, como brinquedos, calçados, utensílios de plástico, fazendo uma perigosa decoração no local.De acordo com Maria Aparecida Vieira, usuária do parque, há quase dois meses foi feita reclamação à AES Eletropaulo sobre a situação de vandalismo. “Inicialmente, procurei a prefeitura, mas orientaram que era de responsabilidade da Eletropaulo. No primeiro contato com a empresa foi dito que em até 20 dias o problema seria averiguado e solucionado. Como não vi resultado, liguei novamente e eles pediram mais dez dias, mas até o momento não houve a retirada dos objetos.”A munícipe ainda acrescenta temer um acidente. “Não sei se aqueles objetos podem contribuir para um curto circuito e colocar em risco os visitantes do parque e da comunidade.”Fase de programação
Em resposta ao questionamento, a AES Eletropaulo informou que a manutenção dos fios em questão não é de responsabilidade da distribuidora, por estarem localizados dentro do Parque Central.A Prefeitura de Santo André informou que após vistoria no local, a retirada dos objetos mencionados está em fase de programação de data e hora, pois a rede de alta tensão necessita de desligamento temporário por percorrer tensão aproximada de 13.800 volts.
SOLANGE BORGES-DIÁRIO REGIONAL