quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Grande ABC fica para trás em ranking do meio ambiente

William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

O Grande ABC teve participação pífia no ranking do programa Município Verde da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, divulgado ontem. Na região, apenas São Caetano e Ribeirão Pires participaram do projeto que mede o grau de comprometimento da administração pública com questões ambientais. Mesmo assim, ficaram muito distantes da primeira colocada, Santa Fé do Sul.
Numa escala de zero a 100, São Caetano recebeu nota 62,79, e ficou em 105º entre 332 municípios participantes. A poluição do ar e a falta de projetos habitacionais sustentáveis atrapalharam o desempenho. O diretor de Meio Ambiente, Osvaldo Ceoldo, explica que, de fato, falta um projeto oficial de Habitação sustentável. Sobre a poluição do ar, disse que aguarda a aplicação do programa de inspeção veicular estadual para solucioná-lo. "No ano que vem, será preciso trabalhar não só para melhorar a nota, como também para mantê-la", disse.
O secretário de Meio Ambiente de Ribeirão Pires, Pedro do Carmo, espera aprimorar programas já existentes para melhorar a colocação. A cidade ficou em 228º, com 40,06. "Recebemos o resultado com tranqüilidade. Estamos em fase de implementação de projetos."
O secretário estadual Xico Graziano minimizou as baixas notas do Grande ABC e descartou falta de empenho dos municípios que estão fora do ranking por não entregar projetos, como é o caso das demais cidades da região. Mauá chegou a colocar outdoor divulgando a participação, que não se concretizou.
A secretaria estadual pretende mudar a metodologia em 2009 para tornar "competitivas" as cidades populosas. "São dramas ambientais distintos dos municípios do Interior", disse Graziano. Uma boa colocação no ranking pode facilitar o acesso a verbas para programas.
LEI
Sobre a Lei Específica da Billings, o secretário não vê problema no adiamento da votação para o ano que vem. "Não fará diferença. O importante é que seja aprovada, regulamentada e aplicada."
A deputada estadual Vanessa Damo (PV) esteve no evento e apontou tratamento de esgoto e poluição do ar como os principais problemas do Grande ABC. Com relação à Lei da Billings, propôs uma ação em bloco na Assembléia

terça-feira, 25 de novembro de 2008

PARA SER É PRECISO FAZER
Toda a intenção que não se manifeste por atos é uma intenção vã. E a palavra que exprime é uma palavra ociosa.
É a ação que prova a vida. E é a ação o que prova e demonstra a vontade.
Por isto esta escrito nos livros simbólicos e sagrados que os homens serão julgados não conforme seus pensamentos e idéias, mas segundo suas obras.
Para ser é preciso fazer.

Eliphas Levi

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

APC contribui com o reflorestamento do Parque Central

No último domingo dia 23/11/08 a APC realizou mais um plantio de mudas no Parque Central, contribuindo ativamente no seu reflorestamento.Com mais este plantio a Associação já plantou cerca de 1.000 mudas no Parque.

BRASIL: Qual o princípio da nossa mudança?

Somos seres humanos considerados racionais porque pensamos.
Agimos de forma tão egocêntrica que acabamos esquecendo as questões
ambientais. Que racionalidade é essa? Talvez seja por isso que o mundo
esteja cada vez mais degradado. Não estamos pensando no próximo, nem
no meio ambiente. Sendo assim não pensamos em nós mesmos.
A terra é nossa fonte de vida, é nela que nós moramos,
plantamos e colhemos; e como tudo que se planta se colhe, temos que
plantar bons frutos agora, para que as atuais e futuras gerações
possam usufruir de tudo que ela nos oferece. Ela é um dos motivos da
existência humana, é óbvio falar que precisa ser preservada, mas por
incrível que pareça, este óbvio não é seguido. Não podemos compreender
em que transformamos o mundo. Nós jovens, chegamos ao ponto de dizer
que é necessário ser irracional para alcançarmos a racionalidade.
Alcançamos um patamar de inversão de valores altíssimo.
A Constituição Federal brasileira traz no seu artigo 225, que
"todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem
de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se
ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo para as
presentes e futuras gerações". Este belíssimo texto não sai da teoria.
Não queremos teorias, queremos PRÁTICA! Queremos que isso saia do
papel, que vire realidade! É triste ver uma criança chorar ao contar
que bebe água poluída, por falta de opção. Pergunto-lhes: é esse o
Brasil que vocês querem para seus filhos e netos? Nos perguntamos se
as gerações passadas, tinham tantas preocupações e inseguranças em
relação ao meio ambiente... Se escutavam que sua cidade podia ser
coberta pelo aumento do nível dos oceanos; que teriam uma maior
probabilidade de desenvolver câncer de pele; que poderiam ter uma
intoxicação ao consumir uma água poluída; que seus filhos não teriam a
oportunidade de ver e presenciar a diversidade da fauna e da flora.
Temos como objetivo melhorar a qualidade do ar que respiramos
e ajudar a preservar o nosso meio ambiente, por meio de nossas
atitudes sempre pensando primeiro em nossa comunidade. Nós, a
sociedade, temos que nos responsabilizar em conscientizar a todos(as),
sobre o acúmulo do lixo e principalmente sobre os destinos inadequados
do mesmo, realizando atividade com as escolas e comunidades. E
envolvendo principalmente o poder público na implementação de uma
política pública de coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos
sólidos.
Iremos dialogar com a população com a finalidade de assumir
nossas responsabilidades em relação à preservação da fauna e flora.
Para isso realizaremos ações com a comunidade para amenizar as
queimadas, o desmatamento, a desertificação e o tráfico de animais.
Cada um de nós precisa ter o compromisso de diminuir o consumo
de energia elétrica por meio de atos básicos, como: não deixar a luz
acesa sem necessidade, estimular a criação de projetos para o uso de
energias renováveis nos municípios e utilizar racionalmente os eletro
domésticos.
A água é o elemento de maior importância para o ciclo da vida.
Atualmente ela está sendo o principal alvo da poluição. O ser humano é
o causador desse problema e também a própria vítima. Os fatores que
contribuem para a escassez da água potável são: a poluição dos rios, a
falta de saneamento básico, contaminação, desertificação, dentre
outros.
Para minimizar esses problemas devemos buscar parcerias com órgãos
públicos e instituições não governamentais, para construir ações de
revitalização dos rios e de recuperação das nascentes. É necessário
realizar palestras socioambientais que conscientizem e mobilizem a
população para a preservação das regiões afetadas e dos biomas como um
todo.
Temos que entender que não adianta apenas reclamar, temos que
fazer a nossa parte. Devemos parar de criticar as atitudes humanas sem
nos incluirmos nesta humanidade. Antes de culpar o outro por não agir
de forma sustentável, pare um instante e reflita: EU ESTOU FAZENDO A
MINHA PARTE? EU ASSUMO MEU PAPEL E MINHAS RESPONSABILIDADES NA
SOCIEDADE? Tudo parte de dentro para fora. Do micro pro macro, pois
não adianta você pensar no âmbito federal e na sua comunidade não
existir uma colaboração. Uma base bem estruturada surge primeiro
dentro da casa de cada um; e é de casa para o mundo. Um micro bem
estruturado reflete-se num macro também com uma boa estruturação. Nós
brasileiros devemos acreditar que podemos fazer a diferença para o
país, e sermos agentes construtores de um mundo melhor, não aceitando
tudo passivamente.
Diante do exposto, informamos que, para alcançarmos o nosso
objetivo é preciso que estejam de mãos dadas nesse processo, o
governo, a sociedade (famílias e escolas), e as empresas; sem essa
união esse tripé não se estabelecerá e conseqüentemente o elo não
estará formado. Propomos uma parceria, um processo reeducativo, um
novo projeto socioeconômico, político e ambiental. Para assim
chegarmos a uma conscientização maior, a um meio ambiente saudável e à
própria preservação humana.
Devemos direcionar o entendimento de empresários no sentido de
que a produção de produtos não deve continuar a visar apenas à
lucratividade, e alertar a sociedade que o consumo pelo consumo é
"campo minado". Esses fatores são imprescindíveis para construção de
uma sociedade mais igualitária e justa; inserida num contexto
ambiental saudável, conforme os princípios de qualidade de vida e bem
estar.
O mundo todo deve estar voltado para a qualidade de vida da
espécie humana e dos demais seres vivos, quem estiver contrario a isso
está contra si mesmo e aos descendentes que virão.
Salvador,
Bahia, 19 de novembro de 2008
Delegados e Delegadas da I Conferência Estadual Infanto-Juvenil de Meio
Ambiente

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Eleições no Comugesan-"Jogo de Cartas Marcadas"

Comugesan = Conselho Municipal de Gestão e Saneamento Ambiental de Santo André.

Política e politicagem
Política é amar pessoas compromissadamente; politicagem é usar pessoas descaradamente; Política é uma missão totalmente divina; politicagem é uma prática genuinamente satânica; Política implica em respeitar, preservar e defender as instituições para que elas alcancem seus objetivos de promover as pessoas; Politicagem implica em manipular as instituições para que sirvam a objetivos corporativos e pessoais; Política é a arte de estabelecer fundamentos para o futuro a fim de que a próxima geração seja beneficiada, celebrando com gratidão a memória dos estadistas do passado; politicagem é o legado imoral recebido por filhos que dizem sem constrangimento: “estamos curtindo o que nossos pais roubaram do povo no passado”.Política deságua em fidelidade ante os compromissos feitos com o povo,administrando o bem público para toda a comunidade; politicagem é a arte do cinismo, temperado com ostentação e riquezas provenientes do assalto ao fruto do suor do povo.Política sempre pensa na próxima geração; politicagem sempre pensa na próxima eleição; Política vislumbra um futuro repleto de justiça e dignidade para todos; politicagem empurra o visionário a se perceber no trono,levando vantagem sobre os outros e sendo o senhor de tudo; Política é generosamente conciliadora;politicagem é maldosamente desagregadora; Política vê o adversário como um provável aliado no futuro, na defesa do bem-comum; politicagem sempre encara o adversário como um inimigo que precisa ser tirado do páreo a qualquer custo; Política caminha por princípios ideológicos e éticos; politicagem ’surfa’ no oportunismo cínico; Política transpira abnegação; politicagem transpira ambição; Política fica exposta na luz da opinião pública e da prestação de contas; politicagem trafega na escuridão da safadeza; Política é determinada, arrojada e não teme defender o que acredita; politicagem fica na moita, em cima do muro e sentindo o rumo do vento; Política reconhece as qualidades dos adversários, elogia publicamente e louva pelos bons serviços; politicagem deprecia, esculhamba e puxa o tapete; Política conquista, com autoridade e testemunho pessoal, o respeito dos adversários; politicagem sempre conquista o ressentimento, o ódio e o espírito de vingança; Política enterra seus militantes com choro de saudade e gratidão pelo inesquecível legado deixado; politicagem faz festa quando seus perversos partem desta para pior. Como diz a Bíblia ? partem sem deixar saudades de si?; Política garante nome honrado, paz de consciência, estabilidade familiar e admiração popular; politicagem implica em nome maldito, consciência atormentada, família arrebentada e população indignada; temos política de menos e politicagem de mais; Penso ser necessário que o Senhor da História continue exterminando muitos praticantes de politicagem e levantando uma nova geração, com novos princípios, que saiba praticar política. Quanto a mim, junto-me a você leitor, que tem envergonhado-se da politicagem, marca registrada por muito tempo em nossa terra, porém, nunca deixou de sonhar, apoiar e trabalhar com aquelas pessoas que amam a política e fazem dela um instrumento de promoção do próximo. Na opinião do Senhor Jesus Cristo, próximo é o que precisa de mim: amigo ou inimigo, aliado ou adversário. O meu próximo não é determinado pela ideologia que defende, nem pela agremiação partidária que pertence e sim pela necessidade que ele tem!
*Luiz Carlos Porto Membro da Academia Imperatrizense de Letras.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Não desperdiçar as oportunidades da crise

17/11/2008

Por Leonardo Boff

Face ao cataclismo econômico-financeiro mundial se desenham dois cenários: um de crise e outro de tragédia. Tragédia seria se toda a arquitetura econômica mundial desabasse e nos empurasse para um caos total com milhões de vítimas por violência, fome e guerra. Não seria impossível, pois o capitalismo, geralmente, supera as situações caóticas mediante a guerra. Ganha ao destruir e ganha ao reconstruir. Somente que hoje esta solução não parece viável pois uma guerra tecnológica liquidaria com a espécie humana; só cabem guerras regionais sem uso de armas de destruição em massa.
Outro cenário seria de crise. Para ela, não acaba o mundo econômico, mas este tipo de mundo, o neoliberal. O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e de consumo.
Não precisamos recorrer ao idiograma chinês de crise para saber de sua significação como risco e oportunidade. Basta recordar o sânscrito matriz das línguas ocidentais.
Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De kri vem também crítica que é um processo pelo qual nos damos conta dos pressupostos, dos contextos, do alcance e dos limites seja do pensamento, seja de qualquer fenômeno. De kri se deriva outrossim crisol, elemento químico com o qual se limpa ouro das gangas e, por fim, acrisolar que quer dizer depurar e decantar. Então, a crise representa a oportunidade de um processo critico, de depuração do cerne: só o verdadeiro fica, o acidental cai sem sustentabilidade.
Ao redor e a partir deste cerne se constrói uma outra ordem que representa a superação da crise. Os ciclos de crise do capitalismo são notórios. Como nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova ordem econômica mas sempre se recorre a ajustes que preservam a lógica exploradora de base, ele nunca supera propriamente a crise. Alivia seus efeitos danosos, revitaliza a produção para novamente entrar em crise e assim prolongar o recorrente ciclo de crises.
A atual crise poderia ser uma grande oportunidade para a invenção de um outro paradigma de produção e de consumo. Mais que regulações novas, fazem-se urgentes alternativas. A solução da crise econômica-financeira passa pelo encaminhamento da crise ecológica geral e do aquecimento global. Se estas variáveis não forem consideradas, as soluções económicas, dentro de pouco tempo, não terão sustentabilidade e a crise voltará com mais virulência.
As empresas nas bolsas de Londres e de Wall Street tiveram perdas de mais de um trilhão e meio de dólares, perdas do capital humano. Enquanto isso, segundo dados do Greenpeace, o capital natural tem perdas anuais da ordem de 2 a 4, trilhões de dólares, provocadas pela degradação geral dos ecossistemas, desflorestamento, desertificação e escassez de água. A primeira produziu pânico, a segunda sequer foi notada. Mas desta vez não dá para continuar com o business as usual.
O pior que nos pode acontecer é não aproveitar a oportunidade advinda da crise generalizada do tipo de economia neoliberal para projetar uma alternativa de produção que combine a preservação do capital natural com o capital humano. Há que se passar de um paradigma de produção industrial devastador para um de sustentação de toda a vida.
Esta alternativa é imprescindível, como o mostrou corajosamene François Houtart, sociólgo belga e grande amigo do Brasil, numa conferência diante da Assembleia da ONU em 30 de outubro do corrrente ano: se não buscarmos uma alternativa ao atual paradigma econômico em quinze anos 20% a 30% das espécies vivas poderão desaparecer e nos meados do século haverá cerca de 150 a 200 milhões de refugiados climáticos. Agora a crise em vez de oportunidade vira risco aterrador.
A crise atual nos oferece a oportunidade, talvez uma das últimas, para encontrarmos um modo de vida sustentável para os humanos e para toda a comunidade de vida. Sem isso poderemos ir ao encontro da escuridão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"Sentença de morte"

Publicado em: 13/11/2008 - 11:37 Folha de S.Paulo

Diesel Limpo Notícias Movimento Nossa São Paulo

O acordo judicial foi uma sentença de morte e um estímulo à impunidade. A sociedade brasileira deve cobrar explicações
Oded Grajew

EM OUTUBRO de 2002, o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) emitiu a resolução 315 determinando que, a partir de janeiro de 2009, a quantidade de enxofre no diesel baixasse de 2.000 ppm -quando vendido nas áreas não urbanas (70% do total)- e de 500 ppm -vendido nas áreas metropolitanas- para 50 ppm. Nos EUA, por exemplo, essa proporção é de 15 ppm; na Europa, de 10 ppm; e, em alguns países da América Latina, já é de 50 ppm.
O Conama determinou também que a indústria automobilística passasse a comercializar a partir da mesma data motores menos poluidores (Euro 4). A resolução se deve ao terrível impacto que as partículas de enxofre têm sobre a saúde pública, sendo responsáveis por graves doenças pulmonares e pela morte prematura (sobretudo de crianças e idosos) de cerca de 3.000 pessoas por ano na cidade de São Paulo e de 10 mil nas principais regiões metropolitanas do país.
Embora tivessem quase sete anos para se prepararem, a Petrobras e a Anfavea (representando a indústria automobilística) declararam que não irão cumprir a resolução, apesar de a Petrobras possuir imensos recursos financeiros e tecnológicos e as indústrias automobilísticas fabricarem os motores da geração Euro 4 nos seus países de origem e mesmo no Brasil (só que apenas para exportação).
Ao assumir o Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc disse publicamente que seria inadmissível o descumprimento da resolução. Pouco a pouco, atemorizando-se diante das pressões econômicas e políticas, mudou de atitude e, em vez de continuar exigindo o cumprimento, enviou o caso para o Ministério Público.
A promotora Ana Cristina Bandeira Lins, encarregada de conduzir o processo, adotou inicialmente, em declarações e entrevistas, uma atitude firme pelo cumprimento integral da resolução. Pouco a pouco se recolheu, passou a não atender a mídia, afastou qualquer contato com a sociedade civil, negociando basicamente com Petrobras, Anfavea e Minc.
Diante da mobilização e pressão de várias organizações sociais que tentavam evitar um péssimo acordo, o ministro Carlos Minc se comprometeu a promover uma audiência pública com a sociedade civil antes da assinatura de qualquer acordo judicial. Mas não cumpriu sua promessa.
A promotora Ana Cristina aceitou praticamente todas as propostas da Petrobras e da Anfavea (por exemplo, só em 2014 o diesel 2.000 ppm será substituído totalmente pelo diesel 500 ppm -o mesmo que hoje já circula nas regiões metropolitanas) e impôs compensações pífias (doação de um laboratório e campanha educativa para regulagem de motores).
Todos os leitores deste artigo e suas famílias, especialmente se estiverem morando em algum centro urbano, terão a saúde afetada por essa decisão. Desse episódio, ficam uma pergunta e algumas conclusões.
1) Quem pagará pelas graves doenças pulmonares e pelas mortes resultantes do descumprimento da resolução 315 do Conama? A Faculdade de Medicina da USP estima em U$ 400 milhões por ano o custo para o SUS apenas na cidade de São Paulo.
2) Descumprir a legislação ainda compensa no Brasil para quem tem poder político e econômico.
3) A promotora Ana Cristina B. Lins, ao aceitar acordo tão lesivo à saúde pública, ao cobrar um preço baixíssimo pelo desrespeito à legislação, ao recusar qualquer diálogo com a sociedade civil, arranhou a imagem do Ministério Público, instituição tão importante para a democracia e a defesa dos direitos humanos no Brasil.
4) Há ainda empresas que confundem responsabilidade social com marketing, com patrocínios e ações filantrópicas, e não entendem que a ética deve se estender a todas as atividades produtivas e, de forma igual, a todos os países em que atuam.
5) O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não deveria aceitar passivamente pagar a conta em doenças, vidas e recursos, mas exigir o cumprimento integral da resolução.
6) O ministro Minc, por descumprir a palavra e por se mostrar tão vulnerável a pressões econômicas e políticas, perde importante patrimônio para um servidor público: a credibilidade, a confiança e o respeito da sociedade. Não se confundem ações pirotécnicas e performances midiáticas com real compromisso com o meio ambiente, a saúde pública e a ética.
O acordo judicial foi, na realidade, uma sentença de morte para milhares de brasileiros e um estímulo à impunidade. A sociedade brasileira deve cobrar explicações e responsabilidade de quem patrocinou, participou, assinou e compactuou com essa lamentável decisão.
ODED GRAJEW , 64, empresário, é um dos integrantes do Movimento Nossa São Paulo e presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. É idealizador do Fórum Social Mundial e idealizador e ex-presidente da Fundação Abrinq. Foi assessor especial do presidente da República (2003).
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Abaixo-assinado pela criação do Parque da Restinga de Maricá

domingo, 9 de novembro de 2008

Morar perto de parques 'melhora saúde' de ricos e pobres

Morar perto de parques ou outras áreas verdes ajuda a melhorar a saúde das pessoas, independentemente da classe social, sugere um estudo publicado na revista acadêmica "The Lancet".

Cientistas da Universidade de Glasgow analisaram os certificados de óbito de 366.348 pessoas na Inglaterra entre 2001 e 2005 para verificar a ligação entre diferentes causas de morte e acesso a áreas verdes.

Eles descobriram que em regiões onde há mais áreas verdes, a diferença entre ricos e pobres em relação às condições de saúde caía quase pela metade.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que usar parques e áreas verdes para caminhadas e outras atividades ajuda a combater a pressão alta e reduz os efeitos danosos do estresse.

"Nem todo mundo tem o mesmo acesso a áreas verdes, mas quando as pessoas têm acesso, elas tendem a usá-las, independentemente da classe social a que pertencem (e) isso tem um impacto direto na sua saúde", disse o pesquisador Richard Mitchell.

Mitchell afirmou que medidas para reduzir a desigualdade entre ricos e pobres ainda são necessárias, mas que o governo deveria levar a pesquisa em consideração ao planejar áreas urbanas. (Fonte: G1)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O fim das sacolas plásticas

Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de quinta-feira a Lei n 4.218/08, que determina a substituição, em até três anos, do uso de sacolas plásticas no comércio por opções com maior vida útil, as sacolas de tecido, ou por embalagens de plástico biodegradável, que demora 18 meses para se decompor. Os órgãos e entidades públicas também terão de trocar os sacos de lixo por opções que agridam menos o meio ambiente - CB, 17/10, Cidades, p.29.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Diadema planeja comercializar área verde

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC
Com escassez de vegetação na cidade, a Prefeitura de Diadema quer vender uma das poucas áreas verdes existentes. Projeto de lei do Executivo pede autorização para alienação de terreno municipal de cerca de 12 mil m², entre a Avenida Alda com a Rua Coimbra, no Parque Sete de Setembro, próximo à região central. Adiada por duas sessões na Câmara a pedido da oposição, a matéria que entra em pauta para votação na próxima quinta-feira, porém, já causa polêmica até mesmo entre os vereadores da situação.
"Quero esclarecimento por parte do Executivo da razão da venda, afinal temos muito poucas áreas verdes na cidade", afirmou Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), líder da bancada petista na Câmara. O valor do terreno para venda é de R$ 3,05 milhões, de acordo com cálculo feito pela Comissão de Avaliação de Imóveis de Diadema.
Sem utilidade - Na justificativa para venda da área localizada na Rua Coimbra, 812, que consta no projeto de lei, o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), explica que o "local não tem nenhuma utilidade pública, sendo que sua conservação é dispendiosa aos cofres públicos", referindo-se aos gastos com relação a sua estrutura e à intensa fiscalização para que a área não seja ocupada por terceiros.
Ainda de acordo com o chefe do Executivo, a área em questão foi desapropriada para uso do setor de Saúde Mental do município, o que não ocorreu até hoje. No ofício encaminhado à Casa, existe a informação de que o "Conselho Municipal de Saúde já se manifestou a favor da venda do terreno".
Maninho disse que terá entre amanhã e quarta-feira uma reunião com o secretário de Saúde, Osvaldo Misso, e os vereadores da bancada do PT. "O recurso da venda é pra quem, pra que e por quê", questionou o petista. Ele ainda disse: "Nós, vereadores, não estamos ainda convencidos da venda da área verde, a não ser que seja para construção de um equipamento popular."
A mesma opinião tem o oposicionista Lauro Michels (PSDB), que pediu pelo adiamento da votação do projeto por duas sessões. "Sou contra a venda e desconheço a finalidade. Diadema possui poucas áreas verdes para dar qualidade de vida à população", disse.
Detalhe: a justificativa do projeto do Executivo traz o pedido para venda em regime de "urgência especial".
Governo admite que local é de preservação
Apesar do interesse de venda do terreno por meio de licitação, a Prefeitura de Diadema reconhece que a área está classificada no Plano Diretor como de preservação ambiental 3 (AP-3). A taxa de ocupação não poderá ultrapassar a 30% do terreno, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura.
No entanto, questionada sobre o tipo de empreendimento para o local, a administração respondeu que pode "atender ao uso residencial, comercial ou industrial, desde que respeitadas as normas de preservação ambiental".
O vereador oposicionista
José Dourado (PSDB) prevê polêmica pela frente. "Essa área foi comprada para uso da Saúde Mental e até hoje não se investiu nada. Esperamos que o bom senso prevaleça por parte do governo e o pedido seja retirado da pauta", afirmou. O tucano disse ainda que o valor pedido para venda, inclusive, é "baixo", por conta da localização da área.
Alheios à venda ou qualquer outra manifestação política, Irani e Henrique Felisberto vivem há cerca de 12 anos ali, junto dos três filhos - dois deles praticamente nasceram no local.
Guarda civil patrimonial há 15 anos, Felisberto, 36 anos, tomava conta da área no passado. Hoje, mora em uma casa construída em parte do terreno e tem a função de caseiro. "Eu nem sabia que a Prefeitura quer vender aqui", disse Irani, 40 anos, com ar de preocupação. A Prefeitura informou que, em caso de venda, a situação da família "será analisada".

Peixes desaparecem da Billings

Flotação faz peixes desaparecerem da Billings
Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC
O rendimento obtido com a pesca na Represa Billings caiu 80% na região do braço do Bororé, divisa da Capital com São Bernardo. Para os pescadores artesanais da área, o motivo tem nome: flotação. O sistema de tratamento usado no Rio Pinheiros para despejar ‘água limpa'' no manancial - após injeção de produtos químicos e oxigênio responsáveis por fazer a sujeira boiar - estaria espantando os peixes. A queda na atividade coincide com o início do bombeamento constante, em meados de abril.
A denúncia é justificada com as alterações observadas no ecossistema durante o período. Os pescadores contam (e mostram) que as redes voltam carregadas de uma espécie de lodo verde, incomum na região. "Já tem pouco peixe na água e o que tem foge porque consegue enxergar a rede. Estamos enfrentando uma situação muito complicada depois que esses testes começaram. Antes, conseguia pescar 80 quilos por dia, agora não passa de dez. Não dá para viver desse jeito", diz o presidente da Apar Billings (Associação dos Pescadores Artesanais da Represa Billings), Evaldo Bizarrias, 43 anos.
A surpresa maior é que a água está limpa, mesmo perto da margem. Os pescadores dizem que, em alguns pontos, a represa chega a ficar transparente. "Mas isso, por incrível que pareça, não está sendo bom. Parece que tudo está desequilibrado por aqui. Passo até 18 horas no barco tentando pescar, mas meu lucro não chega a 20% do que conseguia antes", conta Roberto Marcolino da Silva, 42.
Para piorar o quadro relatado, a comunidade do Bororé tem ainda de enfrentar uma proliferação de mosquitos. É possível notar o problema nas ruas e calçadas, repletas de insetos mortos. Os pescadores dizem que isso é a conseqüência da ausência do predador. Os peixes se alimentam das larvas desses insetos, se não há peixe, eles invadem as casas.
Até agora, porém, as denúncias não surtiram resultado. A associação, que reúne 147 pescadores, já encaminhou ofício aos órgãos ambientais da Capital e do Estado, mas até agora nenhuma equipe técnica foi destacada para estudar os impactos da flotação na área. "A gente vendia peixe até para a Ceasa (Central de Abastecimento) de São Paulo. Foi um tombo para todos nós. Alguém precisa estudar essa água", pede Bizarrias.
Pescadores fazem bico para sobreviver
Com o sumiço dos peixes na Represa Billings, os barcos ganharam nova função, pelo menos para o experiente João de Lima, 64 anos. Em busca do dinheiro perdido com a flotação, o pescador aposta no turismo. "Agora, levo os curiosos para verem as obras do Rodoanel. Tem uma ponte sendo construída aqui perto e um monte de gente pede para ver o trabalho aos finais de semana", diz.
Ainda desajeitado no posto de ‘guia'', Lima não sabe quanto cobrar. "Tenho que calcular a quantidade de gasolina que gasto. É o jeito que encontrei para sobreviver. Sou pescador há 18 anos e ainda me lembro da época em que os peixes pulavam na balsa. Era muita abundância, diferente de hoje", conta.
Quem ainda não desistiu de tirar o sustento da represa trabalha para agregar valor à quantidade pescada. É o caso do presidente da associação local. Evaldo Bizarrias não consegue mais vender o pescado puro. Precisa cortar, embalar e congelar. "Depois que saio da água, passo o dia todo fazendo esse trabalho e ainda assim não consigo tirar o rendimento que tinha antes. Eu me viro, mas tem gente que já procura emprego de servente de construção", afirma.
Algumas peixarias da Colônia Bororé também fecharam com a queda registrada na pesca. Mas apesar das dificuldades, a comunidade acredita que o desequilíbrio notado na região possa retroceder. A Apar Billings (Associação dos Pescadores Amadores da Represa Billings) defende a execução de um projeto de repovoamento do manancial, desde que trabalhado com ações de conscientização de ‘pescadores de varinha''.
"Eles não respeitam os peixes novos, que não podem ser tirados da água antes da hora para que, assim, consigam procriar. Para repovoar o reservatório, precisamos de pesquisa e organização. O equilíbrio tem de ser trabalhado de todos os lados", completa Bizarrias.
Responsabilidade - Especialistas em recursos hídricos são unânimes em afirmar que as denúncias dos pescadores devem, ao menos, ser apuradas. O coordenador do departamento da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Ivanildo Hespanhol, acredita que os testes de flotação podem interferir no equilíbrio do meio ambiente local.
"Não sei se podemos fazer uma associação direta, mas a possibilidade deve ser levada em consideração. O processo de flotação utiliza produtos químicos muito fortes, como sulfato de cobre, que fica no lodo. Pode ser que essa matéria assimile muito oxigênio e aí o peixe vai embora", explica.
O professor do departamento de Química do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Geraldo Fontana diz que é preciso organizar um estudo de campo na área. "Os órgãos públicos devem tomar providências para saber se o problema é a flotação ou mesmo a quantidade exagerada de esgoto na água."
Governo do Estado não apresenta solução a pescadores
O governo do Estado não apresentou soluções para os problemas relatados pela associação de pescadores. A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) - responsável pela realização dos testes de flotação do Rio Pinheiros e do bombeamento para a Represa Billings - sequer respondeu aos questionamentos feitos pelo Diário. A empresa foi procurada durante três dias e nenhum técnico foi destacado para conceder entrevista.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente também não escalou equipe para visitar o local e fazer estudo detalhado da situação encontrada atualmente no braço do Bororé. A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), porém, afirmou que, até dezembro de 2007, os dados de qualidade avaliados não apresentavam alteração na água em função dos testes.
Em nota, a companhia afirmou que o processo tem tido sucesso em remover cargas orgânicas do rio, além de fósforo total, melhorando a turbidez e aumentando o oxigênio dissolvido no volume despejado na represa. As análises são válidas até janeiro deste ano. De lá pra cá, os resultados não foram revelados.

domingo, 2 de novembro de 2008

APC participa do 1º Encontro sobre Saúde e Sustentabilidade

O evento realizado na Universidade de São Caetano do Sul teve como foco o direito de se viver em cidades saudáveis e sustentáveis.
A APC agradece a Reitoria da USCS e em especial a Professora Marta Marcondes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008


“A natureza é grande nas grandes coisas, mas é grandiosa nas pequenas.” Bernardin de Saint Pierre

Filhotes de Beija-flor - Foto APC Parque Central

Os pássaros estão sumindo

Os pássaros estão sumindo
O poeta hoje diria assim...
Minha terra já não tem palmeiras, jamais sabiá.
Antigamente os passarinhos tinham apenas dois inimigos: o gavião e o estilingue. Por mais que o gavião exagerasse na gula, por mais que os garotos aprimorassem a pontaria no estilingue, não davam conta de acabar com os sabiás, os gaturamos, os azulões, os coleirinhos, as rolinhas.
Hoje nas cidades, até os pardais estão desaparecendo. Nos próprios bosques, rareiam os gorjeios. E na roça o mato já quase não existe: o fogo queimou, a foice ceifou, o machado tombou, a motosserra matou. Estão no fim as florestas naturais e os fazendeiros e sitiantes parecem não gostar muito de plantar árvores frutíferas. Sem árvores, os pássaros perdem o seu habitat. E se voam à procura de alimentos nas plantações, morrem intoxicados. A química é tanta... nem lagartas sobram para passarinhos comer. Dizem: a minhoca não existe mais como antes. Nem aqueles bichinhos que as juritis catavam no chão.
Dessa forma a primavera fica mais triste. O verde teima em voltar, porem, cada vez mais tímido. As flores ainda se abrem, todavia com medo de serem agredidas pelo chamado progresso. As próprias andorinhas que enfeitavam as praças sentem-se intrusas. Elas e os pombos vão passando a ser visto como algo que incomoda. Na cidade e nos campos a primavera não tem o viço de outrora.
A gente chega a ficar com pena das crianças que estão chegando agora a este mundo.Vão encontrar um cenário sem graça. Um mundo feito de asfalto, fumaça e gigantescos edifícios. Com poucas flores, poucas cores e ausente a poesia... e passarinho em gaiola que nasceu para voar, cantar solto, curtir a liberdade plena.
Até os pardais estão sumindo. Encharcados de gás carbônico, deixam as cidades, eles que, embora feios e sem o dom do canto, ainda animavam um pouco o burburinho das ruas.
Gonçalves Dias haveria de ficar decepcionado se descobrisse que na sua terra as palmeiras estão morrendo e os sabiás estão silenciando. E as borboletas azuis do Casimiro de Abreu? Será que ainda existem borboletas? E ainda mais... azuis? Nem o céu é mais azul: ficou cinzento, poluído, triste.
Sem árvores, sem pássaros, sem borboletas, a vida é aborrecida, a primavera perde muito do seu charme. Como dizia o bom Drummond: os corações estão secos.
Há alguns anos um caçador chegara feliz em casa: matara um nhambu na capoeira do sítio dele. era o último nhambu da última capoeira. E ele estava feliz...
Mas ainda é tempo de salvar este planeta. Pelo menos para as crianças que estão chegando agora ao mundo saibam o que é uma árvore, o que é uma flor, o que é uma borboleta, o que é um passarinho.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

UMA RIQUEZA QUE SE VAI


Mesmo em áreas verdes encontramos cada vez menos espécies nativas.
Embora a ciência ainda esteja descobrindo a enorme importância de se preservar espécies de plantas ameaçadas de extinção, não temos tido muito sucesso em conter a gradativa perda de biodiverdidade vegetal.
A Mata Atlântica, é um exemplo dramático desta situação. Calcula-se que muitas espécies foram extintas sem sequer terem sido catalogadas. E quando ocorre perda de espécies vegetais, o fato também sugere algum impacto na fauna. Em outras palavras, quando perdemos para sempre uma espécie vegetal, possivelmente ocorrerá perda de outra(s) espécie(s) da fauna. Isto sem contar a perda tecnológica, visto que as plantas são matéria-prima para a farmacologia.
Os números impressionantes da destruição da Mata Atlântica demonstram por fim a deficiência em políticas de conservação ambiental no país e a precariedade do sistema de fiscalização dos órgãos públicos.
Por: Marco Pozzana
Foto:APC

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Associação defende preservação do Parque Central

Escrito por Anderson Amaral - Diário Regional
quinta-feira, 16 de out de 2008 11:55
Para a Associação de Amigos do Parque Central, formada por moradores que residem no entorno do local, em Santo André, o motivo que levou a prefeitura a optar pela construção da pista de skate no Parque da Juventude foram as duas derrotas judiciais dque teve no embate travado no Ministério Público (MP).
Segundo um os integrantes da associação, José Carlos Vieira, algumas reuniões foram realizadas ao longo do ano passado entre a entidade e técnicos do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depav), mas que não se chegou a um acordo. “Não deram espaço para que argumentássemos e nos acusaram de preconceito contra o esporte”, disse.
Vieira afirmou que no local onde a prefeitura tem a intenção de realizar a obra existe uma nascente e, portanto, se enquadraria na lei de preservação ambiental. “Além de nascentes, existem espécies de aves que fazem ninhos em árvores do parque, que é uma Zona Especial de Interesse Ambiental e, portanto as ações devem ser discutidas com a população”, apontou.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Enquanto nossas florestas são destruídas, na Europa...

Matas européias crescem 360 milhões de m³ ao ano

22/10/2008

A Europa aproveita só dois terços do aumento, segundo a FAO. De acordo com o diretor da agência, quase 45% do continente está coberto por florestas.

Samantha Barthelemy

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirma que as matas européias crescem em média 360 milhões de metros cúbicos por ano, mas apenas dois terços desse crescimento é explorado.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou, nesta sexta-feira, que vai sediar a primeira Semana Européia da Floresta.
O evento, que será realizado na próxima semana, em Roma, reunirá representantes de 46 países e terá como foco a importância das florestas no combate às mudanças climáticas.

Cooperação

De acordo com o diretor-geral assistente da agência, Jan Heino, quase 45% do continente europeu são cobertos por florestas. E a cooperação nos setores relacionados é essencial para aproveitar os recursos florestais oferecidos em abundância.
A FAO afirmou que o evento contribuirá também na identificação de soluções para algumas das questões mais importantes sobre florestas, como mudanças climáticas, energia e água.

Apresentação*: Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

PRECISAMOS DE MAIS ÁRVORES NAS CIDADES


Deveríamos aproveitar melhor o espaço urbano.
Está provado. Quanto mais árvores em sua cidade, melhor a qualidade de vida para a população, para os animais e para a saúde do planeta.
É lamentável ver canteiros abandonados onde deveriam estar árvores ou outras plantas. As árvores nas cidades amenizam os efeitos do calor e absorvem parte da poluição do ar. Estas plantas não só ajudam a eliminar o indesejável gás carbônico, como diminuem outras impurezas do ar que respiramos. A sujeira do ar vai se acumulando nas folhas até que venha a chuva para limpar e levar para o mar estes detritos. Além disso, é sabido que um ambiente com mais árvores ajuda a aliviar o estresse da vida urbana.
Como muitas espécies de aves e outros animais dependem das árvores, temos que procurar plantar espécies nativas pois estas evoluiram junto com a fauna local.
Podemos concluir que as árvores brasileiras são capazes de fornecer as condições ideais para a vida de nossa fauna.
postado por Marco Pozzana - Foto: Marco Pozzana

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pensamento

Quem planta flores, planta beleza e perfumes para alguns dias. Quem planta árvores, planta sombra e frutos por anos, talvez séculos.
Mas quem planta idéias verdadeiras, planta para a eternidade.
Jesus

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Saúde e Sustentabilidade


A Associação dos Amigos do Parque Central foi convidada pela Diretoria da USCS de São Caetano do Sul para participar deste importante evento, representando a cidade de Santo André.
A nossa participação será no Sábado dia 25/10/2008 as 10:30h

Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS
R.Santo Antonio nº50 Centro São Caetano do Sul S.P

I ENCONTRO SOBRE SAÚDE E MEIO AMBIENTE:

O DIREITO ÀS CIDADES SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS
LANÇAMENTO DA AGENDA 21 DE SÃO CAETANO DO SUL

O Século XXI acena para uma série de mudanças relacionadas aos hábitos que há tanto tempo provocaram os problemas ambientais existentes. A proposta do I Encontro sobre Saúde e Meio Ambiente é trazer para a população da Região do Grande ABC, a discussão sobre as formas como a comunidade pode contribuir com essas mudanças, dentro dos princípios da Agenda 21.

Programa
Dia 23 de Outubro – quinta-feira
Horário: 19H –
Apresentação do Grupo de Dança de Salão DANCE NUTRI – alunas do curso de Nutrição da Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Abertura Oficial do Evento
Apresentação do Hino Nacional em GUARANI - CACIQUE TUKUMBÓ DYEGUAKA-ROBSON MIGUEL

· PROJETO OBSERVANDO O TIETÊ - SOS MATA ATLÂNTICA
· Gustavo Veronesi – Geógrafo – Educação Ambiental
· GRUPO BIGUÁ DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS
· SUB-COMITÊ DE BACIAS HIDROGRÁFICAS BILINGS-TAMANDUATEÍ
Márcia Nascimento – Secretária Executiva - Secretaria de Estado
do Meio Ambiente – São Paulo
· ELO ARTICULADOR/FACILITADOR DA AGENDA 21 DO GRANDE ABC
· Sandro Nicodemo - Instituto iBiosfera
· Representante da DIRETORIA DO MEIO AMBIENTE DE SÃO CAETANO DO SUL
· Representante da DIRETORIA DA SAÚDE DE SÃO CAETANO DO SUL
· REITORIA DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL - USCS
· DIRETORA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL- USCS
· EME “ALCINA DANTAS FEIJÃO” - Profa.Maria Teresinha Dario Fiorotti – Diretora

24/10/2008 – Sexta-feira
19h - Mesa Redonda:
Temática: Recursos ambientais ÁGUA, AR E SOLO e os prejuízos de poluentes a interface com a saúde da população das cidades
Palestrantes:
Renato A. Tagnin. Professor e pesquisador do Centro Universitário Senac e consultor em gestão de recursos hidricos e planejamento ambiental.
John Emílio Garcia Tatton. Biólogo – Coordenador de Educação e Desenvolvimento Ambiental Superintendência de Gestão Ambiental – SABESP
Heleni de Paiva – Ambientalista - Ribeirão Pires
21h - Mesa Redonda: Resíduos Sólidos
Temática: Políticas Públicas de Resíduos Sólidos, a busca da solução para as cidades
Mediador: Antonio Siqueira - Coordenador dos cursos de Gestão do Centro Universitário Assunção – UNIFAI
Os palestrantes serão integrantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado (Aterro Sanitário Lara), para que os três segmentos da sociedade sejam contemplados na discussão.
25/10/2008 – Sábado
Sociedade Civil Organizada e a sua atuação para a busca da melhoria da qualidade de vida nas cidades
09H – Palestra
As ONGs no Brasil e em São Paulo – Sua atuação na saúde e Ambiente
Palestrante: Cesar Pegoraro
Programa Mananciais
Instituto Socioambiental - ISA
Mesa Redonda: 10h30
Temática:
A atuação das ONGs nas áreas de Água, Solo, Ar e Resíduos Sólidos X Saúde
Breve apresentação das atividades das ONGs da região do Grande ABC.
Cada município terá o seu representante da sociedade civil organizada.
12H – Almoço
14H - Mesa Redonda
Direito dos animais
15H30 - Mesa Redonda
Direito Ambiental
Domingo: 26 de outubro de 2008
Lançamento Oficial da Agenda 21 de São Caetano do Sul
Programação Espaço Verde Chico Mendes
09h00min – Apresentação e divulgação da Agenda 21 do ABC/Lançamento
da Agenda 21 de São Caetano do Sul
09h40min - Realização da Ciranda 21
10h00min - Show com a Banda Mr. Flack
10h30min - Sorteios de Brindes ao público participante (*)
Atividades Simultaneamente:
* Oficina Ecológica (Instituto Homem & Natureza - IH&N)
* Plantio de 21 árvores no Espaço Verde Chico Mendes/
* Atividade Infanto-juvenil de Pintura com temas Ecológicos – com brindes aos melhores trabalhos/* Entrega de Gibis com temas ambientais e folder da Agenda 21 ao público do Espaço Verde Chico Mendes

Participem!!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Estão Matando as Áreas Verdes nas Cidades


por Luiz Fernando do Valle

Em um post anterior mencionei que as cidades são organismos vivos, que sofrem de doenças, algumas crônicas, e que esse mal pode levar até a sua morte. Uma das doenças mais graves de uma cidade é a falta de áreas verdes para os seus cidadãos.
Sem áreas verdes vários problemas podem ocorrer nas cidades, como: maior probabilidade de stress para os seus moradores; aumento da violência, principalmente entre os jovens; falta de oxigenação para o ar contaminado pelo excesso de CO2 proveniente da queima de combustível fóssil; falta de condições para o desenvolvimento de espécies de animais essenciais para o equilíbrio do meio ambiente; ocorrência de temperaturas mais quentes por excesso de áreas impermeabilizadas; mudanças nos períodos e nas intensidades das chuvas; enchentes por falta de cobertura vegetal que absorva a água, entre outras tantas distorções que causam perda na qualidade de vida dos seus moradores.
O desmatamento nas periferias das cidades tem aumentado muito nos últimos anos, a ponto de reduzir drasticamente a média recomendada pela ONU, que é de doze metros quadrados por habitante, para até um terço desse índice, e em alguns casos até menos, como em alguns bairros de São Paulo.
Na capital paulista esse desmatamento influiu diretamente no seu clima. Comparações feitas por imagens de satélite comprovaram haver diferenças de até dez graus entre uma região e outra, o que causa a inversão térmica.
Por causa dela tem ocorrido o que os pesquisadores chamam de “calor antropogênico“, que é extremamente prejudicial aos habitantes. Nessas ocasiões um bairro da zona leste pode ter até dez graus a mais que na serra da Cantareira, enquanto o Morumbi (zona sudoeste) chega a ter diferenças de três graus, se comparado à mesma serra.
Mas não é só a falta de áreas verdes que causa esse desequilíbrio no clima. A verticalização radical, sem estudo e compensações adequadas, muda a ventilação da cidade. Os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, são bons exemplos de ocupação irracional, onde não houve preocupação com o estudo das brisas marítimas, obrigando os seus moradores a viverem num clima senegalês e usarem em excesso o ar-condicionado.
Outro fator percebido nas grandes cidades é que os bairros de maior renda têm menor perda da vegetação.
Os moradores de bairros como Morumbi, Pacaembu e Alto de Pinheiros, na zona sudoeste de São Paulo, são uma população de maior poder aquisitivo. Preservaram suas áreas verdes mesmo sendo alvo do crescimento do mercado imobiliário. Possivelmente por terem maior consciência de sua importância.
Os maiores índices de desmatamento na capital paulista foram encontrados nos distritos do Grajaú, Parelheiros e Jardim Ângela, na zona sul; Tremembé e Perus, na zona norte; e Cidade Tiradentes, Iguatemi e São Rafael, na zona leste. Todas essas regiões têm dois pontos em comum em relação a esse tema: grande número de loteamentos clandestinos e ocupação por população de baixa renda.
Essas situações enfrentadas pelas cidades maiores também ocorrem em cidades médias, causando a mesma síndrome de fadiga e cansaço para os seus moradores. O que se observa por essas experiências é que os administradores municipais desconhecem a gravidade do problema e nada fazem para entendê-lo e mudá-lo.
Todos nos assustamos com o desmatamento da floresta Amazônica, porém, um crime tão grave ocorre no bairro vizinho à nossa moradia e parece que ninguém percebe, e se percebe nada faz.
Deveríamos cobrar mais dos prefeitos para que impeçam que o pouco que sobrou no cinturão do entorno das cidades não seja eliminado por interesses políticos eleitoreiros.
As pessoas que lá moram padecem de total falta de qualidade de vida por vários fatores já conhecidos, mas preservar áreas verdes ainda existentes, ou incentivar a plantar árvores nessas regiões, seria uma maneira de resgatar um mínimo de dignidade para os seus moradores.
Não haverá cidades sustentáveis sem corrigirmos essa distorção, que tem muito a ver com a falta de educação e instrução dos seus moradores e interesse de seus governantes.

ALERTA: ÁRVORES EM PERIGO


Árvores ameaçadas de extinção saltam 4 vezes desde 92 no Brasil. Foto: Mario Moscatelli

O desmatamento, as queimadas e a favelização foram os principais motivos para o aumento de quatro vezes na quantidade de espécies de árvores ameaçadas de extinção no Brasil nos últimos 16 anos, a maior parte na Mata Atlântica, informou o Ministério do Meio Ambiente.
Ao menos 472 espécies correm o risco de desaparecer dos biomas brasileiros nos próximos anos, sendo 276 delas encontradas principalmente na área que restou da Mata Atlântica, de acordo com a nova lista de espécies da flora nacional ameaçadas. A lista oficial anterior de árvores ameaçadas datava de 1992, com 108 espécies. Outras 1.079 espécies nacionais ainda podem estar ameaçadas de extinção, porém não foram incluídas por enquanto na lista devido à falta de informação suficiente. Assim como já é feito sobre a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga e o Pampa também passarão a ser monitorados via satélite, o que permitirá um cenário mais amplo do desmatamento no país.
O Sudeste brasileiro, onde fica maior parte dos 8,5 por cento que sobraram da Mata Atlântica, é a região com o maior número de espécies ameaçadas, com 348, seguido por Nordeste (168) e Sul (84). Fonte: UOL Notícias

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Será que um dia a gente também chega lá!

Londrina multa imóveis sem árvore na calçada
Quem desrespeitar a lei pode ter de pagar até R$ 1.400.
No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Paranaense

Londrina aposta em medida ecologicamente correta
A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de Londrina (PR) começou a aplicar multas a quem não planta árvores nas calçadas. De acordo com uma lei da cidade, todo imóvel deve ter uma árvore plantada na calçada.

No fim do ano passado, a prefeitura notificou pelo menos 250 comerciantes, 15% deles não fizeram o plantio e, agora, estão sendo multados.

A blitz começou pelo Centro da cidade. As multas podem chegar a R$ 1.400. A medida é considerada ecologicamente correta pela Sema. "As árvores funcionam como ar-condicionado natural, diminuindo o calor. Também funcionam retendo a poeira e diminuindo os ruídos", afirma Gerson da Silva, secretário do Ambiente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Especialistas alertam para necessidade de evitar extinção das espécies

Resta pouco tempo para deter o processo de extinção de muitas espécies animais e vegetais, advertiram neste domingo em Barcelona especialistas da União Internacional para a Conservação da Naturaleza (UICN), na abertura de seu quarto congresso.
"Há urgência" para enfrentar as ameaças terríveis da mudança climática e da degradação dos ecossistemas", disse Valli Moosa, presidente da UICN e ex-ministro do Meio Ambiente da África do Sul.

"O que sabíamos há muito tempo se transformou em algo aceito por todos".

"Podemos corrigir o curso das coisas, a transição para o desenvolvimento sustentável exige uma descarbonização de nossa economia", acrescentou, em referência às emissões de dióxido de carbono da combustão de energias fósseis.
Moosa pediu às empresas para que integrem a proteção ao meio ambiente em sua gestão.
A UICN publicará na segunda-feira uma aguardada "lista vermelha" das espécies em risco de extinção, que deve confirmar a gravidade da crise atual.
A relação, publicada todos os anos e considerada a avaliação mais confiável do estado das espécies no planeta, aumenta perigosamente.
Em 2007, quase 200 novas espécies entraram na lista de 16.306 espécies ameaçadas de extinção. A UICN vigia a evolução de 41.415 espécies.
Em termos gerais, um mamífero em cada quatro, uma ave em cada oito, um terço dos anfíbios e 70% das plantas estão em perigo.
A erosão da biodiversidade é provocada pela combinação do crescimento urbano, da poluição, da mudança climática, dos conflitos armados e da exploração em excesso dos recursos.
A UICN quer aproveitar o congresso, organizado a cada quatro anos, para sensibilizar os políticos e a opinião pública sobre questões do meio ambiente.
Somente a reunião mundial sobre o desenvolvimento sustentável de Johanesburgo em 2002havia reunido mais participantes.
A UICN, uma organização atípica criada em 5 de outubro de 1948 na França e que tem sede na Suíça, reúne mais de 1.000 membros - representantes de 80 governos e de 800 ONGs - es 10.000 cientistas voluntários.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Chácara Baronesa

Área de Proteção Ambiental (APA), tombada pelo Condephaat, uma das últimas de floresta no perímetro urbano de Santo André, pertecente ao Estado de SP, pode perder parte da área para habitação.
Segue abaixo fotos da Chácara Baronesa.