segunda-feira, 24 de maio de 2010

Que fim levaram as flores do Parque Central...

Este filme mostra um pouco do "Novo Projeto de Paisagismo" que foi implantado pela administração do Dr Aidan em Santo André.
A manutenção dos canteiros de flores do Parque Central e de outras áreas da cidade foi abandonada, além da retirada de árvores, arbustos e bromélias.
Parabéns Dr. Aidan, em apenas um ano você conseguiu destruir o paisagismo de Santo André-SP.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Resposta da Anvisa sobre o uso da capina química urbana


ANVISA- Resposta ao Protocolo 2010131899
Em atenção a sua solicitação, informamos que a prática da capina química em área urbana não está autorizada pela ANVISA ou por qualquer outro órgão, não havendo nenhum agrotóxico registrado para tal finalidade.Segundo o Art. 15 da Lei de Agrotóxicos e Afins nº 7.802, de 11/07/89, aquele que produzir, comercializar, transportar, aplicar, prestar serviço, der destinação a resíduos e embalagens vazias de agrotóxicos, seus componentes e afins, em descumprimento às exigências estabelecidas na legislação pertinente estará sujeito à pena de reclusão, de dois a quatro anos, além de multa. Essa prática também pode ser enquadrada no Art. 56 da Lei de Crimes Ambientais, Lei 9.605, de 12/02/98, o qual estabelece uma pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa para quem usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com o estabelecido em leis ou regulamentos.
Já encaminhamos denúncias sobre este item ao Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente do Ministério Público dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Central de Atendimento
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
0800 642 9782
Uma Nota sobre o uso de agrotóxicos em áreas urbanas pode ser consultada no endereço eletrônico: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/cd45cf0041417f9ca7d5f7230a0729a7/nota+t%C3%A9cnica+agro.pdf?MOD=AJPERES&useDefaultText=0&useDefaultDesc=0 .

terça-feira, 18 de maio de 2010

Audiência Pública

Local:Câmara Municipal de Santo André
Dia 07/06/2010 às 18:00 h

Realização de Audiência Pública para discussão sobre a gestão das Zonas Especiais de Interesse Ambiental (ZEIA) no município, com ênfase para o Parque Guaraciaba e Haras São Bernardo, no próximo dia 7 de junho, às 18 horas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Prefeitura de Santo André age de maneira antidemocrática e faz retaliação a Associação Amigos do Parque Central

Nós integrantes da APC estamos indignados com a retaliação que recebemos por parte da Administração Pública de nossa cidade, pois a exposição sobre o Parque Central e nossa entidade no Teatro Municipal foi cancelada no dia 06 de maio de 2010, antes do seu término, que seria no próximo dia 22 de maio de 2010.
Sem dúvida um dos motivos para o cancelamento, foi a nossa atuação em defesa do meio ambiente, onde cumprindo com o nosso dever constitucional, denunciamos a prática da “Capina Química” que é proibida pela ANVISA e estava sendo realizada em diversas ruas de Santo André pela PMSA.
Lembramos que a nossa entidade já vem denunciando desde 2008 esta ilegalidade que também pode ser enquadrada como Crime Ambiental.
A nossa sociedade não pode mais aceitar este tipo de atitude dos nossos “gestores públicos”, que ao ganhar uma eleição se acham donos da cidade para fazer o que bem entender, passar por cima das leis e não dar a mínima aos direitos do cidadão.
Continuaremos o nosso trabalho, denunciando e combatendo fatos como estes que trazem prejuízo ao meio ambiente de Santo André.
José Carlos Vieira APC




Crotalária Juncea, uma aliada ao combate a dengue



















Crotalária Juncea. Esta planta é uma leguminosa, geralmente usada para adubação verde e controle de nematóides nos solos e que atrai as libélulas, insetos voadores que se alimentam das larvas e adultos do Aedes Egiptys. Com o plantio da Crotalária em terrenos baldios, quintais, jardins, vasos e inclusive nas margens dos rios, ela atrai a Libélula que põe seus ovos em água parada e limpa, da mesma maneira que o Aedes. Com isso, pode-se ampliar o controle sobre a transmissão da Dengue, pelo controle do inseto transmissor. Claro que o uso da Crotalária não dispensa os cuidados de cada morador com o seu ambiente doméstico e do governo local com os espaços públicos, mas é uma ajuda importante e ambientalmente adequada. E além disso, nos fornece a beleza das flores e das libélulas (vejam fotos) nos nossos jardins, vasos e quintais. Que tal embarcar nesta? As sementes são encontradas nas lojas de insumos agrícolas, assim como as informações de plantio.
Fonte: Blog Livre Pensar

sábado, 15 de maio de 2010

Peixes continuam morrendo nos lagos do Parque Central

A maioria são cascudos.Veja abaixo a importância deste peixe para verificar se há contaminação de lagos e rios.

Estudos bem recentes mostram que o cascudo é importante biomarcador de qualidade de água e de alimento tanto para o ser humano como para os outros animais.
Estes peixes limpam o ambiente ao mesmo tempo em que comem. Alimentam-se de algas e restos orgânicos que se depositam no leito do rio. Por isso, são bastante importantes na ciclagem de nutrientes dos meios em que vivem.
Apresentam ampla resistência a poluentes e podem sobreviver em lugares muito poluídos. Claro, não vale exagerar. E quando se fala de exagero, o ser humano bate recordes e nem o cascudo agüenta.
Como vivem no fundo (são demersais) onde a poluição sedimenta-se em maior quantidade, eles absorvem mais os poluentes. Quando o peixe fica com a coloração desbotada ou apresenta tumores, por exemplo, isto significa problemas de enormes proporções.
A saúde de todo o ecossistema do rio está, então, comprometida -os demais animais do rio também estão contaminados. O ecossistema terrestre litorâneo também fica prejudicado, pois há bichos que bebem a água do rio ou se alimentam de seus peixes. A vegetação circundante faz parte desta terrível reação em cadeia, atingindo, portanto, animais herbívoros. As pessoas que dependem do rio para sobreviver e retiram dele alimento e água, também entram no ciclo de toxicidade, arriscando-se inclusive a desenvolver vários tipos de câncer.
Mariana Aprile é estudante de biologia na Universidade Mackenzie e bolsista do CNPq.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mortalidade de peixes nos Lagos do Parque Central



Uma grande quantidade de peixes mortos foi retirada dos lagos do Parque Central em Santo André nos últimos dias.A contaminação dos lagos do parque já foi comunicada anteriormente à Prefeitura de Santo André e ao Semasa, mas até a presente data nenhuma iniciativa para a solução deste problema foi tomada. Ainda assim verificamos que a pesca está liberada apesar da evidência da contaminação.




domingo, 2 de maio de 2010

Nota Técnica da Anvisa reafirma proibição de capina com agrotóxicos nas cidades.Leia mais

A APC flagrou a prática da "Capina Química" que é proibida pela ANVISA nesta sexta-feira 30/04/2010 em diversas ruas da Vila Assunção em Santo André

O agrotóxico Arsenal foi aplicado próximo as pessoas,inclusive idosos como mostra a foto

Embalagem do produto utilizado, o ARSENAL
A capina química em áreas urbanas expõe a população ao risco de intoxicação, além de contaminar a fauna e a flora local. Por esse motivo, tal prática não é permitida. Para orientar municípios de todo país sobre os perigos do uso de agrotóxicos nas cidades, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (1), nota técnica sobre o tema...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Até quando o Governo do Estado vai deixar a APA Chácara da Baronesa abandonada?

Em mais uma matéria, desta vez do Jornal Bom Dia, novamente fica explícito o total estado de abandono em que o Governo do Estado de São Paulo está deixando a Área de Proteção Ambiental Chácara da Baronesa, também conhecida como Haras São Bernardo.Mesmo sendo a única APA em área urbana da nossa região, e também ser tombada pelo Patrimônio Histórico, esta importante área verde é tratada com total descaso.Praticamente quase todo o seu rico patrimônio histórico está deteriorado,as suas cercas destruídas permitem o livre acesso ao seu interior para a prática de vandalismo e outros atos criminosos, como a caça de animais silvestres.
Depois que foi anunciada a gestão compartilhada entre o Estado de São Paulo e a Prefeitura de Santo André parece que as coisas pioraram ainda mais, pois agora fica claro o jogo do empurra, onde ninguém faz nada.Mais um exemplo da preocupação dos nossos políticos com a nossa qualidade de vida.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que houve com Aldo Rebelo e nosso código florestal?

Você, ciberativista, fez pressão on-line e deu resultado: depois de receber milhares de e-mails em poucos dias, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da Comissão Especial que tenta alterar o Código Florestal, resolveu olhar melhor onde está pisando.
Na última terça-feira, o deputado não entregou o documento com mudanças sugeridas para o Código Florestal, lei que protege as florestas brasileiras. Ele até tentou dividir a responsabilidade com os membros da comissão especial, principalmente ruralistas, e disse que entregará o relatório quando eles quiserem. Mas a verdade é que Aldo Rebelo ainda tem o relatório – e o destino das florestas do país - em suas mãos.
Muito obrigado a você que enviou um e-mail ao Aldo pedindo para que ele não altere o Código Florestal. Você mostrou que a legislação ambiental não pode ser alterada para beneficiar a apenas alguns interesses, como os da bancada da motosserra.
Se você está se inteirando do assunto agora, segue um resumo do que está acontecendo:
Aldo tinha a intenção de apresentar seu relatório na terça-feira passada, dia 13 de abril, compilando os diferentes projetos em torno do Código Florestal em uma única proposta. Mas, durante a audiência, ele mudou seu discurso.
Disse que sentiu “o peso da responsabilidade” (com certeza - o peso de milhares de mensagens de protesto) e afirmou que nem sequer pediu a relatoria. Avisou que o assunto não era sua especialidade, assumindo que não tem conhecimento aprofundado sobre o Código Florestal e precisou estudar.
Apesar dessa declaração, já é possível ouvir o barulho da motosserra quando Aldo fala sobre nossas florestas.
Pelos seus depoimentos à imprensa, podemos esperar que sua proposta favoreça os grandes desmatadores, que desejam empurrar a agricultura e a pecuária para dentro da Amazônia e para o que sobrou de vegetação nativa em outros biomas brasileiros, pisando nos interesses dos brasileiros: a preservação da natureza.
Então, se você ainda não assinou a petição on-line, ainda dá tempo e é muito importante. A história não acabou.
Aproveite e navegue pelo novo site do Greenpeace, que permite a você participar de outras ações e exercer seu lado ativista.
Rafael Cruz Coordenador da campanha da Amazônia Greenpeace

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Qualidade do ar cai nas cidades do ABCD

ABCD Maior - 20/04/2010
Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Tempo seco prejudica dispersão de poluentes e aumenta risco de problemas respiratórios
A falta de chuvas na Região prejudicou a dispersão dos poluentes e,consequentemente, a qualidade do ar. Em todos os pontos monitorados pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) no ABCD nesta terça-feira (20/04), o índice foi apontado como regular.
De acordo com a Cetesb, a previsão é que as condições climáticas continuem
desfavoráveis à dispersão dos poluentes dióxido de enxofre, partículas inaláveis, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio. O motivo é a falta de chuvas em toda a Região Metropolitana de São Paulo.
Quando a qualidade do ar está regular, pessoas com doenças respiratórias podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço,ardência nos olhos, boca e nariz. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, crianças e idosos são os mais afetados pela baixa umidade do ar e, por isso, é necessário atenção especial a esses dois grupos de pessoas. O cuidado essencial, neste caso, é incentivar a ingestão de
bastante água (cerca de dois litros ao dia), além de sucos naturais feitos de maneira adequada e água de coco.
A Secretaria também indica manter a higiene doméstica, estimular o consumo de alimentos frescos, dormir em local arejado e umedecido, evitar banhos com água muito quente e usar sempre cremes hidratantes.
Em caso de irritação das vias aéreas e dos olhos, deve-se usar soro fisiológico para lavar os olhos e as narinas.

O jogo de cartas de Belo Monte.Leia mais

Por Efraim Neto
De história antiga e localizada em uma das regiões de maior diversidade biológica e cultural do país, a região conhecida como Volta Grande do Xingu, UHE de Belo Monte é alvo de um jogo de cartas que parece não ter fim...

Índios preparam invasão de área da usina de Belo Monte

19/04/2010 AGNALDO BRITO - Enviado especial a Altamira (PA)
Os índios da bacia do médio Xingu preparam a ocupação do Sítio Pimental, uma ilha localizada a 40 quilômetros de Altamira (Pará) onde será construída a barragem principal e a casa de força auxiliar da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo a Folha apurou, a ação está sendo articulada para ocorrer...
Os índios da bacia do médio Xingu preparam a ocupação do Sítio Pimental, uma ilha localizada a 40 quilômetros de Altamira (Pará) onde será construída a barragem principal e a casa de força auxiliar da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo a Folha apurou, a ação está sendo articulada para ocorrer ainda nesta semana, provavelmente amanhã (20), dia do leilão da obra. Nestes dias é comemorada a Semana do Índio. Hoje, 19 de abril, é o Dia do Índio. Entidades ambientalistas apoiam o ato, pois consideram a ação uma forma de resistência pacífica ao empreendimento.
O leilão será realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em Brasília. Dois consórcios estão na disputa, o primeiro formado por Vale, Votorantim, Neoenergia, Andrade Gutierrez e as estatais Furnas e Eletrosul, e o segundo com Queiroz Galvão, Gaia (uma subsidiária do Grupo Bertin), a estatal Chesf e mais seis empresas.
A decisão indígena de levar adiante esse ato desafiador contra o governo brasileiro foi tomada em reunião reservada realizada por lideranças de várias etnias em encontro na Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, na semana passada, durante a visita da comitiva do cineasta James Cameron. Os "brancos" não participaram da reunião.
A articulação para a ocupação da área prevê a mobilização de ao menos 140 indígenas ligados a pelo menos duas etnias que vivem na região, entre os quais os Xikrin e os Caiapós, este um dos grupos indígenas que mais se opõem à barragem. Caiapós do Mato Grosso podem engrossar o movimento.
A ocupação criará um embaraço ao governo, que, no limite, poderá ser obrigado a intervir para retirá-los das áreas quando as obras tiverem início.
A reportagem da Folha apurou que há ainda a negociação entre lideranças indígenas a fim de atrair outras etnias para ocupar o Sítio Pimental e outras áreas da chamada Volta Grande, a região que será a mais atingida com a construção das barragens e com a operação da hidrelétrica. Os Jurunas da Terra Indígena Paquiçamba também poderão integrar a força de ocupação, embora haja divisão na tribo.
Congresso
O objetivo dos nativos com a invasão de um território não considerado terra indígena é o de chamar a atenção da sociedade brasileira e mundial para a mudança que representará a construção de um projeto que custa pelo menos de R$ 19 bilhões e levará dez anos para ficar pronto. Além da publicidade internacional com a ação, a comunidade indígena também quer, com o ato, envolver o Congresso.
Para os indígenas, o parlamento brasileiro ignorou até agora o assunto. Pela Constituição Brasileira, só o Congresso tem prerrogativa de autorizar ou negar a instalação de projetos que afetem a vida dessas comunidades. Eles alegam, entretanto, que não foram ouvidos pelo Legislativo e exigem agora a participação de uma comissão bicameral para tratar do assunto.
Os indígenas se consideram enganados por autoridades do governo, que, por sua vez, consideraram que eles foram ouvidos durante o conturbado processo de licenciamento ambiental.
A reportagem da Folha acompanhou, em setembro de 2009, três audiências públicas realizadas na região da Volta Grande do Xingu nos municípios de Brasil Novo, Vitória do Xingu e Altamira. Pintados, os indígenas participaram apenas de audiência pública realizada num ginásio em Altamira. Ficaram pouco tempo. Escoltados pela Força Nacional de Segurança, eles abandonaram a audiência. Apenas algumas lideranças falaram no encontro.
Entre as dezenas de versões de aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu, apenas a última versão que vai a leilão, de acordo com estudo apresentado ao Ibama, não irá alagar terras indígenas. Mas ainda que o lago de 516 quilômetros quadrados não alcance áreas de reserva, a construção e a operação da usina podem alterar o modo de vida dessa população.
Atingidos
Pelo menos duas reservas estarão suscetíveis a impacto direto do empreendimento: as terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande, nas margens esquerda e direita do rio Xingu, respectivamente. Outra área, chamada de Terra Indígena Trincheira Bacajá, localizada às margens do rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu), também pode sofrer reflexos da mudança do regime de vazão do rio.
Segundo os estudos da Eletronorte, a barragem principal prevista para ser erguida no Sítio Pimental vai reduzir substancialmente a vazão do rio Xingu. A água represada pela barragem será drenada por dois imensos canais para o interior da Volta Grande, onde hoje propriedades rurais exploram a cultura do cacau e a pecuária.
No período seco, a vazão será de 700 metros cúbicos por segundo, e, nos períodos de cheia, o operador da usina terá de intercalar a liberação de água em volumes de 4.000 metros cúbicos no primeiro ano e de 8.000 metros cúbicos no segundo ano _e repetir essa variação ao longo do tempo. A mudança do regime de vazão do rio é apontada por especialistas como um dos mais graves problemas a serem gerados após o início de operação da barragem.
A avaliação dos indígenas e de especialistas é a de que, com a redução do fluxo de água no Xingu, o rio Bacajá terá reduzido o seu nível, comprometendo a navegação e a pesca na região. O mesmo efeito ocorrerá, segundo a oposição ao empreendimento, ao longo dos cem quilômetros do rio, até a região de Belo Monte, onde a água drenada do Xingu para dentro da Volta Grande será devolvida ao leito natural do rio após gerar energia nas 18 ou 20 turbinas que serão instaladas na casa de força principal.
Notícia publicada no jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 13 de abril de 2010

Venha conhecer um pouco da história do Parque Central e da APC

O princípio "ganha-ganha" por Leonardo Boff.Leia mais

Se olharmos o mundo como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente. E como somos, enquanto humanos, também Terra (homem vem de humus), nos sentimos também, de certa forma, doentes...

Vejam a situação do Núcleo Espírito Santo em Santo André

JORNAL DA GLOBO
09/04/10 - 23h59 - Atualizado em 10/04/10
Favela em São Paulo também foi construída sobre antigo lixão
Em São Paulo também há um Morro do Bumba. Uma favela construída sobre o lixão.
Walace Lara Santo André, SP
Na Favela do Espírito Santo não basta apelar por proteção divina. O perigo vem do chão. "Nós estamos instalados em cima de uma bomba relógio".
Todas as casas foram construídas sobre o antigo lixão de Santo André, no ABC paulista. Um terreno instável, semelhante ao do Morro do Bumba, em Niterói. "Esse líquido que corre embaixo do carro, é tudo lixo".
Apesar de todo o risco, a favela continua crescendo. Um morador, por exemplo, pretende erguer um novo barraco e ele já retirou do solo uma montanha de lixo. "Quando eu desmontei aqui não aparecia tanto lixo entendeu, mas depois que foi cavando que apareceu mais", conta o pintor, José Leandro dos Santos.
O problema é antigo. Há dez anos (13/12/1999) o repórter Walace Lara esteve no mesmo local.
Lixo, barraco, gente, muita gente. São 1.300 famílias. Neste local a cidade do progresso ainda não chegou. "O meu marido está desempregado e a gente veio para cá por caso de necessidade. Não tinha para onde ir", conta uma moradora, Marlinda Tavares.
De lá para cá, ninguém foi retirado das áreas de risco. O Ministério Público determinou que a prefeitura removesse 622 famílias até dezembro de 2010. Para as demais deveriam ser garantidas obras de infraestrutura e eliminação de risco.
Dona Marlinda já mudou, mas não porque recebeu uma casa nova. Ela buscou abrigo na casa da filha depois que a dela rachou inteira. "Procurei vários lugares da prefeitura e nunca resolveu. Falaram que ia resolver e nunca resolveu e a gente continua aqui".
Na prefeitura, ninguém quis falar. Por nota, informaram que "ao assumir a gestão da cidade", em 2009", descobriram que "a verba destinada às obras tinha cláusula suspensiva". O motivo? "A não utilização dos recursos no prazo".
"Eu tenho medo de a minha casa desabar a qualquer momento. Tenho medo de estar dormindo e ela cair em cima da gente", diz a moradora, Liléia Nunes de Jesus.
Medo que depois da tragédia de Niterói agora é de muitos. "Quando há um tipo de uma tragédia muito triste como está havendo no Rio de Janeiro, todo mundo se comove, mas acho que as pessoas tem que se comover antes que aconteça".

Vejam o que acontece quando os nossos poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário empurram uma situação tão grave com a barriga

domingo, 28 de março de 2010

E a Reciclagem e a Compostagem?

27 de março de 2010 - Deborah Moreira - Diário do Grande ABC
Aterro (S. Jorge) de Sto.André está abaixo da média
Santo André recebeu nota baixa da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) em avaliação dos aterros sanitários de resíduos sólidos (lixo doméstico) divulgada na sexta-feira. O IQR ( Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos) do aterro de Santo André despencou de 8,9 em 2008 para 6,1 no ano passado, segundo o Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares 2009. A taxa é inferior à média das outras cidades do Estado que possuem lixões em operação (8,5).
Dos 645 municípios paulistas, 425 têm sistemas de depósito e tratamento de resíduos domésticos adequados. Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o número é 15 vezes maior que em 1997, quando foi feito o primeiro relatório.
Para se obter o IQR de cada cidade são avaliados 41 itens. Segundo Ronald Pereira Magalhães, gerente da Agência Ambiental do ABC I, da Cetesb, o Aterro Sanitário de Santo André, administrado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), foi mal avaliado em quatro aspectos, como a conservação das condições de acesso das vias internas, o que causa dificuldade para a entrada dos caminhões.
A cobertura do lixo, que deveria ser feita com terra, também estava insuficiente. "Essa cobertura é importante para evitar o mau cheiro e a presença de aves como urubus. Havia muitos deles no aterro", declarou Magalhães. A drenagem da chuva, por meio de canaletas, e o armazenamento e tratamento do chorume também foram insuficientes na avaliação. "Em 2010, visitamos duas vezes o aterro e constatamos uma melhora. Mas uma nova avaliação só será feita no final do ano", concluiu o gerente da Cetesb.
O Semasa informou que o local permanece em obras e que as chuvas prejudicaram os trabalhos. A ampliação da coleta e armazenamento de chorume serão finalizadas nos próximos dias, de acordo com o Semasa.

Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU

23/03/2010 -(Fonte: Folha Online)
A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira (22).
"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).
Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira (22), o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.
O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.
Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.
A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."
O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.
Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.
"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas." (Fonte: Folha Online)

terça-feira, 23 de março de 2010

Enquanto isso no Parque Central...

Assistam o vídeo e vejam como foi a comemoração do Dia Mundial da Água no Parque Central em Santo André. Máquinas da Prefeitura retiram a vegetação ao redor de um dos lagos do parque. Considerada área de preservação permanente, é necessário licença ambiental para realização de qualquer intervenção no local.Mais uma vez o interesse de alguns prevalece sobre a coletividade.

Obra realizada: Deck de Madeira para lançar barquinhos no lago.Está sendo utilizado como plataforma de natação para as crianças do entorno do parque.


Espécie retirada pelas máquinas:Moréia
Planta herbácea, de altura até quase 1,0 metro, com raízes rizomatosas.
As folhas partem direto do rizoma e formam touceira densa de folhas verde-escuras finas e estreitas, flexíveis.
São flores pequenas semelhantes à íris, com seis pétalas arredondadas dispostas três a três, brancas ou na cor creme com pontuação alaranjada ou marrom escuro no centro, reunidas em pecíolos curtos surgindo de um longo, fino e flexível pendão.
As flores surgem ao longo do ano, mas principalmente no verão.Seu manejo simples e a beleza de extensos canteiros com as pequenas flores é um atrativo à disseminação de seu uso.

PROTESTO RECLAMA REABERTURA DO PARQUE GUARACIABA.Clique no título e assista aos vídeos

Foto: Antonio Ledes
Ambientalistas, agentes comunitários e moradores do Parque Guaraciaba, em Santo André, realizaram na manhã desta segunda feira (22/03) protesto em frente à área verde do bairro, conhecida também como Tancão da Morte O objetivo da manifestação, que contou com carro de som e discursos, foi mobilizar a população a abertura do parque e a preservação da nascente da reserva. “Queremos conscientizar as pessoas sobre a importância de manter a água limpa que temos aqui: a área verde do parque a água de qualidade quepode beneficiar quase 250 mil pessoas aqui de toda região”, afirmou o presidente do MDV Movimento em Defesa da Vida no ABC, Virgílio Alcides. Outra questão levantada durante a ação foram os entulhos que estariam sendo despejados pela Prefeitura nas proximidades do rio. “Vamos entrar com uma ação no Ministério Público contra agentes da Prefeitura que despejam poda de árvore nas margens do rio, o que provoca a poluição nele”, reclamou Virgílio. O prefeito Aidan Ravin (PTB) foi convidado para a mobilização, mas não compareceu à cerimônia. “Chamamos o poder público por uma questão de mobilização conjunta, achávamos importante que eles comparecessem, mas por questões políticas, que ultrapassam nosso entendimento, o comparecimento foi mínimo”, afirmou o presidente da MDV. Os organizadores do protesto pretendem instalar uma exposição de fotos na Câmara Municipal. “A exposição deve acontecer em duas semanas, e vamos colocar ali para que mais pessoas se sensibilizem com a causa”, finalizou Virgílio. Histórico -O Parque do Guaraciaba está fechado para visitação pública há mais de quatro anos. O MDV defende a reabertura da área, que tem aproximadamente 500 mil metros quadrados e abriga nascentes e mata nativa. A área foi desapropriada há mais de duas décadas. Cogitou-se ceder o espaço para a iniciativa privada desenvolver um parque ecológico ou mesmo usar o terreno para servir de aterro sanitário. Porém, nada aconteceu. Em 2005, depois de sucessivas mortes por afogamento no lago do parque, o Ministério Público determinou o fechamento do espaço. A área ficou vazia e tem servido à Prefeitura como depósito de galhos e árvores recolhidos pela cidade. "Existem minas d''água de qualidade espalhadas por toda a área. Não é possível entender como esse patrimônio ainda não foi preservado e convertido para a população", afirmou o presidente da MDV, Alcides.
Jornal ABCD Maior

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia Mundial da Água

Assista o vídeo do evento realizado em frente ao Parque Guaraciaba em comemoração ao Dia Mundial da Água.

Relato do evento enviado pelo pessoal do Movimento Pró Parque Público do Guaraciaba:
Hoje dia mundial da água, estivemos reunidos no Parque Guaraciaba, devido o acesso proibido por parte da Prefeitura de Santo André, fizemos o ato na rua em frente.
Presentes ao evento 93 pessoas, entre Moradores do entorno, Ambientalista do MDV, e da Associação do Parque Central; Comissão de Meio Ambiente da OAB- Secção Santo André, Dra. Irene Grasson; Profº Ricardo Alvarez – presidente do PSOL de Santo André; representantes dos vereadores da Câmara Municipal de Santo André:- Vereador Thiago Nogueira, e do Vereador Almir Cicote; representante do Semasa – Eriane Monteiro – Gerente de Educação ambiental, presenças dos padres da paróquia- São Geraldo- Padre Mahon e Padre Luiz.
Inicio do evento 9:00 horas com um oração pelo Padre Luiz em agradecimento da água pela água do Planeta, e pelo fato de termos a Lagoa do Parque Guaraciaba viva.
Virgilio Farias presidente do MDV relatou a importância e o porque a Onu (Nações Unidas) comemorar e questionar o uso racional da água, pelo mundo afora, e o porque tanta pessoas passam sede no mundo.
Em seguida foi apresentada a comissão do Movimento Pro Parque Publico.
Ivone Carvalho vice- presidente do MDV e membro da Comissão Pro P. Guaraciaba, falou da Lagoa com seus 1300.000m3 de água, com seu espelho dágua de 40.000m2, profundidade de até 60 metros, com muitas minas tornando suas águas de categoria I. Por isso que consideramos a área estratégica, deve ser considerada de preservação, como produtora de água pelas suas inúmeras nascentes no Lago, e em seu entorno.
Ismar membro do grupo de moradores MPPG (MOVIMENTO PRÓ PARQUE PÚBLICO GUARACIABA) falou da importância de estarmos mobilizados sempre.
O profº Alvarez, falou de importância histórica nesta luta pela preservação da área,
e as dificuldades que encontram a população para implantação desse Parque, pela sua relevância na cidade de Santo André.
Dra. Irene a OAB, disse-nos que a garantia de áreas como essa, é muito importante e em dado movimento de sua fala, destacou a importância da população local na defesa do Parque Guaraciaba.
A representante do Semasa, Eriane ficou feliz de ver o trabalho ali realizado em torno da educação ambiental e da conscientização do valor da água.
Logo em seguida foi aberta a população uma tribuna livre para os moradores, colocarem suas opiniões.
Devemos destacar que a grande maioria sente saudades de adentrar ao Parque, e das caminhadas que as mulheres faziam no entorno da Lagoa.
Estão apreensivos pela demora da Prefeitura em implantar o Parque ali, e porque não um Parque das águas, já que tem tanta água nesse local?.
No termino varias pessoas decidiram agregar-se ao nosso movimento.
Nosso evento terminou 11:30 horas da manhã.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Desmatamento no ABC foi de 18 campos de futebol


Foram desmatados com o consentimento do governo do Estado 18,75 hectares em 2009 no ABC. Mata foi suprimida para construção de novas edificações e obras de extensão de dutos e cabos.19% foi a redução das áreas desmatadas no ABC ano passado em comparação com 2008.A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo autorizou o desmatamento de 18,75 hectares ano passado no ABC. A área de matas destruídas equivale a cerca de 18 campos de futebol.De acordo com a secretaria,o desmatamento foi autorizado para a construção de novas edificações, obras lineares (como dutos e fiações)e, no caso de São Bernardo, para área de lazer e por oferecer risco de queda. Em todo o Estado, foi autorizado o desmatamento de 1.813 hectares no ano passado. As obras lineares foram responsáveis por 30% de todo o desmatamento. “Todo mundo pensa que a agropecuária é a principal responsável pela supressão, mas percebemos que obras lineares, como dutos e fiações,já ultrapassaram esse tipo de atividade”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Xico Graziano, na apresentação dos dados na terça-feira (2). Na Região São Bernardo foi responsável por metade dos hectares desmatados no ABC,com 9,05 hectares suprimidos em 2009. Já São Caetano e Diadema não tiveram áreas verdes suprimidas legalmente. Apesar de ainda ser grande,o desmatamento diminuiu 19% ano passado em relação a 2008, quando foram suprimidos 23,23 hectares na região. A Secretaria não informou o número de flagrantes feitos pela Polícia Militar Ambiental no ABC. Em todo o Estado, foram autuados 3.109 hectares derrubados ilegalmente.Mata suprimida Hectares desmatados em 2009 no ABC:
Santo André 6,18 hectares
São Bernardo 9,05 hectares
Mauá 0,92 hectares
Ribeirão Pires 1,34 hectares
Rio Grande da Serra 1,26 hectares
* São Caetano e Diadema não tiveram desmatamento.
Fonte: Metro-ABC
Vanessa Selicani

segunda-feira, 1 de março de 2010

Parque Central, sinais de abandono pela administração do Dr.Aidan

As imagens abaixo mostram o atual estado de abandono em que se encontra o Parque Central na administração do Dr.Aidan.
Também não podemos deixar de citar a falta de condições de trabalho da Guarda Civil Municipal responsável pela segurança no Parque,o que dificulta a fiscalização.A pesca por exemplo que só é permitida nos dois lagos maiores está ocorrendo por todo o parque.Muitos canteiros de flores já foram perdidos devido a falta de cuidados e existem inúmeros vazamentos de esgoto.

Devido ao mau direcionamento das águas das chuvas, as pistas de caminhada são constantemente destruídas.

Sem comentários...


Inúmeros vazamentos de esgoto

O famoso jogo do empurra DEPAV X SEMASA

Abaixo Assinado para UC de Bertioga Participe!


Mostre seu apoio! Participando deste abaixo-assinado, você diz claramente que é favorável à criação de uma unidade de conservação em Bertioga (SP), uma das áreas mais ameaçadas de Mata Atlântica no litoral paulista e que deve ser protegida.
O documento com todas as assinaturas será entregue ao governador e ao secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Notícia preocupante!Leia mais

Nº de abelhas no mundo cai drasticamente
Sumiço do inseto tem consequências ecológicas e econômicas
Essa perda no número de insetos prejudica os países igualmente, mesmo que eles tenham diferentes climas, faunas e floras. Em qualquer tipo de ambiente onde vivem, as abelhas têm o importante papel de polinizar cerca de 75% das espécies vegetais consumidas pelos seres humanos e de produzirem o mel que também integra o cardápio de muitas pessoas, além de fazer parte da composição de diversos cosméticos...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Estamos condenados a viver em cidades caóticas!!!

Vejam mais este triste exemplo que esta acontecendo em Diadema, o fato está sendo denunciado pelo Movimento em Defesa da Vida MDV.Demonstra mais uma vez, que nossos governantes só tem discurso em prol do meio ambiente, quando na verdade atuam na surdina, mudando planos diretores e tudo mais que for impecilho aos seus interesses de momento.Para eles o importante é arrecadar mais impostos e arrebanhar cada vez mais eleitores.Pobres daqueles que acham que um dia iremos viver em cidades com mais qualidade de vida e respeito aos cidadãos.

Você morador de Diadema e do ABCD, guarde bem estas imagens, pois está área verde de mata nativa está com os seus dias contados.

Fachada do sítio comprado em 1946 pelo professor Miguel Reale no bairro do Serraria, nos dias atuais.
Foto: Nivaldo Almeida Acervo CMD / PMD
Mais um "escandalosamente, caso de improbidade administrativa". Ultima área verde e patrimônio histórico, numa região densamente ocupada por industrias, foi ilegalmente excluída. A supremacia do interesse público foi atropelada, em atendimento a interesse particular imobiliário.
Tal improbidade, além de atropelar a legislação municipal, atropelou, também, diretrizes gerais do Estatuto das Cidades. A saber:
Art. 2o A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:
I – garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações;
II – gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;
IV – planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribuição espacial da população e das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente;
V – oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população e às características locais;
VI – ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar:
g) a poluição e a degradação ambiental;
VIII – adoção de padrões de produção e consumo de bens e serviços e de expansão urbana compatíveis com os limites da sustentabilidade ambiental, social e econômica do Município e do território sob sua área de influência;
XII – proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído, do patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico;
XIII – audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de implantação de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural ou construído, o conforto ou a segurança da população;
Tamanha injuridicidade, não pode prosperar junto ao Poder Judiciário. Tenho certeza que esta ilegalidade será anulada na justiça.
Ecologista Virgílio