quarta-feira, 30 de abril de 2008

Solo coberto reduz o aquecimento


Pesquisador da Embrapa diz que áreas degradadas também devem ser contabilizadas no cálculo do efeito estufa
Fernanda Yoneya, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - É possível reduzir o impacto do aquecimento global com boas práticas de manejo do solo. É a idéia defendida pelo pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste Odo Primavesi, um dos relatores e revisores técnicos do relatório divulgado no ano passado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU.
Conforme Primavesi, o trabalho dos cientistas restringiu a causa do aquecimento global apenas à emissão de gases do efeito estufa (GEE), desconsiderando a questão do calor produzido em solos degradados, cujo efeito, segundo ele, representa 50% na emissão de gases. ''O que preocupa é que a pesquisa aponta como causa do aquecimento global os GEE, ignorando a degradação de regiões tropicais e subtropicais'', diz. ''O uso da terra é a variável que falta para os modelos matemáticos que simulam o aquecimento global funcionarem bem. Os GEE e áreas degradadas são idéias complementares, não excludentes.''
Para Primavesi, boas práticas de manejo do solo contribuem para o seqüestro de carbono e, ao mesmo tempo, produzem sombra, umidificam o ar e reduzem o calor. E, com essa redução de calor, o aquecimento global também tem seu efeito diminuído. O sol é o mesmo. As condições do solo é que vão influenciar os efeitos desse calor. ''Como os GEE mantêm o calor irradiado na Terra, a idéia é resfriar o ambiente.''
Plantio direto
Entre as várias formas de ''esfriar'' o ambiente, o plantio direto na palha é, talvez, a única prática recomendada já usada em larga escala. O benefício do plantio direto está na palhada deixada sobre o solo, normalmente amarela, que reflete mais calor, evita o revolvimento da terra e ajuda a manter o ambiente resfriado. ''A cor mais clara reflete radiação solar, que é de onda curta e não calorífica. E essa radiação de onda curta atravessa sem problema a camada de gases de efeito estufa. Se essa radiação atinge uma superfície seca, ela vira radiação de onda longa, infravermelha, calorífica.''
Para Primavesi, é preciso, aliado ao plantio direto, abolir a queima de pastagens. ''O plantio direto, a integração lavoura-pecuária, o manejo intensivo de pastagens com rotação da carga animal e com períodos de descanso para as forrageiras são outras formas de esfriar o ambiente.''
O plantio de árvores, diz, é outra maneira de reduzir o impacto do aquecimento global, pois o componente arbóreo seqüestra carbono e mantém o solo permeável. ''Esse carbono fica seqüestrado mesmo após o corte, desde que a madeira seja aproveitada. Não se deve queimá-la, usá-la como combustível ou deixá-la em decomposição, pois todo o material celulósico em decomposição anaeróbia emite metano, gás do efeito estufa.''
Na área rural, as árvores devem ser plantadas como quebra-vento, bosques de sombra e para recomposição de matas ciliares e reservas. A introdução de sistemas agroflorestais ou agrosilvipastoris também é opção viável. ''Infelizmente, a maioria dos agricultores e pecuaristas argumenta que as árvores tiram a visão gerencial da propriedade e representam área improdutiva.'' Somado a isso, a legislação ambiental, ''impositiva e não educativa'', agrava essa inimizade.
Primavesi, que desde 1971 estuda a importância do manejo adequado do solo e da água, conta que naquela época já se sabia que o plantio direto elimina picos de aquecimento do solo e aumenta sua umidade. Em 1995, quando conduziu o projeto de avaliação de impacto ambiental de atividades pecuárias, verificou a ocorrência desse mesmo fenômeno em solos de pastagem, onde havia sombreamento do solo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pouco a pouco as nossas cidades estão perdendo sua arborização!






Fotos: Roberto Parizotti


São Bernardo transformou-se na cidade da motosserra

Faz parte da paisagem da cidade dos batateiros, árvores antigas sendo cortadas, troncos de árvores jogados, funcionários da prefeitura sem nenhum preparo técnico, executando pôda de árvores.

Recentemente me causou indignação ao ser informado por populares, ler no jornal, e depois constatar in loco o desmatamento da Avenida Pery Roncheti, para dá lugar a uma obra que em nada vai aliviar o trânsito caótica de São Bernardo.

Segundo informações da imprensa, para a realização da obra em tela, serão sacrificadas 190 árvores, apesar da prefeitura assumir o corte de 118. De qualquer forma, é um crime o que o Poder Público Municipal vem fazendo na cidade em relação a derrubada indiscriminada de árvores antigas. Essa conversa de compensação; de replantio, é pura balela, pois sabemos a dificuldade que é a sobrevivência de uma muda, a grande maioria não sobreviverão. Assim a natureza perde, conseqüentemente o ser humano sofre na pele as conseqüenciais danosas dessas ações irresponsáveis.

Por mais que a Prefeitura alegue que esses desmatamentos ocorram com autorização de todos os órgãos ambientais necessários, que aparentemente lhe dá um caráter legal, não exime esses órgãos da sua responsabilidade dos efeitos danosos, e de que se diga que nem tudo que é legal é moralmente ou eticamente aceito.

Insisto, essas ações são crimes cometidos contra a vida, e a SOS Chácara Silvestre, jamais será conivente com tamanha irresponsabilidade, e entrará com uma Ação contra mais essa atitude do prefeito, que na calada de um final de semana com feriado, aproveitando o esvaziamento da cidade, e sem nenhum alarde costumeiro, passou a motosserra em dezenas de árvores que há anos, mesmo com o mau cheiro exalado pelo rio cheio de detritos, embeleza a paisagem da Avenida Pery Roncheti.

Além da indignação dos membros da nossa Ong e da população, um fato nos chamou a atenção: por que a Prefeitura não divulgou pela imprensa, como é de praxe, que e quantas árvores seriam cortadas para dar lugar aquela obra? O que fez a Prefeitura deixar de anunciar, como parte de seu marketing, essa ação? Por que aproveitou o final de semana prolongado para agir?

Essas indagações devem servir para que a população analise com imparcialidade como agem os administradores públicos de São Bernardo: quando interessa ao Prefeito, e quando poderá ser transformada em voto as ações, ele divulga à exaustão. Quando é uma ação irresponsável, que lhe causará mal está, ou algum problema jurídico, como é o caso em tela, ele manda agir na calada, quase que as escondidas.

A transparência nas ações da administração não poderá ser vista como virtude, mas como uma obrigação, pois os cidadãs, pagadores dos tributos que sustentam a máquina pública, têm o direito de serem informados, e consultados. Porém essa administração prima pelo autoritarismo e a unilateralidade de seus atos.


Fotos: Roberto Parizotti

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fórum de Debates

As Áreas Verdes do ABC precisam de você!
E Você precisa delas!
Participe do Fórum de debates

A Chácara Silvestre e a Política de Ocupação do Solo

Prof.Dr.Aziz Ab'Saber
Prof.Dr.Waverli M.Matarazzo Neuberger
Dr.Simoni Scifoni
Dr.Cléa Campi Mônaco

Dia 07 de Maio de 2008
Auditório da Universidade Metodista
Av.Dom Jaime de Barros Câmara, 1000
Bairro Planalto SBC
Horário 19:00h

Será conferido diploma aos participantes.
Informações:email chacarasilvestre@gmail.com

Realização:
SOS Chácara Silvestre
Universidade Metodista
Apoio:
SINPRO Sindicato dos Professores do ABC

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Compensação de emissões com árvores requer atenção

Sabrina Domingos*

O plantio de árvores para neutralizar a emissão de CO2 de empresas ou eventos tem sido uma ferramenta de Marketing tão forte que faz com que muitos consumidores percam a visão da importância dessa iniciativa. Pelo processo da fotossíntese, as florestas absorvem e estocam o carbono da atmosfera, dessa maneira, contribuem para combater o aumento do efeito estufa e o aquecimento global.

Cientes dos benefícios ambientais do reflorestamento, muitas empresas passaram a prestar serviços de consultoria nessa área. Apesar de aparentemente a iniciativa só trazer benefícios para a sociedade e o meio ambiente, a falta de padrões faz com que, em alguns casos, o processo seja desvirtuado. A tendência agora é que as empresas mostrem a sua responsabilidade por ações que vão além do plantio de árvores.

“Para que realmente seja benéfica ao meio ambiente e ao clima global, a compensação de emissões não deve ser adotada como uma solução única”, afirma o diretor de meio ambiente da ONG Iniciativa Verde, Osvaldo Stella. Ele entende que o plantio de florestas deve entrar como última alternativa na lista de ações para tornar o consumo mais consciente. “Em nossas parcerias, primeiro realizamos um inventário de emissões e, em cima disso, trabalhamos os conceitos de ‘reduzir’, ‘reutilizar’ e ‘reciclar’. Somente as emissões inevitáveis são compensadas com o plantio de árvores”, explica.

O processo de restauro ambiental realizado pela Iniciativa Verde dura, em média, 30 meses, com o plantio e a manutenção de espécies nativas em áreas de preservação permanente de mata ciliar.

Para se definir o número de árvores a serem plantadas, calcula-se a quantidade de carbono emitida durante um evento, por exemplo. As florestas plantadas levam 37 anos para alcançar o clímax de absorção de carbono. Nesse período, cada hectare de árvore é capaz de neutralizar 80 toneladas de CO2 da atmosfera.

Stella conta que além de reflorestar áreas desmatadas e contribuir para o clima do planeta, o plantio de árvores traz consigo uma série de benefícios ambientais, como a preservação de cursos de água, conservação da biodiversidade (restaurando o habitat de várias espécies de flora e fauna e possibilitando o intercambio genético); conscientização, mudança de comportamento e geração de renda no campo.

O diretor acredita ser fundamental esclarecer a população da necessidade de agir de forma pró-ativa para reduzir as emissões dentro de casa ou no trabalho, ao invés de esperara apenas pela compensação.

O plantio de árvores não é uma solução definitiva para o efeito estufa, esclarece. “Para resolver esse problema é preciso mudar os hábitos da sociedade que está acostumada com facilidades como carros poluentes e aparelhos de ar-condicionado que consomem energia elétrica”.

Por se tratar de iniciativas voluntárias, o mercado de neutralização de emissões com plantio de árvores não recebe nenhuma regulamentação, o que favorece a ocorrência de fraudes. Há registros de empresas que prometeram compensar emissões com árvores que nunca foram plantadas. Há casos também de florestas derrubadas antes de se completar o período necessário para a compensação e, até mesmo, de empresas que subestimaram a quantidade de árvores necessárias para o plantio, dando uma falsa idéia de neutralização das emissões.

Para se consolidarem no mercado, as empresas que trabalham com compensação precisam agir de maneira honesta, pois cada vez mais os resultados das suas ações serão cobrados pela sociedade.


Fonte: Portal do Meio Ambiente / *CarbonoBrasil.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pensamento da Semana

"Não é a terra que é frágil. Nós é que somos frágeis. A natureza tem resistido a catástrofes muito piores do que as que produzimos. Nada do que fazemos destruirá a natureza. Mas podemos facilmente nos destruir." - James Lovelok

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Mais um triste record para o nosso País...

Brasil é o campeão mundial de desmatamento
Relatório divulgado pelo Bird afirma que país desmatou 31 mil quilômetros quadrados por ano de 2000 a 2005
SÃO PAULO - Um novo relatório divulgado ontem pelo Banco Mundial (Bird) mostra que, entre 2000 e 2005, o Brasil foi o país que mais desmatou no mundo. Seriam 31 mil quilômetros quadrados de floresta derrubada anualmente, segundo o órgão. Em segundo lugar aparece a Indonésia: 18,7 mil quilômetros quadrados por ano. Em terceiro, está o Sudão, com 5,9 quilômetros quadrados. A Amazônia é o local mais desmatado no Brasil. Os dados oficiais do governo brasileiro, computados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam taxa de derrubada média anual na região de cerca de 22 mil quilômetros quadrados – ainda que dois dos três maiores índices já registrados sejam de 2004 (27.379 quilômetros quadrados) e 2003 (25.282 quilômetros quadrados). O Inpe não monitora outros biomas, como o Cerrado e a mata atlântica.
As informações do Bird fazem parte do Relatório de Monitoramento Global 2008, que avalia o status de cumprimento das Metas do Milênio. De acordo com ele, a perda de área florestal no planeta foi de 73 mil quilômetros quadrados por ano entre 2000 e 2005. A África Subsaariana é a região que mais derrubou – cerca de 47 mil quilômetros quadrados; América Latina e Caribe aparecem com 41 mil quilômetros quadrados. O leste asiático e a região do Pacífico surgem com um incremento florestal, devido especialmente a projetos de reflorestamento mantidos na China. Esse movimento mascara os altos índices de desmatamento registrados na Indonésia.
Além disso, nos últimos anos, a Indonésia cresceu sua taxa de desmatamento de florestas tropicais para alimentar o mercado mundial, especialmente o europeu, de biocombustíveis. Grandes regiões do país foram derrubadas e queimadas para dar espaço a plantações de dendê, afirmam organizações não-governamentais e observadores independentes. Como o país não mantém um programa de acompanhamento de desmatamento, como o Brasil, a extensão dos danos é estimada.
O relatório indica que a redução dos índices mundiais de pobreza não será sustentável se florestas forem perdidas, estoques de peixes reduzidos e o solo, degradado. “A extinção de recursos naturais e a degradação ambiental comprometem a perspectiva de crescimento em longo prazo de muitas nações em desenvolvimento”, escrevem os autores. O Bird pede uma ação global coordenada para controlar as mudanças climáticas e lembra que eventos extremos, como secas e enchentes, afetam principalmente os mais pobres. (AP)

domingo, 6 de abril de 2008

Mata nativa é menos de 50% na região

Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

Dados utilizados pelo Estado mostram que nenhuma das cidades do Grande ABC conta com mais de 50% de mata nativa. Levantamento feito pelo Instituto Florestal, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, para definir a chamada nota verde dos municípios mostra que a região pode ter problemas para conseguir o selo ambiental se a média depender da proteção reservada à cobertura vegetal.
A avaliação estadual sobre as políticas públicas é importante porque, segundo o governador José Serra, depois de divulgadas as notas – com prazo previsto para junho –, os municípios verdes terão prioridade na busca por recursos. Entre os critérios para a nota, está a preservação da mata original.
A pesquisa mostra que até Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, municípios situados em área total de mananciais, já registram índices baixos de proteção ambiental. Rio Grande está com 47,7% das matas preservadas e Ribeirão, com apenas 32,8%, revela-se em situação pior. O quadro mais grave, porém, é observado em São Caetano, onde não existe mata remanescente. Toda a cobertura vegetal já foi ocupada e devastada.
Estudo semelhante feito pela Fundação SOS Mata Atlântica, em 2004, já revelava o fim das áreas nativas em São Caetano, mas também apontava números maiores em relação aos outros seis municípios. Mauá, por exemplo, tinha 21% de cobertura vegetal. Nesta quinta-feira, segundo o governo, conta com 12%. O mesmo vale para Rio Grande. Há quatro anos, a cidade mantinha 77% e Ribeirão registrava 60%.
A maioria das prefeituras confirma as informações atuais. Segundo o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), a cidade tem 53% do território em área de manancial, sendo 37,9% preservados em áreas como o Parque do Pedroso e Paranapiacaba.
O diretor de Meio Ambiente de São Caetano, Osvaldo Aparecido Ceoldo, também assume a inexistência de mata nativa na cidade. “Não temos como recuperar essa perda, mas estamos investindo em projetos de arborização”, diz. O prefeito José Auricchio Júnior (PTB) explica que o município tem características próprias.
A administração de Diadema justifica o baixo índice (5%) com dados relativos à densidade populacional. Segundo a Prefeitura são 12.620 pessoas por quilômetro quadrado. Já os números de preservação de São Bernardo devem aumentar, segundo o secretário de Meio Ambiente, Ademir Silvestre. “Temos 46,5%, mas devemos ultrapassar 50% com os bairros ecológicos, que protegem as nascentes. Já temos 52 bairros com esta concepção.”
Rio Grande da Serra é a única administração da região que contesta os dados. “Temos mais de 55% de cobertura vegetal. Nossa política não aprova mais loteamentos, para não diminuir ainda mais esses dados. O que tinha de crescer já cresceu. Temos uma grande riqueza a preservar: nossa água”, completa o secretário de Meio Ambiente, Luis Gabriel da Silveira.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Frase da Semana

"Não há nada que não se consiga com a força de vontade, a bondade e, principalmente, com o amor. "
( Cícero )

Pista de skate de Sto.André será no Parque da Juventude

Pista de skate de Sto.André será no Parque da Juventude
Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

Para pôr fim à discussão em torno da construção de uma pista de skate em Santo André, o prefeito João Avamileno (PT) anunciou quinta-feira mudanças no projeto. Agora, ela será no Parque da Juventude, na Vila Humaitá, e não mais no Parque Central, na Vila Assunção.
O anúncio foi feito pelo prefeito na companhia de diversos profissionais do esporte, entre eles Sandro Dias, o Mineirinho, um dos maiores expoentes do skate no País.
O parque foi prometido pela Prefeitura desde o ano passado. O impasse sobre a construção da pista ocorria porque moradores e usuários do espaço posicionavam-se contra a obra, alegando, entre outros motivos, que os praticantes de esportes radicais fariam “bagunça” no parque.
Um abaixo-assinado com 1.800 nomes chegou a ser encaminhado ao Ministério Público em maio passado criticando a iniciativa.
A Prefeitura precisa fazer pequenas adequações no projeto, já licitado e estimado em R$ 467 mil, mas garante que não será necessária uma nova licitação. “O parque deve ficar pronto até o fim do ano”, disse Avamileno.
Para os skatistas, a mudança é vista sob dois aspectos: é ruim porque sai de uma região central para a periferia – o que manteria a condição marginal do skate –, mas proveitosa por proporcionar à periferia uma sofisticada opção de lazer.
“As pessoas precisam conhecer melhor o esporte. Elas não imaginam o skate como uma atividade social, que pode tirar os jovens da marginalidade”, afirmou Sandro Dias. O esportista espera que o parque andreense tenha a mesma qualidade e infra-estrutura que o Parque da Juventude do Centro de São Bernardo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Se a Terra falasse...

Eu me chamo Terra. Tenho 4,6 bilhões de anos e abrigo centenas de milhares de seres vivos. Possuo muitas riquezas e inúmeros ecossistemas. Os oceanos cobrem cerca de dois terços de minha superfície e sei que sou o único Planeta do Sistema Solar que permite tanta vida. Sou envolvida pela atmosfera que chega a algumas centenas de quilômetros acima da minha crosta. Estou mudando constantemente desde que nasci.
Por exemplo, na Era Glacial estive coberta por uma grossa camada de gelo. Houve o tempo dos Dinossauros que dominavam grande parte de meu ambiente, e que devido a mudanças naturais bruscas, não resistiram e acabaram morrendo. Apesar de todas estas mudanças, sentia-me bem pois sabia que tudo fazia parte de um ciclo natural.
Muito tempo se passou e hoje em dia sinto-me fraca, muito fraca... Minhas florestas estão sendo destruídas por queimadas e desmatamentos, provocando inúmeras perdas de espécies animais e vegetais. Meus rios e oceanos estão sendo poluídos com lixo, dejetos e rejeitos de indústrias, e minha atmosfera está sendo danificada. O lixo acumulado demora para se decompor provocando feridas em minha crosta. Tudo está sendo destruído e só porque sou muito grande, apenas poucos acreditam que estou correndo perigo de vida, bem como todos os seres vivos que abrigo.
Os próprios humanos (responsáveis por todo esse caos) sofrem de inúmeras enfermidades causadas pelo desequilíbrio ecológico, contaminação das águas, poluição, e nem por isso tomam as providências necessárias para reverter esta situação.
Eu sou o seu Planeta, o seu paraíso, presente de Deus, que lhes oferece tudo o que é necessário. Preciso da sua ajuda e peço que cuidem bem de mim plantando, reciclando, despoluindo, para que possamos viver em harmonia novamente, para que muitos animais e plantas continuem vivendo e para que as condições de vida humana melhorem, antes que seja tarde demais...

Berenice Gehlen Adams