domingo, 22 de julho de 2007

Novidades 4




Estivemos no parque no sábado e encontramos todas empilhadas, as estacas de proteções das mudas. De duas uma: As crianças vão pisar ou o DEPAV, na pessoa de seus roçadores, vão roçar as mudas como sempre fizeram. O poder público no Brasil é uma verdadeira praga !






4 comentários:

Francisco disse...

São uns verdadeiros hipocritas, falam uma coisa e fazem outra.É desta forma que vão contribuir com o futuro do planeta?

Anônimo disse...

COMO PLANTAR UMA ÁRVORE
(Uma Dica útil para o pessoal do Depav, que parece não se importar com o básico).
Siga estes passos:
LOCAL - Escolha um adequado para a planta
COVA - Faça-a com 60 centímetros de diâmetro e igual profundidade.
PREPARO DA TERRA - Misture a terra que retirou ao composto orgânico (duas partes de terra, para uma de composto). Reserve.
PREPARO DA MUDA - Rasgue o saquinho onde está a muda (caso contrário, a raiz não se desenvolverá), retirando a muda com o torrão de terra, sem quebrar o torrão. Dica: em vez de fazer um único corte no saquinho, para retirá-lo, faça vários, facilitando tirar o torrão sem quebrar.
PREPARO DA COVA - Coloque metade da mistura de terra e composto de volta na cova.
PLANTIO - agora, é só introduzir a muda com o torrão na cova e preencher o resto do buraco com a mesma mistura.
ACABAMENTO - Para finalizar, pressione um pouco o chão do local plantado para deixar a muda firme. Dica importante: no local da cova, o terreno deve ficar uns dois centímetros abaixo do nível do solo. Isso facilita regas. A primeira rega, já poderá ocorrer logo após o plantio.
CUIDADOS FINAIS - Uma boa idéia é cobrir o solo com folhas secas, o que ajudará a manter a umidade da terra. Especialmente se o plantio for em área urbana - numa calçada, praça ou jardim - também vale à pena colocar uma grade de proteção em torno da árvore, para que ninguém quebre a plantinha, desavisadamente.
TUTOR: Para que a muda cresça reta, vale à pena amarrá-la a um tutor. Pode até ser um cabo de vassoura, fixado verticalmente no chão, logo ao lado da muda. Mas preste atenção à maneira de amarrar: O barbante deve formar um 8 deitado, com um dos "círculos" do 8 em torno do tronco da muda e outro, no tutor. Assim, proporciona-se firmeza e ao mesmo tempo um pouco de folga em torno do tronco da futura árvore. Nunca deixe que o barbante "estrangule" o tronco, quando a planta crescer.
DICA PARA REGAR - quando não chove, deve se regar de uma a duas vezes ao dia, no início da manhã ou fim de tarde. No inverno, rega-se só uma vez ao dia.

maria disse...

A criançada solta no parque nesta época de férias correndo atrás de pipa, pode muito bem ser vítima de acidente, se por acaso pisar em falso nestes buracos abertos de onde foram retirados as estacas...Fora o perigo de cerol nas linhas, que vemos que está sendo utilizado livremente no parque.

Sérgio-textos alheios- disse...

CIDADES MALTRATAM SEUS RIOS
O pobre Tamanduateí, um rio histórico, cuja proximidade determinou a escolha do local em que foi plantada a cidade, estava destinado a sofrer um massacre. Sucessivas retificações em seu curso acabaram com as sinuosidades, antes cantadas como graciosas. Virou um retão. Canalizaram-no, e foi como prender um pássaro na gaiola. Seu volume foi minguando. Cercaram-no de pistas para automóveis até bem junto às margens. Na década de 70, sofreu a mais inominável das agressões, quando simplesmente lhe tamparam um pedaço. O urbanista italiano Leonardo Benevolo, ao sobrevoar a cidade com o arquiteto Benedito Lima de Toledo e dar com aquilo, ficou perplexo: “Mas vocês vão tampar o rio?!”. São Paulo tem uma relação estranha com as águas. Ao mesmo tempo em que sofre de histórica nostalgia do mar, maltrata o que lhe coube de água como mãe perversa. Grandes avenidas foram construídas em fundos de vale nos quais corriam riachos. Até o Ipiranga de margens outrora plácidas foi condenado a esconder-se debaixo do asfalto. Em outras cidades, os rios, além de embelezá-las, servem de pontos de referência e organizam o espaço urbano. Em São Paulo eles são sepultados para dar mais espaço aos carros.

Roberto Pompeo de Toledo- colunista da Veja