terça-feira, 18 de setembro de 2007

HOMENAGEM AO DIA DA ÁRVORE

Um comentário:

Mauricio disse...

O QUERER E O NÃO QUERER

O querer e o não querer foram postos numa balança.
O querer por vontade e o não querer por vingança.

Depois que, em fevereiro de 2007, foi amplamente divulgado o relatório dos cientistas reunidos no Painel da ONU, pelo qual ficou evidenciada a degradação do planeta pela ação gananciosa do homem, o assunto ECOLOGIA - em vez de ser abordado com a seriedade e gravidade de sua evidência - tornou-se ponto de apoio para a publicidade comercial em geral.
Dá nojo, angústia e revolta o uso que estão fazendo desse tema. Isso se chama manipulação de emoções. Esse recurso comercial, chamado também de estratégia de venda, não é novidade na área econômica, mas chegar a esse ponto - fazer apelo comercial com a desgraça planetária - é o maior dos crimes que podemos conceber. Só podemos entender esse abuso como mais um ato de paranóia do lucro; lucro acima de tudo, tudo, até da própria vida. Seria, a nosso ver, o estágio último da decadência humana, a inconsciência de ser, o desconhecimento absoluto da razão espiritual de nossa existência. Enfim, a negação suprema de nossa origem divina.
Desde a divulgação do mencionado relatório, vem-se intensificando o uso de tal recurso. Citamos alguns desses atos criminosos: diversos bancos criaram novos planos financeiros, chamando-os de ecoinvestimento, ecofinanciamento, ecofidelidade, ecocliente e outros nomes apelativos da espécie. Vários anúncios em revistas e jornais destacam que suas atividades (metalurgia, mineração, fundição, etc.) estão em harmonia com os interesses ecológicos. A Petrobrás atualmente veicula abundantemente que suas atividades não agridem a ecologia. Algo mais poluente e destruidor que o petróleo? Estão aumentando as resslvas, nos anúncios das indústrias, de que suas atividades são ecologicamente corretas. Está virando moda rebatizar as palavras com o prefixo "eco", na suposição de que isso lhes dá a autenticidade de bom caráter. É o criminoso escondendo as mãos.
A propósito, lembramo-nos de um filme antigo, chamado "A montanha dos 7 abutres", que demonstra como e por que é usado o artifício comercial da mentira e hipocrisia, calcado no sentimento dos bons de coração, apenas para atingir o paroxismo febril do lucro. Há pouco tempo, a mídia comoveu o Brasil até a exaustão, explorando o sofrimento de câncer incurável do Dr. Laureano, um médico nordestino que foi em vida um filantropo. Viu-se recentemente, durante mais de 30 dias, o esgotamento de todo o combustível emocional da tragédia com o avião da Tam.
Enfim, nessa ânsia pelo lucro tudo vale. Até a adoção da hipocrisia que incorpora tanto o QUERER como o NÃO QUERER. A escolha é sempre o lucro.
Ambientalistas: acautelem-se com os vendilhões do templo.